A construtora chinesa Evergrande Group está no centro de uma crise entre os grupos do setor imobiliário da China, depois de Pequim ter restringido o acesso ao crédito e exigido um aumento do rácio de liquidez das empresas.
Depois de, na segunda-feira, a negociação das suas ações na bolsa de Hong Kong ter sido suspensa, a empresa divulgou um comunicado onde anunciou que terá de adiar a divulgação dos resultados anuais para depois da data de 31 de março, porque os processos de auditoria ainda não terminaram.
“Devido às mudanças drásticas no ambiente operacional da empresa desde a segunda metade do ano passado, o auditor acrescentou vários procedimentos de auditoria adicionais este ano, que juntamente com os efeitos causados pelo surto de Covid-19, com base na informação atualmente disponível para a empresa, os processos de auditoria não estarão terminados a tempo”, explica a Evergrande Group em comunicado.
Sem dar uma nova data para a divulgação de resultados, mas informando que vai disponibilizar mais tarde um comunicado com essa informação, a empresa disse que vão ser publicados o mais rápido possível, logo após os procedimentos de auditoria estarem terminados.
Desta forma, segundo as regras, as empresas que não divulgam os resultados na data acordada ficam com as ações suspensas em bolsa, e costumam ficar suspensas até ser emitida a comunicação com a informação financeira necessária.
A empresa anunciou ainda que os bancos de Hong Kong apreenderam cerca de 2 mil milhões de dólares (cerca de 13,4 mil milhões de yuans) de uma das unidades da Evergrande, a Evergrande Property Services, segundo a ‘CNN Business’.
Os bancos, que a empresa não especificou quais são, disseram que apreenderam este dinheiro como garantia para “garantias de terceiros”, segundo a publicação. A Evergrande acrescentou que vai estabelecer um comité independente para investigar a situação.










