O grupo espanhol Prisa anunciou a venda da sua posição de 64,47% da Media Capital por 36,85 milhões de euros, avança o ‘Expresso’.
O preço de venda é de 0,6763 euros por ação, o mesmo que a Prisa tinha mandatado o Banco Carregosa para pedir a potenciais investidores, numa apresentação que remonta a julho passado.
A informação foi divulgada esta tarde pela Prisa ao regulador do mercado de capitais espanhol, a CNMV, detalhando apenas que a venda foi feita a um conjunto de investidores portugueses mas, segundo apurou o ‘Expresso’, as famílias Gaspar, que controla a Lusiaves, e Serrenho, que controla a CIN, passarão a ter cerca de 20% e 10%, respetivamente.
Mas o cantor Tony Carreira e o músico Pedro Abrunhosa também vão ser acionistas da empresa que controla a TVI, juntando-se assim à apresentadora Cristina Ferreira e ao empresário Mário Ferreira que detém 30,22% do canal de televisão.
Recorde-se que a 14 de maio, o empresário Mário Ferreira comprou 30,22% da Media Capital, através da Pluris Investments, numa operação realizada por meio da transferência em bloco das ações por 10,5 milhões de euros.
A 17 de julho, foi anunciado que a apresentadora Cristina Ferreira estava de regresso à TVI em setembro como diretora de entretenimento e ficção, tendo manifestado interesse junto da Prisa em comprar uma participação no capital social da Media Capital.
Sobre os contornos do negócio, a Prisa esclarece ainda, no referido comunicado que “os acordos realizaram-se simultaneamente mediante transmissões independentes em bloco das ações por um preço total de 36,8 milhões de euros. Representa uma valorização implícita da empresa (enterprise value) de 150 milhões de euros e um bónus de 63% em relação ao preço por ação oferecido pela entidade Cofina na sua oferta pública voluntária sobre as ações da Media Capital, publicada no passado dia 12 de agosto”.
A operação, que foi autorizada pela Pluris no âmbito do pacto de acionistas assinado com a Vertix, “está condicionada à obtenção de um waiver de determinados credores financeiros da PRISA, bem como à autorização das autoridades reguladoras portuguesas que possam revelar-se necessárias”, detalha ainda.
Por último, dá nota de que esta venda se enquadra “na política de desinvestimento de ativos não-estratégicos iniciada pela PRISA e está em linha com o plano já anunciado que se foca no fortalecimento da Santillana e na transformação digital dos seus meios de comunicação em Espanha e na América Latina”.













