O director geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse, sexta-feira, que o organismo defende um acesso global a uma vacina contra a Covid-19, contudo, numa primeira fase será necessário priorizá-la, apontando para os trabalhadores essenciais, bem como para os grupos de risco.
Na habitual conferência de imprensa sobre a evolução do novo coronavírus no mundo, o responsável referiu que numa altura em inicial em que a oferta é limitada, a grande prioridade actual passa por «vacinar algumas pessoas em todos os países em vez de vacinar todas as pessoas em alguns países».
«Isto não se trata apenas de saúde pública, mas também de economia», sublinha Tedros dizendo que se determinadas pessoas «nos países de baixo e médio rendimento, não forem vacinadas, o vírus vai continuar a afectar o país e a atrasar a sua recuperação económica».
Para o director geral, usar a vacina como um bem público é do interesse de qualquer país e aqueles que insistirem na perspetiva nacionalista só vão contribuir para «prolongar a pandemia, em vez de a atenuar», refere sublinhando a importância do mecanismo ‘Covax’ na garantia de um «acesso equitativo a uma vacina».
«É a solidariedade em acção, pois permite o acesso ao maior portefólio mundial de candidatos a uma vacina», afirma Tedros dizendo que existem já nove candidatos à vacina que se mostraram disponíveis para o mecanismo se os seus fármacos forem aprovados com sucesso». Até ao momento 78 países já confirmam que vão participar no ‘Covax’, segundo o responsável.



