Príncipe André: Audiência marcada para hoje determina possível julgamento por abuso sexual

Se o juiz validar as denúncias da acusadora, depois de ouvir os argumentos das duas partes esta terça-feira, o julgamento deverá decorrer entre Setembro e Dezembro de 2022.

Executive Digest com Lusa

Acontece esta terça-feira, dia 4 de novembro, a audiência que vai determinar se o Príncipe Andréu vai a julgamento pelo crime de abuso sexual de que é acusado.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

Se o juiz validar as denúncias da acusadora, Virginia Roberts Giuffre, depois de ouvir os argumentos das duas partes esta terça-feira, o julgamento deverá decorrer entre Setembro e Dezembro de 2022.

Recorde-se que Virginia Giuffre acusou publicamente o Duque de Iorque de abusos sexuais que aconteceram há mais de 20 anos, quando era menor de idade, com ajuda do empresário norte-americano Jeffrey Epstein, que morreu na cadeia em 2019.

De acordo com a denúncia, o príncipe André é “um dos homens poderosos” a quem Virginia Giuffre foi “entregue para fins sexuais”, tendo sido vítima entre 2000 e 2002, quando tinha 16 anos, do generalizado tráfico sexual pelo qual Jeffrey Epstein foi indiciado e detido.

André, de 61 anos, frequentemente apresentado como o favorito de Isabel II e forçado por se retirar da vida pública, refuta as acusações.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

O príncipe apresentou dúvidas sobre a autenticidade de uma fotografia que o mostra junto com Virginia Giuffre e Ghislaine Maxwell, amiga próxima de Jeffrey Epstein, que continua detida e com julgamento agendado para 29 de novembro em Nova Iorque.

Ghislaine Maxwell, de 59 anos, declarou-se inocente das acusações de tráfico sexual no tribunal federal de Manhattan, onde será julgada em novembro.

Jeffrey Epstein, 66 anos, investidor em fundos especulativos, foi formalmente acusado de abuso sexual de menores e tráfico sexual de menores em julho de 2019.

Menos de um mês depois, a 10 de agosto de 2019, o milionário foi encontrado morto na cela, numa prisão de Nova Iorque, no que as autoridades concluíram ter sido suicídio. A morte levou ao arquivamento do processo judicial, mas permanecem abertos processos cíveis.

Como parte da investigação sobre Epstein e os encontros com mulheres e adolescentes, os procuradores de Manhattan pediram formalmente para falar com o príncipe André.

Continue a ler após a publicidade

Em 08 de junho de 2020, os advogados do príncipe André revelaram que o filho da rainha Isabel ​​​​​​​II se ofereceu para ajudar o Departamento de Justiça (DOJ) dos EUA por três vezes, como testemunha num processo contra Jeffrey Epstein.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.