Principais indústrias europeias lançam o “alerta vermelho”: “setor energético não está preparado para a transição verde”

O maiores playres industriais da Europa enviaram uma carta à Comissão Europeia, onde salientam a urgência de Bruxelas acelerar as negociações, acerca da próxima legislação sobre energias renováveis, se quer que a Europa “atinja a neutralidade carbónica até 2050”, conforme o estabelecido no Green Deal, sob a égide da presidência portuguesa do Conselho da UE.

Cerca de 22 CEO e 18 representantes parlamentares dos 27 Estados membros manifestaram a sua preocupação relativamente ao facto “de o setor energético europeu não estar preparado para a transição verde”.

Entre os signatários desta missiva cestão os altos responsáveis pela  AB Volvo, ArcelorMittal, BASF, Daimler, Iberdrola, Orsted, Thyssenkrupp, Titan Cement, Siemens e Shell.

“Se a política europeia não se conseguir focar no aumento do investimento na utilização de energias renováveis no setor industrial, corremos o risco de não conseguir alcançar as metas a que nos propusemos”, pode ler-se na missiva.

“Ainda estamos muito longe da capacidade necessária em termos de energia renovável. Sem ela não conseguiremos desencadear a transição verde deste setor”.

Na próxima semana, Bruxelas vai apresentar novas propostas ambientais com ferramentas que facilitem o alcance da neutralidade carbónica até 2050. Entre os projetos mais aguardados, há um que se destaca: a reformulação do mercado europeu das licenças da carbono, através do qual as empresas pagam, e bem, por cada tonelada que emitem. Há dois meses este mercado bateu um novo recorde, ao atingir os 50 euros, por tonelada de carbono.

No entanto, para a indústria não basta uma reforma deste mercado, é preciso mais investimento e que este seja aplicado de forma transversal a todo o setor em todo o bloco. “Só através de um quadro verdadeiramente europeu, conjugado com a vontade dos Estados membros, conseguiremos alcançar o sucesso. As empresas estão dispostas a negociar com a Comissão Europeia”, conclui a carta.

No mês passado, Martin Brudermüller, presidente da BASF, a maior empresa de produtos químicos do mundo, e Andreas Nauen, CEO da Siemens Gamesa Renewable Energy, a segunda maior fabricante de turbinas eólicas do Globo, confessaram que , em comparação com a Europa e com a China, que o mercado energético europeu “estava a ficar para trás”, no que toca à transição verde.

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