Primeiros 100 dias do segundo mandato de Moedas marcados por aproximação ao Chega

A vereação do PS na Câmara Municipal de Lisboa considerou hoje que os primeiros 100 dias do segundo mandato do presidente Carlos Moedas, que se assinalam esta semana, ficaram marcados pela aproximação política ao Chega e ausência de estratégia.

Executive Digest com Lusa

A vereação do PS na Câmara Municipal de Lisboa considerou hoje que os primeiros 100 dias do segundo mandato do presidente Carlos Moedas, que se assinalam esta semana, ficaram marcados pela aproximação política ao Chega e ausência de estratégia.

“Os primeiros 100 dias do segundo mandato de Carlos Moedas na Câmara Municipal de Lisboa ficam marcados por recuos políticos, ausência de soluções estruturais e dependência do Chega para a aprovação de decisões relevantes na governação da cidade”, afirmou o grupo de vereadores do PS, em comunicado.

Os socialistas apontaram que o orçamento municipal e o novo regimento da câmara foram aprovados com o apoio do Chega, “permitindo alterações que reduzem o espaço de intervenção da oposição e o escrutínio democrático”, bem como a entrega de um pelouro a uma vereadora que se desfiliou do partido de extrema-direita são sinais daquele alinhamento político.

Para o PS, o orçamento aprovado “tornou evidente a redução do investimento municipal”, reduzindo a capacidade de resposta pública de habitação, de resposta à degradação do parque escolar e de resposta à necessidade de reforço dos serviços públicos locais.

Como principal partido da oposição à liderança PSD/CDS-PP/IL, o PS na câmara de Lisboa realçou também que, nos primeiros 100 dias de mandato do novo executivo, foram rejeitadas todas as suas propostas, com o apoio do Chega, em áreas como a habitação, mobilidade, apoio ao comércio local e resposta às consequências das intempéries.

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No caso da crise habitacional em Lisboa, pressionada pelo turismo, os socialistas consideraram que a aprovação do novo Regulamento do Alojamento Local “representou um recuo face às propostas inicialmente apresentadas, permitindo o aumento do número de registos na cidade até às 25 mil, quando a consulta pública apontava para um limite máximo de 12 mil”.

Já na área da gestão da limpeza urbana, o PS acusou o executivo de não avançar como prometido com as mudanças anunciadas em campanha, continuando “sem uma solução estruturante para um problema que continua visível em toda a cidade”.

O atual executivo municipal de Lisboa tomou posse no dia 11 de novembro de 2025, um mês depois das eleições autárquicas, em que Carlos Moedas foi reeleito, pela coligação PSD/CDS-PP/IL.

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O PS integra a oposição com quatro vereadores sem pelouros atribuídos (Alexandra Leitão, Sérgio Cintra, Carla Madeira e Pedro Anastácio).

A Lusa pediu uma entrevista ao presidente da Câmara, sobre os primeiros 100 dias de mandato, mas o pedido foi recusado.

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