O primeiro voo de deportação para o Ruanda com o transporte de pessoas que chegaram ao Reino Unido sem autorização está programado para 14 de junho, anunciou esta terça-feira Priti Patel – já houve um grupo de requerentes de asilo que recebeu notificações formais do Ministério do Interior britânico a avisar que seriam realocados para o país do leste africano.
Não se sabe quantas pessoas serão enviadas para o Ruanda neste primeiro voo nem como foram identificadas – as autoridades garantiram que os que serão deportados já estão detidos.
O responsável britânico apontou que a política foi projetada para quebrar as redes de contrabando de pessoas e conter o fluxo de migrantes através do Canal da Mancha. “A nossa parceria líder mundial com o Ruanda é uma parte fundamental de nossa estratégia para reformular o sistema de asilo e quebrar o modelo de negócios dos traficantes de pessoas”, anunciou o ministro do Interior do Reino Unido. “O anúncio é outro passo crítico para cumprir essa parceria e, embora saibamos que serão feitas tentativas para frustrar o processo e atrasar as remoções, não serei dissuadido e permanecerei totalmente comprometido em entregar o que o público britânico espera.”
Funcionários do Ministério do Interior garantiram que mantêm conversas com todos os indivíduos para garantir que o processo seja totalmente compreendido e que as pessoas recebam o apoio adequado antes da partida. “Uma vez no Ruanda, há um pacote de apoio generoso, incluindo até cinco anos de treino, acomodação e assistência médica. Com esta parceria, o Reino Unido também está a investir perto de 141 milhões de euros iniciais no desenvolvimento económico e crescimento do Ruanda”, pôde ler-se no comunicado.













