O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, inicia esta quinta-feira uma visita a Nova Iorque por ocasião da Semana de Alto Nível da 79.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) – o seu discurso no debate geral está agendado para esta sexta-feira.
De acordo com a publicação ‘The Times of Israel’, o primeiro-ministro faz circular uma proposta ao seu gabinete para que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Israel Katz, sirva como o seu substituto durante a sua viagem a Nova Iorque. Katz teria também o poder de convocar o gabinete de segurança. A viagem está listada na proposta como entre esta quinta-feira e domingo.
Quase três dezenas de pessoas foram detidas num protesto pró-palestiniano na Herald Square na passada terça-feira, sendo que as autoridades americanas estão a preparar-se para mais agitação potencial com a presença do primeiro-ministro de Israel.
Há um ano, no mesmo palco da Assembleia Geral da ONU Netanyahu saudou triunfalmente uma nova paz que, segundo ele, iria varrer o Médio Oriente. Um ano depois, enquanto viaja de volta para o mesmo cenário mundial, a realidade é bem diferente. E não são apenas os crescentes conflitos regionais que pesam sobre Israel. Netanyahu chega aos EUA também sobrecarregado pelo que poderá ser um iminente mandado de captura para a sua detenção pelo Tribunal Penal Internacional, o que o colocaria no mesmo patamar do que o presidente russo, Vladimir Putin, e o antigo líder sudanês, Omar al-Bashir.
“Chega quase ao ponto de ser persona non grata”, garantiu Alon Liel, antigo diretor-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel e crítico acérrimo de Netanyahu.
Com o aumento das tensões entre Israel e o Líbano, Netanyahu adiou a sua visita aos Estados Unidos, que estava originalmente agendada para 24 de setembro por questões de segurança.





