Primavera Sound regressa hoje ao Porto praticamente esgotado e com impacto até 50 milhões de euros

Organização aponta para uma forte afluência de público e para uma edição marcada por maior ligação ao Porto

Executive Digest

O Primavera Sound Porto regressa esta quinta-feira ao Parque da Cidade com a edição praticamente esgotada, uma estimativa de pelo menos 120 mil pessoas ao longo de quatro dias e um impacto económico previsto entre 40 e 50 milhões de euros para a cidade. A organização aponta para uma forte afluência de público e para uma edição marcada por maior ligação ao Porto.

A 13ª edição do festival decorre entre esta quinta-feira e domingo, mas começa a sair do recinto ainda antes da abertura oficial. O Primavera na Cidade regressa esta quarta-feira aos Jardins do Palácio de Cristal, com concertos gratuitos na Concha Acústica, numa iniciativa promovida em parceria com a Câmara Municipal do Porto.

Durante a apresentação do recinto à comunicação social, ainda com estruturas em montagem e equipas a circular pelo Parque da Cidade, José Barreiro, diretor do evento, destacou a vontade de levar parte da curadoria do festival para fora do recinto. “Para além daquilo que traz para dentro do festival, o Primavera gosta de ir à cidade”, afirmou.

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, também sublinhou o peso do evento na projeção da cidade, defendendo que o Primavera Sound “vai bem mais longe do que um festival de verão de música”. Para o autarca, o festival ajuda a colocar o Porto no mapa e reforça uma relação que a autarquia quer aprofundar.

Gorillaz esgotados e passes gerais vendidos

Continue a ler após a publicidade

A procura por bilhetes confirma a expectativa da organização. Os passes gerais estão esgotados e o dia 12 de junho, marcado pelo concerto dos Gorillaz, também já não tem bilhetes disponíveis. O festival registou o maior número de passes vendidos de sempre, segundo José Barreiro.

O dia dos The xx, esta quinta-feira, e o dos Massive Attack, no sábado, continuavam a registar vendas rápidas, com a organização a admitir que a edição deste ano está praticamente esgotada.

A organização estima receber uma média próxima das 40 mil pessoas por dia. O público estrangeiro deverá rondar entre 12 mil e 15 mil visitantes, com forte presença de pessoas vindas do Reino Unido, Espanha, Itália, Alemanha, Irlanda, França e Estados Unidos. Ainda assim, o crescimento mais expressivo dos últimos anos tem sido registado entre o público português.

Continue a ler após a publicidade

Cartaz junta The xx, Gorillaz, Massive Attack e nomes portugueses

O cartaz principal inclui 55 artistas e volta a dividir-se por quatro palcos: Estrella Damm, Vodafone, ZYN e Primavera. Entre os nomes mais aguardados estão The xx, Gorillaz, Massive Attack, IDLES, Big Thief, Ethel Cain, JADE, KNEECAP, Slowdive, Bad Gyal, Viagra Boys, Peggy Gou, Gisela João e Panda Bear.

Esta quinta-feira, as portas abrem às 15h30. The xx sobem ao palco Estrella Damm às 23h40, depois de atuações de emmy Curl, Nation of Language e Big Thief. No mesmo dia, há ainda concertos de Ethel Cain, KNEECAP, PAUS, Oklou e Agriculture, entre outros.

Na sexta-feira, Gorillaz atuam às 23h10 no palco Estrella Damm, num dos momentos mais aguardados do festival. O dia inclui ainda Slowdive, Viagra Boys, Bad Gyal, Gisela João, Panda Bear, Black Country, New Road e Rita Vian.

No sábado, o grande destaque será Massive Attack, com concerto marcado para as 23h15. JADE, IDLES, Mike D, Amaarae, NAPA, Criolo, Amaro & Dino e Sudan Archives fazem também parte da programação desse dia. O domingo será dedicado ao palco ZYN, com Xinobi, Dixon e Peggy Gou, que encerra a edição entre as 21 e as 23 horas.

Continue a ler após a publicidade

Festival quer ser uma cidade dentro do Parque da Cidade

Além dos concertos, o recinto volta a funcionar como uma pequena cidade dentro do Parque da Cidade. Haverá zonas de restauração, wine bar, bengaleiro, merchandising, bilheteira, pontos de troca de pulseiras, bike park, serviços médicos, polícia, bombeiros, pontos de água, casas de banho, plataformas para pessoas com mobilidade reduzida e o Mini Primavera, dedicado às famílias.

A zona infantil regressa em parceria com a Câmara Municipal do Porto e terá fraldário, zona de amamentação, jogos, atividades infantis e um palco onde os mais novos podem vestir-se como o seu artista favorito. As crianças até aos nove anos entram gratuitamente, desde que acompanhadas pelos pais ou tutores. Entre os dez e os 15 anos, é necessário bilhete e acompanhamento de um adulto responsável.

A restauração será uma das grandes apostas desta edição, com mais de 40 opções espalhadas pelo recinto. A oferta inclui comida portuguesa, street food, hambúrgueres, pizzas, propostas vegetarianas, cozinha internacional, doces e bebidas.

O Primavera Market também será reforçado, com mais de 20 marcas ligadas à moda, artesanato urbano, ilustração, design, acessórios, tatuagens e projetos independentes.

Transportes reforçados e apelo para evitar o carro

A organização recomenda o uso de transportes públicos para chegar ao festival. A STCP terá serviço reforçado e shuttles entre o recinto e os Aliados, com frequência de dez minutos nas noites principais do evento. Haverá também ligação ao Terminal Intermodal de Campanhã.

O Metro do Porto terá circulação reforçada nos dias do festival, com prolongamento da operação da Linha Azul. Dentro do recinto haverá uma Loja Andante, entre as 16 horas e a meia-noite, para compra de títulos intermodais de autocarro, metro e comboios urbanos.

Quem optar pela bicicleta poderá usar o bike park à entrada do recinto. Já o carro não é recomendado, devido aos condicionamentos e à elevada afluência esperada nas imediações do Parque da Cidade.

Pulseiras, pagamentos e regras de entrada

A troca de bilhetes por pulseiras é obrigatória e presencial. Ninguém entra no recinto sem pulseira. A troca antecipada do passe geral pode ser feita esta quarta-feira, entre as 12 e as 22 horas, no Parque da Cidade. Nos dias do festival, os horários variam consoante a programação, e os bilhetes diários só podem ser trocados no respetivo dia.

A pulseira permite entrar e sair do recinto, mas a reentrada tem limites horários. Dentro do recinto, todos os pagamentos serão feitos por cartão, MB Way, Apple Pay ou Google Pay. Não haverá caixas multibanco. Quem não tiver forma de pagamento digital poderá trocar dinheiro por um cartão pré-pago.

O festival contará ainda com o apoio da Kosmicare, que terá um espaço seguro junto aos serviços médicos para apoiar pessoas em situação de crise, ansiedade, desconforto, sobre-estimulação, risco ou vulnerabilidade.

Com impacto económico estimado entre 40 e 50 milhões de euros, cartaz internacional forte e uma presença crescente de público português, o Primavera Sound Porto volta a assumir-se como um dos principais acontecimentos culturais e turísticos da cidade.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.