“Previsões não são certezas e o Governo deve trocá-las por políticas públicas fortes e imediatas”, alerta CIP

“É simples: apoiar o emprego é mais útil do que pagar o desemprego”, reforça a CIP.

Sónia Bexiga

Esta última semana ficou marcada pela divulgação de previsões “pesadas”, divulgadas pelo FMI, a par de outras entidades internacionais e nacionais, que visam o mundo, a Europa e, particularmente Portugal, com os números a apontarem para um futuro economicamente difícil de ultrapassar.

Nesta senda, a CIP – Confederação Empresarial de Portugal vem agora pronunciar-se, sublinhando, desde logo, que “o Governo está a tempo de reagir à altura das circunstâncias. Pode agir em vez de esperar pela Europa, a eterna atrasada, a União dividida”.

A confederação, liderada por António Saraiva, insta o Governo “a colocar as previsões no seu devido lugar – previsões não são certezas – e deve trocá-las por políticas públicas fortes, imediatas e responsáveis. Pode usar as previsões como sinal de alarme: previsões são apenas cenários que não contam com o que o Governo pode e deve fazer para defender a vida de todos nós”.

A CIP alerta ainda que outros países europeus, parceiros, estão a seguir o caminho de não apoiar apenas com crédito, que porque só adia o problema e já assumem programas virados para o dia seguinte à pandemia. “É simples: apoiar o emprego é mais útil do que pagar o desemprego”, reforça.

Assertiva, a CIP afirma que a pandemia oferece apenas dois caminhos: “ou nos dobramos às consequências provocadas
pelo Covid-19 ou vencemos as previsões económicas. Ou ficamos à espera do pior ou agimos e definimos o nosso rumo”.

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Este pedido para que o Governo passe à ação é acompanhado do reforço de 7 ideias já avançadas pela confederação, as quais condensam, no seu entender, tudo aquilo que as empresas precisam para sobreviver. E estas ideias são:

Garantias de Estado convertíveis em incentivos a fundo perdido: 20 mil milhões de euros;

Garantias de carteira Banco Europeu de Investimento (BEI) / Fundo Europeu de Investimento (FEI): 10 mil milhões de euros;

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Benefícios Fiscais com garantia de Estado para desconto na banca;

Crédito à exportação e importação com seguros de crédito associados;

Pagamento a pronto do Estado aos fornecedores;

Sistema de pagamento automático entre empresas com base no e-fatura;

Regime de insolvências adequado à atual crise e ao teletrabalho.

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