Previsões FMI: Itália lidera recessão mas Grécia destaca-se no desemprego

A recessão de 9,1% projetada para Itália para este ano é a segunda mais aguda na zona euro, ficando apenas atrás da projeção para a Grécia (10%) e à frente da referente à Letónia (8,6%).

Sónia Bexiga

As Previsões Económicas Mundiais divulgadas, esta terça-feira, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) avançam cenários de recessão para Itália, a liderar, claramente, mas também para Espanha, Grécia, França, Reino Unido e Alemanha. Mas no que diz respeito ao desemprego, entre estes países, nenhum será tão afetado como a Grécia (22,3%), com a Alemanha no extremo oposto, já que não está prevista qualquer oscilação (ficando abaixo dos 4%).

Segundo os números do FMI, e depois de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,3% em 2019, os efeitos da pandemia levarão a uma queda de 9,1% da economia italiana este ano, com uma subsequente recuperação de 4,8% em 2021.

A recessão de 9,1% projetada para este ano é a segunda mais aguda na zona euro, ficando apenas atrás da projeção para a Grécia (10%) e à frente da referente à Letónia (8,6%).

A taxa de desemprego italiana, que foi de 10,0% em 2019, ascenderá aos 12,7% por causa da pandemia de covid-19, descendo para os 10,5% em 2021.

Já a inflação deverá abrandar dos 0,6% registados em 2019 para os 0,2% este ano, subindo posteriormente para os 0,7% em 2021, prevê o FMI.

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Sobre a Grécia, o FMI prevê que deverá registar uma recessão de 10% em 2020 devido à pandemia e a taxa de desemprego deverá atingir os 22,3%.

Depois de um crescimento económico de 1,9% em 2019, os efeitos da pandemia deverão alastrar-se à economia helénica levando-a para uma queda de 10,0% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, da qual recuperará, com um crescimento de 5%, em 2021.

Este país, tinha visto a taxa de desemprego descer para os 17,3% em 2019, mas deverá, de acordo com as projeções do FMI, vê-la subir para os 22,3% em 2020, descendo para os 19,0% no ano seguinte.

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Quanto à inflação, que tinha sido de 0,5% em 2019, deverá espelhar-se e transformar em deflação de 0,5% em 2020 devido aos efeitos da pandemia, regressando a evolução dos preços a terreno positivo em 2021, com uma inflação de 1,0%.

Sobre a vizinha, as previsões apontam para uma recessão de 8,0% em 2020 e a taxa de desemprego no país poderá alcançar 20,8%.

Segundo o documento hoje divulgado pelo FMI, a recessão espanhola deverá ser equivalente à portuguesa, situando-se a queda do Produto Interno Bruto (PIB) nos 8,0% em 2020, recuperando depois para os 4,3% em 2021 (abaixo da projeção para Portugal, de 5,0%).

Já a taxa de desemprego deverá subir dos 14,1% registados em 2019 para os 20,8% em 2020, abrandando depois para os 17,5% em 2021.

Ao nível de preços, Espanha, que é o maior parceiro económico de Portugal, deverá registar uma deflação de 0,3% em 2020, que será invertida para uma inflação de 0,7% em 2021.

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A economia francesa, prevê agora o FMI, deverá regredir 7,2% este ano e o desemprego ficará nos 10,4% em 2020 e 2021. De acordo com o documento hoje divulgado pelo FMI, depois de um crescimento de 1,3% em 2019, o Produto Interno Bruto (PIB) francês deverá recuar 7,2% em 2020, recuperando depois o ritmo de crescimento para os 4,5% em 2021.

Para o FMI, em termos de desemprego, a taxa da segunda maior economia da zona euro deverá subir dos 8,5% com que encerrou 2019 para os 10,4% em 2020, mantendo-se a esse mesmo nível no ano seguinte.

No que concerne à inflação, deverá ficar-se pelos 0,3% este ano, depois dos 1,3% de 2019, e subir para os 0,7% em 2021.

Quanto à economia do Reino Unido, deverá regredir 6,5% em 2020 devido à pandemia de covid-19, e a taxa de desemprego deverá aumentar um ponto percentual para 4,8%, segundo previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) hoje divulgadas.

O Produto Interno Bruto (PIB) deverá contrair-se em 6,5% em 2020, depois de um crescimento de 1,4% em 2019, e recuperar em 2021 para um crescimento de 4,0%.

A taxa de desemprego, que ficou nos 3,8% em 2019, deverá subir para os 4,8% em 2020 devido aos efeitos económicos da pandemia, descendo em 2021 para 4,4%, de acordo com o FMI.

A inflação deverá baixar dos 1,8% registados em 2019 para os 1,2% devido à pandemia, mas ter uma trajetória ascendente em 2021, chegando aos 1,5%, de acordo com as perspetivas do Fundo.

As previsões do FMI para a economia alemã, apontam para uma queda de 7,0% em 2020 devido à pandemia, mas a taxa de desemprego deverá continuar abaixo dos 4% até 2021, segundo as Perspetivas Económicas Mundiais hoje divulgadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Depois de uma recessão de 7,0% em 2020, a economia germânica deverá voltar a ‘terreno’ positivo em 2021, com um crescimento de 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB) real. Em 2019, a economia alemã cresceu 0,6%.

Relativamente ao desemprego, a maior economia da zona euro apresenta os números mais favoráveis relativamente aos seus parceiros europeus, já que a taxa que em 2019 ficou nos 3,2%, deverá ascender aos 3,9% em 2020, recuando para os 3,5% em 2021.

A inflação, que em 2019 foi de 1,3%, tal como a francesa, voltará a acompanhar o ritmo do seu vizinho ocidental, descendo para 0,3%, mas em 2021 subirá para os 1,2%, acima dos 0,7% projetados pelo FMI para França.

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