Quase 200 milhões de empregos na indústria de viagens podem desaparecer como resultado direto da pandemia do coronavírus, de acordo com a mais recente previsão, ainda mais negativa, do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC).
A procura por viagens caiu globalmente durante a pandemia, com cada região a registar um colapso sem precedentes no setor de turismo. Por exemplo, a operadora de turismo TUI informou que as viagens caíram 81% na Europa de junho até o início de agosto, em comparação com o mesmo período de 2019, de acordo com a CNN .
E os viajantes continuam a mostrar-se pouco disponíveis para voltar viajar devido, sobretudo, ao medo de contrair a infeção do novo coronavírus, ainda que alguns comecem a mostrar-se dispostas a aventurar-se mas sempre com as devidas precauções, nomeadamente usando máscaras. Para estes, as viagens ainda não aconteceram pois não confiam nos métodos usados para controlar a pandemia, como os períodos de quarentena e as restrições gerais às viagens, segundo apurou o WTTC.
Por outro lado, os modelos económicos mostram que, para além da perda de 197 milhões de empregos, até 5,5 biliões de dólares poderão ser “apagados” do PIB global. A perspectiva do WTTC piorou consideravelmente desde abril, altura em que previa uma perda de 100 milhões de empregos e um “rombo” de 2,7 biliões de dólares para o PIB global.
De acordo com o WTTC, “a confusa manta de retalhos de proibições, quarentenas e testes internacionais descoordenados e medidas de rastreamento, impediram muitas pessoas de viajar com o pico da temporada de viagens do verão de 2020 quase a ser eliminado”.
Um cenário que já levou a diretora do WTTC, Gloria Guevara, a apelar aos governos que se articulem de forma a encontrarem uma solução que possibilite a retoma de algumas viagens.
“Os governos de todo o mundo devem alinhar as suas políticas e trabalhar lado a lado com o setor privado para reanimar o setor das Viagens e Turismo, para que possamos restaurar empregos e ajudar a revitalizar a economia global”, disse Guevara.
“Ainda temos tempo para reverter a situação, se agirmos juntos agora como um e substituirmos quarentenas ineficazes por testes rápidos abrangentes, um padrão mundialmente aceite de rastreamento de contacto e o uso generalizado de máscara”, concluiu a responsável







