Prevenção da pedofilia: Mais de 20 portugueses pediram ajuda para travar desejo sexual por menores

Em causa está um projeto internacional de prevenção da pedofilia  – Troubled Desire (Desejos problemáticos) – presente em mais de 15 países.

Revista de Imprensa

Mais de 20 homens portugueses já pediram ajuda para travar o desejo sexual por menores, no âmbito de um projeto internacional de prevenção da pedofilia  – Troubled Desire (Desejos problemáticos) – presente em mais de 15 países.

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Segundo a ‘CNN Portugal’, têm entre 20 e 50 anos, são todos homens, vivem sobretudo em Lisboa e no Porto e estão, neste momento, a ser seguidos por médicos especializados, depois de terem assumido o desejo que escondiam por menores.

Ricardo Barroso, psicólogo que trabalha no projeto, revela à estação que “em Portugal estamos a seguir 24 casos”, através de uma plataforma online, que permite que as pessoas com desejos sexuais de menores peçam ajuda preenchendo um questionário anónimo.

O responsável adianta que entre os 24 portugueses, a situação é em quase todos a mesma. “Costumam sentir-se atraídos por crianças ou pré-adolescentes”, sendo que nenhum deles tem cadastro, nem nunca cedeu à tentação, caso contrário também não poderiam ser ajudados, explica.

Contudo, há um que já está a ser seguido há mais de dois anos, tendo sido o primeiro homem a recorrer ao programa. Já só é acompanhado a cada quatro meses.

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A gestão portuguesa deste projeto está a ser assegurada pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em colaboração com associado o SexLab, o Laboratório de Sexualidade Humana da Universidade do Porto.

O objetivo, depois de feita uma análise devida, “é sempre proporcionar uma resposta de intervenção psicológica e psiquiátrica a estas pessoas sem as deixar desamparadas”, refere Ricardo Barroso, à ‘CNN Portugal’.

A par dessa intervenção, adianta, todos têm uma medicação como acompanhamento complementar. “Durante os primeiros meses, a intervenção farmacológica é muito útil” para a estabilização do humor, sublinha o psicólogo.

“A medicação ajuda numa primeira fase e a intervenção psicológica acaba por dar respostas aos problemas que a pessoa apresente”, explica o responsável.

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