O crédito habitação é um grande passo para as finanças pessoais dos cidadãos e há vários aspetos a ter em consideração antes de avançar para a contratação de um.
Desta forma, o ‘Doutor Finanças’, empresa especializada em finanças pessoais e familiares, ajuda no processo e disponibiliza uma lista dos tópicos que não nos podemos esquecer neste tema:
– Saber que dados devem ser fornecidos aos bancos: para que possamos ter uma proposta por parte de um banco, temos de fornecer alguns dos nossos dados, porque é através da avaliação destes dados que nos é apresentada uma proposta. Para além de termos de apresentar os nossos documentos de identificação, temos ainda de disponibilizar a nossa declaração de IRS, declaração de rendimentos, declaração de vínculo contratual, recibos verdes, recibos de vencimento, nota de Liquidação de IRS do ano anterior, extratos bancários (dos últimos 3 meses), declaração de início de atividade (se aplicável), mapa de responsabilidades do Banco de Portugal, comprovativo de IBAN, comprovativo de morada e, por último, o extrato dos cartões de crédito. Estes documentos aplicam-se também caso haja um segundo titular para o crédito.
– Avaliação da taxa de esforço: depois de analisarem as informações dadas, os bancos vão calcular a taxa de esforço do cliente, ou seja, vão saber se os encargos com créditos são suportáveis por quem está a pedir o crédito. Esta taxa não pode ultrapassar os 30%.
– Analisar todas as propostas: as várias propostas dos bancos podem apresentar valores diferentes, mas as taxas de Spread, a Euribor, a TAN, a TAE, a TAEG e a opção por uma Taxa variável, mista ou fixa têm de ser todas avaliadas para perceber as que melhor se adequam a cada situação.
– Conhecer os custos de um crédito habitação: os custos relacionados com este encargo não são apenas uma prestação mensal ao banco, pois há outras comissões bancárias envolvidas, assim como o registo através do serviço Casa Pronta e o imposto do selo relativo ao empréstimo. Também não nos podemos esquecer dos seguros de vida e multirriscos que têm obrigatoriamente de ser contratados quando se adquire um crédito habitação.
– Conhecer os impostos que teremos de pagar: na altura da compra, são o IMT e o Imposto do Selo e, posteriormente poderemos ter de pagar o Imposto Municipal sobre Imóveis, o IMI.
– Conhecer as propostas para reduzir o spread: para que possa haver uma redução desta taxa, os bancos costumam oferecer produtos que compensem a redução deste lucro, como é o exemplo dos seguros de vida e multirriscos.
– Pedir o maior número de propostas possível: porque quando mais propostas tiver, maior será o seu poder de negociação nos bancos.




