O governo francês decidiu retirar este domingo a grande bandeira da União Europeia (UE) colocada no Arco do Triunfo em Paris, depois de receber criticas da extrema direita, avança a ‘Reuters’.
A bandeira foi colocada na sexta-feira, para marcar o início da presidência francesa de seis meses no bloco, com o ministro dos Assuntos Europeus, Clement Beaune, a referir na altura que se iria manter durante “vários dias”.
Contudo, depois da sua colocação, foram várias as críticas de líderes políticos. A líder de extrema direita, Marine Le Pen, disse no sábado que iria apelar ao Conselho de Estado francês para retirar a bandeira da UE.
Um dia depois congratulou-se pela vitória. “O governo foi obrigado a retirar a bandeira da UE do Arco do Triunfo, uma bela vitória patriótica no início de 2022”, disse Le Pen no domingo.
Também Valérie Pécresse, candidata conservadora às presidenciais, criticou a colocação da bandeira da UE no monumento. “Presidir a Europa sim, apagar a identidade francesa não!”, escreveu no Twitter, pedindo ainda a recolocação da bandeira francesa: “Devemos isso aos nossos soldados, que derramaram sangue por ela”.
Présider l’Europe oui, effacer l’identité française non! Je demande solennellement à Emmanuel Macron de rétablir notre drapeau tricolore à côté de celui de l’Europe sous l’arc de Triomphe. Nous le devons à tous nos combattants qui ont versé leur sang pour lui. pic.twitter.com/4tQAGwZKmg
— Valérie Pécresse (@vpecresse) December 31, 2021
Apesar das criticas Beaune rejeitou a ideia de que o governo tenha cedido à pressão e disse que a retirada da bandeira já estava agendada. “Estava programado que a bandeira fosse retirada este domingo, não tínhamos estabelecido a hora exata”, disse Beaune à rádio France Inter.
“Não recuámos, não houve mudança de planos (…) Assumo que o destino de França seja a Europa”, afirmou sublinhando que Le Pen e outros líderes entenderam tudo mal.













