Presidente egípcio diz que país está em estado de quase-urgência económica

O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, manifestou-se hoje inquieto com o impacto dos ataques israelo-norte-americanos ao Irão, considerando que o seu país está em “estado de quase-urgência” económica.

Executive Digest com Lusa

O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, manifestou-se hoje inquieto com o impacto dos ataques israelo-norte-americanos ao Irão, considerando que o seu país está em “estado de quase-urgência” económica.


Na ocasião, avisou que os comerciantes que pratiquem “preços abusivos podem ser julgados por tribunais militares”.


O Egito, o país mais populoso do mundo árabe, não tem sido atingido diretamente pela guerra desencadeada por Benjamin Netanyahu e Donald Trump contra o Irão, que ripostou contra instalações norte-americanas nos Estados vizinhos. E o com+ercio marítimo via Estreito de Ormuz também sofreu consequências particularmente relevantes no que respeita aos petroleiros.  


Hoje, ao fim do dia, a libra egípcia cotava a mínimos de oito meses face ao dólar dos EUA, em contexto de fuga de capitais.


Fortemente dependente das importações, a economia do Egito é muito sensível à flutuação da sua moeda, que já perdeu dois terços do valor desde 2022.

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Durante um evento na Academia Nilitar, Sissi disse que “a crise atual pode ter repercussões sobre os preços”.


Durante o fim de semana, Sissi tinha avisado que a guerra poderia perturbar o tráfego no canal do Suez, a outra via navegável na região e fonte essencial de divisas para o Egito.


As principais transportadoras marítimas já desviaram os seus navios, passando a contornar o Cabo da Boa Esperança, na África do Sul.

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