Num início de semana marcado pelo colapso do SVB e do Signature Bank do outro lado do Atlântico, o Presidente do Eurogrupo, Paschal Donohoe, não acredita que este acontecimento tenha impacto na banca da Zona Euro.
“Temos uma estrutura regulatória e de resolução muito forte aqui na Europa… Mas é claro que qualquer desenvolvimento bancário como este levanta questões, e é claro que discutiremos isso hoje no Eurogrupo”, disse Donohoe à ‘Bloomberg’.
O Presidente do Eurogrupo confirmou que a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu estão a monitorizar os acontecimentos e atualizarão os Ministros sobre a situação.
“Acho que o nosso sistema bancário na Europa entende muito bem o risco da tecnologia europeia e global, e tem as medidas certas para gerir esse risco e ser capaz de lidar com ele no futuro”, sublinhou.
O ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire, tinha já partilhado da mesma opinião, dizendo que que não via nenhum risco de contágio. “O que aconteceu nos EUA é único, com um banco que está exposto exclusivamente ao setor de tecnologia”, disse à rádio ‘France Info’, acrescentando que “não há um alerta específico para o setor bancário francês”.
Por sua vez, o Ministro das Finanças italiano, Giancarlo Giorgetti, disse estar confiante de que as autoridades europeias irão intervir para conter as consequências. “Apreciamos a rapidez com que as autoridades americanas intervieram e estamos confiantes de que, se necessário, as autoridades europeias também intervirão com a mesma rapidez e avaliarão quaisquer implicações para a condução da política monetária e para a estabilidade financeira”, disse, de acordo com a mesma fonte.
Nesta linha da atualção das autoridades norte-americanas, os analistas do Goldman Sachs acreditam que a Reserva Federal norte-americana vai deixar cair a intenção de subir novamente as taxas de juro na reunião de março.O Goldman Sachs esperava anteriormente uma subida de 25 pontos-base ainda este mês, no entanto, os analistas esperam agora que as medidas tomadas pelos reguladores forneçam liquidez aos bancos, que estão atualmente a enfrentar grandes saídas de depósitos, e que melhorem a confiança entre os depositantes, revela a ‘Reuters’.
No entanto, o Goldman Sachs manteve inalteradas as suas previsões para aumentos de 25 pontos-base em maio, junho e julho, e continua a esperar uma taxa terminal de 5,25% a 5,5% ainda este ano.
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