Presidente da República convoca banqueiros para apoiarem economia

Caixa Geal de Depósitos, BCP, Novo Banco, Santander e BPI. São estes os bancos cujos presidentes Marcelo Rebelo de Sousa vai chamar a Belém.

Executive Digest

Caixa Geal de Depósitos, BCP, Novo Banco, Santander e BPI. São estes os bancos cujos presidentes Marcelo Rebelo de Sousa chamou a Belém – ainda que via videoconferência – para discutir a situação de pandemia e os apoios que poderão dar às empresas e famílias. A reunião terá lugar na próxima segunda-feira, segundo avança o jornal Expresso.

Marcelo Rebelou de Sousa tem reunido com responsáveis e representantes de vários sectores sociais e económicos e quer, agora, saber qual a opinião e experiência dos banqueiros relativamente a quatro pontos: quais as suas previsões relativamente ao impacto e duração da crise; se conseguem controlar a própria liquidez num possível cenário de rombo económico em que o crédito malparado dispara; que avaliação fazem das medidas de ajuda à economia já aprovadas pelo Governo e qua outras gostariam de ver tomadas; e, por fim, garantir que estão disponíveis para apoiar os portugueses, assumindo um papel decisivo na forma como o cenário económico evolui.

Segundo o Expresso, o desafio de pôr a banca a ajudar rapidamente e de forma robusta empresas e famílias é o que mais preocupa Marcelo Rebelo de Sousa. O Presidente da República espera que lhe seja assegurado que os já mencionados riscos de utilização por parte de alguns bancos das garantias que receberam do Estado para abater dívidas passadas das empresas estarão fora de causa.

Chamados a Belém, os banqueiros vão também munidos de argumentos e até de uma crítica aos apoios dados às empreas. «Quando as coisas voltarem ao normal, as empresas portuguesas vão estar numa posição muito pior do que as congéneres europeias», desabafa o líder de um dos maiores bancos portugueses à mesma publicação. Face à Europa, Portugal é o país que menos linhas de crédito garantidas pelo Estado disponibilizou, ficando-se pelos três milhões de euros versus 100 milhões em Espanha, por exemplo.

Além disso, a aprovação do período de carência de seis meses deverá fazer com que as empresas mantenham as dívidas daqui a seis meses, acumulando ainda outras dívidas criadas no meio da crise.

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