O presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, Wang Huning, inicia hoje uma visita à Coreia do Norte, onde permanecerá até sexta-feira, num momento de intensificação dos contactos entre os dois países.
A deslocação de Wang, quarto na hierarquia do Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês (PCC) e considerado o principal ideólogo do Presidente chinês, Xi Jinping, ocorre poucos dias depois da visita a Pequim do primeiro-ministro norte-coreano, Pak Thae-song.
Trata-se de uma “visita oficial de amizade”, realizada a convite do Comité Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia e do Governo norte-coreano, segundo um porta-voz do Departamento Internacional do Comité Central do PCC, citado na véspera pela agência noticiosa oficial chinesa Xinhua.
Na semana passada, Pak deslocou-se à China para participar nas comemorações do 65.º aniversário do Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua entre os dois países, assinado em 1961 e considerado um dos pilares formais das relações bilaterais.
Durante essa visita, Xi recebeu Pak em Pequim e defendeu o reforço da “coordenação estratégica” com Pyongyang, enquanto o primeiro-ministro norte-coreano afirmou que o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, pretende desenvolver os laços bilaterais até os transformar na “mais poderosa relação estratégica”.
Xi e Kim trocaram também, no sábado, mensagens de felicitação pelo aniversário do tratado. O chefe de Estado chinês destacou a cooperação “ombro a ombro” entre os dois países, enquanto o líder norte-coreano descreveu a amizade bilateral como “inquebrável”.
A visita de Wang insere-se igualmente no novo impulso dado aos contactos bilaterais após a visita de Estado que Xi realizou em junho à Coreia do Norte, a primeira em sete anos, durante a qual ambos os líderes acordaram abrir um “novo capítulo” nas relações entre os dois países.
Durante essa deslocação, Pequim manifestou ainda a intenção de reforçar os intercâmbios militares com a Coreia do Norte, uma formulação que Seul classificou como inédita em declarações públicas.
A aproximação entre os dois países coincide também com o aprofundamento dos laços entre Pyongyang e Moscovo, levando Pequim a intensificar os esforços para reafirmar a sua influência sobre o país vizinho.
A China é o principal parceiro político e económico da Coreia do Norte, com a qual partilha uma fronteira de mais de 1.400 quilómetros, desempenhando um papel central no comércio bilateral e no fornecimento de alimentos e energia.
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