O nome do presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyn, não consta de uma lista de signatários que apoiaram esta terça-feira a criação de um tratado internacional, com a responsável a recusar-se a assinar o documento, avança o ‘Express’.
Uma fonte da União Europeia (UE) citada pelo jornal afirmou que «a Comissão foi informada do artigo e do objetivo do tratado contra futuras pandemias, mas optou por não assinar» um documento que contou com o apoio de vários líderes mundiais, incluindo António Costa.
Ainda assim a fonte sublinhou que «existe uma forte cooperação em curso entre a Presidente da Comissão Europeia e o Presidente do Conselho Europeu na preparação de uma futura pandemia», sem adiantar mais detalhes sobre a matéria.
Von der Leyen, ex-ministra da defesa alemã, está no centro de uma tentativa liderada por Bruxelas de bloquear as exportações de vacinas contra o coronavírus para países terceiros, de forma a preservar as doses do bloco.
A responsável sugeriu que os países com melhores taxas de vacinação e menos infeções do que a UE não deveriam ser autorizados a receber vacinas produzidas no bloco.
A carta, um dos maiores esforços internacionais conjuntos para negociar um tratado desde o final da Segunda Guerra Mundial, pede um “acesso universal e equitativo a vacinas seguras, eficazes e acessíveis”. Fontes afirmam que a declaração conjunta pode ter um impacto positivo nas disputas entre o Reino Unido e a UE sobre as exportações de vacinas.
Para os mais de 20 subscritores, entre os quais o primeiro-ministro português António Costa, o novo tratado pode sinalizar “medidas políticas de alto nível” necessárias para proteger o mundo para futuras crises sanitárias.
“Haverá outras pandemias e outras grandes emergências sanitárias. Nenhum governo ou departamentos oficiais podem enfrentar esta ameaça sozinho”, dizem os líderes políticos mundiais, na maior parte chefes de Estado e de Governo.
“Em conjunto, temos de estar preparados para prever, prevenir, detetar, avaliar e responder eficazmente às pandemias de forma coordenada. A pandemia de covid-19 tem mostrado de forma severa que ninguém está seguro até que todos estejam seguros”, acrescenta o documento.
O principal objetivo de um novo tratado internacional – de preparação e resposta a pandemias – é promover uma abordagem abrangente para reforçar as capacidades nacionais, regionais e globais assim como a “resiliência às futuras pandemias”.
O eventual tratado de cooperação – indica o texto divulgado hoje – ficaria enquadrado no âmbito da Organização Mundial de Saúde, recorrendo a outras organizações envolvidas nos mesmos esforços.
“Os instrumentos de saúde globais existentes, especialmente os Regulamentos Internacionais de Saúde, apoiariam o tratado, garantindo uma base sólida”, acrescenta o documento.














