Presidenciais: «Portugal põe em risco estabilidade da UE enquanto o Chega ameaça avanço nas urnas», escreve jornal inglês

As eleições presidenciais portuguesas são já este domingo, dia 24, e o tema não está a passar despercebido na Europa, com o jornal britânico Express a alertar para um possível avanço do “partido de extrema-direita, Chega, nas eleições”.

Como escreve o jornal, trata-se de “um aviso político para um possível avanço do partido, que se assemelha a Trump”.

Segundo o analista político Carlos Jalali, que se doutorou na Universidade de Oxford, no Reino Unido, “o pequeno partido de extrema-direita poderá beneficiar do apoio de ‘eleitores tímidos’ perante uma crescente insatisfação do público”.

Jalali considera que “será interessante ver se existe este efeito [do ‘eleitor tímido’], tal como aconteceu com as eleições presidenciais de Trump, em 2016”.

E como escreve o Express, “se o Chega se tornasse uma força dominante no panorama político do país, após a votação deste fim-de-semana, o resultado poderia abalar a instabilidade da União Europeia”.

Carlos Jalali disse ainda que há “insatisfação latente” em Portugal e que o Chega está “a começar a refletir isso mesmo”.

A súbita ascensão do Chega já “enviou ondas de choque através da política portuguesa”, com sondagens de opinião a prever que o candidato do partido, André Ventura, vá ganhar até 11% dos votos, escreve o Express.

A notícia do jornal britânico indica ainda que Portugal sucedeu esta semana à Alemanha na Presidência do Conselho Europeu, permanecendo no poder até junho.

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