Presidenciais: António Filipe defende ter “ambição legítima” de lutar pelo resultado

O candidato presidencial António Filipe disse hoje que a sua candidatura de esquerda tem “ambição legitima” de lutar pelo resultado, de passar à segunda volta, salientando que não se pode votar “com base no medo”.

Pedro Zagacho Gonçalves

O candidato presidencial António Filipe disse hoje que a sua candidatura de esquerda tem “ambição legitima” de lutar pelo resultado, de passar à segunda volta, salientando que não se pode votar “com base no medo”.

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“Temos uma campanha eleitoral até ao dia 18 para afirmar esta candidatura de esquerda como uma candidatura que tem ambição legítima de lutar pelo resultado, de passar à segunda volta e então depois aí conversamos sobre qual será o resultado destas eleições”, afirmou António Filipe, já na parte final de um discurso durante um almoço com apoiantes em Albufeira, distrito de Faro.

O candidato à Presidência da República apoiado pelo PCP e pelo PEV salientou ainda que a sua candidatura se tem “que se afirmar no terreno e lutar pelo resultado”.

“Ainda ninguém votou. As pessoas só votam no próximo dia 18. Até lá tudo o que se fizer são vaticínios, são palpites, é o que se queira”, apontou.

António Filipe fez questão de sublinhar que “a conquista do direito de voto foi demasiado importante para que ela se deite pela borda fora”.

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“Ou seja, quando alguém pensa que é melhor votar em quem não se quer, porque se tem medo que ainda haja outro que seja pior do que aquele que não se quer, já está a perder, já está a deitar pela borda fora um direito de voto que custou tanto a conquistar. Não se pode votar com base no medo”, frisou.

O ex-deputado comunista aproveitou para lançar uma nova adaptação para a velha máxima: “Quem tem medo adote um cão, mas vote por convicção”.

“Não vote por medo, porque quem vota por medo já está a perder. Já está a abdicar do seu direito de voto. E esta eleição é para que possamos votar em quem queremos mesmo que seja Presidente da República. E não para deitarmos o nosso voto pela borda fora”, sublinhou.

Concorrem 11 candidatos às eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026, um número recorde.

Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.

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