Presidência e polícias atacadas por piratas informáticos

Na listagem de endereços de email e palavras-passe da Presidência estão 32 nomes, mas nenhum deles é o do presidente Marcelo Rebelo de Sousa.

Revista de Imprensa

Milhares de endereços de email e respetivas palavras-passe de acesso, da Presidência da República, partidos, polícias, militares, banca e clubes de futebol foram, nos últimos dias, divulgados por um grupo de piratas autodenominado CyberTeam, avança o “Correio da Manhã” (CM).

Ao que o “CM” apurou, o ataque já estar a ser investigado pela Polícia Judiciária (também afectada) e tem como código o dia desta quarta-feira: 4 de Março – que marca o início em Lisboa do julgamento de 21 acusados de pirataria informática, entre eles Rui Cruz, fundador do TugaLeaks.

Na listagem de endereços de email e palavras-passe da Presidência estão 32 nomes, mas nenhum deles é o do presidente Marcelo Rebelo de Sousa.

Alguns dos dados foram roubados dos servidores de empresas e organismos públicos «menos protegidos», adianta o jornal, acrescentando que outros foram retirados das bases de dados de redes sociais e aplicações de partilha de ficheiros, entre outros. Havia mesmo quem usasse os endereços institucionais em sites de busca de parceiros sexuais. O maior problema dos que usaram os endereços de email institucionais para se registarem nessas aplicações e sites é que «na grande maioria acabam por usar a mesma palavra-passe que na rede do serviço».

Tal aconteceu, por exemplo, com Rui Pinto, o hacker português, actualmente em preventiva a aguardar julgamento. Algum do material agora revelado tem mesmo origem neste pirata informático e no «Luanda Leaks».

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O grupo CyberTeam tem feito ainda ataques informáticos a portais do Estado e de grupos empresariais privados, colocando mensagens nas páginas iniciais. Uma tem o rosto do antigo primeiro-ministro José Sócrates e diz «é um dever cívico de todos os portugueses lutarem contra a corrupção».

O “CM” recorda ainda que os elementos do colectivo Anonymous, detidos entre 2016 e 2017, começam esta manhã de quarta-feira a ser julgados, em Lisboa. Chegaram a divulgar dados de dois mil procuradores.

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