Presidência do Conselho de Ministros alvo de buscas da PJ por suspeitas de corrupção

Polícia Judiciária entrou esta manhã na sede da Presidência do Conselho de Ministros e está a fazer buscas nos vários gabinetes mas também domiciliárias

Francisco Laranjeira

A sede da Presidência do Conselho de Ministros foi esta manhã, por volta das 9 horas, alvo de buscas por parte da Polícia Judiciária: o principal alvo é o secretário-geral, David Xavier, que é suspeito de corrupção e outros crimes associados à violação das regras de contratação pública a empresas privadas, na sequência de uma investigação que dura há largos meses, após denúncias feitas, revelou esta quinta-feira a ‘CNN Portugal’.

Em concreto, o secretário-geral da presidência do Conselho de Ministros é suspeito de obter benefícios pessoais, através de subornos, na aquisição para o Estado de sistemas informáticos a uma empresa do norte do país – em ajustes diretos que poderão violar as regras de transparência. Em causa, estará o favorecimento de mais de um milhão de euros, de forma faseada.

A operação foi conduzida pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção, que procedeu a buscas em gabinetes da Presidência do Conselho de Ministros em Lisboa mas também domiciliárias – a PJ, com o Ministério Público, avançou para as casas dos suspeitos da investigação.

Em comunicado, O DCIAP (Departamento Central de Investigação e Ação Penal) garantiu que foram realizadas buscas “em cinco diferentes locais, abrangendo sociedades comerciais, empresas de contabilidade, residências particulares e organismos de administração pública. As diligências decorrem nas regiões de Lisboa, Coimbra, Porto e Braga”.

“No inquérito investiga-se a eventual prática de crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio e falsificação de documento. Em causa estão factos relacionados com a adjudicação, através de ajuste direto, de contrato de prestação de serviços celebrado entre organismos da administração pública e sociedade comercial”, pôde ler-se no comunicado, que sustentou que o inquérito está em segredo de justiça.

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