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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Tue, 14 Jul 2026 13:12:07 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Putin não vai esperar: chefe da Força Aérea alemã avisa que a Europa “não tem tempo” sem armas dos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 13:12:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Holger Neumann]]></category>
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		<category><![CDATA[Vladimir Putin]]></category>
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					<description><![CDATA[Mensagem surge quando a União Europeia procura reduzir a dependência militar de Washington e direcionar uma fatia maior dos novos investimentos em defesa para fabricantes europeus]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Europa não tem tempo para esperar pelo desenvolvimento de novos sistemas de defesa próprios e terá de continuar a comprar armas já disponíveis nos Estados Unidos para responder à ameaça da Rússia, alertou o comandante da Força Aérea alemã.</p>
<p>Em entrevista ao ‘POLITICO’, Holger Neumann defendeu que a necessidade de preparar rapidamente as forças aéreas da Alemanha e da NATO obriga a recorrer a equipamentos americanos já testados, mesmo quando estes não correspondem integralmente aos requisitos definidos por Berlim.</p>
<p>“Se a missão da Força Aérea, ou do poder aéreo da NATO, é estar pronta o mais rapidamente possível, poderemos ter de adquirir sistemas disponíveis no mercado”, afirmou o tenente-general.</p>
<p>Esses equipamentos poderão não ser a solução ideal para todas as necessidades alemãs, reconheceu, mas podem representar “a melhor coisa que se pode comprar agora para os próximos anos”.</p>
<p>“Desenvolver as nossas próprias capacidades demora tempo. Neste momento, não temos tempo”, avisou o chefe da Luftwaffe.</p>
<p>A mensagem surge quando a União Europeia procura reduzir a dependência militar de Washington e direcionar uma fatia maior dos novos investimentos em defesa para fabricantes europeus. O objetivo é construir uma base industrial capaz de fornecer armamento avançado aos Estados-membros e diminuir a exposição às decisões políticas dos Estados Unidos.</p>
<p>Para Neumann, porém, a estratégia europeia só poderá produzir resultados no longo prazo. A ameaça representada por Vladimir Putin exige uma resposta mais imediata, sobretudo numa altura em que os países da NATO aceleram o rearmamento e procuram colmatar lacunas nas suas forças aéreas.</p>
<p>O comandante reconheceu que a indústria europeia possui capacidades importantes, mas admitiu que não desenvolveu algumas tecnologias de ponta ao mesmo ritmo dos Estados Unidos. A prioridade passa, por isso, por comprar agora os sistemas disponíveis e manter em paralelo os projetos europeus.</p>
<p>O exemplo mais claro é o F-35 Lightning II, caça furtivo de quinta geração fabricado pela americana Lockheed Martin. A Alemanha aprovou em 2022 a compra de 35 F-35A por 8,3 mil milhões de euros.</p>
<p>Os aparelhos vão substituir os envelhecidos Tornado na missão de partilha nuclear da NATO, que permite à Alemanha transportar bombas atómicas americanas em caso de conflito.</p>
<p>O primeiro F-35 alemão deverá sair da linha de produção nos Estados Unidos em setembro. Depois de mais de um ano de formação de pilotos alemães naquele país, as primeiras aeronaves deverão chegar à base aérea de Büchel no final de 2027.</p>
<p>Berlim poderá, no entanto, aumentar substancialmente a encomenda. “Há ideias dentro da Luftwaffe para adquirir mais F-35”, confirmou Neumann, embora tenha sublinhado que a decisão cabe ao Ministério da Defesa e ainda não foi tomada.</p>
<p>O Governo alemão terá reservado mais de dois mil milhões de euros para comprar outros 15 aviões, elevando a frota planeada de 35 para 50 unidades.</p>
<p>A necessidade de encontrar uma solução rápida tornou-se ainda mais evidente depois de a Alemanha e a França terem abandonado, em junho, os planos para desenvolver conjuntamente o caça tripulado de sexta geração previsto no programa Future Combat Air System.</p>
<p>O projeto ficou bloqueado por divergências entre a Airbus e a Dassault Aviation sobre a liderança, a propriedade intelectual e a distribuição do trabalho.</p>
<p>Neumann ressalvou que o conceito mais amplo do FCAS poderá sobreviver. “A única decisão tomada é que não construiremos em conjunto um caça de comando tripulado”, esclareceu.</p>
<p>Outras áreas do programa, incluindo drones, sensores, comunicações e uma rede digital de combate, poderão continuar a ser desenvolvidas com parceiros europeus.</p>
<p>A Alemanha está também a comprar um novo lote de caças Eurofighter, com entregas previstas entre 2031 e 2034. Para o chefe da Força Aérea, esta deverá ser a última aquisição de aviões de quarta geração.</p>
<p>“Tudo o que vier depois, ou a partir de 2035, deverá ser de quinta geração ou mais avançado”, afirmou.</p>
<p>A solução definitiva deverá ser europeia, através da participação num projeto existente ou do desenvolvimento de um novo caça com outros países. Nenhuma dessas opções, porém, deverá produzir um avião operacional até 2035.</p>
<p>É esse intervalo que poderá manter a Alemanha dependente do equipamento dos Estados Unidos. “A questão é saber o que acontece entretanto”, resumiu Neumann.</p>
<p>O alerta expõe o principal dilema da defesa europeia: Bruxelas quer que os milhares de milhões destinados ao rearmamento reforcem a indústria do continente, mas os militares precisam agora de aviões, mísseis e sistemas capazes de entrar rapidamente em serviço.</p>
<p>Perante a urgência russa, a posição da Força Aérea alemã é pragmática: a Europa poderá procurar a autonomia no futuro, mas, para enfrentar Putin no presente, ainda precisa das armas americanas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789083]]></sapo:autor>
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		<title>Habitação: CGTP diz que reforma do Governo vai provocar nova escalada nas rendas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 13:10:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[CGTP]]></category>
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					<description><![CDATA[Para a CGTP, a proposta que o Governo vai enviar ao parlamento dá aos senhorios "uma total liberdade na fixação das condições dos contratos de arrendamento, deixando os inquilinos em posição de maior fragilidade"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A CGTP considerou que a reforma do arrendamento anunciada pelo Governo vai provocar &#8220;uma nova escalada no preço das rendas, impulsionar a especulação e dificultar ainda mais a procura de uma casa para arrendar&#8221;, segundo um comunicado divulgado hoje.</p>
<p>&#8220;É difícil de compreender de que modo estas medidas, que dão aos senhorios todo o poder negocial e facilitam os despejos, vão contribuir para resolver a grave crise habitacional que o país atravessa&#8221;, alertou a central sindical.</p>
<p>Para a CGTP, a proposta que o Governo vai enviar ao parlamento dá aos senhorios &#8220;uma total liberdade na fixação das condições dos contratos de arrendamento, deixando os inquilinos em posição de maior fragilidade&#8221;.</p>
<p>Considerando que &#8220;o principal problema com que os trabalhadores e os cidadãos em geral hoje se confrontam é a impossibilidade de suportarem os encargos com as rendas habitacionais&#8221;, a CGTP acredita que as medidas do Governo poderão agravar ainda mais a situação.</p>
<p>No comunicado, o Governo é acusado de não prestar informação sobre as alegadas medidas de proteção dos inquilinos idosos, com deficiência ou economicamente fragilizados, já que &#8220;se forem realizadas obras no imóvel arrendado ou se o contrato for posterior a 1990, o regime de proteção desaparece&#8221;.</p>
<p>O apoio financeiro do novo Fundo de Emergência para a Habitação, destinado ao realojamento de famílias despejadas, é outra das medidas questionadas pela estrutura sindical, com o argumento de que não é conhecido &#8220;o valor do apoio nem por quanto tempo será assegurado nem que tipo de alojamento é garantido&#8221;.</p>
<p>No entender da CGTP, as alterações do regime do Arrendamento Urbano anunciadas pelo executivo obedecem à &#8220;mesma lógica presente na proposta de lei da Prestação Social Única, que estigmatiza a pobreza e condena os pobres a pagar um preço pela sua condição de fragilidade&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789101]]></sapo:autor>
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		<title>Lucro do JP Morgan sobem 27% no primeiro semestre para 33.000 M€</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 13:09:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[O maior banco dos Estados Unidos, o JP Morgan Chase, obteve um lucro de 37.647 milhões de dólares (33.000 milhões de euros) no primeiro semestre, mais 27% face ao mesmo período do ano anterior.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O maior banco dos Estados Unidos, o JP Morgan Chase, obteve um lucro de 37.647 milhões de dólares (33.000 milhões de euros) no primeiro semestre, mais 27% face ao mesmo período do ano anterior.</P><br />
<P>   Até junho, as receitas atingiram os 107.183 milhões de dólares, um aumento de 17% em relação ao mesmo período de 2025.</P><br />
<P>   Em comunicado, o presidente executivo (CEO), Jamie Dimon, destaca os &#8220;sólidos resultados financeiros do segundo trimestre, no qual o lucro líquido atingiu 16.900 milhões de dólares (14.823 milhões de euros), um aumento de 41% em relação ao segundo trimestre de 2025&#8221;.</P><br />
<P>Dimon refere também a &#8220;notável resiliência&#8221; da economia norte-americana, na qual se destacam o investimento empresarial e de capital, apoiados por fatores como a inteligência artificial (IA), os estímulos fiscais e os benefícios de uma regulamentação mais eficiente. </P><br />
<P>   No entanto, o banqueiro alerta para &#8220;diversos riscos que se deslocam sob a superfície como placas tectónicas&#8221;, entre os quais destaca as tensões geopolíticas e os conflitos bélicos, a inflação persistente e os elevados défices orçamentais a nível mundial.</P><br />
<P>   As despesas não relacionadas com juros ascenderam a 27.300 milhões de dólares, um aumento de 15% impulsionado principalmente por custos mais elevados com remunerações, incluindo a remuneração ligada aos rendimentos e o aumento do quadro de pessoal.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789079]]></sapo:autor>
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		<title>BCP, CGD e Unicre selecionados para o projeto-piloto do euro digital</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 13:06:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Euro Digital]]></category>
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					<description><![CDATA[As instituições financeiras CGD, BCP e Unicre foram escolhidos pelo BCE para o projeto-piloto do euro digital, no qual também participa o Banco de Portugal, disse em comunicado o banco central.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As instituições financeiras CGD, BCP e Unicre foram escolhidos pelo BCE para o projeto-piloto do euro digital, no qual também participa o Banco de Portugal, disse em comunicado o banco central.</P><br />
<P>O Banco Central Europeu (BCE), em conjunto com os bancos centrais nacionais da zona euro, selecionou 36 prestadores de serviços de pagamento para participar no projeto-piloto do euro digital, sendo três de Portugal.</P><br />
<P>O BCE recebeu mais de 50 candidaturas e selecionou operadores de vários modelos de negócio, dimensões e geografias.</P><br />
<P>Em Portugal, foram selecionados o Banco Comercial Português (BCP), a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e a Unicre. </P><br />
<P>Em comunicado, o Banco de Portugal, que também participará no projeto-piloto, explicou que o objetivo será testar do ponto de vista técnico e operacional a futura moeda digital e avaliar a experiência dos utilizadores. O projeto-piloto decorrerá no segundo semestre de 2027 e deverá durar 12 meses.</P><br />
<P>A CGD e o BCP também emitiram hoje comunicados sobre o tema, desde logo considerando ser muito importante a sua participação.</P><br />
<P>Citado no comunicado, o presidente executivo do BCP, Miguel Maya, disse que o projeto do euro digital &#8220;tem todas as condições para vir a ser mais um marco relevante no aperfeiçoamento do projeto europeu&#8221;.</P><br />
<P>Por seu lado, o banco público CGD considerou-a &#8220;uma iniciativa estratégica para o futuro dos pagamentos na Europa e para a modernização do sistema financeiro europeu&#8221;.  </P><br />
<P>O BCE lançou o projeto do euro digital em 2021 e avança agora com este piloto, depois de no início do mês o Parlamento Europeu ter respaldado o início das negociações com o Conselho da União Europeia sobre a criação do euro digital.</P><br />
<P>O euro digital é a moeda digital a ser emitida pelo BCE em conjunto com os bancos centrais nacionais da área do euro e, se for avante, poderá ser utilizada para qualquer pagamento digital no conjunto da zona euro. Os operadores privados vêm reclamando que sejam integrados neste projeto europeu. </P><br />
<P>Um dos objetivos deste projeto é fomentar a soberania europeia em matéria de pagamentos (pois na Europa é um problema que o sistema de pagamentos seja dominado pelas norte-americanas Visa e Mastercard) e fazer face a cada vez mais instrumentos de pagamento eletrónico privados não regulamentados, como as &#8216;stablecoins&#8217; (criptoativos que procuram manter um valor constante em relação a um ativo, como euro ou dólar).</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789087]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Instituto alerta para baixa das reservas de sangue e apela à dádiva antes ou nas férias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 13:05:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Instituto Português do Sangue e da Transplantação]]></category>
		<category><![CDATA[IPST]]></category>
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					<description><![CDATA[O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) apelou hoje à população para dar sangue antes ou durante as férias, alertando que as reservas de sangue do instituto se encontram abaixo dos níveis desejáveis para vários grupos sanguíneos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) apelou hoje à população para dar sangue antes ou durante as férias, alertando que as reservas de sangue do instituto se encontram abaixo dos níveis desejáveis para vários grupos sanguíneos.</P><br />
<P>Segundo o Instituto Português do Sangue e da Transplantação, a situação é &#8220;particularmente preocupante&#8221; nos grupos A+, A -, O+ e O-.</P><br />
<P>&#8220;Assim, apelamos a todos, que antes ou durante as férias, façam uma dádiva de sangue, pois assim poderemos manter as reservas de sangue em níveis adequados e dar resposta às necessidades dos doentes que precisam de transfusões sanguíneas para viver&#8221;, afirma o instituto em comunicado.</P><br />
<P>O IPST refere que, como acontece habitualmente durante os meses de verão, a partir do início de julho, se verifica &#8220;uma redução significativa da afluência de dadores&#8221;, devido sobretudo ao período de férias e às elevadas temperaturas. </P><br />
<P>No entanto, alerta, &#8220;as necessidades dos hospitais mantêm-se inalteradas, uma vez que continuam a existir doentes que necessitam diariamente de transfusões sanguíneas, vítimas de acidentes rodoviários, doentes oncológicos, intervenções cirúrgicas programadas e situações de emergência&#8221;.</P><br />
<P>O instituto recorda que &#8220;dar sangue é um gesto simples, sem contraindicações para adultos saudáveis&#8221;, explicando que &#8220;basta ter mais de 18 anos, menos de 70 anos, peso igual ou superior a 50 kg e ser saudável&#8221;.</P><br />
<P>No momento da dádiva é importante estar bem hidratado e alimentado, reforça, informando que o dador pode agendar a sua dádiva em www.ipst.pt</P><br />
<P>Aconselha ainda o dador a preencher o questionário de autoavaliação também disponível em www.ipst.pt antes de se deslocar a um local de colheita.</P><br />
<P>Até 15 de setembro, às segundas e sextas-feiras, irá publicar nas suas redes sociais os grupos mais necessários, apelando à população para estar atenta e ajudar o instituto &#8220;a dar mais vida à vida&#8221;.</P></p>
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		<item>
		<title>Tribunal Constitucional invalida reeleição de Inês de Sousa Real como líder do PAN</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 13:04:56 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Tribunal Constitucional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Tribunal Constitucional (TC) declarou ilegal parte do regulamento do último Congresso do PAN e, como consequência, invalidou a última eleição da direção do partido, na qual Inês de Sousa Real foi reeleita como porta-voz.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Tribunal Constitucional (TC) declarou ilegal parte do regulamento do último Congresso do PAN e, como consequência, invalidou a última eleição da direção do partido, na qual Inês de Sousa Real foi reeleita como porta-voz.</P><br />
<P>A decisão consta de um acórdão do Tribunal Constitucional, a que a agência Lusa teve acesso, datado de 13 de julho e feito na sequência de um pedido de impugnação da militante do PAN Carolina Pia à eleição dos titulares dos órgãos internos do partido que decorreu no X Congresso do PAN, realizado em 20 de dezembro de 2025, em Coimbra.</P><br />
<P>No acórdão, que tem como relatora a Juíza Conselheira Mariana Canotilho, o TC declarou ilegais duas alíneas do regulamento do X Congresso Nacional do PAN e, &#8220;em consequência&#8221;, invalidou a eleição dos titulares da Comissão de Jurisdição Nacional (CJN) e da Comissão Política Nacional (CPN), órgão máximo da direção do partido e do qual resulta a eleição do porta-voz.</P><br />
<P>No entanto, o TC esclarece que não lhe compete &#8220;determinar a realização de novo Congresso, nem condenar o partido à prática de atos concretos&#8221;, considerando que cabe &#8220;aos órgãos partidários competentes extrair as devidas consequências da presente decisão e, por essa via, repor a legalidade&#8221;.</P><br />
<P>Uma das normas do regulamento declaradas ilegais determina que os delegados ao Congresso fossem eleitos pelas assembleias regionais e distritais &#8220;com Comissão Política em funções&#8221;.</P><br />
<P>A outra permitia que, na ausência de uma Comissão Política Distrital em funções, uma Comissão Política Concelhia pudesse promover a eleição de delegados.</P><br />
<P>O Constitucional recorda que os estatutos do PAN reservam apenas às Comissões Políticas Regionais e Distritais a competência para eleger delegados ao Congresso, não incluindo, como previa o regulamento e como acabou por acontecer, a possibilidade de as estruturas concelhias do partido elegerem representantes.</P><br />
<P>No último congresso, Inês de Sousa Real foi reeleita para um terceiro mandato como porta-voz do PAN, com 69 dos 72 votos dos delegados, conquistando todos os lugares da Comissão Política Nacional.</P><br />
<P>Também no Conselho de Jurisdição, a lista da líder conseguiu os três lugares. A lista opositora teve apenas um voto e houve dois votos em branco, sendo os restantes 69 na lista de Sousa Real.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Relação confirma pena máxima para autor do triplo homicídio na barbearia da Penha de França</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 12:46:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Arguido tinha sido condenado em janeiro pelo Tribunal Central Criminal de Lisboa por três crimes de homicídio, um homicídio na forma tentada e detenção de arma proibida]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Tribunal da Relação de Lisboa confirmou a pena máxima de 25 anos de prisão aplicada ao homem que matou três pessoas numa barbearia da Penha de França, em Lisboa, depois de não ter sido atendido de imediato.</p>
<p>Segundo a &#8216;CNN Portugal&#8217;, que teve acesso ao acórdão, a decisão torna definitiva a condenação de Fernando Silva, não estando previsto recurso para o Supremo Tribunal de Justiça.</p>
<p>O arguido tinha sido condenado em janeiro pelo Tribunal Central Criminal de Lisboa por três crimes de homicídio, um homicídio na forma tentada e detenção de arma proibida.</p>
<p>Os juízes aplicaram-lhe 19 anos de prisão por cada uma das três mortes, nove anos pela tentativa de homicídio e dois anos e seis meses pela posse da arma. Em cúmulo jurídico, foi fixado o limite máximo permitido pela lei portuguesa: 25 anos de cadeia.</p>
<p>O tribunal condenou ainda Fernando Silva ao pagamento de indemnizações aos filhos das vítimas e ao funcionário da barbearia contra quem também disparou, mas que não chegou a ser atingido.</p>
<p>O crime ocorreu a 2 de outubro de 2024, na barbearia “Granda Pente”, no Bairro do Vale, na Penha de França. Fernando Silva dirigiu-se ao estabelecimento com a intenção de cortar o cabelo e reagiu a tiro quando não foi atendido imediatamente.</p>
<p>No interior da barbearia, disparou contra o proprietário, Carlos Pina, de 43 anos. Já à entrada do estabelecimento, atingiu mortalmente um cliente, Bruno Neto, de 36 anos, e a companheira deste, Fernanda Júlia da Silva, de 34 anos.</p>
<p>O homem disparou ainda contra um empregado da barbearia, sem conseguir atingi-lo. Depois dos homicídios, fugiu de Lisboa e foi localizado uma semana mais tarde na região de Setúbal, onde acabou por se entregar com a intervenção de familiares.</p>
<p>Durante o julgamento, o Ministério Público considerou que os crimes tinham sido cometidos por um “motivo fútil” e pediu uma condenação próxima do limite máximo, destacando a personalidade agressiva do arguido e a falta de respeito demonstrada pela vida das vítimas.</p>
<p>Na leitura da primeira decisão, o tribunal descreveu a atuação como praticada “a sangue frio” e com “indiferença” pela vida humana. A recusa em cortar-lhe imediatamente o cabelo foi classificada como uma razão “frívola, totalmente irrazoável e desproporcional”.</p>
<p>A defesa procurou demonstrar que Fernando Silva sofria de esquizofrenia e que a sua saúde mental deveria ser considerada na determinação da pena. Contudo, a avaliação do Instituto Nacional de Medicina Legal concluiu que o diagnóstico era compatível com uma psicose associada ao consumo ou à abstinência de substâncias.</p>
<p>Os peritos entenderam que o arguido era imputável, tinha capacidade para distinguir o bem do mal e não estava a atravessar um surto psicótico quando cometeu os crimes.</p>
<p>O Tribunal Central Criminal de Lisboa concluiu igualmente que Fernando Silva tinha plena consciência de que os seus atos eram proibidos e estava em condições de orientar o próprio comportamento.</p>
<p>A defesa recorreu da condenação, mas a Relação de Lisboa decidiu agora manter os 25 anos de prisão. De acordo com a CNN Portugal, com a confirmação do acórdão, o processo transita em julgado e a pena máxima torna-se definitiva.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789077]]></sapo:autor>
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		<title>O Irão e os milhares de milhões que nunca chegaram: a armadilha económica dos EUA que reacendeu a guerra em Ormuz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 12:41:10 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
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		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[Proposta surge numa nova escalada militar com o Irão e ameaça comprometer definitivamente o entendimento alcançado entre Washington e Teerão em junho]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump quer que os Estados Unidos recebam 20% do valor de toda a carga transportada através do Estreito de Ormuz, como compensação pelos custos de garantir a segurança de uma das rotas comerciais mais importantes do mundo. A proposta surge numa nova escalada militar com o Irão e ameaça comprometer definitivamente o entendimento alcançado entre Washington e Teerão em junho.</p>
<p>“O Estreito de Ormuz está aberto e assim permanecerá, com ou sem o Irão”, escreveu o presidente dos Estados Unidos na rede &#8216;Truth Social&#8217;. Trump anunciou igualmente o restabelecimento do bloqueio naval aos navios iranianos e declarou que Washington passaria a ser conhecido como o “guardião do Estreito de Ormuz”.</p>
<p>Segundo o ‘El Confidencial’, o presidente dos EUA pretende que os restantes países tenham acesso livre à passagem, mas mediante um pagamento de 20% sobre a carga transportada. Trump apresentou a cobrança como um “reembolso” destinado a cobrir os custos militares necessários para manter aberta a rota marítima.</p>
<p>A proposta provocou perplexidade entre transportadoras e organizações internacionais. A Hapag-Lloyd, uma das maiores companhias de transporte marítimo do mundo, classificou a cobrança como “fundamentalmente errada”, argumentando que não se deve aplicar a uma passagem natural o mesmo modelo utilizado em infraestruturas construídas pelo homem, como os canais do Suez ou do Panamá.</p>
<p>O Estreito de Ormuz é uma das principais artérias energéticas mundiais, por onde circula uma parte significativa do petróleo e do gás comercializados internacionalmente. A disputa pelo controlo da passagem tornou-se um dos principais focos do confronto entre os Estados Unidos e o Irão.</p>
<p>A ofensiva económica de Trump procura contrariar a estratégia de Teerão, que tem utilizado o estreito como fonte de pressão política, militar e financeira. O Irão reivindica autoridade sobre a passagem e tem ameaçado atacar ou bloquear embarcações que atravessem a zona sem autorização da Guarda Revolucionária.</p>
<p>A tensão voltou a aumentar depois de navios mercantes terem sido atacados na rota marítima. Washington respondeu com novos ataques contra alvos iranianos, enquanto Teerão lançou mísseis e drones contra posições dos EUA e de países aliados na região.</p>
<p>O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos confirmou que dois petroleiros com bandeira do país foram atingidos por mísseis de cruzeiro iranianos. Um tripulante morreu e vários ficaram feridos, segundo informações citadas pela &#8216;Associated Press&#8217;.</p>
<p>O Irão anunciou posteriormente o encerramento do Estreito de Ormuz “até nova ordem”, justificando a decisão com aquilo que classificou como interferência ilegal de potências estrangeiras. As autorizações de passagem emitidas por Teerão foram suspensas até ao restabelecimento da “calma e estabilidade”.</p>
<p>Trump rejeitou a versão iraniana e insistiu que a passagem continuava aberta sob proteção dos Estados Unidos. O Comando Central dos EUA anunciou, entretanto, novas operações contra instalações militares iranianas, incluindo alvos ligados a mísseis, drones e à base naval de Bandar Abbas.</p>
<p>A atual escalada ameaça fazer ruir o memorando de entendimento alcançado a 17 de junho. O acordo previa a reabertura do Estreito de Ormuz, a manutenção de uma trégua por 60 dias e negociações destinadas a alcançar uma solução mais abrangente entre os dois países.</p>
<p>Nos termos divulgados, o Irão comprometia-se a permitir a passagem de navios sem cobrança de portagens durante o período transitório. Em contrapartida, os Estados Unidos aceitavam avançar com o levantamento gradual de sanções, facilitar o acesso de Teerão a ativos congelados e apoiar um plano de investimento e reconstrução avaliado em pelo menos 300 mil milhões de dólares — aproximadamente 257 mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual.</p>
<p>Grande parte desses compromissos económicos não chegou, porém, a ser concretizada. O ‘El Confidencial’ refere que o único alívio efetivamente aplicado consistiu em algumas autorizações para a comercialização de petróleo iraniano e seus derivados.</p>
<p>O Irão também não terá conseguido aceder aos cerca de seis mil milhões de dólares — aproximadamente 5,1 mil milhões de euros — mantidos em contas congeladas no Qatar, apesar de o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, ter anunciado anteriormente a recuperação desses fundos.</p>
<p>Com a economia pressionada pela guerra, pelas sanções e pela inflação, Teerão voltou a olhar para o Estreito de Ormuz como uma fonte potencial de receita e como instrumento de influência diplomática.</p>
<p>Já Trump pretende inverter essa lógica: em vez de permitir que o Irão cobre ou condicione a passagem, quer que sejam os Estados Unidos a assumir o controlo militar e a receber uma parcela do valor das mercadorias.</p>
<p>A cobrança anunciada não tem ainda um mecanismo de aplicação conhecido. Trump não explicou se os 20% incidiriam sobre o valor comercial da carga, sobre o custo do transporte ou através de outra fórmula, nem indicou quem faria a avaliação e a cobrança.</p>
<p>A proposta levanta igualmente dúvidas jurídicas. Empresas de transporte marítimo argumentam que o princípio da liberdade de navegação impede a imposição unilateral de taxas sobre uma passagem internacional natural e alertam que o precedente poderia ser replicado noutros estreitos estratégicos.</p>
<p>O anúncio teve impacto imediato nos mercados energéticos. O petróleo Brent subiu para mais de 86 dólares por barril, aproximadamente 74 euros, com os investidores a anteciparem novos riscos para o abastecimento mundial.</p>
<p>Para o ‘El Confidencial’, a disputa demonstra que o conflito já não se limita à segurança, à influência regional ou ao programa nuclear iraniano. O controlo económico do Estreito de Ormuz passou a ocupar o centro das hostilidades.</p>
<p>Teerão declarou que não permitirá que os Estados Unidos assumam a gestão da passagem marítima. Washington, por seu lado, promete continuar os ataques destinados a reduzir a capacidade iraniana de ameaçar navios civis.</p>
<p>A tentativa de ambos os países cobrarem pelo controlo do estreito aproxima o acordo de junho do colapso e aumenta o risco de uma guerra mais ampla. O que tinha sido apresentado como uma reabertura temporária da principal rota petrolífera mundial transformou-se agora numa disputa militar sobre quem manda — e sobre quem recebe o dinheiro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789072]]></sapo:autor>
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		<title>Estava aborrecido no ar e decidiu escrevê-lo no céu: piloto transforma voo de teste num recado gigante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 12:30:47 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Aparelho, um Piper Tomahawk da Ravenair, descolou de Liverpool às 11h25 de sábado para um voo técnico com cerca de duas horas. A operação destinava-se a verificar o funcionamento do avião depois da substituição de uma peça]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um piloto obrigado a realizar um voo de teste encontrou uma forma pouco discreta de mostrar como se sentia: aproveitou o trajeto para escrever “I’m bored” (“Estou aborrecido”) no céu, através da rota desenhada pelo pequeno avião.</p>
<p>Segundo o ‘The Independent’, o aparelho, um Piper Tomahawk da Ravenair, descolou de Liverpool às 11h25 de sábado para um voo técnico com cerca de duas horas. A operação destinava-se a verificar o funcionamento do avião depois da substituição de uma peça.</p>
<p>Durante aproximadamente 20 minutos, o piloto executou pequenas curvas angulares sobre o estuário do Dee, entre Inglaterra e País de Gales, formando as palavras “I’m bored” na trajetória registada pelos sistemas de acompanhamento aéreo.</p>
<p>A mensagem foi desenhada sobre a água, entre Talacre e Greenfield, a uma altitude aproximada de 335 metros e a uma velocidade ligeiramente inferior a 100 nós, cerca de 185 quilómetros por hora.</p>
<p>O recado acabou por ser descoberto por utilizadores da plataforma Flightradar24, que acompanharam o percurso do avião e partilharam a imagem nas redes sociais.</p>
<p>Apesar da criatividade, o piloto, na casa dos 20 anos, não deverá sofrer qualquer consequência disciplinar. Wayne Barrett, responsável pelas operações da Ravenair, confirmou à BBC que o jovem “não está em apuros”, embora a empresa tenha recebido muito mais atenção do que esperava.</p>
<p>O voo era necessário para testar uma peça que tinha sido substituída, provavelmente um cilindro. A aeronave tinha de permanecer no ar durante tempo suficiente para confirmar que tudo funcionava corretamente — o que acabou por acontecer.</p>
<p>A empresa reconheceu também que a manobra exigiu bastante perícia. Escrever uma frase legível através da trajetória de um avião implica calcular curvas, distâncias e ângulos, mantendo simultaneamente a altitude e a velocidade.</p>
<p>“Foi uma pilotagem bastante habilidosa”, admitiu Wayne Barrett, citado pelo ‘The Independent’.</p>
<p>O responsável ironizou ainda que o piloto poderia ter começado o voo aborrecido, mas terá terminado bastante ocupado. Para conseguir completar corretamente a mensagem, precisou de um nível de concentração que dificilmente combinaria com o tédio anunciado no céu.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789068]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Cerimónias, milhões do PRR e computadores que não funcionam: sindicato denuncia “distopia” nas Finanças</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 12:12:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Crítica surge depois da cerimónia dedicada à “Transformação Digital nos Impostos sobre o Património”, realizada a 29 de junho no Ministério das Finanças, onde foram apresentados projetos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos acusa o Governo de promover cerimónias e discursos sobre transformação digital enquanto os Serviços Locais de Finanças continuam dependentes de aplicações que falham, procedimentos manuais e tarefas que consomem dias de trabalho.</p>
<p>A crítica surge depois da cerimónia dedicada à “Transformação Digital nos Impostos sobre o Património”, realizada a 29 de junho no Ministério das Finanças, onde foram apresentados projetos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência.</p>
<p>Para o sindicato, existe uma distância profunda entre a narrativa oficial de modernização e a realidade encontrada diariamente pelos trabalhadores da Autoridade Tributária e Aduaneira.</p>
<p>“Enquanto se realizam cerimónias dedicadas à transformação digital, persistem falhas informáticas básicas”, denuncia o STI, referindo que os funcionários continuam obrigados a executar manualmente tarefas essenciais e a passar longos períodos perante aplicações que funcionam de forma deficiente.</p>
<p>Um dos casos apontados envolve as notificações relativas às avaliações de prédios urbanos. Desde janeiro de 2026, estes procedimentos continuam dependentes de intervenção manual devido a problemas informáticos que permanecem sem solução.</p>
<p>Seis meses depois, segundo o sindicato, acumulam-se milhares de notificações por emitir. Os atrasos afetam trabalhadores, contribuintes e agentes económicos, enquanto várias dúvidas operacionais continuam sem resposta.</p>
<p>O STI classifica esta realidade como uma “distopia” dentro da administração fiscal: por um lado, são anunciados investimentos, plataformas e projetos de modernização; por outro, os serviços continuam a enfrentar dificuldades em operações elementares.</p>
<p>O sindicato aponta ainda a alteração recente do modelo de notificação das liquidações de IRS como outro exemplo de decisões implementadas sem preparação suficiente.</p>
<p>A mudança não terá sido previamente comunicada aos trabalhadores e acabou por provocar duplicação de tarefas nos Serviços Locais de Finanças. Os funcionários foram obrigados a repetir explicações aos contribuintes e a executar trabalho que, segundo o STI, poderia ter sido evitado.</p>
<p>A estrutura sindical estabelece também um paralelo com os problemas recentes vividos pelos professores durante o processo de classificação dos exames nacionais.</p>
<p>“Tal como sucede com os professores, os trabalhadores da AT lidam diariamente com falhas estruturais, falta de meios e decisões políticas tomadas à distância”, afirma o sindicato.</p>
<p>A diferença, acrescenta, é que os trabalhadores da Autoridade Tributária não receberam qualquer pedido de desculpa por parte dos responsáveis políticos, apesar da carga adicional e da frustração provocadas pelas falhas dos sistemas.</p>
<p>Para o STI, existe um padrão transversal na administração pública: decisões apresentadas com grande exposição pública, mas tomadas sem considerar as condições concretas de quem assegura o funcionamento diário dos serviços.</p>
<p>O resultado, sustenta o sindicato, é mais trabalho, mais atrasos e maior desgaste para os funcionários, além de um serviço menos eficiente para os contribuintes.</p>
<p>A verdadeira transformação digital, defende o STI, não deve ser medida pelo número de cerimónias, projetos anunciados ou verbas mobilizadas, mas pelos resultados práticos.</p>
<p>Isso implica procedimentos efetivamente simplificados, ferramentas fiáveis e sistemas capazes de responder às necessidades dos trabalhadores e dos cidadãos.</p>
<p>Enquanto situações como a das avaliações patrimoniais continuarem por resolver, o sindicato considera que permanecerá um desfasamento preocupante entre o discurso oficial e a realidade vivida nos Serviços Locais de Finanças.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789061]]></sapo:autor>
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		<title>Compra histórica transforma Petroprix num dos gigantes ibéricos dos combustíveis low-cost</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 12:06:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Grupo Eroski]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[Petroprix]]></category>
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					<description><![CDATA[Aquisição surge menos de dois anos depois da entrada da Petroprix em Portugal, onde a empresa conta já com 14 postos em funcionamento. O mercado nacional é apresentado como um dos pilares da estratégia de internacionalização, com a Península Ibérica a servir de base para a expansão para outras geografias]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Petroprix chegou a acordo para comprar a totalidade da rede de 40 postos de abastecimento do Grupo Eroski, naquela que será a maior operação realizada pela empresa. O negócio deverá ficar concluído até ao final de 2026 e permitirá ao operador reforçar a presença em Espanha e ganhar maior dimensão no mercado ibérico dos combustíveis de baixo custo.</p>
<p>A aquisição surge menos de dois anos depois da entrada da Petroprix em Portugal, onde a empresa conta já com 14 postos em funcionamento. O mercado nacional é apresentado como um dos pilares da estratégia de internacionalização, com a Península Ibérica a servir de base para a expansão para outras geografias.</p>
<p>Depois de concluída a operação, a Petroprix passará a dispor de 245 estações de serviço distribuídas por Espanha, Portugal, Chile e Panamá. A empresa pretende atingir os 300 postos em 2027 e alcançar uma faturação próxima de 1,4 mil milhões de euros.</p>
<p>“O setor dos combustíveis está a entrar numa fase de maior consolidação e acreditamos que haverá espaço para novas operações nos próximos anos”, afirma Jaime Vega de Seoane, diretor de Desenvolvimento Europeu da Petroprix.</p>
<p>O responsável adianta que a empresa continuará disponível para analisar ativos que possam acrescentar valor ao projeto, melhorar a cobertura da rede e reforçar a capacidade de servir os consumidores.</p>
<p>A Petroprix iniciou a atividade em Portugal em 2024, tendo escolhido o país para dar o primeiro passo da expansão internacional. Desde então, tem reforçado a presença sobretudo no Norte e na Área Metropolitana de Lisboa, estando previstas novas aberturas nos próximos meses.</p>
<p>O modelo da empresa assenta em postos totalmente automatizados, disponíveis 24 horas por dia, e numa estrutura tecnológica desenvolvida internamente. A Petroprix projeta e constrói as próprias estações e é também responsável pelos sistemas de pagamento, controlo e gestão remota.</p>
<p>Segundo a empresa, esta integração permite reduzir custos operacionais e praticar preços mais baixos, mantendo os padrões definidos para a segurança e a qualidade do combustível.</p>
<p>A compra da rede da Eroski coincide com uma nova etapa de internacionalização. Depois de Portugal, Panamá e Chile, a Petroprix prepara a entrada na Polónia, o primeiro mercado da Europa Central, e prevê abrir ainda este ano a primeira estação nos Estados Unidos.</p>
<p>A operação reforça igualmente a estratégia de crescimento através de aquisições. A empresa admite continuar a combinar a abertura de novos postos com a compra de redes existentes que permitam acelerar a expansão e consolidar a posição como um dos maiores operadores independentes de combustíveis low-cost da Península Ibérica.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789049]]></sapo:autor>
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		<title>Lidl retira Gelado ao estilo Dubai devido à presença de caju por risco alérgico</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/lidl-retira-gelado-ao-estilo-dubai-devido-a-presenca-de-caju-por-risco-alergico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 12:05:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A cadeia de supermercados Lidl alertou hoje para os riscos de consumo de um gelado que está a retirar do mercado, devido à possibilidade da presença de caju e das reações que pode provocar em pessoas alérgicas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A cadeia de supermercados Lidl alertou hoje para os riscos de consumo de um gelado que está a retirar do mercado, devido à possibilidade da presença de caju e das reações que pode provocar em pessoas alérgicas.</p>
<p>Em causa está o &#8220;Gelado ao Estilo Dubai, com sabor a Pistácio e Chocolate &#8211; 500 ml&#8221;.</p>
<p>O Lidl Portugal está a proceder à recolha do artigo, com as datas de validade 04/12/2027 e 05/12/2027, anunciou a empresa, em comunicado.</p>
<p>A razão para esta recolha prende-se com o facto de não ser possível excluir a presença de caju no produto em causa, segundo a mesma fonte.</p>
<p>&#8220;Devido à possibilidade de uma reação alérgica decorrente do seu consumo, os consumidores com alergia a caju devem respeitar rigorosamente esta indicação e não consumir, em circunstância alguma, o produto afetado. Para os consumidores que não têm alergia a caju, o produto está apto para consumo&#8221;, garantiu a empresa.</p>
<p>Os consumidores que tenham adquirido o gelado podem devolvê-lo em qualquer loja da cadeia, sendo o respetivo reembolso assegurado, &#8220;mesmo sem a apresentação do talão de compra&#8221;.</p>
<p>Esta recolha afeta exclusivamente o artigo &#8220;Gelado ao estilo Dubai, com sabor a Pistácio e Chocolate &#8211; 500 ml&#8221; (Dubai Style Pistachio Flavour &amp; Chocolate) da marca &#8220;1001 delights&#8221;, com as datas de validade (datas de durabilidade mínima) 04/12/2027 e 05/12/2027.</p>
<p>Outros artigos vendidos nas lojas Lidl, designadamente da marca &#8220;1001 delights&#8221;, não estão afetados por esta recolha.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789056]]></sapo:autor>
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		<title>Direção do BE lamenta saída de 60 militantes e refere divergências sobre apoio à Ucrânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 12:04:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A direção do BE lamentou hoje a desvinculação de 60 militantes de um grupo que tem "saído parcelarmente" e considerou que as divergências se manifestam "há muito", incluindo "na crítica da posição solidária do Bloco com o povo ucraniano".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A direção do BE lamentou hoje a desvinculação de 60 militantes de um grupo que tem &#8220;saído parcelarmente&#8221; e considerou que as divergências se manifestam &#8220;há muito&#8221;, incluindo &#8220;na crítica da posição solidária do Bloco com o povo ucraniano&#8221;.</p>
<p>Numa nota enviada à agência Lusa, o Secretariado do BE reagiu à saída do partido de um grupo de 60 bloquistas, entre os quais o histórico da UDP Mário Tomé e o ex-deputado Pedro Soares.</p>
<p>&#8220;Os membros do grupo Convergência, como é do conhecimento público, têm vindo a sair parcelarmente do Bloco de Esquerda, numa decisão programada e repetidamente anunciada na comunicação social&#8221;, começaram por referir.</p>
<p>Segundo a direção do BE, &#8220;as divergências deste grupo manifestam-se desde há muito&#8221;, dando como exemplo &#8220;a crítica da posição solidária do Bloco com o povo ucraniano, vítima da invasão de Putin&#8221; [Rússia].</p>
<p>&#8220;O Bloco lamenta esta decisão, esperando encontrar todas estas pessoas em lutas fundamentais da esquerda&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Um grupo de 60 bloquistas, entre os quais o histórico da UDP Mário Tomé e o ex-deputado Pedro Soares, anunciaram hoje a saída do BE por considerarem que o seu partido acabou e criticando o rumo dos últimos anos.</p>
<p>&#8220;Sem pena, dadas as circunstâncias expostas, mas lamentando o fim de um projeto que se destinava a unir amplos setores da sociedade por uma alternativa contra a hegemonia neoliberal, tendo como horizonte a radical transformação da sociedade, deixamos de ser bloquistas porque o nosso Bloco acabou&#8221;, referiram num comunicado enviado às redações.</p>
<p>Entre os militantes que estão de saída e que já assumiram diferentes responsabilidades no partido, destaque para o histórico da UDP Mário Tomé e o ex-deputado Pedro Soares, que se tem assumido nos últimos anos como crítico da direção.</p>
<p>&#8220;O Bloco a que aderimos e ajudámos a construir com entusiasmo e empenho já não o é. Sabendo que muitos dos que ainda permanecem são genuínos militantes por uma esquerda de combate&#8221;, referiram ainda.</p>
<p>Ao longo do texto voltam a ser feitas muitas críticas às decisões do partido nos últimos anos &#8212; que chegou a ser a terceira força política no parlamento e agora tem apenas um deputado único &#8211;, sobretudo a partir do fim da geringonça.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789055]]></sapo:autor>
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		<title>Caos nos Exames Nacionais: Pedidos de reapreciação podem aumentar até dez vezes, avisa a FNE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:55:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Federação Nacional da Educação (FNE) estima que os pedidos de reapreciação dos exames nacionais deste ano possam atingir valores muito acima do habitual, na sequência da controvérsia gerada pelo processo de classificação digital das provas. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Federação Nacional da Educação (FNE) estima que os pedidos de reapreciação dos exames nacionais deste ano possam atingir valores muito acima do habitual, na sequência da controvérsia gerada pelo processo de classificação digital das provas. A estrutura sindical admite que a taxa de pedidos passe dos cerca de 2% registados no ano letivo anterior para um intervalo entre 10% e 20%, o que, tendo em conta um universo aproximado de 300 mil exames, poderá traduzir-se entre 30 mil e 60 mil solicitações de reapreciação. A concretizar-se este cenário, o sistema terá de responder a um volume de processos cinco a dez vezes superior ao registado em anos anteriores.</p>
<p>Segundo avança a <a href="https://cnnportugal.iol.pt/educacao/exames-nacionais/exames-nacionais-pedidos-de-reapreciacao-podem-ser-cinco-ou-dez-vezes-superior-ao-habitual/20260714/6a5616f3d34e511da0b2d31d" target="_blank" rel="noopener">CNN Portugal</a>, o secretário-geral da FNE, Pedro Barreiros, considera que existem três fatores que poderão explicar este aumento expressivo. O primeiro prende-se com a desconfiança instalada em torno do processo de classificação, após os problemas verificados na correção digital dos exames. O segundo resulta da possibilidade, já anunciada pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), de os alunos terem acesso às respetivas provas digitalizadas. O terceiro relaciona-se com o novo modelo de classificação por itens, em que diferentes professores corrigem partes distintas da mesma prova, eliminando a possibilidade de um único classificador voltar a analisar o exame na íntegra para ponderar a atribuição de décimas que permitissem subir a classificação final. &#8220;Estamos, portanto, perante a possibilidade de o sistema ter de responder a um volume cinco ou dez vezes superior ao habitual. Mais uma vez o Ministério não está a saber antecipar problemas e eu questiono-me se haverá recursos humanos suficientes para fazer essas reapreciações&#8221;, afirmou Pedro Barreiros.</p>
<p>Perante este cenário, a FNE enviou um ofício ao MECI a alertar para as consequências que um aumento significativo dos pedidos poderá ter na mobilização de professores classificadores, na carga de trabalho das estruturas envolvidas, na capacidade de resposta dos sistemas tecnológicos e administrativos e no cumprimento dos prazos definidos. A federação solicita ao ministério a preparação de um plano de contingência que assegure os recursos humanos necessários, os mecanismos de mobilização dos docentes e a capacidade operacional dos sistemas, defendendo igualmente que sejam salvaguardados os direitos dos professores, nomeadamente o direito ao descanso e ao gozo efetivo das férias. Em comunicado, a organização sindical sublinha que, &#8220;depois da pressão verificada na fase de classificação, o sistema não pode ser novamente apanhado desprevenido perante uma eventual segunda vaga de pressão, agora na fase das reapreciações&#8221;.</p>
<p>O prazo para concluir a classificação dos exames nacionais termina esta terça-feira, às 24h00, mantendo-se prevista a divulgação das classificações na próxima sexta-feira. Após a publicação dos resultados, os alunos dispõem de dois dias úteis — sexta-feira e a segunda-feira seguinte — para apresentar, na respetiva escola, um pedido de reapreciação das provas. Posteriormente, os professores classificadores terão cerca de uma semana para proceder à revisão dos exames que lhes forem distribuídos, estando a divulgação dos resultados das reapreciações agendada pelo Ministério da Educação para o dia 7 de agosto.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789042]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Petróleo Brent sobe 5% para 87 dólares após novos ataques no Médio Oriente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O preço do petróleo Brent para entrega em setembro subiu hoje quase 5%, superando os 87 dólares por barril, após o anúncio de ataques norte-americanos à cidade portuária de Bushehr, onde fica a única central nuclear do Irão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O preço do petróleo Brent para entrega em setembro subiu hoje quase 5%, superando os 87 dólares por barril, após o anúncio de ataques norte-americanos à cidade portuária de Bushehr, onde fica a única central nuclear do Irão.</p>
<p>Pouco depois de ter registado uma subida superior a 5%, o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em setembro, atenuou o aumento para 4,93%, valendo 87,41 dólares (cerca de 76,51 euros), por volta das 10h55 GMT (11h55 em Lisboa).</p>
<p>O preço do equivalente norte-americano, o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em agosto, subiu 3,75% para 81,07 dólares.</p>
<p>As duas referências do petróleo bruto atingiram hoje os níveis mais altos desde meados de junho.</p>
<p>O Presidente norte-americano anunciou na segunda-feira no Truth Social que os Estados Unidos assumiriam o controlo do estreito de Ormuz, com a implementação de um novo bloqueio aos portos iranianos, que deverá entrar hoje em vigor, segundo o exército norte-americano.</p>
<p>O conflito intensificou-se desde a semana passada, quando Donald Trump terminou o acordo de cessar-fogo com o Irão, assinado em 17 de junho, devido aos persistentes ataques de Teerão a navios que navegavam pelo estreito de Ormuz.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789050]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Fisco deteta vantagens ilegítimas de 355 ME em inquéritos-crime e investiga mais 671 ME</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:52:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O fisco encontrou 355 milhões de euros de vantagens patrimoniais ilegítimas nos inquéritos-crime que concluiu em 2025 e detetou outros 671 milhões de impostos em falta nas investigações em curso, segundo o último relatório de combate à fraude.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O fisco encontrou 355 milhões de euros de vantagens patrimoniais ilegítimas nos inquéritos-crime que concluiu em 2025 e detetou outros 671 milhões de impostos em falta nas investigações em curso, segundo o último relatório de combate à fraude.</p>
<p>De acordo com o balanço sobre as atividades de combate à fraude e evasão fiscais em 2025, que o Governo entregou no parlamento, a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) instaurou 5.184 processos de investigação criminal no ano passado, um número superior ao de 2024, em que abriu 4.900.</p>
<p>A partir dos inquéritos abertos em 2025 e dos que já estavam em curso, concluiu 4.614.</p>
<p>Nos casos investigados, verificou que os contribuintes visados obtiveram vantagens patrimoniais consideradas ilegítimas de 355.006.824 de euros.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a AT tinha em curso no final do ano passado 3.947 outros inquéritos, estimando que os crimes praticados pelos contribuintes suspeitos lhes permitiram obter vantagens ilegítimas de 671.034.324 de euros.</p>
<p>&#8220;Alguns processos em investigação na AT são considerados de grande complexidade, e envolvem esquemas de fraude, com dispersão territorial dentro do território nacional, e na maior parte dos casos também com ligações a países da União Europeia (UE) ou países terceiros, muitos deles designados de &#8216;offshore&#8217;, estando em causa a investigação de centenas de sujeitos passivos, singulares e coletivos&#8221;, refere o Governo no relatório, elaborado pelo gabinete da secretária de Estado dos Assuntos Fiscais, Cláudia Reis Duarte.</p>
<p>O crime mais investigado pela AT é o de abuso de confiança fiscal, que se verifica quando um singular, uma empresa ou qualquer outra entidade coletiva não entrega à administração tributária os impostos que tem de pagar, caso o valor em falta supere 7.500 de euros (o fisco abre um inquérito se, por exemplo, uma empresa não entregar as retenções na fonte do IRS dos trabalhadores ou se não entregar o IVA).</p>
<p>Em 2025, 85,6% dos inquéritos abertos (4.439) foi desencadeado por este motivo (suspeitas de abuso de confiança fiscal).</p>
<p>Em segundo lugar, com um peso de 7,8% (406 casos), surgem investigações por crimes instaurados pelo Ministério Público ou outras entidades, em que os inspetores da AT participam enquanto órgão de polícia criminal.</p>
<p>O terceiro leque de crimes com maior percentagem são a fraude fiscal e a fraude fiscal qualificada, que levou à abertura de 4,9% dos inquéritos (254 processos).</p>
<p>Há ainda uma percentagem de 1,4% que o relatório atribui a inquéritos anulados ou incorporados (73).</p>
<p>Com um peso inferior a 1% surge o crime de burla tributária, que motivou a instauração de 0,2% dos inquéritos (11 casos).</p>
<p>Por último, aparece o crime de frustração de créditos, que se verifica quando um contribuinte aliena, oculta ou faz desaparecer património, sabendo que tem de entregar um imposto já liquidado ou em fase de liquidação ou que tem dívidas à Segurança Social. Neste caso, este crime motivou a abertura de um inquérito, representando 0,02% do total.</p>
<p>Segundo o relatório, os investigadores criminais da AT colocam em prática &#8220;diariamente inúmeras diligências de inquérito&#8221;, para obterem provas da prática de crimes tributários, &#8220;praticados por indivíduos que gizam esquemas de fraude, por vezes complexos, através da utilização de sociedades, quer em Portugal quer no estrangeiro, fazem o dinheiro circular por contas bancárias domiciliadas em bancos nacionais ou estrangeiros&#8221;.</p>
<p>Essas montagens, refere-se no documento, são praticadas com o objetivo de &#8220;aproveitar barreiras, quer de acesso a movimentos bancários, quer de cooperação entre os países, tornando a investigação deste tipo de crimes muito complexa e por vezes morosa&#8221;.</p>
<p>O relatório refere ainda que, em 2025, a AT participou em &#8220;inúmeras diligências de inquérito, das quais se destacam 173 buscas, 3.641 arguidos constituídos, 2.948 testemunhas inquiridas, 40 interceções de comunicações (alvos) e quatro detenções&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789048]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Cargo público “desnecessário e feito à medida&#8221;: irmão de Pedro Sánchez condenado</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/cargo-publico-desnecessario-e-feito-a-medida-irmao-de-pedro-sanchez-condenado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:52:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[david sanchez]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Sanchéz]]></category>
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					<description><![CDATA[Audiencia Provincial de Badajoz concluiu que o lugar de coordenador das atividades dos conservatórios foi criado com o objetivo de ser ocupado por David Sánchez. A decisão foi tomada por unanimidade e ainda poderá ser alvo de recurso]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>David Sánchez, irmão do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, foi condenado a nove anos de inibição para ocupar cargos públicos e apresentar-se a eleições, por um crime de prevaricação administrativa relacionado com a sua contratação pela administração provincial de Badajoz.</p>
<p>Segundo o ‘20 Minutos’, a Audiencia Provincial de Badajoz concluiu que o lugar de coordenador das atividades dos conservatórios foi criado com o objetivo de ser ocupado por David Sánchez. A decisão foi tomada por unanimidade e ainda poderá ser alvo de recurso.</p>
<p>O tribunal não considerou, contudo, provado que a criação do cargo tivesse sido pedida pelo próprio David Sánchez ou que tivesse resultado diretamente do seu parentesco com Pedro Sánchez, que, naquela altura, ainda não era primeiro-ministro, embora já liderasse o Partido Socialista Operário Espanhol.</p>
<p>Também não foram encontradas provas de que David Sánchez ou os restantes arguidos tivessem exercido pressões sobre os responsáveis públicos envolvidos no processo. Por esse motivo, foram absolvidos do crime de tráfico de influência.</p>
<p>A condenação incidiu sobre o crime de prevaricação administrativa, que ocorre quando uma autoridade ou funcionário público toma conscientemente uma decisão arbitrária e contrária ao interesse público.</p>
<p>Miguel Ángel Gallardo, antigo presidente da Diputación de Badajoz e ex-dirigente do PSOE na Extremadura, foi condenado a 18 anos de inibição, por dois crimes de prevaricação. Outros intervenientes no processo, entre funcionários da administração provincial e Luis Carrero, amigo de David Sánchez, receberam também penas de inibição.</p>
<p><strong>Cargo criado “sob um véu de segredo”</strong></p>
<p>A sentença considera que os condenados participaram num plano destinado a favorecer David Sánchez através da criação urgente de um cargo público que não correspondia a uma necessidade efetiva da administração.</p>
<p>Segundo o tribunal, o lugar foi criado de forma “desnecessária e sem sentido”, com condições laborais e remuneratórias próprias de funções de alta direção. Os interesses pessoais do futuro titular terão sido colocados acima do interesse público.</p>
<p>O ‘20 Minutos’ refere que os magistrados descreveram a atribuição do cargo como um processo conduzido “sob um véu de segredo e irregularidade”.</p>
<p>O tribunal concluiu ainda que nenhum dos arguidos desconhecia o plano desenvolvido pelos níveis superiores da administração provincial. Os intervenientes terão agido em conjunto para criar o lugar e garantir que seria ocupado pelo irmão de Pedro Sánchez.</p>
<p>A decisão divide os factos em três momentos principais: a criação do cargo de coordenador das atividades dos conservatórios, a posterior alteração das funções de David Sánchez e a abertura de um segundo lugar de direção destinado a Luis Carrero.</p>
<p>No primeiro caso, os responsáveis pelos conservatórios afirmaram em tribunal que nunca tinham solicitado a criação daquele posto e que a sua integração no organograma não fazia sentido.</p>
<p>Segundo os depoimentos, existiam outras necessidades consideradas mais urgentes, como a contratação de um pianista ou o alargamento do horário de funcionamento da biblioteca.</p>
<p>Os mesmos responsáveis disseram saber, ainda antes da criação formal do lugar, que este seria atribuído ao “irmão” de Pedro Sánchez.</p>
<p><strong>Tribunal critica desconhecimento e faltas ao trabalho</strong></p>
<p>A sentença é também crítica em relação ao conhecimento demonstrado por David Sánchez sobre as instituições que deveria coordenar.</p>
<p>De acordo com o tribunal, o músico não revelou conhecer o funcionamento dos conservatórios de Badajoz, não se recordava das perguntas que lhe tinham sido colocadas durante a entrevista de seleção e não conseguiu precisar quando começou a exercer funções.</p>
<p>Os magistrados concluíram ainda que David Sánchez negligenciou as suas obrigações desde o início, comparecendo raramente no local de trabalho e não cumprindo devidamente a tarefa de coordenar os conservatórios.</p>
<p>David Sánchez não residia em Badajoz nem se deslocava regularmente à cidade para exercer as suas funções. A sentença refere também que não foi encontrado qualquer registo que demonstrasse que estava autorizado a trabalhar remotamente.</p>
<p>Mais tarde, a administração provincial alterou o cargo e David Sánchez passou a chefiar a área de Artes Cénicas. Para o tribunal, esta mudança procurou adaptar as funções aos seus interesses pessoais e profissionais.</p>
<p>A alteração terá servido igualmente para disfarçar a criação de um novo cargo de alta direção com atribuições substancialmente diferentes das inicialmente anunciadas.</p>
<p><strong>Amigo escolhido antes de o concurso ser aberto</strong></p>
<p>A sentença analisa ainda a contratação de Luis Carrero, amigo de David Sánchez e antigo colaborador de La Moncloa.</p>
<p>O tribunal considerou que o lugar atribuído a Carrero era igualmente desnecessário e não tinha funções reais claramente definidas. Apesar disso, foi criado como mais um posto de direção na estrutura pública provincial.</p>
<p>Os magistrados deram como provada a relação pessoal e profissional anterior entre Carrero e David Sánchez, nomeadamente através do projeto cultural ‘Operegrina’.</p>
<p>Um dos elementos destacados na decisão é o facto de David Sánchez ter dado como certa a contratação do amigo 24 dias antes de ser publicado o anúncio para o preenchimento da vaga.</p>
<p>Para o tribunal, esta circunstância demonstra que o resultado do procedimento já estaria decidido antes de os restantes candidatos poderem apresentar-se.</p>
<p><strong>Processo nasceu de denúncia da Mãos Limpas</strong></p>
<p>O caso teve origem numa denúncia apresentada pela associação Mãos Limpas, descrita por vários meios de comunicação espanhóis como próxima da extrema-direita.</p>
<p>A mesma organização esteve também na origem da investigação aberta a Begoña Gómez, mulher de Pedro Sánchez, por suspeitas de tráfico de influência e corrupção.</p>
<p>Durante a fase de instrução, a juíza responsável pelo processo considerou existirem indícios de que o cargo de coordenador das atividades dos conservatórios tinha sido criado propositadamente para David Sánchez, em 2017.</p>
<p>A magistrada sustentou que o lugar terá sido aberto a pedido de uma ou mais pessoas próximas do irmão do líder socialista, que saberiam que este não tinha então um emprego estável.</p>
<p>David Sánchez e os restantes acusados acabaram por ser julgados por prevaricação administrativa e tráfico de influência.</p>
<p>O Ministério Público defendeu, porém, que não existiam indícios suficientes para levar os arguidos a julgamento e pediu o arquivamento do processo. Essa posição não foi acolhida pela juíza de instrução.</p>
<p>Pedro Sánchez e outros dirigentes do PSOE têm enquadrado este caso e outras investigações envolvendo pessoas próximas do primeiro-ministro como parte de uma campanha promovida pela direita e pela extrema-direita para desgastar o Governo espanhol.</p>
<p>A sentença agora conhecida condenou David Sánchez por prevaricação administrativa, mas absolveu-o de tráfico de influência. O tribunal entendeu que o lugar foi criado para o favorecer, embora não tenha ficado demonstrado que a iniciativa tenha partido do próprio ou que tenha usado a influência política do irmão.</p>
<p>A condenação não implica uma pena de prisão, mas impede David Sánchez de exercer empregos ou cargos públicos abrangidos pela decisão durante nove anos e de se apresentar a eleições no mesmo período.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789044]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Alargado prazo para as inscrições dos alunos do 10.º e 12.º anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:42:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Os problemas no processo de classificação digital dos exames nacionais do 11.º e 12.º anos levaram a adiar por três dias a divulgação das notas dos alunos do secundário, mas também dos estudantes do 9.º ano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministério da Educação alterou hoje as datas das matrículas no ensino secundário, dando mais dois dias para inscrever os alunos do 10.º e 12.º anos porque as notas das provas nacionais serão divulgadas mais tarde.</p>
<p>As inscrições para o 10.º e 12.º anos irão decorrer entre os dias 15 e 24 de julho, segundo o novo calendário das matrículas e renovações hoje publicado em Diário da República e assinado pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre.</p>
<p>Os problemas no processo de classificação digital dos exames nacionais do 11.º e 12.º anos levaram a adiar por três dias a divulgação das notas dos alunos do secundário, mas também dos estudantes do 9.º ano.</p>
<p>Os resultados das provas nacionais do 3.º ciclo e dos exames nacionais serão afixados na sexta-feira, dia 17 de julho.</p>
<p>Hoje termina o prazo para os professores concluírem o processo de classificação dos cerca de 300 mil exames do secundário na plataforma digital que tem dado problemas.</p>
<p>Um balanço feito pelo ministro da Educação Fernando Alexandre na segunda-feira de manhã apontava para mais de 92% provas corrigidas, mas os movimentos cívicos de professores continuam a alertar para vários problemas com a plataforma correção de exames.</p>
<p>Os serviços do ministério já tinham anunciado também que os resultados dos processos de reapreciação das provas finais do ensino básico e do secundário, bem como das provas de equivalência à frequência destes dois níveis de ensino, realizadas na 1.ª fase só seriam fixadas em 7 de agosto.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789015]]></sapo:autor>
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		<title>Putin prepara nova mobilização? Fecho de fronteiras e outros sinais alimentam receios de novo recrutamento em massa na Rússia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:40:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Putin]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[O encerramento de vários postos fronteiriços ferroviários por parte da Rússia está a alimentar novas dúvidas sobre uma eventual mobilização militar de maior dimensão, numa altura em que a guerra na Ucrânia continua sem perspetivas de resolução e Moscovo mantém o objetivo de conquistar a totalidade da região de Donbass.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O encerramento de vários postos fronteiriços ferroviários por parte da Rússia está a alimentar novas dúvidas sobre uma eventual mobilização militar de maior dimensão, numa altura em que a guerra na Ucrânia continua sem perspetivas de resolução e Moscovo mantém o objetivo de conquistar a totalidade da região de Donbass. Embora o Kremlin não tenha anunciado qualquer novo recrutamento obrigatório, a sucessão de decisões tomadas nas últimas semanas, aliada a alterações na narrativa oficial sobre o conflito, levou especialistas militares e analistas de inteligência de fontes abertas (OSINT) a considerar que o país poderá estar a preparar o terreno para reforçar significativamente as suas forças armadas.</p>
<p>A medida mais recente foi o encerramento de sete postos de controlo ferroviários nas fronteiras com a Finlândia, Estónia e Letónia, impedindo a circulação de pessoas, veículos e mercadorias por esses pontos de passagem. As autoridades russas não explicaram as razões para a decisão nem indicaram quando poderão reabrir os postos, circunstância que aumentou as especulações sobre as verdadeiras motivações do Kremlin.</p>
<p>Os receios têm como pano de fundo o que aconteceu em setembro de 2022, quando Vladimir Putin anunciou uma &#8220;mobilização parcial&#8221; poucos meses após o início da invasão em grande escala da Ucrânia. Na altura, centenas de milhares de russos procuraram abandonar rapidamente o país para evitar o recrutamento.</p>
<p>Longas filas de automóveis formaram-se nas fronteiras com países como o Cazaquistão, a Geórgia, a Mongólia e a Finlândia, num dos maiores êxodos registados na Rússia desde o colapso da União Soviética. Estimativas referidas no texto original apontam para a saída de entre 800 mil e um milhão de pessoas.</p>
<p>É precisamente esse cenário que diversos observadores consideram que o Kremlin pretende impedir caso venha a decidir avançar para um novo recrutamento em larga escala.</p>
<p><strong>Analistas acreditam que o fecho poderá ser apenas o primeiro passo</strong><br />
Especialistas em inteligência de código aberto e analistas militares interpretam o encerramento dos postos fronteiriços como um possível sinal preparatório para restringir futuras saídas do país.</p>
<p>Segundo uma fonte anónima próxima do aparelho militar russo, citada no texto original, Vladimir Putin poderá esperar até outubro, depois das eleições legislativas previstas para setembro, para anunciar um eventual novo processo de mobilização.</p>
<p>De acordo com essa mesma fonte, a estratégia passaria por evitar um encerramento formal das fronteiras, optando antes por justificar restrições através de alegados problemas técnicos, reforço dos controlos ou medidas sanitárias.</p>
<p>A mesma fonte considera que, dessa forma, &#8220;abandonar a Rússia tornar-se-á extremamente difícil ou praticamente impossível durante o período que for necessário&#8221;.</p>
<p>Esta informação, no entanto, não foi confirmada oficialmente pelas autoridades russas.</p>
<p><strong>O Kremlin enfrenta um delicado equilíbrio político</strong><br />
A possibilidade de uma nova mobilização representa também um risco interno significativo para Vladimir Putin.</p>
<p>Num artigo publicado pelo Atlantic Council e citado no texto original, o investigador Mykola Bielieskov, do Instituto Nacional de Estudos Estratégicos, considera que, desde o início da invasão em grande escala, o presidente russo procurou manter a maioria da população relativamente afastada dos custos diretos da guerra.</p>
<p>Segundo o especialista, estabeleceu-se uma espécie de entendimento implícito entre o poder e os cidadãos.</p>
<p>&#8220;Desde o início da invasão em grande escala há mais de quatro anos, esforçou-se por proteger os russos comuns do impacto da guerra. Em troca, Putin esperava que se abstivessem de se opor ou criticar a invasão&#8221;, explica Bielieskov.</p>
<p>Na sua análise, um recrutamento de grande dimensão quebraria esse equilíbrio.</p>
<p>&#8220;Qualquer tentativa de recrutar um grande número de russos romperia este contrato social tácito e poderia desestabilizar o país&#8221;, sustenta.</p>
<p><strong>Objetivo continua a ser conquistar Donbass</strong><br />
Apesar dos riscos políticos, vários indícios apontam para que Moscovo continue determinado em alcançar os seus objetivos militares.</p>
<p>Na semana passada, o jornalista russo Dmitry Kolezev publicou uma entrevista com um general russo, que falou sob anonimato, segundo a qual Putin pretende que as forças russas consigam conquistar Donbass até ao final deste ano.</p>
<p>Segundo esse responsável militar, o Kremlin não estará disponível para aceitar novas negociações de paz nem um cessar-fogo antes de atingir esse objetivo.</p>
<p>O Institute for the Study of War (ISW), citado no texto original, refere que o general estimou que a Rússia necessitaria de recrutar entre 55 mil e 60 mil militares por mês para compensar as perdas atuais e conseguir cumprir esse calendário.</p>
<p>Ainda assim, o próprio oficial classificou esse objetivo como &#8220;pouco realista&#8221;, devido à escassez crescente de mão-de-obra disponível e à diminuição do número de voluntários.</p>
<p>O ISW conclui que o Kremlin está atualmente a dar prioridade absoluta à conquista de Donbass e admite que esteja a ponderar declarar uma nova mobilização — pública ou discreta — para responder à falta de efetivos.</p>
<p><strong>Mudança de discurso pode preparar a opinião pública</strong><br />
Outro elemento que chamou a atenção dos analistas foi a alteração da linguagem utilizada pelo Kremlin para descrever o conflito.</p>
<p>Durante anos, Moscovo evitou utilizar a palavra &#8220;guerra&#8221;, insistindo na designação oficial de &#8220;operação militar especial&#8221;.</p>
<p>No entanto, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou recentemente que o conflito passou a ser &#8220;uma guerra real&#8221;.</p>
<p>&#8220;Há uma guerra em curso, uma guerra de verdade. Sabem porquê? Porque tudo começou como uma operação militar especial. Continua a ser uma guerra porque por detrás de Kiev estão Berlim, Paris, Haia, Oslo e, infelizmente, Washington&#8221;, declarou.</p>
<p>Segundo Peskov, os aliados ocidentais estão a ajudar a Ucrânia &#8220;a apontar através dos seus satélites e a guiar armas estrangeiras para os nossos alvos através de toda a sua infraestrutura&#8221;, numa referência aos ataques ucranianos contra refinarias e depósitos de combustível russos.</p>
<p>Para vários especialistas, esta mudança de narrativa poderá servir para preparar a população russa para um agravamento do conflito ou para justificar futuras medidas extraordinárias, incluindo um eventual reforço da mobilização.</p>
<p><strong>O atual modelo de recrutamento poderá estar a esgotar-se</strong><br />
Desde o início da guerra, Moscovo evitou recorrer a uma mobilização generalizada.</p>
<p>Em vez disso, privilegiou o recrutamento entre minorias étnicas, a incorporação de reclusos e o aliciamento de voluntários através de salários elevados e incentivos financeiros.</p>
<p>Segundo Mykola Bielieskov, esta estratégia revelou-se eficaz durante algum tempo, mas poderá estar a perder capacidade de resposta.</p>
<p>&#8220;O número de voluntários está a diminuir e a reserva de prisioneiros encontra-se praticamente esgotada&#8221;, refere o investigador.</p>
<p>Na sua perspetiva, Putin enfrenta atualmente uma decisão particularmente difícil.</p>
<p>&#8220;Sabe que, se a Rússia deixar de manter superioridade numérica no campo de batalha, a invasão poderá transformar-se num impasse sangrento. Apesar disso, continua a rejeitar qualquer referência a concessões políticas e mantém intactas as suas ambições&#8221;, escreve.</p>
<p>Por essa razão, Bielieskov considera que todos os sinais apontam para a possibilidade de uma mobilização de maior dimensão nos próximos meses.</p>
<p><strong>Mobilização faseada continua a ser um cenário possível</strong><br />
Ainda assim, nem todos os analistas acreditam que Moscovo opte por repetir a mobilização parcial de 2022.</p>
<p>Em novembro do ano passado, Vladimir Putin aprovou uma alteração legislativa que permite mobilizar reservistas para zonas de combate sem necessidade de declarar oficialmente uma mobilização nacional.</p>
<p>Na altura, os analistas do Institute for the Study of War consideraram que esta alteração poderia servir para permitir sucessivos recrutamentos limitados, reduzindo os custos políticos de uma mobilização em larga escala.</p>
<p>A investigadora Kateryna Stepanenko, especialista em Rússia do ISW, explicou anteriormente que uma mobilização geral teria enormes dificuldades burocráticas, exigiria processos demorados de formação de reservistas, reduziria as reservas militares que Moscovo procura preservar perante uma eventual confrontação futura com a NATO e provocaria consequências profundas na economia e no mercado de trabalho russos.</p>
<p>Segundo a especialista, a alteração legislativa permite precisamente evitar esses riscos.</p>
<p>&#8220;A alteração permitirá ao Kremlin facilitar mobilizações faseadas muito mais pequenas, capazes de manter continuamente os níveis atuais de efetivos, com um custo financeiro inferior&#8221;, afirmou.</p>
<p><strong>Crescem os receios entre a população russa</strong><br />
Os rumores sobre uma possível mobilização voltaram entretanto a espalhar-se por meios de comunicação russos, canais militares na aplicação Telegram e redes sociais.</p>
<p>A incerteza surge numa fase em que continuam os ataques contra infraestruturas ucranianas, persistem as ofensivas de drones sobre território russo e as expectativas de um eventual acordo de paz permanecem por concretizar.</p>
<p>Nos últimos meses, Moscovo também registou restrições temporárias nas comunicações móveis e no acesso à internet durante vários alertas relacionados com ataques de drones ucranianos.</p>
<p>Durante as comemorações do Dia da Vitória, a capital russa chegou mesmo a ficar parcialmente isolada para reforçar a segurança.</p>
<p>Segundo uma investigação citada no texto original, este ambiente de incerteza também estará a refletir-se no mercado imobiliário internacional.</p>
<p>Dados da plataforma Prian.ru indicam que a procura de imóveis no estrangeiro por cidadãos russos aumentou 20% no primeiro semestre de 2026, comparativamente ao segundo semestre de 2025.</p>
<p>&#8220;O contexto geopolítico tenso está a levar alguns compradores a procurar com maior intensidade uma residência alternativa&#8221;, afirmou Filipp Berezin, analista principal da Prian.ru.</p>
<p><strong>Mais soldados podem não alterar o rumo da guerra</strong><br />
Apesar das especulações sobre um eventual reforço do recrutamento, alguns especialistas consideram que aumentar o número de militares poderá não ser suficiente para alterar decisivamente o rumo do conflito.</p>
<p>Mykola Bielieskov defende que a guerra entre Rússia e Ucrânia evoluiu para um conflito altamente tecnológico, onde drones, sistemas robotizados e armamento de precisão desempenham um papel cada vez mais determinante.</p>
<p>Na sua análise, o conflito &#8220;é o confronto militar tecnologicamente mais avançado da história, com um campo de batalha cada vez mais dominado por drones e robôs&#8221;.</p>
<p>Por isso, conclui que &#8220;não se pode vencer simplesmente lançando mais homens para o campo de batalha&#8221;.</p>
<p>O investigador acrescenta ainda que qualquer cidadão russo mobilizado nos próximos meses enfrentará a possibilidade de &#8220;se tornar carne para canhão dos drones ucranianos&#8221;, sublinhando que o aumento do efetivo humano poderá revelar-se insuficiente perante a evolução tecnológica do conflito.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789007]]></sapo:autor>
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		<title>Até ao lavar dos cestos é vindima: Douro espera mais vinho em 2026, mas o calor ainda pode estragar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:37:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[vinho do Douro]]></category>
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					<description><![CDATA[O Douro prevê produzir mais 25% a 30% de vinho do que em 2025, mas a colheita estará dependente das condições meteorológicas sentidas até à vindima, como o calor intenso que poderá originar stress hídrico da videira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Douro prevê produzir mais 25% a 30% de vinho do que em 2025, mas a colheita estará dependente das condições meteorológicas sentidas até à vindima, como o calor intenso que poderá originar stress hídrico da videira.</p>
<p>A previsão de produção para a vindima de 2026 da Região Demarcada do Douro foi apresentada hoje pela Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), com sede em Vila Real.</p>
<p>O diretor-geral da ADVID, Luís Marcos, disse que a perspetiva de colheita este ano é &#8220;um bocadinho incerta&#8221; e explicou que as previsões são baseadas no método de pólen recolhido na fase de floração da videira nas três sub-regiões do Douro &#8211; Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior &#8211; e, por isso, não têm em consideração os fatores pós-florais que têm impacto na produção.</p>
<p>Por isso, a ADVID realizou também, na segunda-feira, um balanço intercalar com os associados para &#8220;perceber qual o impacto do que acontece após a floração&#8221;.</p>
<p>&#8220;Tendo em conta que o intervalo da previsão de produção varia entre as 243 mil e 272 mil pipas, nós prevemos que a produção possa estar perto do limite inferior, podendo inclusivamente ser inferior a este limite de produção&#8221;, concluiu o responsável.</p>
<p>A produção declarada em 2025, no Douro, foi de 178 mil pipas. Nos últimos 25 anos, esta foi a segunda produção mais baixa da região.</p>
<p>&#8220;Estaremos a apontar para um crescimento de 25% a 30% face ao ano anterior&#8221;, referiu Luís Marcos.</p>
<p>No Douro a expressão &#8220;até ao lavar dos cestos é vindima&#8221; parece ser cada vez mais atual, porque a colheita final estará muito dependente das condições meteorológicas que se fizerem sentir até ao corte das uvas.</p>
<p>&#8220;Estamos a falar de um ano que teve condições que nos trazem alguma imprevisibilidade relativamente àquilo que é o impacto na produção&#8221;, afirmou o diretor-geral da ADVID.</p>
<p>O inverno foi extremamente chuvoso, a primavera foi quente e com baixos registos de precipitação, em maio registaram-se 12 dias de uma onda de calor e, em junho, foram 10 dias também de onda de calor.</p>
<p>&#8220;As videiras estavam em conforto hídrico até ao final de junho, neste momento notamos que elas estão numa fase já com stress hídrico ligeiro e que, com o agravamento ou com a manutenção destas condições de calor, poderão ter impacto na produção final&#8221;, referiu.</p>
<p>As temperaturas muito elevadas podem comprometer o desenvolvimento do bago e, segundo apontou, na semana passada verificaram-se já &#8220;alguns episódios de escaldão&#8221; da uva.</p>
<p>Houve também situações, mais localizadas, de queda de granizo e verificou-se uma antecipação de 10 a 12 dias do ciclo vegetativo da videira que pode levar a uma &#8220;ligeira antecipação da vindima&#8221;.</p>
<p>No entanto, Luís Marcos ressalvou que as &#8220;condições de maturação também estão muito dependentes do clima&#8221;, pelo que &#8220;temperaturas muito elevadas podem abrandar o ritmo da maturação&#8221; e &#8220;a antecipação da vindima não acontecer&#8221;.</p>
<p>Este não foi um ano de muita pressão de míldio, a principal doença que se sente no início do ciclo vegetativo e que tem um impacto muito grande na produção, mas será necessária uma vigilância por parte dos produtores para situações de oídio e da cigarrinha verde.</p>
<p>A cigarrinha verde é, segundo Luís Marcos, &#8220;uma praga que tem vindo a ganhar muita expressão na região, principalmente na fase final do ciclo e que pode ter algum impacto no desenvolvimento vegetativo da videira e consequentemente no potencial qualitativo do mesmo&#8221;.</p>
<p>As previsões de vindima são parâmetros que ajudam as empresas a delinear estratégias de negócio e são avaliados pelo conselho interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) para definir o benefício, ou seja, a quantidade de mosto que cada produtor pode transformar em vinho do Porto.</p>
<p>No Douro, o benefício desceu das 104.000 pipas (550 litros cada) em 2023, para as 90.000 em 2024 e as 75.000 em 2025, numa quebra em três anos de 29.000 pipas.</p>
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