<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Executive Digest</title>
	<atom:link href="https://executivedigest.sapo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://executivedigest.sapo.pt</link>
	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Sat, 18 Jul 2026 11:40:31 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	
	<item>
		<title>Spa, charutos e comida para o fim do mundo: antigo abrigo nuclear transforma-se em condomínio para milionários</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/spa-charutos-e-comida-para-o-fim-do-mundo-antigo-abrigo-nuclear-transforma-se-em-condominio-para-milionarios/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/spa-charutos-e-comida-para-o-fim-do-mundo-antigo-abrigo-nuclear-transforma-se-em-condominio-para-milionarios/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 12:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Canadá]]></category>
		<category><![CDATA[guerra nuclear]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=790455</guid>

					<description><![CDATA[Projeto está a ser desenvolvido em Debert, uma pequena localidade da Nova Escócia, a cerca de 113 quilómetros de Halifax (Canadá), onde milhares de soldados treinaram durante a II Guerra Mundial]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>À superfície, dificilmente sugere luxo: edifícios envelhecidos, parques de estacionamento vazios e uma floresta esparsa de coníferas. Mas, debaixo de uma elevação coberta de relva, no meio de um antigo complexo militar canadiano, está a nascer um condomínio pensado para milionários que queiram atravessar furacões, apagões ou até uma catástrofe global sem abdicar de um spa, de uma sala de yoga ou de um salão de charutos.</p>
<p>O projeto está a ser desenvolvido em Debert, uma pequena localidade da Nova Escócia, a cerca de 113 quilómetros de Halifax (Canadá), onde milhares de soldados treinaram durante a II Guerra Mundial. O protagonista é um abrigo nuclear com quase seis mil metros quadrados, construído durante a Guerra Fria e conhecido localmente como Diefenbunker.</p>
<p>O empresário canadiano ligado ao setor das criptomoedas Jonathan Baha’i pretende transformar o antigo refúgio num complexo com 50 apartamentos resistentes a diferentes cenários de crise. Segundo a &#8216;BBC&#8217;, 11 unidades já terão sido vendidas, embora tanto os preços de aquisição como os valores previstos para estadias de curta duração permaneçam secretos.</p>
<p>Os futuros residentes terão acesso a refeições preparadas a partir de uma fonte de alimentos apresentada pelos promotores como autossuficiente, controlo biométrico de entradas, vigilância permanente e assistência médica no local. Quem chegar num avião privado poderá utilizar o pequeno aeroporto de Debert, situado nas proximidades.</p>
<p>Os planos incluem ainda um spa, uma sala de yoga e um espaço reservado a charutos. Sistemas modernos de iluminação OLED procurarão reproduzir a luz natural no interior, enquanto um bunker complementar, à superfície, deverá ser utilizado para cultivar alimentos.</p>
<p>Quando os proprietários não estiverem presentes, os apartamentos poderão ser alugados como quartos de hotel, com as receitas a serem repartidas. Mas há uma regra pouco habitual: caso ocorra uma emergência enquanto a unidade estiver ocupada por hóspedes, estes terão de sair para permitir a entrada do proprietário.</p>
<p>“Se alguém estivesse a utilizá-la como quarto de hotel e alguma coisa acontecesse, teria de ser retirado”, explicou Paul Mansfield, um dos responsáveis pelo projeto, citado pela &#8216;BBC&#8217;.</p>
<p><strong>Construído para resistir a uma explosão nuclear</strong></p>
<p>O bunker foi um dos sete abrigos mandados construir pelo antigo primeiro-ministro canadiano John Diefenbaker entre o final da década de 1950 e meados dos anos 60. A rede destinava-se a acolher um número reduzido de membros do Governo e funcionários essenciais em caso de guerra nuclear.</p>
<p>A estrutura de Debert foi concebida para resistir a uma explosão nuclear nas proximidades e manter 329 pessoas no interior durante pelo menos 30 dias. No entanto, quando ficou concluída, os avanços nos mísseis de longo alcance e o aumento da potência das armas nucleares já tinham reduzido a sua utilidade.</p>
<p>O edifício acabou por ser utilizado como centro provincial de alerta de emergência, antes de fechar em 1996 no âmbito de medidas de redução de custos. Jonathan Baha’i comprou-o em 2013 por 31.300 dólares canadianos, cerca de 20 mil euros à taxa atual.</p>
<p>Antes de avançar com o condomínio, o empresário explorou outras utilizações para o espaço, incluindo jogos de laser, visitas históricas e um pequeno centro de dados. A nova aposta surge num momento em que, segundo os promotores, o aumento da instabilidade internacional voltou a despertar o interesse por abrigos privados.</p>
<p>“Há mais incerteza no mundo nos últimos dois anos do que nos 30 anteriores”, afirmou Mansfield perante as autoridades locais. Essa sensação terá levado mais pessoas a procurar aquilo que descreveu como uma “apólice de seguro”: um bunker para situações extremas.</p>
<p>Baha’i, porém, rejeita a expressão “bunker do fim do mundo”. Embora reconheça que o complexo foi construído “para sobreviver a tudo”, prefere apresentá-lo como uma resposta prática a tempestades, falhas de energia ou outras emergências.</p>
<p>Quando o furacão Fiona atingiu a Nova Escócia, em 2022, o empresário abriu o abrigo aos seus trabalhadores e respetivas famílias. “Está completamente desligado da rede e é autossuficiente”, garantiu. “Se uma tempestade de grande dimensão atingir o condomínio, os proprietários sabem que têm um local quente e seguro, com eletricidade, alimentos e tudo aquilo de que necessitam.”</p>
<p><strong>Drones, dados e segurança permanente</strong></p>
<p>A segurança deverá ficar a cargo da empresa alemã Bespoke Home and Yacht Security. Mansfield afirmou que a empresa já prestou serviços ao vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e à estrela televisiva Kim Kardashian, embora a lista de clientes não seja pública e a alegação não possa ser confirmada de forma independente.</p>
<p>Entre as medidas recomendadas estão drones destinados a vigiar o perímetro do complexo. O projeto prevê igualmente a expansão do centro de dados para cerca de 1.400 metros quadrados, recorrendo, segundo Baha’i, a tecnologia destinada a reduzir o consumo energético e a reforçar a proteção da informação armazenada.</p>
<p>Os responsáveis estimam que o empreendimento possa criar mais de 40 postos de trabalho na componente hoteleira, além de funções especializadas no centro de dados. A preferência, garantem, será dada a trabalhadores da região.</p>
<p>O problema é que o luxo prometido contrasta com a realidade de Debert. Depois do encerramento da base militar, a população da localidade caiu de mais de 60 mil pessoas — incluindo os militares estacionados na região — para cerca de 1.400 habitantes.</p>
<p>Annette Sharpe, secretária do Museu Militar de Debert, lamenta que uma parte importante da história local tenha passado para mãos privadas. No museu ainda se conservam antigos equipamentos de comunicação e o sistema que deveria avisar os operadores sobre a proximidade de um ataque nuclear.</p>
<p>“Parte-me o coração ter de dizer que aquele pedaço da história é agora propriedade privada e que está a ser remodelado para não sei bem o quê”, afirmou à &#8216;BBC&#8217;.</p>
<p>Sharpe duvida igualmente de que os moradores da região consigam alguma vez utilizar o empreendimento. &#8220;Quem é que vai conseguir comprar um daqueles bunkers dignos de um filme de Hollywood?&#8221;, questionou, lembrando que há apartamentos nas proximidades disponíveis para arrendamento por cerca de 1.250 euros.</p>
<p>A vereadora Marie Benoit manifestou reservas semelhantes, sobretudo perante a possibilidade de as tarifas do futuro hotel ultrapassarem as praticadas na maioria dos estabelecimentos de Halifax. “Quando olhamos para os salários das pessoas, não sei se será algo a que possam ter acesso”, afirmou.</p>
<p><strong>Um negócio em crescimento</strong></p>
<p>O projeto canadiano faz parte de um negócio mais vasto. Nos Estados Unidos, a preparação para catástrofes alimenta uma indústria que, segundo algumas estimativas citadas pela &#8216;BBC&#8217;, já vale pelo menos 500 milhões de dólares.</p>
<p>Os cálculos variam consideravelmente, mas poderão existir entre 20 milhões e mais de 70 milhões de americanos a preparar alimentos, equipamentos ou abrigos para diferentes cenários de emergência. Alguns promotores imobiliários já constroem casas com bunkers incorporados.</p>
<p>Antigas instalações militares também estão a ser convertidas em comunidades privadas. Nos Estados Unidos, uma antiga base da Força Aérea deu lugar a um condomínio apresentado como uma comunidade fechada para sobrevivencialistas, enquanto um antigo silo de mísseis no Kansas foi transformado em apartamentos de luxo subterrâneos.</p>
<p>No Canadá, os destinos de estruturas semelhantes mostram como é difícil encontrar uma utilização para estes edifícios. Um bunker no Ontário permanece encerrado, outro no Manitoba foi enterrado, um abrigo na Colúmbia Britânica acabou inundado de propósito e uma estrutura em Alberta foi demolida devido ao receio de que pudesse ser comprada pelos Hells Angels.</p>
<p>Manter o Diefenbunker de Debert custa atualmente cerca de 37 mil euros por ano, à taxa de câmbio atual. Já um abrigo semelhante, construído em Nanaimo por um valor equivalente, custaria hoje cerca de 19 a 28 milhões de euros, segundo as estimativas citadas pela &#8216;BBC&#8217;.</p>
<p>Apesar das críticas, as autoridades locais não registaram uma oposição significativa. A presidente da autarquia considera o empreendimento “original e único”, enquanto alguns comerciantes esperam que o novo complexo volte a atrair visitantes à região.</p>
<p>Fady Farah, proprietário da pizzaria Angelina’s, está entre os que veem uma oportunidade. E já sabe como reagirá caso a temida catástrofe chegue realmente.</p>
<p>“Se a situação rebentar, vão ver-me lá, a bater à porta”, brincou. “Alguém terá de lhes cozinhar a comida enquanto estiverem lá dentro.”</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/spa-charutos-e-comida-para-o-fim-do-mundo-antigo-abrigo-nuclear-transforma-se-em-condominio-para-milionarios/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790455]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Exames: Escolas estão a receber novos ficheiros de alunos com nota em suspenso &#8211; diretores</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/exames-escolas-estao-a-receber-novos-ficheiros-de-alunos-com-nota-em-suspenso-diretores/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/exames-escolas-estao-a-receber-novos-ficheiros-de-alunos-com-nota-em-suspenso-diretores/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 11:40:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/exames-escolas-estao-a-receber-novos-ficheiros-de-alunos-com-nota-em-suspenso-diretores/</guid>

					<description><![CDATA[As escolas estão a receber hoje novos ficheiros com a nota dos exames de alunos que na sexta-feira tinham a sua classificação em suspenso, disse o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As escolas estão a receber hoje novos ficheiros com a nota dos exames de alunos que na sexta-feira tinham a sua classificação em suspenso, disse o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.</P><br />
<P>&#8220;Estão a chegar às escolas novos ficheiros onde a palavra &#8220;suspenso&#8221; foi substituída pelo número&#8221; da nota, o que fará com que o universo de alunos nessa situação diminua, adiantou Filinto Lima em declarações à Lusa.</P><br />
<P>O responsável admitiu ainda que foram &#8220;milhares&#8221; os alunos que viram a sua classificação dos exames nacionais com a referência &#8220;suspenso&#8221;, esperando que ainda hoje cheguem às escolas as orientações para resolver essa situação.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/exames-escolas-estao-a-receber-novos-ficheiros-de-alunos-com-nota-em-suspenso-diretores/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791101]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Exames: Carneiro insta Montenegro a revelar quantos alunos têm notas suspensas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/exames-carneiro-insta-montenegro-a-revelar-quantos-alunos-tem-notas-suspensas/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/exames-carneiro-insta-montenegro-a-revelar-quantos-alunos-tem-notas-suspensas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 11:17:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/exames-carneiro-insta-montenegro-a-revelar-quantos-alunos-tem-notas-suspensas/</guid>

					<description><![CDATA[O secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, instou hoje o primeiro-ministro a revelar quantos alunos estão com as classificações suspensas e a garantir que ninguém será prejudicado na candidatura ao ensino superior.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, instou hoje o primeiro-ministro a revelar quantos alunos estão com as classificações suspensas e a garantir que ninguém será prejudicado na candidatura ao ensino superior.</P><br />
<P>Em declarações aos jornalistas em Fafe, no distrito de Braga, à entrada para um encontro com autarcas e jovens do concelho, Carneiro referiu que, segundo informações que lhe têm sido reportadas, &#8220;podem ser alguns milhares&#8221; os alunos que estão com a nota suspensa.</P><br />
<P>&#8220;O primeiro-ministro, neste momento, tem de responder a esta pergunta que eu lhe estou a fazer hoje: quantos alunos é que estão, neste momento, com as classificações suspensas e o que é que vai fazer para garantir que nenhum destes alunos é prejudicado na candidatura ao ensino superior&#8221;, apontou.</P><br />
<P>Segundo José Luís Carneiro, poderão estar na calha &#8220;momentos ainda mais críticos do que aqueles que se viveram até hoje&#8221; no processo da correção dos exames.</P><br />
<P>&#8220;Há ainda muitas situações de muita dificuldade que poderão vir a seguir, que têm a ver com o número de alunos que vai pedir revisão de prova, o que significa que, se esse número for um número muito elevado, poderemos vir a viver momentos ainda mais críticos do que aqueles que se viveram até agora&#8221;, sublinhou.</P><br />
<P>O líder do PS voltou a acusar o ministro da Educação de não assumir as suas responsabilidades e considerou que Fernando Alexandre &#8220;deixou de ser&#8221; ministro.</P><br />
<P>&#8220;Um ministro que não assuma as suas responsabilidades, deixa de ser ministro, mesmo que lá esteja. Mesmo que esteja com o papel de ministro, deixou de o ser porque não assume as responsabilidades que lhe foram confiadas quando assumiu a sua posse. Porque quando assume a sua posse, faz um juramento. Quando alguém não cumpre esse juramento, já não está a cumprir&#8221;, vincou.</P><br />
<P>Perante a &#8220;desresponsabilização&#8221; do ministro da Educação, José Luís Carneiro considera que o primeiro-ministro é o culpado &#8220;por se ter avançado de forma imprudente para este processo&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;E é o primeiro-ministro que tem de dizer se quer manter os ministros que não assumem responsabilidades. Já tínhamos uma, que era a ministra da Saúde, agora temos também um, que é o da Educação, que não assume as suas responsabilidades&#8221;, disse ainda.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/exames-carneiro-insta-montenegro-a-revelar-quantos-alunos-tem-notas-suspensas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791100]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Exames: Mariana Leitão diz que processo revela teimosia e incompetência</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/exames-mariana-leitao-diz-que-processo-revela-teimosia-e-incompetencia/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/exames-mariana-leitao-diz-que-processo-revela-teimosia-e-incompetencia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 11:14:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/exames-mariana-leitao-diz-que-processo-revela-teimosia-e-incompetencia/</guid>

					<description><![CDATA[A líder da Iniciativa Liberal (IL) Mariana Leitão disse hoje que o processo de correção dos exames nacionais revela teimosia e incompetência, exortando o ministro da Educação a dar explicações sobre problemas que continuam sem resposta.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A líder da Iniciativa Liberal (IL) Mariana Leitão disse hoje que o processo de correção dos exames nacionais revela teimosia e incompetência, exortando o ministro da Educação a dar explicações sobre problemas que continuam sem resposta.</P><br />
<P>&#8220;Teimosia e incompetência, não há dúvida nenhuma, neste processo todo, é óbvio que houve muita incompetência&#8221;, acusou a presidente da IL, nomeando o ministro Fernando Alexandre como o principal responsável pelo processo de digitalização em curso.</P><br />
<P>Em declarações aos jornalistas à margem da iniciativa &#8220;Liberais ao Centro&#8221;, que hoje decorre em Coimbra, Mariana Leitão acusou o ministro de manter &#8220;uma certa teimosia [&#8230;] que tem sido gritante ao longo de todo este processo&#8221; da correção digital dos exames nacionais.</P><br />
<P>Segundo a presidente da IL, Fernando Alexandre não só insistiu &#8220;em escalar o processo sem ter a garantia de que as falhas que tinham sido identificadas no projeto-piloto estavam resolvidas&#8221;, como, depois, &#8220;começou a disparar culpas para todos os lados, não assumindo a sua própria responsabilidade&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Porque, em última instância, é sempre ele [Fernando Alexandre] o responsável&#8221;, vincou a líder liberal.</P><br />
<P>Sobre a existência de pautas com notas negativas e classificações suspensas, Mariana Leitão considerou-as &#8220;um conjunto de pendências graves, e sem que haja a informação necessária para os alunos&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O senhor ministro diz que vai ser feita uma auditoria, eu estou muito curiosa para saber o que vai sair nessa auditoria, mas acima de tudo para perceber o que é que o ministério [da Educação] vai fazer para corrigir as falhas&#8221;, observou.</P><br />
<P>O processo em curso &#8220;está ele todo bastante fragilizado e com um conjunto alargado de problemas&#8221; que carecem de explicações e soluções expeditas, frisou Mariana Leitão, dizendo não ter &#8220;garantia nenhuma&#8221; de que os problemas &#8220;estejam, de facto, resolvidos&#8221;, concluiu.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/exames-mariana-leitao-diz-que-processo-revela-teimosia-e-incompetencia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791099]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Irão: Perdas graves em instalação petrolífera no Kuwait após ataque iraniano</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/irao-perdas-graves-em-instalacao-petrolifera-no-kuwait-apos-ataque-iraniano/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/irao-perdas-graves-em-instalacao-petrolifera-no-kuwait-apos-ataque-iraniano/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 11:07:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/irao-perdas-graves-em-instalacao-petrolifera-no-kuwait-apos-ataque-iraniano/</guid>

					<description><![CDATA[Uma instalação petrolífera do Kuwait sofreu hoje "perdas materiais graves" num ataque do Irão contra aquele país do Golfo Pérsico, cujas instalações energéticas voltaram a ser alvo de ofensivas iranianas no âmbito do confronto com os Estados Unidos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Uma instalação petrolífera do Kuwait sofreu hoje &#8220;perdas materiais graves&#8221; num ataque do Irão contra aquele país do Golfo Pérsico, cujas instalações energéticas voltaram a ser alvo de ofensivas iranianas no âmbito do confronto com os Estados Unidos.</P><br />
<P>&#8220;Um dos locais vitais do setor petrolífero foi alvo, esta manhã, de ataques iranianos brutais e repetidos, que resultaram em vários feridos e graves prejuízos materiais&#8221;, afirmou a Companhia Nacional do Kuwait, num comunicado divulgado pela agência noticiosa oficial KUNA.</P><br />
<P>De acordo com o comunicado, os feridos receberam assistência médica e o local foi evacuado, embora não tenha sido especificada a gravidade dos ferimentos nem dos danos causados à instalação.</P><br />
<P>As autoridades do Kuwait informaram que vários bombeiros e um funcionário civil ficaram feridos hoje em incêndios provocados pelos ataques do Irão contra o país, que esta manhã voltaram a ter como alvo uma central energética e uma estação de dessalinização.</P><br />
<P>O Irão anunciou, entretanto, que vários soldados norte-americanos morreram nos seus ataques contra alvos militares dos Estados Unidos no Kuwait, numa nova onda de operações de retaliação que incluiu também ataques no Barém e na Jordânia, atingindo bases, radares, centros de comunicações, depósitos de combustível, aeronaves e várias pontes.</P><br />
<P>Segundo a agência Fars, a Guarda Revolucionária iraniana atacou &#8220;o local de concentração das forças agressoras em Arifjan (Kuwait) e causou a morte&#8221; de vários elementos, enquanto outro ataque com drones destruiu o radar da base norte-americana de Ali al Salem, bem como um hangar de reparação e manutenção de armamento e um abrigo para drones.</P><br />
<P>Noutro comunicado, a Guarda Revolucionária deu conta de &#8220;operações contundentes&#8221; com drones e mísseis contra o cais de apoio e abastecimento de combustível da frota norte-americana no porto de Al Ahmadi, no Kuwait, e contra o local de concentração das aeronaves de combate inimigas na base de Sheikh Isa, no Bahrein.</P><br />
<P>O Ministério da Eletricidade, Água e Energias Renováveis do Kuwait, por sua vez, confirmou que um ataque iraniano provocou hoje um incêndio numa central elétrica e numa estação de dessalinização de água.</P><br />
<P>Além disso, a companhia aérea nacional do Kuwait, a Kuwait Airways, anunciou que a maioria dos seus voos foi reprogramada na sequência de uma suspensão temporária das operações no aeroporto do país devido aos ataques iranianos.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/irao-perdas-graves-em-instalacao-petrolifera-no-kuwait-apos-ataque-iraniano/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791098]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>A água com limão e pepino não faz milagres — mas pode ajudá-lo a enfrentar os dias de calor</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/a-agua-com-limao-e-pepino-nao-faz-milagres-mas-pode-ajuda-lo-a-enfrentar-os-dias-de-calor/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/a-agua-com-limao-e-pepino-nao-faz-milagres-mas-pode-ajuda-lo-a-enfrentar-os-dias-de-calor/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=790404</guid>

					<description><![CDATA[SNS 24 recomenda beber água mesmo sem sentir sede, aumentar a ingestão de líquidos durante os dias de calor e evitar bebidas alcoólicas ou com grandes quantidades de açúcar]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma jarra de água, algumas rodelas de limão e outras tantas de pepino. A receita não desintoxica o organismo, não queima gordura nem tem poderes especiais, mas pode cumprir uma função bastante mais simples e útil nos dias quentes: tornar a água mais agradável e ajudar quem tem dificuldade em beber líquidos regularmente.</p>
<p>A sugestão surge num artigo do &#8216;El Economista&#8217;, publicado numa altura em que Espanha se prepara para um episódio de temperaturas muito elevadas e persistentes. Em Portugal, o cenário não deverá ser tão extremo durante o fim de semana, mas as previsões apontam para uma subida progressiva do calor a partir de terça-feira.</p>
<p>Este sábado e domingo, as máximas deverão rondar os 28 graus em Lisboa, os 31 a 33 graus em Portalegre e Évora e os 33 a 34 graus em Bragança e Castelo Branco. A subida torna-se mais evidente a partir de terça-feira e poderá levar os termómetros aos 38 graus em Bragança e aos 39 graus em Castelo Branco na quarta-feira.</p>
<p>É nestes períodos que a hidratação ganha ainda mais importância. O SNS 24 recomenda beber água mesmo sem sentir sede, aumentar a ingestão de líquidos durante os dias de calor e evitar bebidas alcoólicas ou com grandes quantidades de açúcar. Permanecer em espaços frescos e evitar a exposição ao calor nas horas mais quentes são outros cuidados essenciais.</p>
<p>A água continua a ser a melhor opção. Ainda assim, para quem a considera pouco apelativa, adicionar limão, pepino, folhas de hortelã ou pedaços de fruta pode facilitar o consumo ao longo do dia. O benefício não resulta de qualquer transformação especial da bebida, mas simplesmente do sabor e do aroma, que podem incentivar a beber com maior frequência.</p>
<p>O pepino é constituído maioritariamente por água e transmite uma sensação de frescura. O limão acrescenta um sabor ácido e pequenas quantidades de vitamina C, embora duas ou três rodelas numa jarra não convertam a bebida numa fonte nutricional relevante.</p>
<p>De acordo com o &#8216;El Economista&#8217;, o verdadeiro valor desta combinação está precisamente na facilidade com que pode transformar a hidratação num hábito mais agradável. Não é necessário espremer grandes quantidades de limão nem deixar a mistura repousar durante horas: basta juntar os ingredientes à água e mantê-la no frigorífico.</p>
<p>Há, no entanto, alguns cuidados a ter. A fruta e o pepino devem ser bem lavados, a bebida não deve permanecer vários dias à temperatura ambiente e as pessoas com dentes sensíveis podem preferir não exagerar no limão, devido à acidez.</p>
<p>Também não existe uma quantidade universal de água adequada a todas as pessoas. As necessidades variam com a idade, a atividade física, a temperatura, a alimentação e eventuais problemas de saúde. Quem tenha restrições de líquidos recomendadas por um médico deve manter essas indicações.</p>
<p>Nos dias de maior calor, o mais importante é não esperar pela sede. Uma garrafa por perto, pequenos copos distribuídos ao longo do dia e uma jarra com algum sabor podem ser estratégias mais eficazes do que qualquer promessa de uma bebida “milagrosa”.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/a-agua-com-limao-e-pepino-nao-faz-milagres-mas-pode-ajuda-lo-a-enfrentar-os-dias-de-calor/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790404]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Vai de férias com a bagageira cheia? Há um gesto com os cintos traseiros que pode evitar o pior</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/vai-de-ferias-com-a-bagageira-cheia-ha-um-gesto-com-os-cintos-traseiros-que-pode-evitar-o-pior/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/vai-de-ferias-com-a-bagageira-cheia-ha-um-gesto-com-os-cintos-traseiros-que-pode-evitar-o-pior/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 10:30:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[férias]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[verão]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=789502</guid>

					<description><![CDATA[Nas viagens de verão, a bagageira transforma-se muitas vezes num exercício de engenharia: malas, sacos, geleiras, chapéus de sol e até pequenos eletrodomésticos são empilhados até ao último centímetro disponível]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nas viagens de verão, a bagageira transforma-se muitas vezes num exercício de engenharia: malas, sacos, geleiras, chapéus de sol e até pequenos eletrodomésticos são empilhados até ao último centímetro disponível. Há, porém, um gesto simples que muitos condutores desconhecem e que pode reforçar a segurança em caso de acidente: apertar os cintos dos bancos traseiros, mesmo quando ninguém viaja nesses lugares.</p>
<p>A recomendação foi recuperada pela Direção-Geral de Trânsito espanhola e dirige-se sobretudo a quem circula com a bagageira muito carregada. Segundo o ‘El País’, o objetivo não é proteger passageiros inexistentes, mas ajudar a manter os encostos traseiros na posição em caso de colisão ou travagem brusca.</p>
<p>Quando um automóvel sofre uma desaceleração violenta, tudo o que não está devidamente preso tende a continuar em movimento. Uma mala com vários quilos, uma caixa ou uma geleira podem ser projetadas para a frente com uma força muito superior ao peso que apresentam quando estão paradas.</p>
<p>Se a pressão sobre os encostos traseiros for suficientemente elevada, a carga pode fazê-los ceder ou deslocar-se, entrando no habitáculo e atingindo os ocupantes da frente. O risco aumenta nas viagens de férias, quando a bagageira costuma circular perto da capacidade máxima.</p>
<p>É neste ponto que entram os cintos de segurança. Quando estão apertados sobre os bancos traseiros vazios, funcionam como um reforço adicional dos encostos, ajudando a suportar a pressão exercida pela bagagem.</p>
<p>A medida não substitui uma arrumação correta, nem transforma os cintos numa barreira infalível. Cria, contudo, uma camada adicional de proteção entre a carga e os passageiros dos bancos dianteiros.</p>
<p>O ‘El País’ recorda que os mesmos princípios físicos aplicados às pessoas sem cinto também se aplicam aos objetos transportados no veículo. Durante uma colisão, uma mala de 15 quilos pode atingir os encostos com uma força equivalente a várias centenas de quilos, dependendo da velocidade e da intensidade da desaceleração.</p>
<p>A autoridade espanhola utiliza frequentemente a expressão “efeito elefante” para ilustrar este fenómeno. Uma pessoa de 75 quilos que viaje sem cinto pode ser projetada contra o banco da frente com uma força equivalente a várias toneladas, mesmo num acidente a velocidade moderada.</p>
<p>O princípio é semelhante para qualquer objeto solto. Quanto maior for o peso e a velocidade do automóvel, maior será a energia libertada no impacto.</p>
<p>A primeira precaução deve, por isso, ser a distribuição correta da carga. Os objetos mais pesados devem ficar na parte inferior da bagageira e o mais encostados possível aos bancos traseiros.</p>
<p>A bagagem deve também ser distribuída de forma equilibrada, evitando concentrações excessivas de peso num dos lados. Esta organização reduz o risco de deslocamento dos objetos e ajuda a preservar a estabilidade do automóvel.</p>
<p>Dentro do habitáculo, não devem ficar malas, garrafas, computadores ou outros objetos soltos. Mesmo itens aparentemente leves podem provocar ferimentos se forem projetados durante uma travagem de emergência.</p>
<p>Quando o veículo dispõe de redes, cintas de fixação ou pontos de amarração, estes devem ser utilizados. Em carrinhas ou SUV com a bagageira aberta para o habitáculo, uma rede de separação pode acrescentar uma proteção importante.</p>
<p>Apertar os cintos traseiros demora apenas alguns segundos, não implica qualquer custo e pode ser feito antes de iniciar a viagem. É um gesto discreto, mas particularmente útil quando os bancos estão vazios e a bagageira segue cheia.</p>
<p>No verão, quando milhões de famílias percorrem longas distâncias com o automóvel carregado, esta pequena precaução pode fazer a diferença entre a bagagem permanecer no lugar ou transformar-se num conjunto de projéteis dentro do carro.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/vai-de-ferias-com-a-bagageira-cheia-ha-um-gesto-com-os-cintos-traseiros-que-pode-evitar-o-pior/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789502]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Filipe Marques segundo na Taça do Mundo de Tata de paratriatlo</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/filipe-marques-segundo-na-taca-do-mundo-de-tata-de-paratriatlo/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/filipe-marques-segundo-na-taca-do-mundo-de-tata-de-paratriatlo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 10:20:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/filipe-marques-segundo-na-taca-do-mundo-de-tata-de-paratriatlo/</guid>

					<description><![CDATA[O português Filipe Marques terminou hoje em segundo lugar a Taça do Mundo de paratriatlo de Tata, na Hungria, na classe PTS5 (deficiências leves), conseguindo o seu terceiro pódio seguido.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O português Filipe Marques terminou hoje em segundo lugar a Taça do Mundo de paratriatlo de Tata, na Hungria, na classe PTS5 (deficiências leves), conseguindo o seu terceiro pódio seguido.</P><br />
<P>Filipe Marques concluiu a prova em 55.42 minutos, a 16 segundos do vencedor, o húngaro Bence Mocsari (55.26), enquanto o canadiano Stefan Daniel terminou no terceiro posto, a 01.15 minutos do vencedor.</P><br />
<P>&#8220;A prova correu bastante bem, saí em primeiro da água, com alguma distância, tentei ganhar o mais possível aos restantes atletas na bicicleta, não consegui e chegámos os três juntos à corrida, mas estou satisfeito por ter estado na disputa pela vitória até ao fim&#8221;, afirmou Filipe Marques, em declarações reproduzidas pela Federação de Triatlo de Portugal.</P><br />
<P>A medalha de prata conquistada hoje por Filipe Marques segue-se à de bronze arrebatada na Taça do Mundo de Hamburgo, na Alemanha, na semana passada, e ao segundo lugar no Europeu, em Tarragona, em 15 de junho.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/filipe-marques-segundo-na-taca-do-mundo-de-tata-de-paratriatlo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791097]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Exames: Processo está &#8220;comprometido&#8221; e funcionários não são obrigados a trabalhar &#8211; Fenprof</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/exames-processo-esta-comprometido-e-funcionarios-nao-sao-obrigados-a-trabalhar-fenprof/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/exames-processo-esta-comprometido-e-funcionarios-nao-sao-obrigados-a-trabalhar-fenprof/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 10:08:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/exames-processo-esta-comprometido-e-funcionarios-nao-sao-obrigados-a-trabalhar-fenprof/</guid>

					<description><![CDATA[A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) disse hoje que o processo de classificação dos exames nacionais está "inevitavelmente comprometido", lembrando que os funcionários das escolas não são obrigados a trabalhar à noite e ao fim de semana. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) disse hoje que o processo de classificação dos exames nacionais está &#8220;inevitavelmente comprometido&#8221;, lembrando que os funcionários das escolas não são obrigados a trabalhar à noite e ao fim de semana. </P><br />
<P>Num comunicado hoje divulgado, a organização começou por criticar as declarações do ministro da Educação, Fernando Alexandre, referindo que &#8220;constituem um caso de estudo&#8221;, visto que &#8220;aos simpáticos louvores e pedidos de desculpa aos professores pelo trabalho feito, segue-se a exigência de trabalho missionário a quem trabalha nas escolas e tem tarefas na publicação de resultados&#8221;.</P><br />
<P>Segundo a Fenprof, &#8220;nenhum trabalhador das escolas está obrigado, a não ser que seja expressamente convocado e nos termos legalmente previstos, a trabalhar à noite e ao fim de semana&#8221;.</P><br />
<P>Acusando Fernando Alexandre de &#8220;transformar um processo nacional de exames, que deveria transmitir confiança e rigor, num exemplo de improvisação, desorganização e desconfiança&#8221;, a Fenprof disse que &#8220;as notas dos exames do secundário lá acabaram por ser publicadas, apesar de haver milhares em situação &#8216;suspensa'&#8221;.</P><br />
<P>Assegurou, no entanto, que &#8220;tal só foi possível graças ao brio profissional, ao sentido de responsabilidade, à capacidade de sacrifício e à abnegação de milhares de classificadores, que, apesar de destratados e desrespeitados pela tutela, o conseguiram garantir&#8221;.  </P><br />
<P>De acordo com a Fenprof, &#8220;a publicação, que teve como único objetivo o cumprimento de calendário, veio confirmar os avisos e receios de muitos: havia erros graves que não garantiam a fiabilidade e a confiança do processo, e as classificações nunca deveriam ter sido publicadas naquelas condições&#8221;.</P><br />
<P>Segundo a entidade, &#8220;o enorme número de notas suspensas&#8221;, desde logo, &#8220;coloca em causa a equidade&#8221;, frustrando as &#8220;legítimas expectativas dos alunos e das suas famílias&#8221;.</P><br />
<P>Para a Fenprof, neste contexto, &#8220;esperar-se-ia de um ministro, antes de tudo, a plena e inequívoca assunção de responsabilidades e a consequente procura de soluções para o problema&#8221;, mas, Fernando Alexandre &#8220;preferiu distribuir culpas&#8221;, criticou. </P><br />
<P>&#8220;Primeiro, os professores, acusados de resistirem à mudança. Depois, o Júri Nacional de Exames, por, alegadamente, fornecer informações erradas&#8221;, disse, apontando que foram depois culpados novamente os professores, &#8220;por não estarem disponíveis para classificar, quando, afinal, havia centenas de classificadores disponíveis, que apenas não conseguiram evitar os atrasos por não receberem os itens na plataforma&#8221;. </P><br />
<P>Por fim, disse, &#8220;nem os diretores escaparam, tratados como se bastasse um telefonema para os responsabilizar por resolver problemas criados pela própria tutela&#8221;. </P><br />
<P>A Fenprof apontou ainda que ficaram por explicar &#8220;os milhões de euros anunciados para resolver a falta de professores e o pagamento das horas extraordinárias&#8221;.  </P><br />
<P>Para os professores, tendo em conta que são milhares as notas suspensas, &#8220;confirma-se o que mais se temia &#8211; o processo está inevitavelmente comprometido, faltando ainda conhecer a verdadeira dimensão dos problemas e suas consequências&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Avançar para a segunda fase como se nada de errado tivesse ocorrido na primeira não é solução&#8221;, referiu defendendo que &#8220;situações excecionais obrigam a soluções excecionais&#8221;.</P><br />
<P>O ministro da Educação disse esta sexta-feira que iria responsabilizar os diretores se as notas dos exames nacionais do ensino secundário não fossem divulgadas nesse dia devido ao encerramento dos estabelecimentos de ensino.</P><br />
<P>Pela primeira vez este ano, os exames nacionais do ensino secundário, realizados por 166 mil alunos, foram corrigidos em formato digital, mas o processo registou falhas técnicas desde o início, obrigando o Ministério da Educação a adiar os prazos inicialmente previstos.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/exames-processo-esta-comprometido-e-funcionarios-nao-sao-obrigados-a-trabalhar-fenprof/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791096]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>28 restaurantes, parque aquático, surf e um slide sobre o mar: assim é o maior navio de cruzeiro do mundo</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/28-restaurantes-parque-aquatico-surf-e-um-slide-sobre-o-mar-assim-e-o-maior-navio-de-cruzeiro-do-mundo/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/28-restaurantes-parque-aquatico-surf-e-um-slide-sobre-o-mar-assim-e-o-maior-navio-de-cruzeiro-do-mundo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 10:00:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Legend of the Seas]]></category>
		<category><![CDATA[Royal Caribbean]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=790400</guid>

					<description><![CDATA[Com cerca de 365 metros de comprimento, 66 metros de largura e 20 conveses, o Legend of the Seas tem dimensões comparáveis às de três campos de futebol colocados em sequência]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tem uma pista de gelo, um parque com dezenas de milhares de plantas, sete piscinas, seis escorregas aquáticos e uma tirolesa suspensa sobre o oceano. À mesa, os passageiros podem escolher entre 28 espaços de restauração. Tudo isto cabe no Legend of the Seas, o novo gigante da Royal Caribbean que começou a navegar no Mediterrâneo.</p>
<p>Com cerca de 365 metros de comprimento, 66 metros de largura e 20 conveses, o navio tem dimensões comparáveis às de três campos de futebol colocados em sequência. Pode receber 5.610 passageiros em ocupação dupla, número que sobe para mais de 7.600 quando são utilizadas todas as camas disponíveis, além de cerca de 2.350 tripulantes.</p>
<p>Segundo o &#8216;El Mundo&#8217;, o navio foi concebido como uma pequena cidade flutuante, dividida em oito bairros, cada um destinado a diferentes tipos de passageiros. Há zonas para famílias com crianças, espaços reservados a adultos, áreas comerciais, jardins, restaurantes e locais dedicados ao desporto e ao entretenimento.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">Legend of the Seas is the main character. 💅 Now sailing from Barcelona and Rome before making her winter escape to Fort Lauderdale, Florida! <a href="https://t.co/XCO5KL2yDh">pic.twitter.com/XCO5KL2yDh</a></p>
<p>&mdash; Royal Caribbean (@RoyalCaribbean) <a href="https://x.com/RoyalCaribbean/status/2073436998061470121?ref_src=twsrc%5Etfw">July 4, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>No centro encontra-se a Royal Promenade, uma avenida interior rodeada de lojas, bares e restaurantes. É também ali que está The Pearl, uma estrutura cinética com aproximadamente 14 metros de altura, composta por milhares de elementos móveis que reagem à luz e ao movimento.</p>
<p>Um pouco mais à frente surge o Central Park, um jardim ao ar livre instalado em pleno navio, com milhares de árvores, arbustos e outras plantas. O contraste é deliberado: a poucos metros ficam o maior parque aquático construído num cruzeiro, paredes de escalada, um simulador de surf e uma atração que coloca os passageiros suspensos a cerca de 50 metros acima do mar.</p>
<p>Há ainda sete piscinas, dez jacuzzis e uma piscina de borda infinita na área The Hideaway, reservada a adultos. No AquaDome, uma enorme estrutura envidraçada na proa, realizam-se espetáculos aquáticos, concertos, sessões de ioga e atuações de DJ.</p>
<p>As crianças dispõem de um bairro próprio, o Surfside, com carrossel, parque aquático, teatro, gelataria e atividades ao longo do dia. Para dormir, existem 2.805 camarotes, desde quartos individuais até suítes de vários pisos, algumas com mordomo, sala de estar, varandas panorâmicas e capacidade para famílias numerosas.</p>
<p>O entretenimento inclui patinagem no gelo, laser tag, minigolfe, salas de fuga, pistas para correr e campos para a prática de basquetebol e futebol. De acordo com o &#8216;El Mundo&#8217;, o programa contempla ainda espetáculos de acrobacia, natação sincronizada e uma adaptação do musical Charlie e a Fábrica de Chocolate.</p>
<p>Também a oferta gastronómica procura acompanhar a escala do navio. Entre as 28 opções encontram-se restaurantes italianos, japoneses e mexicanos, churrasqueiras, marisqueiras, pizzarias e espaços de refeições informais. Uma das experiências recria uma viagem de comboio dos anos 1920, com um menu inspirado nas antigas rotas comerciais entre a Europa e a Ásia.</p>
<p>O Legend of the Seas navega durante o verão de 2026 entre Barcelona e Roma, com escalas em destinos como Palma de Maiorca, Nápoles e a região de Florença. No outono atravessará o Atlântico com destino à Florida, passando depois a realizar cruzeiros nas Caraíbas. A viagem inaugural deixou apenas uma questão por responder: quanto maior poderá ainda tornar-se uma cidade construída para flutuar?</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">Legend of the Seas made it under the Great Belt Bridge with CENTIMETERS to spare. 🤯</p>
<p>Now she’s on her way to the Euro summer of the century, sailing from Rome in just 14 days.</p>
<p>📍 Legend of the Seas at the Great Belt Bridge in Denmark <a href="https://t.co/qnbBRJgdZS">pic.twitter.com/qnbBRJgdZS</a></p>
<p>&mdash; Royal Caribbean (@RoyalCaribbean) <a href="https://x.com/RoyalCaribbean/status/2068046441826898412?ref_src=twsrc%5Etfw">June 19, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/28-restaurantes-parque-aquatico-surf-e-um-slide-sobre-o-mar-assim-e-o-maior-navio-de-cruzeiro-do-mundo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790400]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Associação do setor do táxi contesta revisão da chamada Lei dos TVDE</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/associacao-do-setor-do-taxi-contesta-revisao-da-chamada-lei-dos-tvde/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/associacao-do-setor-do-taxi-contesta-revisao-da-chamada-lei-dos-tvde/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 09:45:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/associacao-do-setor-do-taxi-contesta-revisao-da-chamada-lei-dos-tvde/</guid>

					<description><![CDATA[A Associação Nacional Táxis Unidos de Portugal (ANTUP) manifestou hoje o seu "profundo repúdio e indignação" pelo processo de revisão da chamada Lei dos TVDE, que foi aprovada na sexta-feira na Assembleia da República.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Associação Nacional Táxis Unidos de Portugal (ANTUP) manifestou hoje o seu &#8220;profundo repúdio e indignação&#8221; pelo processo de revisão da chamada Lei dos TVDE, que foi aprovada na sexta-feira na Assembleia da República.</P><br />
<P>Os projetos-lei do PSD e do CDS-PP que resultam na revisão da legislação relativa ao regime jurídico dos TVDE (Lei 45/2018) foram aprovados, na globalidade com votos a favor de PSD, Chega, CDS-PP e JPP, votos contra de PS, IL, Livre, PCP e BE, e a abstenção do PAN, após meses de discussão e audições na especialidade.</P><br />
<P>Em comunicado divulgado na madrugada de hoje, a ANTUP denuncia o que considera &#8220;submissão do poder político às multinacionais&#8221; e alerta que &#8220;o desfecho desta revisão legislativa, além de penalizar severamente o setor do táxi, introduz uma grave distorção no mercado de transportes e levanta sérias dúvidas sobre a transparência do processo democrático na Assembleia da República&#8221;.</P><br />
<P>Entre as maiores mudanças na legislação, a que mais contestação teve foi a integração do setor do táxi, já que, conforme explanado na lei, estes veículos poderão ser &#8220;registados para a atividade de TVDE, desde que cumpram os requisitos aplicáveis aos veículos afetos a esta atividade e se encontrem inscritos junto de gestor de plataforma eletrónica licenciado&#8221;.</P><br />
<P>Entre outras entidades relacionadas com o setor do táxi e dos TVDE (designação até agora relativa ao transporte individual de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma eletrónica), tanto a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) como o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) defenderam durante as audições que os dois regimes são distintos e mostraram-se contra a inclusão dos táxis no novo regime jurídico.</P><br />
<P>Chamando a atenção para o que apelida de &#8220;incongruência Legal&#8221;, por considerar que o setor do táxi está &#8220;duplamente Legislado&#8221;, a ANTUP questiona &#8220;o discernimento dos deputados da Nação: como é possível avançar com uma revisão que entra em conflito direto com dois quadros regulamentares distintos e independentes?&#8221;.</P><br />
<P>No comunicado, a ANTUP sublinha que &#8220;não se opõe a que os táxis trabalhem através de plataformas digitais. O que a ANTUP rejeita categoricamente, e contra o qual se opõe firmemente, é que o táxi seja obrigado a trabalhar como TVDE dentro dessas mesmas plataformas, abdicando da sua regulamentação própria&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A nova legislação pretende forçar a integração dos táxis no regime TVDE sob uma falsa premissa de &#8216;faculdade&#8217;. Na prática, obriga o industrial do táxi a submeter-se às regras operacionais das plataformas digitais, criando uma aberração jurídica na qual o operador passa a ter de responder a duas realidades legais incompatíveis&#8221;, acrescenta a associação, realçando que se está perante a &#8220;instituição da política do &#8216;Olívia patroa e Olívia empregada&#8217;, desenhada por legisladores com formação académica que, deliberadamente, decidiram legislar sem acautelar a sustentabilidade e a identidade de cada setor&#8221;.</P><br />
<P>Segundo a direção da Associação Nacional Táxis Unidos de Portugal, &#8220;o ponto mais crítico &#8212; e que mereceu total omissão nesta revisão por parte do poder político &#8212; é a prática sistemática de &#8216;dumping&#8217; (venda de serviços abaixo do preço de custo para asfixiar a concorrência) perpetrada pelas grandes multinacionais do setor TVDE&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Esta revisão ignora por completo a prioridade absoluta do mercado: o facto de o &#8216;dumping&#8217; ser um crime que destrói o tecido empresarial do transporte público de passageiros&#8221;, acrescenta a ANTUP, para quem, &#8220;ao invés de fiscalizar e punir, o poder político estende a passadeira vermelha às grandes plataformas, tentando atrair o setor do táxi para a mesma armadilha financeira com a ilusão de &#8216;grandes lucros'&#8221;. </P><br />
<P>Após dezenas de audições e contributos dos partidos, com a discussão na especialidade, os projetos-lei seguem agora para redação final, após o que o texto será enviado ao Presidente da República, com vista à promulgação.</P><br />
<P>Com esta legislação surge a nova designação do regime de TVDE &#8211; a sigla passa oficialmente a referenciar o transporte remunerado de passageiros em veículos de disponibilização eletrónica, caindo a formulação anterior que incluía &#8220;veículos descaracterizados&#8221;.</P><br />
<P>A proposta faz também uma clarificação de conceitos entre operador e gestor de plataforma, sendo o &#8220;operador TVDE&#8221; a empresa com veículos/motoristas e o &#8220;gestor de plataforma eletrónica&#8221; a empresa da aplicação, como a Uber.</P><br />
<P>Entre as principais novidades encontra-se também o aumento da idade máxima dos veículos (de sete para 10 anos, ou 12 em caso de veículos elétricos), bem como novas exigências de formação para os motoristas, passando a existir a obrigação de demonstrar um &#8220;domínio funcional da língua portuguesa&#8221;, requisito que não constava da lei atualmente em vigor.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/associacao-do-setor-do-taxi-contesta-revisao-da-chamada-lei-dos-tvde/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791095]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Surfista Teresa Bonvalot vence final portuguesa do Ballito Pro, na África do Sul</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/surfista-teresa-bonvalot-vence-final-portuguesa-do-ballito-pro-na-africa-do-sul/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/surfista-teresa-bonvalot-vence-final-portuguesa-do-ballito-pro-na-africa-do-sul/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 09:24:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/surfista-teresa-bonvalot-vence-final-portuguesa-do-ballito-pro-na-africa-do-sul/</guid>

					<description><![CDATA[Teresa Bonvalot conquistou hoje a sua segunda vitória no circuito Challenge Series de surf, ao vencer o Ballito Pro, na África do Sul, onde se impôs na final à também portuguesa Francisca Veselko.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Teresa Bonvalot conquistou hoje a sua segunda vitória no circuito Challenge Series de surf, ao vencer o Ballito Pro, na África do Sul, onde se impôs na final à também portuguesa Francisca Veselko.</P><br />
<P>Na primeira final deste circuito totalmente portuguesa, na primeira etapa das cinco etapas da temporada 2026/27, Teresa Bonvalot somou 10,33 pontos (5,5 e 4,83), batendo a sua compatriota Francisca Veselko, que não foi além de 9,1 (4,67 e 4,43).</P><br />
<P>Teresa Bonvalot, que persegue a qualificação para o circuito mundial, vai assumir a liderança do Challenge Series, seguida de Veselko, que aumenta as opções para prosseguir na elite, via novo apuramento, uma vez que, após seis das 13 etapas do ano, é a 23.ª e última do circuito mundial, no qual participa com Yolanda Hopkins (20.ª).</P><br />
<P>A campeã do Ballito Pro foi imediatamente felicitada por Veselko, ainda no mar, nos momentos finais da final que ambas disputaram.</P><br />
<P>&#8220;Portugal ia sempre ganhar, por isso, parabéns à &#8216;Kika&#8217; e também à Maria [Salgado], que esteve na prova. Fizemos história, com duas miúdas na final&#8221;, vincou Bonvalot, em declarações à Liga Mundial de Surf, ainda na praia sul-africana.</P><br />
<P>Bonvalot, que foi nona nos Jogos Olímpicos Tóquio2020 e 17.ª em Paris2024, somou o seu nono triunfo internacionais, o segundo neste circuito, depois da vitória no GWM Sydney Surf Pro, na Austrália, da segunda etapa da Challenger Series de 2022.</P><br />
<P>Os outros sete triunfos da surfista natural de Cascais, de 26 anos, foram alcançados no circuito de qualificação, três no Caparica Surf Fest, em 2021, 2022 e 2024, uma no Azores Airlines Pro, em 2021, e outras no Seat Pro Netanya, em Israel, no Patin Classic Galícia Pro, em Espanha, também em 2022, e no Rip Curl Pro Anglet, em 2024.</P><br />
<P>&#8220;Não tenho palavras, estou muito emotiva agora, não acreditaria se me dissessem que ia ganhar este campeonato. Só Tentei manter-me positiva, mas é irreal. Eu ainda estou fora de mim com esta vitória, que é para as pessoas importantes que me rodeia e só me apetece chorar&#8221;, prosseguiu &#8216;Teresinha&#8217;.</P><br />
<P>A cascalense confirmou o regresso em pleno depois de ter sido operada, em março último, após seis meses a competir lesionada, para debelar uma lesão sofrida em El Salvador, num embate com uma pedra com um ouriço-do-mar, cujos picos já afetavam a articulação e até o osso do pé direito.</P><br />
<P>Apesar de disputar a elite mundial, Veselko, de 23 anos, tem um palmarés mais modesto, com apenas um triunfo no Challenger Series, em 2025, no Burton Automotive Newcastle Surfest, na Austrália, que a catapultou par ao quinto lugar do circuito e consequente apuramento.</P><br />
<P>O Challenge Series tem passagem prevista para Portugal, na quarta etapa, a disputar em Ribeira d&#8217;Ilhas, na Ericeira, entre 06 e 12 de outubro.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/surfista-teresa-bonvalot-vence-final-portuguesa-do-ballito-pro-na-africa-do-sul/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791094]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Vai passear o cão? Veterinários avisam: faça primeiro este teste de cinco segundos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/vai-passear-o-cao-veterinarios-avisam-faca-primeiro-este-teste-de-cinco-segundos/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/vai-passear-o-cao-veterinarios-avisam-faca-primeiro-este-teste-de-cinco-segundos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 09:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[animais de estimação]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
		<category><![CDATA[verão]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=790387</guid>

					<description><![CDATA[Questão tem particular relevância em Portugal, onde existem cerca de 2,8 milhões de cães e 1,9 milhões de gatos, segundo os dados europeus mais recentes divulgados pela FEDIAF]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O verão traz passeios mais longos, idas à praia e viagens em família, mas também riscos acrescidos para os animais de companhia. O calor intenso, o pavimento escaldante, os parasitas e até a água do mar podem transformar um dia aparentemente inofensivo numa urgência veterinária.</p>
<p>A questão tem particular relevância em Portugal, onde existem cerca de 2,8 milhões de cães e 1,9 milhões de gatos, segundo os dados europeus mais recentes divulgados pela FEDIAF. No total, contando também aves, peixes, pequenos mamíferos e répteis, o número de animais de companhia no país ultrapassa os cinco milhões.</p>
<p>Entre os cuidados recomendados pelo &#8216;El Economista&#8217; destaca-se um teste muito simples: colocar o dorso da mão sobre o asfalto durante cinco a sete segundos. Quando o calor não é tolerável para a mão, o pavimento também está demasiado quente para as almofadas das patas do cão, que podem sofrer queimaduras sem que o tutor se aperceba imediatamente.</p>
<p>A melhor forma de reduzir o risco passa por concentrar os passeios no início da manhã ou ao final do dia, evitando as horas de maior calor. Deve existir sempre água fresca disponível, renovada várias vezes ao longo do dia, e, durante passeios ou viagens, é aconselhável transportá-la num recipiente portátil e oferecê-la regularmente em pequenas quantidades.</p>
<p>Há ainda uma regra que não admite exceções: um animal nunca deve ficar fechado dentro de um automóvel, mesmo que o veículo esteja estacionado à sombra ou tenha as janelas entreabertas. A temperatura no habitáculo pode subir rapidamente e atingir valores perigosos em poucos minutos.</p>
<p>O verão também aumenta a exposição a pulgas, carraças e insetos transmissores de doenças. Em Portugal, esta prevenção é especialmente importante porque a leishmaniose canina é endémica e pode ser transmitida pela picada de flebótomos, pequenos insetos semelhantes a mosquitos, segundo a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária. Os tratamentos antiparasitários devem, por isso, manter-se atualizados de acordo com a indicação do médico veterinário.</p>
<p>Na praia, os animais não devem beber água do mar, que pode provocar vómitos, diarreia, desidratação e, em quantidades elevadas, intoxicação por sal. A ingestão de muita areia também pode causar problemas gastrointestinais ou mesmo uma obstrução intestinal. Depois dos banhos, o &#8216;El Economista&#8217; recomenda passar o pelo por água doce, secar cuidadosamente as orelhas e verificar se ficaram presas espigas ou praganas.</p>
<p>Animais com pouco pelo ou pele clara podem ainda precisar de protetor solar próprio para uso veterinário, sobretudo no focinho, nas orelhas e na barriga. Não devem ser utilizados produtos destinados a pessoas sem aconselhamento profissional, uma vez que alguns ingredientes podem ser prejudiciais quando ingeridos ao lamber a pele.</p>
<p>Respiração muito acelerada, salivação excessiva, gengivas intensamente vermelhas ou azuladas, vómitos, desorientação, dificuldade em caminhar ou perda de consciência podem ser sinais de um golpe de calor. Perante estes sintomas, o animal deve ser retirado do calor, arrefecido gradualmente — sem gelo nem água excessivamente fria — e levado de imediato a um serviço de urgência veterinária.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/vai-passear-o-cao-veterinarios-avisam-faca-primeiro-este-teste-de-cinco-segundos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790387]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>PJ deteve professor suspeito de abuso sexual de menores no Grande Porto</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/pj-deteve-professor-suspeito-de-abuso-sexual-de-menores-no-grande-porto/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/pj-deteve-professor-suspeito-de-abuso-sexual-de-menores-no-grande-porto/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 08:47:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/pj-deteve-professor-suspeito-de-abuso-sexual-de-menores-no-grande-porto/</guid>

					<description><![CDATA[A Polícia Judiciária (PJ) anunciou hoje a detenção, no Grande Porto, de um professor, de 45 anos, suspeito da prática de crimes de abuso sexual de menores dependentes, aliciamento de menores para fins sexuais e de pornografia de menores.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Polícia Judiciária (PJ) anunciou hoje a detenção, no Grande Porto, de um professor, de 45 anos, suspeito da prática de crimes de abuso sexual de menores dependentes, aliciamento de menores para fins sexuais e de pornografia de menores.</P><br />
<P>A PJ esclarece, em comunicado, que três crianças foram vítimas no ano letivo de 2024/2025.</P><br />
<P>A investigação seguiu-se a uma denúncia efetuada por um agrupamento escolar, na sequência de um processo disciplinar instaurado a um docente, após conhecimento da existência de um vídeo em que o suspeito se encontrava em práticas sexuais explícitas com um jovem.</P><br />
<P>Na investigação, apurou-se que o suspeito &#8220;aliciou os alunos à prática de atos sexuais consigo, bem como, ao envio de imagens de teor pornográfico, a troco de pagamentos em dinheiro&#8221;.  </P><br />
<P>Na sequência da investigação desenvolvida e dos elementos probatórios recolhidos, &#8220;fortemente indiciadores das condutas ilícitas, foram emitidos mandados de detenção fora de flagrante delito, cumpridos na sexta-feira&#8221;.  </P><br />
<P>O homem, sem antecedentes criminais, vai ser presente a primeiro interrogatório judicial, para aplicação de medidas de coação.</P><br />
<P>O inquérito é titulado pelo Ministério Público de Santa Maria da Feira.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/pj-deteve-professor-suspeito-de-abuso-sexual-de-menores-no-grande-porto/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791093]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>REPORTAGEM: Gulbenkian/70 anos: Investigador Paulo Cunha sublinha impacto de bolsas de estudo no cinema português</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/reportagem-gulbenkian-70-anos-investigador-paulo-cunha-sublinha-impacto-de-bolsas-de-estudo-no-cinema-portugues/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/reportagem-gulbenkian-70-anos-investigador-paulo-cunha-sublinha-impacto-de-bolsas-de-estudo-no-cinema-portugues/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 08:45:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/reportagem-gulbenkian-70-anos-investigador-paulo-cunha-sublinha-impacto-de-bolsas-de-estudo-no-cinema-portugues/</guid>

					<description><![CDATA[A Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) ajudou a impulsionar o cinema português antes do 25 de Abril de 1974, mas o maior impacto, nos seus 70 anos, foi o apoio à formação, defendeu o investigador Paulo Cunha em entrevista à Lusa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Sílvia Borges da Silva, da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Lisboa, 18 jul 2026 (Lusa) &#8212; A Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) ajudou a impulsionar o cinema português antes do 25 de Abril de 1974, mas o maior impacto, nos seus 70 anos, foi o apoio à formação, defendeu o investigador Paulo Cunha em entrevista à Lusa.</P><br />
<P>A propósito dos 70 anos da Fundação Calouste Gulbenkian, Paulo Cunha, doutorado em Estudos Contemporâneos, considera que as bolsas de estudo e os cursos de formação promovidos pela instituição foram a iniciativa mais impactante no apoio ao desenvolvimento do cinema português. </P><br />
<P>&#8220;O mais importante foi o apoio sistemático que a Gulbenkian tem dado ao cinema português desde os anos 1960 com bolsas de estudo, mas não é o mais mediático. O mais mediático foi o apoio à produção&#8221;, considerou.</P><br />
<P>A Fundação Calouste Gulbenkian foi criada em 1956 por testamento do filantropo e empresário Calouste Sarkis Gulbenkian e, entre as prioridades definidas, estavam a educação, a atribuição de bolsas, a criação de um museu, de bibliotecas itinerantes e de serviços culturais, nomeadamente de dança e música.</P><br />
<P>Entre os primeiros beneficiários de bolsas de estudo de cinema no estrangeiro, a partir dos anos 1960, estão nomes como o realizador António-Pedro Vasconcelos, o produtor António da Cunha Telles, o encenador Jorge Silva Melo, a realizadora Solveig Nordlund, o diretor de fotografia Acácio de Almeida e a atriz Maria Cabral.</P><br />
<P>Era numa década em que uma nova geração de jovens realizadores e autores que rejeitava o cinema mais conotado com os valores nacionalistas do regime de Salazar, e que procurava alternativas de financiamento de formação e de produção.</P><br />
<P>A par do benefício das bolsas de formação, essa geração de realizadores, produtores e cineclubistas queria ainda um maior envolvimento financeiro da FCG no cinema, e o assunto mereceu discussão num encontro organizado pelo Cineclube do Porto em 1967.</P><br />
<P>Desse encontro saiu o &#8220;Ofício do Cinema em Portugal&#8221; entregue à administração da FCG em 1968, no qual os signatários diziam que a fundação tinha &#8220;todas as condições&#8221; para &#8220;restituir à cinematografia nacional a dignidade a que tem direito&#8221; e a projeção internacional que lhe era vedada por causa da censura.</P><br />
<P>António de Macedo, Seixas Santos, Paulo Rocha, António-Pedro Vasconcelos, Alfredo Tropa, Manoel de Oliveira, Fernando Lopes e José Fonseca e Costa estão entre os que assinaram este ofício.</P><br />
<P>Era &#8220;aquela geração que queria romper com o cinema português instituído, financiado pelo Estado Novo. Não conseguiam financiamento por apoios públicos, viram ali uma oportunidade, perceberam que havia ali alguma abertura da Gulbenkian para intervir no setor&#8221;, afirmou Paulo Cunha.</P><br />
<P>Propunham que a fundação tivesse um serviço de cinema &#8212; um Centro Gulbenkian de Cinema -, mas o então presidente da administração e advogado José Azeredo Perdigão sugeriu-lhes a criação de uma cooperativa independente, autónoma, com financiamento da Gulbenkian, o que deu origem ao Centro Português de Cinema.</P><br />
<P>Além da uma proposta de financiamento da cooperativa a três anos, a FCG criou uma secção de cinema no Serviço de Belas Artes, atribuindo funções a João Bénard da Costa, que se manteve ligado à instituição até ao início dos anos 1990, dinamizando ciclos, publicações e apoio a projetos. </P><br />
<P>Para Paulo Cunha, autor do livro &#8220;Uma Nova História do Novo Cinema Português&#8221; (2018), a Gulbenkian tinha &#8220;um estatuto de exceção&#8221; e era &#8220;um agente cultural muito forte&#8221; na sociedade portuguesa, mas não queria substituir-se ao regime, que também tinha o seu próprio financiamento ao setor.</P><br />
<P>Os realizadores &#8220;perceberam que a Gulbenkian lhes daria liberdade, mas a fundação não tinha intenções de financiar a cooperativa eternamente. A ideia era dar uma espécie de um impulso, porque percebeu que esta geração, se não tivesse aquele dinheiro, não conseguiria filmar&#8221;, explicou Paulo Cunha.</P><br />
<P>Esse impulso ao cinema português permitiu a produção de 12 longas-metragens e aconteceu sobretudo entre 1971 e 1974, o período que acabou por ser designado &#8220;Anos Gulbenkian&#8221;, com filmes como &#8220;Passado e Presente&#8221;, de Manoel de Oliveira, &#8220;O Recado&#8221;, de José Fonseca e Costa, &#8220;Brandos Costumes&#8221;, de Seixas Santos, e &#8220;O Mal-amado&#8221;, de Fernando Matos Silva.</P><br />
<P>Nesse início dos anos 1970, a Gulbenkian também atribuiu subsídios ou apoiou realizadores como João César Monteiro, António Campos, Paulo Rocha, António Reis e Margarida Cordeiro.</P><br />
<P>&#8220;Sem o apoio da Gulbenkian, o cinema português não acabaria, porque existiam outros mecanismos, mas seguramente esta geração seria perdida. Quando acontece o 25 de Abril de 1974, a geração que vai ocupar o poder é esta, porque era a mais ativa e dinâmica. Os filmes que estavam a conseguir internacionalizar-se, ir aos festivais, eram estes&#8221;, lembrou.</P><br />
<P>Se não tivesse havido este financiamento da Gulbenkian no final do Estado Novo, Paulo Cunha acredita que &#8220;muitos realizadores iriam emigrar ou redirecionar as suas carreiras para outros setores e esta geração ia desaparecer, haveria uma falha geracional&#8221;.</P><br />
<P>Apesar de o apoio desse período ser um dos mais mediáticos da relação da Gulbenkian com o cinema português, Paulo Cunha reforça a ideia de que &#8220;a atividade mais impactante&#8221;, mas também a mais invísível, foi a da formação e das bolsas de estudo, &#8220;porque mudam a vida individual das pessoas&#8221;.</P><br />
<P>Já em democracia, as bolsas de financiamento de formação beneficiaram, por exemplo, João Mário Grilo, Catarina Alves Costa, Rui Poças e Catarina Mourão, que, nos anos 1990, teve uma bolsa para um mestrado em Cinema em Bristol, no Reino Unido, depois de se ter formado em Direito, como contou à Lusa.</P><br />
<P>&#8220;Mudou o meu rumo, lembro-me que me tinha inscrito na Ordem dos Advogados, para fazer o estágio, mas queria mesmo ir para fora estudar cinema com uma bolsa&#8221;, recordou a realizadora.</P><br />
<P>Catarina Mourão lembra que na altura havia pouca oferta formativa em cinema e que a bolsa ajudou a custear despesas por um ano no Reino Unido, voltando depois a Portugal, onde cofundou a Associação pelo Documentário Português e a produtora Laranja Azul e prosseguiu carreira como realizadora e docente.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/reportagem-gulbenkian-70-anos-investigador-paulo-cunha-sublinha-impacto-de-bolsas-de-estudo-no-cinema-portugues/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791092]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>REPORTAGEM: Gulbenkian/70 anos: As bibliotecas que iam aonde o Estado não chegava deixaram legado na leitura</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/reportagem-gulbenkian-70-anos-as-bibliotecas-que-iam-aonde-o-estado-nao-chegava-deixaram-legado-na-leitura/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/reportagem-gulbenkian-70-anos-as-bibliotecas-que-iam-aonde-o-estado-nao-chegava-deixaram-legado-na-leitura/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 08:30:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/reportagem-gulbenkian-70-anos-as-bibliotecas-que-iam-aonde-o-estado-nao-chegava-deixaram-legado-na-leitura/</guid>

					<description><![CDATA[Lisboa, 18 jul 2026 - As bibliotecas itinerantes da Gulbenkian, que durante décadas percorreram estradas portuguesas levando livros a milhares de pessoas e suprindo uma resposta que o Estado tardou a assegurar, deixaram um legado na rede pública de bibliotecas e na memória coletiva.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Ana Leiria, da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Lisboa, 18 jul 2026 &#8211; As bibliotecas itinerantes da Gulbenkian, que durante décadas percorreram estradas portuguesas levando livros a milhares de pessoas e suprindo uma resposta que o Estado tardou a assegurar, deixaram um legado na rede pública de bibliotecas e na memória coletiva.</P><br />
<P>No ano em que a Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) celebra 70 anos, o projeto das bibliotecas itinerantes &#8211; criado dois anos depois da instituição &#8211; continua a ser reconhecido por investigadores, responsáveis pelas bibliotecas públicas e antigos leitores como uma das iniciativas que mais contribuiu para democratizar o acesso ao livro em Portugal.</P><br />
<P>Criado em 1958, o Serviço de Bibliotecas Itinerantes percorreu o país durante décadas, numa época marcada por elevadas taxas de analfabetismo, escassa oferta de leitura pública e profundas desigualdades no acesso à cultura.</P><br />
<P>Segundo dados da Fundação, quando o serviço foi extinto, em 2002, as bibliotecas itinerantes tinham disponibilizado cerca de 97 milhões de livros, chegado a 3.900 povoações e registado 29 milhões de leitores.</P><br />
<P>No estudo &#8220;As bibliotecas da Fundação Gulbenkian e a leitura pública em Portugal (1957-1987)&#8221;, publicado em 2005 na revista Análise Social, o historiador Daniel Melo concluiu que a Fundação Calouste Gulbenkian desempenhou um papel decisivo na promoção da leitura pública entre 1957 e 1987, criando uma rede de bibliotecas itinerantes e fixas que antecedeu a intervenção do Estado neste domínio.</P><br />
<P>As bibliotecas da Gulbenkian representaram uma revolução porque surgiram &#8220;num ambiente deficitário (rarefeito) e adverso&#8221;, marcado pelo &#8220;obscurantismo salazarista&#8221; e pela escassez de serviços de leitura pública, disse o investigador à Lusa.</P><br />
<P>Além disso, inspiravam-se no &#8220;modelo das &#8216;public libraries&#8217; inglesas, então já com um século de vida, centrado no livre acesso de todos ao livro, no empréstimo domiciliário e numa oferta minimamente representativa, portanto, plural e diversificada quanto a autores, temas, géneros literários, públicos&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>&#8220;A FCG colmatou a missão pública sobretudo durante a ditadura salazarista&#8221;, afirmou Daniel Melo, considerando que a fundação respondeu a uma necessidade que o Estado não assegurava, ao contribuir para reduzir &#8220;a gritante desigualdade de acesso à leitura&#8221; em muitos territórios do interior e ilhas.</P><br />
<P>Segundo o investigador, o principal legado deste projeto foi a &#8220;formação e o empoderamento de muitos milhares de cidadãos comuns, sobretudo jovens e mulheres, que doutro modo não teriam leitura enriquecedora e plural nas suas vidas&#8221;.</P><br />
<P>Mas o impacto das bibliotecas itinerantes estendeu-se muito para além da leitura, tendo influenciado de certa forma a criação da atual Rede Nacional de Bibliotecas Públicas (RNBP), lançada pelo Estado em 1987.</P><br />
<P>&#8220;Sem essa obra pioneira, é difícil imaginar que a RNBP tivesse surgido com a mesma ambição, com um modelo tão consistente e com a rapidez de desenvolvimento que veio a conhecer&#8221;, afirmou à Lusa Bruno Eiras, diretor de serviços de bibliotecas da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB).</P><br />
<P>Na perspetiva do responsável, a atual rede &#8220;deve muito à experiência desenvolvida pela Fundação Calouste Gulbenkian&#8221;, não por uma relação de continuidade, mas porque dela herdou &#8220;uma visão da biblioteca como serviço público de proximidade; metodologias de organização e atendimento; experiência na gestão de coleções; práticas de empréstimo domiciliário; modelos de mediação; e, sobretudo, um conjunto de profissionais altamente motivados&#8221;.</P><br />
<P>O investigador Daniel Melo partilha da mesma opinião e resume essa influência de forma categórica, ao afirmar que sem as bibliotecas itinerantes, a RNBP não teria surgido da mesma forma, &#8220;pois esta rede absorveu o essencial desse legado&#8221;.</P><br />
<P>A antiga diretora-adjunta do Serviço de Bibliotecas e Apoio à Leitura da FCG, Maria Helena Melim Borges, recordou à Lusa o impacto direto que o projeto teve junto das populações, embora não pense que tenha sido &#8220;determinante&#8221; para a criação da RNBP.</P><br />
<P>&#8220;Uma carrinha com cerca de 2.000 livros, a visitar regularmente localidades de difícil acesso, e onde qualquer pessoa podia entrar, escolher e levar para casa o livro que quisesse e mergulhar na leitura até à visita seguinte, teve forçosamente que mudar a vida daquelas populações. Foi uma autêntica revolução sociocultural&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Na opinião de Maria Helena Borges, o maior legado ficou &#8220;nas pessoas que as frequentaram&#8221;, através do gosto pela leitura.</P><br />
<P>Sobre o fim do serviço prestado durante anos pelas emblemáticas carrinhas, considerou que &#8220;era inevitável&#8221;, face às alterações demográficas, à desertificação de muitas aldeias, à melhoria das acessibilidades e ao desenvolvimento da rede de bibliotecas públicas, sublinhando que &#8220;o fim deste projeto foi realmente sentido como de missão cumprida&#8221;.</P><br />
<P>Por isso, a antiga responsável considera que o país dispõe hoje de uma cobertura muito mais alargada de bibliotecas, quer municipais quer escolares, mas sublinha que &#8220;o conceito de base&#8221; da atuação da Fundação &#8220;não se alterou: criar, ou apoiar, projetos inovadores que tenham como objetivo final a capacitação, o aperfeiçoamento e a criação de massa crítica em todo o país&#8221;.</P><br />
<P>Mas apesar da extinção deste serviço da Gulbenkian, o modelo das bibliotecas itinerantes continua necessário e presente. </P><br />
<P>De acordo com dados da DGLAB, a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas integra atualmente 263 municípios, 493 bibliotecas e 70 bibliotecas itinerantes, que continuam a assegurar o acesso aos livros e à informação em territórios mais isolados ou junto de populações com maiores dificuldades de acesso aos equipamentos culturais.</P><br />
<P>&#8220;Na última década, muitos municípios redescobriram as vantagens deste modelo como complemento ao serviço prestado pelas bibliotecas municipais instaladas em edifícios&#8221;, sobretudo em territórios de baixa densidade populacional e em comunidades mais dispersas&#8221;, acrescentou Bruno Eiras.</P><br />
<P>Além do empréstimo de livros, várias destas bibliotecas passaram a assegurar também outros serviços de proximidade, demonstrando que &#8220;a sua missão permanece plenamente atual&#8221;.</P><br />
<P>Entre os exemplos &#8220;particularmente relevantes&#8221; de municípios que dispõem ainda de bibliotecas itinerantes, Bruno Eiras destacou Santa Maria da Feira, que conta com &#8220;três veículos de biblioteca itinerante&#8221;, e Marvão, onde foi criado recentemente um serviço deste tipo com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).</P><br />
<P>&#8220;As bibliotecas itinerantes demonstram que a sua missão permanece plenamente atual: garantir que o acesso à informação e ao conhecimento chega a todos os cidadãos, independentemente do local onde vivem&#8221;, salientou.</P><br />
<P>Para Daniel Melo &#8211; cujo doutoramento se centrou em parte no estudo do impacto e legado do serviço bibliotecário da FCG, tendo para tal investigado arquivos e documentação, falado com pessoas ligadas ao projeto e lido depoimentos de leitores e autores &#8211; a experiência das bibliotecas itinerantes &#8220;continua a justificar-se&#8221; em territórios &#8220;pior ou mal servidos&#8221; e junto de populações desfavorecidas, e o seu contributo histórico para a formação dos cidadãos mantém plena atualidade.</P><br />
<P>&#8220;Acompanhei com apreensão a extinção do serviço bibliotecário por parte da FCG, pois isso podia significar um forte desinvestimento da instituição nesta área da leitura e da formação específica, o que infelizmente se veio a registar paulatinamente&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Na opinião do historiador, a Gulbenkian &#8220;podia e devia ter um papel mais ativo&#8221; no apoio a bibliotecas itinerantes em territórios do interior, a projetos de promoção da leitura e à formação de técnicos da área.</P><br />
<P>&#8220;A missão das bibliotecas itinerantes continua a justificar-se naqueles territórios pior ou mal servidos, ontem e hoje praticamente os mesmos&#8221;, defendeu.</P><br />
<P>Mas não é só pelos investigadores e responsáveis da área que se mede o legado das bibliotecas itinerantes da Gulbenkian, é também pelas memórias que deixou em quem cresceu com elas.</P><br />
<P>Um antigo utilizador do serviço, que começou a frequentar a biblioteca itinerante no início da década de 1970, numa pequena aldeia do Alentejo, quando frequentava a escola primária, recordou à Lusa que a carrinha chegava &#8220;uma vez por mês e sempre às segundas-feiras&#8221;, por volta das 18:00.</P><br />
<P>&#8220;Havia sempre um pequeno grupo de pessoas à espera, alguns muito novos como eu, alguns adolescentes, e algumas pessoas até mais idosas. Havia sensivelmente o mesmo número de homens e de mulheres&#8221;.</P><br />
<P>Tinha muito tempo para ler e levava para casa livros do Noddy, dos Cinco, Júlio Verne, Emílio Salgari ou Tarzan, recordou, assinalando que na altura só lhe &#8220;interessavam os livros das prateleiras de baixo&#8221;, porque as de cima eram para os adultos.</P><br />
<P>Mais tarde começou a escolher outros livros, mais difíceis, como &#8220;Robinson Crusoe&#8221;, &#8220;Dom Quixote&#8221; e até livros sobre radioatividade.</P><br />
<P>&#8220;Acho que o meu gosto por ler começou com esses livros, os únicos a que tinha acesso. Em alguma fase da minha vida foram fundamentais, viciantes&#8221;, contou, recordando: &#8220;A chegada da carrinha às 18:00 de uma segunda-feira por mês era tão importante que ainda hoje, 50 anos depois, me lembro disso&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Não sei como seria a minha vida hoje se não tivessem existido as bibliotecas, mas seguramente seria diferente, pelo menos interiormente seria muito diferente. E acredito que seja uma pessoa melhor do que seria se elas não tivessem existido&#8221;.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/reportagem-gulbenkian-70-anos-as-bibliotecas-que-iam-aonde-o-estado-nao-chegava-deixaram-legado-na-leitura/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791091]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Menos hierarquia, mais velocidade: o que as grandes empresas podem aprender com as startups</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/menos-hierarquia-mais-velocidade-o-que-as-grandes-empresas-podem-aprender-com-as-startups/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/menos-hierarquia-mais-velocidade-o-que-as-grandes-empresas-podem-aprender-com-as-startups/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 08:30:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Bynd Venture Capital]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[startups]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=788982</guid>

					<description><![CDATA[Bynd Venture Capital identifica cinco ensinamentos que as organizações tradicionais podem retirar da forma como as startups trabalham, crescem e reagem à incerteza]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A inteligência artificial está a deixar de ser apenas uma ferramenta destinada a aumentar a produtividade para passar a ocupar um lugar central na infraestrutura das organizações. Perante esta transformação, o acesso à tecnologia ou ao capital já não é suficiente para distinguir as empresas. A capacidade de executar, aprender e ajustar rapidamente tornou-se um dos principais fatores de competitividade.</p>
<p>As startups partem habitualmente de uma posição mais limitada em termos de recursos, mas compensam essa desvantagem com estruturas mais flexíveis, decisões rápidas e uma elevada capacidade de adaptação. Muitas empresas tradicionais continuam, pelo contrário, dependentes de modelos hierárquicos, processos complexos e ciclos de decisão mais prolongados.</p>
<p>A Bynd Venture Capital identifica cinco ensinamentos que as organizações tradicionais podem retirar da forma como as startups trabalham, crescem e reagem à incerteza.</p>
<p>A primeira lição passa por privilegiar a execução em vez do planeamento excessivo. As startups tendem a trabalhar através de ciclos curtos, testando hipóteses e avaliando rapidamente os resultados. Em vez de desenvolverem planos extensos e fechados, avançam com experiências limitadas, estabelecendo desde o início critérios claros de sucesso ou de fracasso.</p>
<p>Este modelo reduz a distância entre a decisão e a aprendizagem. Nas empresas tradicionais, as fases de análise e planeamento são frequentemente prolongadas, aumentando a complexidade antes de qualquer solução ser efetivamente testada.</p>
<p>Outro princípio central é a atribuição clara de responsabilidade. Nas startups, cada iniciativa costuma ter um único responsável, com autonomia para tomar decisões e responder pelo resultado. Esta organização reduz as áreas cinzentas e evita que a responsabilidade se disperse por diferentes departamentos ou níveis hierárquicos.</p>
<p>A mudança exige que as empresas deixem de estruturar os projetos apenas em torno das pessoas envolvidas e passem a definir claramente quem responde pelo resultado final. A autonomia deverá ser acompanhada por responsabilização, objetivos concretos e capacidade de decisão.</p>
<p>A terceira aprendizagem está relacionada com a prática de interromper rapidamente projetos que não apresentam os resultados esperados. Nas startups, falhar depressa não significa trabalhar sem rigor, mas testar hipóteses com critérios previamente estabelecidos e abandonar uma iniciativa quando os dados demonstram que não deverá continuar.</p>
<p>Nas organizações tradicionais, os projetos podem prolongar-se devido à inércia, ao investimento já realizado ou ao compromisso interno das equipas. O desafio consiste em criar mecanismos que permitam encerrar iniciativas sem penalizar quem participou e sem transformar cada desistência num conflito político dentro da empresa.</p>
<p>O recrutamento representa outra diferença importante. Enquanto o mundo empresarial tende a valorizar sobretudo a experiência anterior em funções semelhantes, as startups procuram frequentemente profissionais com capacidade de aprendizagem, adaptabilidade e pensamento crítico.</p>
<p>Esta abordagem permite formar equipas mais flexíveis, capazes de adquirir novas competências e responder a mercados em rápida mudança. Num contexto marcado pela evolução da inteligência artificial, a aptidão para aprender poderá tornar-se tão importante como o conhecimento acumulado.</p>
<p>A quinta lição está na velocidade organizacional. As startups trabalham em ciclos curtos de decisão, execução e revisão, apoiadas por estruturas com menos níveis hierárquicos, maior autonomia individual e menor distância entre a decisão e a ação.</p>
<p>Nas empresas tradicionais, a velocidade é muitas vezes sacrificada em nome do controlo e da redução do risco. A Bynd Venture Capital defende que estas organizações podem simplificar os processos de decisão, eliminar camadas hierárquicas desnecessárias e aumentar a autonomia das equipas, sem perder o alinhamento com os objetivos estratégicos.</p>
<p>“As empresas que mais crescem não são necessariamente as mais complexas, mas aquelas que conseguem alinhar a clareza de responsabilidade com a velocidade de decisão e a capacidade de aprendizagem contínua”, afirma Tomás Penaguião, partner da Bynd Venture Capital.</p>
<p>Segundo o responsável, as empresas tradicionais podem retirar do ecossistema das startups formas de trabalhar com maior clareza e rapidez, sobretudo num período em que a incerteza aumenta e a inteligência artificial está a alterar profundamente os modelos de negócio e a organização do trabalho.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/menos-hierarquia-mais-velocidade-o-que-as-grandes-empresas-podem-aprender-com-as-startups/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788982]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>A guerra vista por quem a fotografa todos os dias: 16 ucranianos expõem hoje nas Caldas da Rainha</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ucrania-exposicao-de-fotografos-de-guerra-no-centro-cultural-das-caldas-da-rainha/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/ucrania-exposicao-de-fotografos-de-guerra-no-centro-cultural-das-caldas-da-rainha/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 08:15:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Caldas da Rainha]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=789210</guid>

					<description><![CDATA[Uma exposição de 16 fotógrafos ucranianos relacionada com a conflito entre a Rússia e a Ucrânia vai estar patente a partir de sábado até ao final de agosto no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A guerra na Ucrânia chega este sábado às Caldas da Rainha através do olhar de 16 fotógrafos que documentam diariamente a destruição, a resistência e as vidas afetadas pela invasão russa.</p>
<p>A exposição “They Fight For Us Too” — “Eles também lutam por nós”, em tradução livre — ficará patente até ao final de agosto no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, reunindo imagens captadas na linha da frente, junto de civis, refugiados e comunidades atingidas pelo conflito.</p>
<p>Segundo a Lusa, os trabalhos mostram a violência e os danos provocados pela guerra, mas também a capacidade de resistência da população ucraniana perante as condições extremas vividas desde o início da invasão em grande escala, em fevereiro de 2022.</p>
<p>As fotografias procuram preservar não apenas os acontecimentos militares, mas também as histórias individuais que correm o risco de desaparecer no meio dos números, dos mapas e das notícias sobre o conflito.</p>
<p><strong>Fotografias em diálogo com escritores portugueses</strong></p>
<p>A exposição inclui ainda textos inéditos de cinco escritores portugueses: Ana Bárbara Pedrosa, Ana Margarida de Carvalho, Gonçalo M. Tavares, Julieta Monginho e Rui Couceiro.</p>
<p>Cada texto foi inspirado pelas imagens apresentadas, criando um diálogo entre fotografia e literatura em torno da guerra, da memória e da condição humana.</p>
<p>“Estas fotografias são muito mais do que documentos de guerra, são testemunhos de vidas interrompidas, de resistência e de esperança”, afirma João Carlos, curador da exposição e presidente da associação portuguesa F/SOS — Fotografia, Solidariedade e Obras Sociais.</p>
<p>O responsável explica que trazer a mostra para Portugal era um dos objetivos do projeto desde a sua criação.</p>
<p>A exposição foi produzida pela Ukrainian Association of Professional Photographers e pela F/SOS, com o propósito de preservar a memória da guerra através do trabalho dos profissionais que continuam a documentá-la no terreno.</p>
<p><strong>“Garantir que estas histórias não são esquecidas”</strong></p>
<p>A associação ucraniana sublinha que os seus membros assumiram, desde o início da invasão em grande escala, a responsabilidade de registar um momento decisivo da história do país.</p>
<p>“Esta exposição reúne parte desse trabalho coletivo e demonstra o papel fundamental da fotografia na preservação da memória”, refere a organização.</p>
<p>A passagem por Portugal permite levar estas histórias a novos públicos e impedir que as experiências das vítimas, dos combatentes e das comunidades atingidas sejam esquecidas à medida que o conflito se prolonga.</p>
<p>A mostra integra a programação do F/262 — Festival Internacional de Fotografia, criado para promover o diálogo através da fotografia e da cultura.</p>
<p><strong>Fotógrafas ucranianas presentes na inauguração</strong></p>
<p>A inauguração contará com a presença de Vlada Liberova, fotógrafa ucraniana e autora de algumas das imagens expostas.</p>
<p>Estará também presente a fotojornalista Yelyzaveta Kovtun, responsável da Frontliner, um órgão de comunicação social independente da Ucrânia. A profissional representará Andrii Dubchak, fotógrafo e correspondente de guerra cujo trabalho integra igualmente a exposição.</p>
<p>A iniciativa chega a Portugal com o mecenato da TEKEVER, grupo português ligado às áreas da tecnologia, aeronáutica, segurança e defesa.</p>
<p>Ricardo Mendes, diretor executivo da empresa, considera que a exposição apoia os profissionais que documentam a realidade da guerra e preservam testemunhos que não podem desaparecer.</p>
<p>“A tecnologia permite-nos compreender melhor o que nos rodeia, mas são as pessoas e as suas histórias que lhe dão significado”, afirma.</p>
<p>A mostra já passou pelas cidades de Pelt, na Bélgica, e Cheb, na Chéquia. Nas Caldas da Rainha, permanecerá aberta ao público até ao final de agosto, propondo um encontro com a guerra através dos olhos de quem escolheu não desviar a câmara.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/ucrania-exposicao-de-fotografos-de-guerra-no-centro-cultural-das-caldas-da-rainha/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789210]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Angola perdeu 713 exportadores portugueses desde 2021 &#8211; INE</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/angola-perdeu-713-exportadores-portugueses-desde-2021-ine/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/angola-perdeu-713-exportadores-portugueses-desde-2021-ine/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 08:12:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/angola-perdeu-713-exportadores-portugueses-desde-2021-ine/</guid>

					<description><![CDATA[Menos 713 empresas portuguesas exportaram para Angola em 2025 do que em 2021, apesar de o valor das vendas ter aumentado 14,6% no mesmo período, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) português.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Menos 713 empresas portuguesas exportaram para Angola em 2025 do que em 2021, apesar de o valor das vendas ter aumentado 14,6% no mesmo período, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) português.</P><br />
<P>O número de empresas portuguesas que vendem bens ao mercado angolano passou de 4.225 em 2021 para 3.512 em 2025, uma quebra de 16,9%, depois de ter atingido um máximo de 4.784 em 2022, indicam as estatísticas oficiais consultadas pela Lusa</P><br />
<P>Só entre 2024 e 2025 saíram 211 empresas do mercado angolano.</P><br />
<P>Entre 2021 e 2025, Angola desceu do quinto para o sétimo lugar entre os destinos com mais exportadores portugueses, representando agora 16,3% do total das empresas exportadoras nacionais, contra 18,8% em 2021.</P><br />
<P>A redução do número de agentes económicos revela uma forte concentração das vendas com 200 empresas a faturar 72% do total: 11 empresas asseguraram 24,4% das exportações portuguesas para Angola em 2025 e outras 189 empresas 47,6%.</P><br />
<P>Outras 2.950 empresas, ou seja 84% dos exportadores, realizaram 26,7% do valor exportado.</P><br />
<P>Os dados revelam ainda que 2.020 destas empresas concentram no país africano mais de três quartos das suas vendas ao exterior, e que quase metade (1.635) exporta exclusivamente para Angola, indicando elevada dependência do mercado angolano.</P><br />
<P>Em 2025, as exportações portuguesas de bens para Angola fixaram-se em 1.090,8 milhões de euros.</P><br />
<P>Já as importações portuguesas provenientes de Angola somaram 233,6 milhões de euros, mais do dobro face a 2024, com um crescimento de 144,4%, resultando num saldo favorável a Portugal de 857,2 milhões de euros.</P><br />
<P>As máquinas e aparelhos lideraram as exportações para Angola, com 319,2 milhões de euros (29,3% do total), seguidos dos químicos, com 137,5 milhões, dos produtos alimentares, com 119,6 milhões, e dos metais comuns, com 111,9 milhões.</P><br />
<P>Entre os produtos mais vendidos, destacaram-se os vinhos, com 53,7 milhões de euros, mais 21,9% do que em 2024, os medicamentos, com 51,5 milhões, e os instrumentos e aparelhos para medicina e cirurgia, com 33,7 milhões, que subiram 35,8%.</P><br />
<P>Do lado das importações, os combustíveis minerais representaram 83,1% do total, com 194,1 milhões de euros, um aumento de 176,1%, com o petróleo bruto a valer, isoladamente, 189,4 milhões, seguindo-se os crustáceos, com 17,8 milhões de euros, e as bananas, com 5,2 milhões.</P><br />
<P>Dados preliminares apontam para uma subida de 9% nas exportações portuguesas para Angola nos primeiros quatro meses de 2026, para 361,4 milhões de euros, lideradas pelas máquinas e aparelhos, com 104 milhões, pelos químicos, com 48,6 milhões, e pelos produtos alimentares, com 40,7 milhões.</P><br />
<P>Seguiram-se os metais comuns, com 36,9 milhões de euros, os produtos agrícolas, com 28,6 milhões, e os instrumentos de ótica e precisão, com 27 milhões.</P><br />
<P>As importações portuguesas de Angola caíram 83,2% no mesmo período, para 13,9 milhões de euros, não tendo sido registada qualquer importação de combustíveis minerais entre janeiro e abril, face aos 71,5 milhões de euros do período homólogo.</P><br />
<P>Os produtos agrícolas representaram 71,8% das importações portuguesas de Angola no período.</P><br />
<P>Portugal manteve-se em 2025 como o segundo maior fornecedor de Angola, mas foi apenas o 23.º cliente do país, absorvendo 0,5% das exportações angolanas, segundo dados do International Trade Centre.</P><br />
<P>A quota portuguesa nas importações angolanas recuou de 11,9% em 2021 para 9,8% em 2025, de acordo com a mesma fonte.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/angola-perdeu-713-exportadores-portugueses-desde-2021-ine/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791090]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>A casa de férias pode esconder armadilhas para os idosos: saiba o que verificar antes de chegar</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/a-casa-de-ferias-pode-esconder-armadilhas-para-os-idosos-saiba-o-que-verificar-antes-de-chegar/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/a-casa-de-ferias-pode-esconder-armadilhas-para-os-idosos-saiba-o-que-verificar-antes-de-chegar/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 08:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[férias]]></category>
		<category><![CDATA[idosos]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=789737</guid>

					<description><![CDATA[Tapetes soltos, cabos no chão, degraus mal assinalados, casas de banho sem apoios e terraços com desníveis são alguns dos perigos mais comuns. A estes juntam-se as temperaturas elevadas, que podem provocar fadiga, tonturas, desidratação ou agravar doenças crónicas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O regresso à segunda habitação durante o verão é, para muitas famílias, sinónimo de descanso. Mas uma casa fechada durante vários meses pode esconder riscos pouco evidentes, sobretudo para pessoas idosas, cuja mobilidade, visão ou estado de saúde podem ter mudado desde a última estadia.</p>
<p>Tapetes soltos, cabos no chão, degraus mal assinalados, casas de banho sem apoios e terraços com desníveis são alguns dos perigos mais comuns. A estes juntam-se as temperaturas elevadas, que podem provocar fadiga, tonturas, desidratação ou agravar doenças crónicas.</p>
<p>Segundo a Organização Mundial da Saúde, 30% das pessoas com mais de 65 anos sofrem pelo menos uma queda por ano. Entre os maiores de 80 anos, a percentagem sobe para 50%.</p>
<p>Para Miriam Piqueras, diretora médica da Sanitas Mayores, não basta limpar e arrumar a habitação antes da chegada. É necessário observar se a pessoa idosa consegue circular em segurança entre o quarto, a casa de banho, a cozinha e o exterior.</p>
<p>“A habitação deve adaptar-se à sua situação atual, e não à forma como se deslocava há alguns anos”, sublinha a médica. Isso significa avaliar se consegue levantar-se da cama sem dificuldade, aceder à casa de banho durante a noite, cozinhar sem risco de queimadura e chegar ao terraço sem encontrar obstáculos.</p>
<p><strong>Retirar obstáculos dos percursos habituais</strong></p>
<p>Os especialistas recomendam começar pelos trajetos mais utilizados dentro de casa. O caminho entre o quarto, a casa de banho, a cozinha e o terraço deve ficar desimpedido.</p>
<p>Tapetes que escorregam devem ser retirados ou fixados, os cabos presos à parede e os móveis pequenos afastados das zonas de passagem. Também é importante verificar se existem degraus inesperados ou mudanças de nível difíceis de identificar.</p>
<p>A iluminação merece atenção especial. Uma luz suave nos corredores, na entrada do quarto e na casa de banho pode reduzir o risco de tropeções durante a noite. Os interruptores devem ser fáceis de localizar e, sempre que possível, ficar próximos da cama.</p>
<p><strong>Casa de banho concentra vários riscos</strong></p>
<p>O chão molhado, a ausência de apoios e a dificuldade de entrar numa banheira tornam a casa de banho uma das divisões com maior risco de queda.</p>
<p>A instalação de barras de apoio, tapetes antiderrapantes e, quando necessário, uma cadeira de duche pode tornar o espaço mais seguro. Também é aconselhável confirmar se os equipamentos estão firmes e se existe iluminação suficiente.</p>
<p>No exterior, importa verificar escadas, corrimões, entradas e terraços. Os desníveis devem estar visíveis e as zonas de circulação livres de vasos, cadeiras ou outros objetos.</p>
<p>Toldos, persianas, janelas e respetivos fechos também devem ser testados antes dos dias de calor intenso, para evitar avarias precisamente quando forem mais necessários.</p>
<p><strong>Medicação e contactos devem ficar acessíveis</strong></p>
<p>A mudança de ambiente pode alterar rotinas e levar a esquecimentos na toma da medicação. Preparar os comprimidos por dias e horários pode evitar falhas ou duplicações.</p>
<p>Os especialistas aconselham ainda a levar os relatórios médicos essenciais e a deixar visíveis os contactos de emergência, do centro de saúde e dos familiares mais próximos.</p>
<p>A adaptação não é apenas física. Soledad Scarcella, psicóloga da Blua de Sanitas, alerta que um ambiente menos familiar pode aumentar a insegurança e o receio de cair, levando algumas pessoas a reduzir a atividade habitual.</p>
<p>“Antecipar a chegada, explicar as mudanças na habitação e manter rotinas reconhecíveis ajuda a pessoa a sentir-se mais orientada”, afirma.</p>
<p><strong>Calor exige vigilância adicional</strong></p>
<p>Durante a estadia, a casa deve ser arejada nas horas mais frescas e protegida do calor durante o resto do dia. Beber água com frequência e evitar saídas nas horas de maior temperatura são cuidados particularmente importantes para quem tem doenças crónicas ou toma medicação.</p>
<p>Tonturas, confusão, fraqueza intensa ou sonolência fora do habitual são sinais que não devem ser ignorados. Perante estes sintomas, é aconselhável procurar apoio médico.</p>
<p>Uma revisão simples da habitação antes da chegada pode evitar quedas, queimaduras e outros acidentes. Nas férias, a segurança começa muitas vezes nos detalhes mais pequenos.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/a-casa-de-ferias-pode-esconder-armadilhas-para-os-idosos-saiba-o-que-verificar-antes-de-chegar/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789737]]></sapo:autor>
	</item>
	</channel>
</rss>
