Pelo menos quatro caças F-16 da Força Aérea Portuguesa sofreram danos significativos na sequência da depressão Kristin, que atingiu a Base Aérea n.º 5, em Monte Real, Leiria, na madrugada de quarta-feira, indicou esta quinta-feira o ‘Correio da Manhã’. Os prejuízos ascendem a vários milhões de euros e resultam de estragos provocados por ventos extremos num hangar de manutenção, onde se encontravam as aeronaves.
De acordo com fonte militar, os ventos fortes rebentaram os grandes portões do hangar, que acabaram por cair sobre duas das aeronaves de supremacia e defesa aérea. Um terceiro F-16 foi empurrado pelo vento contra o nariz de um quarto caça. Os restantes aviões não sofreram danos, por se encontrarem protegidos nos chamados “shelters”.
Rajadas superiores a 170 quilómetros por hora
A tempestade provocou ainda danos noutros edifícios e em várias viaturas no interior da base. Pelas 05h00, foi registada uma rajada de vento de 178 quilómetros por hora, tendo os registos sido interrompidos depois de a estrutura meteorológica local ter ficado destruída.
Monte Real terá sido uma das zonas de entrada da depressão Kristin em território continental, o que ajuda a explicar a intensidade dos estragos registados naquela área.
Força Aérea garante missão de defesa aérea
Em resposta oficial ao jornal dia´rio, a Força Aérea confirmou que a Base Aérea n.º 5 sofreu “danos significativos”, sublinhando que não houve feridos e que os prejuízos se cingem a danos materiais avultados.
Num comunicado, este ramo das Forças Armadas assegura que está a atuar de imediato para restabelecer a normalidade da atividade da unidade, dando prioridade à segurança dos militares e trabalhadores civis.
Apesar do impacto da depressão Kristin, a Força Aérea garante que a missão de defesa aérea do país se mantém operacional.




