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Prejuízo da Inapa agrava-se para 8,4 milhões de euros no 1.º semestre

A Inapa teve um prejuízo de 8,4 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, depois do lucro de 100 mil euros no semestre homólogo de 2019, tendo as vendas subido 22,5%, anunciou hoje o grupo ao mercado.

O relatório e contas, divulgado hoje pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), refere que “os resultados consolidados antes de impostos situaram-se nos 9,4 milhões de euros negativos”, detalhando que “o imposto sobre o rendimento ascendeu a 1,0 milhão de euros, dos quais cerca de 0,7 milhões de euros são relativos a impostos correntes e 1,7 milhões de euros são relativos a impostos diferidos, levando a um resultado líquido negativo no 1.º semestre de 2020 de 8,4 milhões de euros”.

“O volume de negócios da Inapa ascendeu a 519,0 milhões de euros, um crescimento de 22,5% face a igual período do ano passado”, refere a informação enviada à CMVM, acrescentando que as vendas de papel em toneladas tiveram um aumento de 34,3%.

A evolução destes indicadores reflete, por um lado, o impacto da pandemia de covid-19, com os indicadores da procura de papel na Europa a registarem, a partir de meados de março de 2020 “uma descida significativa face a igual período de 2019”, e, por outro, “o impacto positivo da aquisição da Papyrus Deutschland, cuja integração teve efeitos apenas a partir de 01 de agosto de 2019”.

O documento observa ainda que, nos primeiros seis meses de 2020, “as vendas relacionadas com os negócios complementares de embalagem, comunicação visual e consumíveis de escritório registaram um decréscimo de 6% comparativamente com o 1.º semestre de 2019, tendo a área da comunicação visual sido a mais penalizada pelo surto covid-19 devido ao adiamento generalizado de eventos e feiras”.

“As imparidades dos saldos de clientes ascenderam no 1.º semestre de 2020 a 0,9 milhões de euros, representando 0,2% das vendas. No contexto atual da crise provocada pelo surto pandémico covid-19, a Inapa reforçou a monitorização dos riscos, seguindo estritos procedimentos internos de controlo de crédito da sua carteira de clientes, trabalhando sempre em articulação próxima com a seguradora de crédito do grupo”, lê-se na informação enviada à CMVM.

O EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) recorrente foi de 10,8 milhões de euros, correspondendo a 2,1% das vendas, recuando 23,7% face ao semestre homólogo de 2019.

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