Preços na produção industrial sobem mais de 4% em junho na zona euro e na UE

Os preços na produção industrial aumentaram em junho 4,6% na zona euro e 4,7% na União Europeia, em termos homólogos, registando-se a maior subida na energia, segundo dados hoje divulgados pelo serviço estatístico europeu, Eurostat.

Executive Digest com Lusa

Os preços na produção industrial aumentaram em junho 4,6% na zona euro e 4,7% na União Europeia, em termos homólogos, registando-se a maior subida na energia, segundo dados hoje divulgados pelo serviço estatístico europeu, Eurostat.

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No que se refere à comparação com maio de 2026, o indicador diminuiu 0,3% na zona euro e 0,2% na União Europeia (UE), tratando-se da primeira queda na variação mensal desde fevereiro.


Entre os Estados-membros que registaram o maior aumento anual nos preços da produção industrial estão a Bulgária (18,2%), a Roménia (14,3%) e a Irlanda (11,4%). A única queda nos preços registou-se no Luxemburgo (-3,2%).


Já na comparação com maio deste ano, os maiores aumentos registaram-se na Eslováquia (1,1%), Roménia (1%) e Estónia (0,9%) e as maiores quedas na Lituânia (-1,7%), Irlanda (-1,5%), Bulgária e Grécia (ambos com -1,3%).


Em Portugal, a variação homóloga fixou-se nos 4,2%, em linha com o bloco europeu.

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Contudo, o país contrariou a desaceleração mensal na zona euro e na UE, ao registar uma subida de 0,4% face a maio de 2026, a sexta maior entre os Estados-membros.


Em termos anuais na zona euro, os maiores aumentos nos preços da produção registaram-se na energia (8,8%), seguidos dos bens intermédios (6,1%), bens de consumo duradouros (2,9%), bens de capital (2,3%) e bens de consumo não duradouros (0,6%).


A mesma tendência verificou-se na UE, com os maiores aumentos a registarem-se igualmente na energia (10%), bens intermédios (5,7%), bens de consumo duradouros (2,8%) e bens de capital (2,2%).


Excluindo a energia, a indústria registou um aumento de 3% nos preços da produção industrial na zona euro e de 2,9% na UE.


Relativamente à variação mensal, os maiores aumentos na zona euro também foram na energia (1,5%), bens intermédios (0,3%), bens de capital e de consumo duradouros (ambos com 0,2%).

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Na UE, a maior variação mensal também se registou na energia (1,4%), bens intermédios e de capital (ambos com 0,3%).

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