O preço do petróleo subiu acima dos 45 dólares (cerca de 38 euros) por barril, pela primeira vez desde que o surto do novo coronavírus forçou os países a fecharem-se. No entanto, esta recuperação pode ter vida curta, de acordo com analistas do mercado de petróleo, consultados pelo ‘The Guardian’.
Os preços globais do petróleo subiram para 45,50 dólares por barril, esta quarta-feira, depois de os dados oficiais dos EUA terem vindo revelar que as suas reservas de petróleo – que estavam cheias até abril – estão a começar a diminuir, à medida que a procura por energia está também a regressar, em consonância com o alívio das restrições de bloqueio dos países.
O preço do petróleo duplicou desde o final de abril, altura em que o petróleo Brent caiu para mínimos de 21 anos, ficando-se pelos 16 dólares por barril. Mas, segundo Chris Midgley, da S&P Global Platts, o preço do Brent pode ficar acima dos 40 dólares por barril nos próximos meses, à medida que a produção mundial de petróleo começa a aumentar e a procura começa a desacelerar devido ao tempo de manutenção nas refinarias.
Recorde-se que a Opep e os seus aliados, grupo mais conhecido como Opep +, decidiram aumentar a sua produção depois de um acordo histórico firmado no início deste ano para restringir a produção para ajudar a evitar que o mercado global ficasse com excesso de oferta durante a primeira vaga de bloqueios provocados pela pandemia.
A produção de petróleo aumentou mais de 1 milhão de barris por dia no mês passado, liderada por um aumento de 850 mil barris por dia da Arábia Saudita.
“As ações estão a crescer, as compras chinesas devem desacelerar e a refinação global de petróleo está a entrar numa fase de recuperação”, disse Midgley, acrescentando que os preços do petróleo só poderão subir para 50 dólares por barril no final de 2021.












