Preços do gás natural vão cair 30% nos próximos meses, revelam cálculos da Goldman Sachs

No entanto, alerta a Goldman Sachs, os preços deverão começar a aumentar no próximo verão, quando os países estiverem novamente a comprar gás natural para voltar a encher as reservas para o inverno seguinte.

Pedro Zagacho Gonçalves

Os preços do gás natural vão cair a pique, cerca de 30% nos próximos meses, segundo revelam as contas feitas pela Goldman Sachs. A instituição financeira norte-americana explica que a queda de preço está relacionada com as temperaturas de inverno, que se esperam ligeiramente mais altas do que o habitual, bem como às reservas quase a 100% deste combustível em vários países europeus, verificadas após a corrida ao gás desencadeada com a guerra na Ucrânia.

O banco sediado em Wall Street aponta para que os preços no mercado TTF holandês, referência para as trocas de gás na Europa, atinjam os 85 euros por megawatt/hora (MWh) já nos primeiros três meses de 2023. Atualmente os preços estão na ordem dos 120 euros MWh.

As previsões da Goldman Sachs chegam numa altura de temperaturas mais quentes de outono em toda a Europa que, com as reservas próximas do máximo, têm ajudado a diminuir as preocupações de eventual falta de gás natural no inverno e a baixar os preços, que atingiram recorde de 340 euros MWh em agosto.

No entanto, alerta a Goldman Sachs, os preços deverão começar a aumentar no próximo verão, quando os países estiverem novamente a comprar gás natural para voltar a encher as reservas para o inverno seguinte.

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