Os preços do gás natural na Europa desceram abaixo dos 100 euros por megawatt/hora pela primeira vez desde meados de junho, numa atura em que as temperaturas amenas do outono ajudam a controlar a procura, e as estruturas de armazenamento estão perto da capacidade máxima.
No final desta segunda-feira, o TTF holandês, referência para as trocas de gás na Europa, registava contratos para novembro fechados a um valor de 99,17 euros por megawatt/hora (MWh). Já esta terça-feira o mercado apresentava uma tendência semelhantes, com os preços dos contratos a rondarem os 95 euros MWh.
Ainda que os preços se mantenham muito altos, a redução poderá aliviar os consumidores que já sofrem com a inflação, para além da crise energética.
Estes preços impactam diretamente os cobrados às famílias e empresas todos os meses. As faturas finais incluem ainda custos de manutenção da rede, impostos e taxas operacionais.
O TTF atingiu o seu valor recorde de 349 MWh no final de agosto, uma valor que é mais de três vezes e meia o preço dos contratos negociados esta terça-feira. Após esse pico máximo, os valores começaram a descer gradualmente.
De acordo com a Euronews, a capacidade de armazenamento da União Europeia está, em média, em 93% do total, o que significa que os governos não precisarão de comprar tantas reservas, como foi feito nos meses anteriores.
A crise energética continua a ser foco da UE. Na semana passada, o tecto máximo dos preços da energia foi discussão no Conselho Europeu, em Bruxelas. Depois, os líderes europeus deram ‘luz verde’ à Comissão Europeia para avançar com a criação de um mecanismo de regulação de preços que controle casos estremos de especulação e volatilidade no mercado TTF.
No entanto, o instrumento apresentado por Ursula von der Leyen não vai ser um limite generalizado nos preços do gás, como alguns países haviam pedido, mas sim um ‘tecto’ de emergência.













