Carne, peixe, fruta e, sobretudo, o atum em posta em óleo vegetal: estes são alguns dos alimentos que estão cada vez mais caros nos supermercados. De acordo com o Índice de Preços do Consumidor do INE (Instituto Nacional de Estatística), relativo aos produtos alimentares não transformados, julho “acelerou pelo sexto mês consecutivo”, para 6,1%, apontou esta quinta-feira o jornal ‘Público’.
Segundo o INE, o aumentou registou-se sobretudo na fruta, cujo índice registou uma variação homóloga de 10% e superior em 5,7 pontos percentuais face a junho último.
O boletim do Observatório de Preços do Agroalimentar, de 15 de julho último, do Ministério da Agricultura indicou que os preços dos produtos da fileira da carne suína estavam “3% acima do preço do mesmo período do ano 2024 e 4% acima do período anterior”, com tendência de “subida”. Neste aumento de preços, destaca-se o atum em óleo, “o produto em conserva preferido dos portugueses”, apontou a DECO PROteste – entre 30 de julho e 6 da agosto, a lata de atum aumentou 10%.
No mesmo período, o tomate-chucha aumentou 36 cêntimos por quilo (mais 18%). Gonçalo Lobo Xavier indicou, ao jornal diário, que se “confirma, de facto, que se registou um aumento do preço de custo devido à escassez de produto disponível no mercado, justificada pelo aumento das temperaturas, que provocou a redução da produtividade das plantas”, indicou o diretor-geral da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED). A subida de preços é generalizada aos produtos hortícolas, o que pode ser atribuído às intensas chuvas da primavera, que atrasaram as sementeiras e geraram escassez de produto. No caso das frutas, deve-se à quebra de produção após a proliferação do fogo bacteriano em algumas regiões.
Mas o atum destaca-se: para o presidente da Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe (ANICP), o aumento dos preços “é estranho”, uma vez que o custo da matéria-prima “está estável”, assim como outras componentes. “Não há qualquer razão para o aumento do preço [do atum em conserva] na prateleira.”
“Estranho que a grande distribuição não tenha ajustado os preços após a baixa verificada no azeite”, referiu José Maria Freitas, até porque “a indústria, não tenho dúvidas, fez o que tinha a fazer, fez a baixa dos preços de acordo com a baixa do azeite”. Portanto, “os preços não deveriam estar nem um pouco mais ou menos afetados”.













