Preço dos medicamentos reduzem 6% com a entrada dos supermercados no mercado da venda livre

Os preços dos medicamentos sofreram reduções de 6% devido à entrada dos supermercados nas vendas dos fármacos sem receita, que deixaram de ser exclusivos das farmácias.

Revista de Imprensa

Os preços dos medicamentos sofreram reduções de 6% devido à entrada dos supermercados nas vendas dos fármacos sem receita, que deixaram de ser exclusivos das farmácias, de acordo com um estudo dos economistas Pedro Pita Barros e Ana Moura, citado pelo ‘Dinheiro Vivo’.

Segundo a mesma publicação, o objectivo da pesquisa passa por procurar perceber de que forma é que a concorrência às farmácias contribuiu para reduzir os preços dos medicamentos. Os autores consideram que até aqui esta relação não era muito evidente, também devido aos escassos estudos sobre o assunto.

Contudo, em Portugal, mais concretamente em Lisboa, o cenário confirma-se: os preços descem porque os supermercados conseguem negociar valores mais baixos, cerca de 20% abaixo do praticado nas farmácias analisadas. No caso das parafarmácias a redução é de 4%.

«Os nossos resultados principais mostram que as farmácias instaladas baixam os preços em cerca de 6% após a experiência de chegada de um supermercado ao grupo dos seus três vizinhos [concorrentes] mais próximos. Não encontrámos prova de que a chegada de parafarmácias conduza a reduções de preço pelas farmácias», afirmam os autores, citados pelo ‘Dinheiro Vivo’.

Os medicamentos analisados no estudo são os cinco mais procurados pelos portugueses e que não necessitam de receita médica: Aspirina, Cêgripe, Trifene 200, Mebocaína e Tantum Verde e representam um décimo das vendas livres de medicamentos em Portugal.

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