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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>TGV Paris-Nice parado ao sol deixa passageiros horas sem ar condicionado em plena onda de calor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 15:44:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Incidente afetou vários comboios, incluindo um TGV Inoui que fazia a ligação entre Paris e Nice e que acabou por acumular cerca de sete horas de atraso]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Centenas de passageiros ficaram bloqueados esta segunda-feira depois de uma falha de alimentação elétrica ter paralisado durante várias horas a circulação ferroviária na linha LGV Sud-Est, em França. O incidente afetou vários comboios, incluindo um TGV Inoui que fazia a ligação entre Paris e Nice e que acabou por acumular cerca de sete horas de atraso.</p>
<p>O comboio partiu de Paris-Gare de Lyon às 14h10 e deveria chegar a Nice ao início da noite, mas ficou imobilizado em plena via a norte de Lyon, perto de Civrieux-d’Azergues, por volta das 15h45. Segundo a &#8216;France Info&#8217;, a avaria esteve relacionada com a rutura de uma catenária, embora não fosse ainda possível determinar se a falha teve ligação direta à vaga de calor.</p>
<p>A situação deteriorou-se rapidamente a bordo. Sem alimentação elétrica, a climatização deixou de funcionar nas carruagens, expostas ao sol num dia em que a temperatura exterior ultrapassava os 30 graus. Passageiros citados pela &#8216;France 3 Auvergne-Rhône-Alpes&#8217; indicaram que esperaram cerca de uma hora e meia até ser autorizada a saída do TGV.</p>
<p>“Só o facto de termos saído para o exterior já é bom, porque lá dentro era insuportável”, contou um passageiro à France Info.</p>
<p>Outra passageira descreveu o ambiente dentro do comboio como “insuportável”, referindo a presença de uma mulher com um bebé “completamente transpirado”. Um jovem admitiu que a primeira hora, em que os passageiros ainda não podiam sair, foi especialmente difícil, sobretudo para pessoas vulneráveis, idosos e crianças.</p>
<p>Perante o calor, as equipas acabaram por organizar a saída dos passageiros, que se concentraram junto às linhas, em plena campanha, à procura de sombra e circulação de ar. A imagem de centenas de viajantes ao lado da via, em plena onda de calor, marcou o dia de perturbações no eixo Paris-Lyon-Marselha.</p>
<p>No local, foram distribuídas garrafas de água. Um passageiro contou à &#8216;France 3&#8217; que a distribuição começou por ser feita por agentes Ouigo e que, mais tarde, chegaram reforços com gendarmes, bombeiros e mais água. Também terão sido instaladas casas de banho improvisadas para apoiar os passageiros enquanto aguardavam uma solução.</p>
<p>“Não é fácil. Felizmente temos água, mas não temos muitas informações”, relatou uma mãe de família.</p>
<p>A falha teve impacto em cadeia na circulação ferroviária do sudeste de França. Na zona do incidente, os comboios só podiam circular por uma via e a velocidade reduzida, o que provocou atrasos em vários serviços.</p>
<p>O TGV chegou a retomar a marcha por volta das 21h00, mas voltou a parar numa localidade de Saône-et-Loire. A SNCF indicou entretanto que estavam a ser mobilizadas locomotivas diesel para rebocar alguns comboios afetados. Essas locomotivas partiram da estação de Le Creusot TGV, circulando a uma velocidade máxima de 100 km/h. A empresa procurava também uma solução para restabelecer a alimentação elétrica.</p>
<p>O episódio expôs a vulnerabilidade das ligações ferroviárias de alta velocidade em situações de falha elétrica, sobretudo durante dias de calor intenso. Para os passageiros, mais do que o atraso, o momento crítico foi a permanência prolongada em carruagens sem ar condicionado, seguida de uma espera junto às linhas, ao sol, enquanto as equipas tentavam encontrar uma forma de retomar a circulação.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767971]]></sapo:autor>
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		<title>Comissão Nacional de Proteção de Dados averigua acesso indevido a dados de saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 15:37:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[CNPD]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SNS]]></category>
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					<description><![CDATA[A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) recebeu desde quinta-feira centenas de participações de acessos indevidos a dados de saúde, tendo denunciado ao Ministério Público a eventual prática de crimes e aberto um processo de averiguações.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) recebeu desde quinta-feira centenas de participações de acessos indevidos a dados de saúde, tendo denunciado ao Ministério Público a eventual prática de crimes e aberto um processo de averiguações.</P><br />
<P>Nos últimos seis dias, desde 21 de maio, chegaram à CNPD largas centenas de participações sobre acesso indevido a dados de saúde, provenientes de todo o país, afirmou a presidente da comissão, Paula Meira Lourenço, em declarações à Lusa, escusando pronunciar-se por estar a correr os termos legais do processo de averiguações.</P><br />
<P>A Polícia Judiciária (PJ) informou na sexta-feira que abriu um inquérito ao caso de acesso indevido a registos de utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), entre os quais crianças, na sequência de suspeitas de utilização por terceiros das credenciais de um médico na Unidade local de saúde do Alto Minho.</P><br />
<P>A CNPD sublinha que dados de saúde são dados especiais segundo o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGDP), que, por isso, beneficiam de proteção acrescida, sendo os riscos do seu tratamento elevados.</P><br />
<P>Os menores são pessoas especialmente vulneráveis, sendo também objeto de proteção especial por parte do legislador europeu e nacional, reforçou Paula Meira Lourenço.</P><br />
<P>O acesso indevido a dados de utentes do SNS através de credenciais comprometidas de um médico atingiu, pelo menos, mais de 100.000 pessoas, comprometendo dados pessoais de crianças e adultos, segundo a PJ.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767958]]></sapo:autor>
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		<title>Homem que fugiu do Tribunal de Ponte de Sor entregou-se no mesmo juízo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 15:35:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[GNR]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Ponte de Sor]]></category>
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					<description><![CDATA[O homem que fugiu do Tribunal de Ponte de Sor, distrito de Portalegre, no passado dia 13, onde se encontrava para ser interrogado, entregou-se hoje naquele juízo, indicou fonte da GNR à agência Lusa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O homem que fugiu do Tribunal de Ponte de Sor, distrito de Portalegre, no passado dia 13, onde se encontrava para ser interrogado, entregou-se hoje naquele juízo, indicou fonte da GNR à agência Lusa.</p>
<p>O homem, de 37 anos, deu entrada no Tribunal de Ponte de Sor &#8220;entre as 14:30 e as 15:00&#8221;, revelou a fonte da Guarda, acrescentando que não houve registo de incidentes.</p>
<p>O homem fugiu daquele tribunal no dia 13 deste mês e, de acordo com informações divulgadas, nesse dia, pelo juiz presidente da Comarca de Portalegre, Francisco Galvão Correia, o incidente de segurança aconteceu durante a preparação de um interrogatório judicial, relacionado com crimes de homicídio na forma tentada.</p>
<p>O magistrado relatou que foram efetuados &#8220;vários disparos&#8221; no interior e nas imediações do tribunal, tendo os militares da GNR presentes no edifício perseguido o arguido em fuga.</p>
<p>Segundo o juiz presidente da Comarca de Portalegre, nos últimos meses, foram registados &#8220;vários episódios de distúrbios e agressões&#8221; associados à presença de &#8220;grupos rivais&#8221; em tribunais da comarca, que &#8220;chegaram a exigir intervenção policial&#8221;.</p>
<p>&#8220;Na sequência dessas ocorrências, os órgãos de gestão da comarca solicitaram avaliações relativas ao reforço das condições de segurança dos edifícios judiciais, incluindo a eventual instalação de dispositivos de controlo de acessos, como pórticos detetores de metais, sistemas de videovigilância e reforço de vigilância presencial&#8221;, relatou.</p>
<p>Francisco Galvão Correia disse que a Comarca de Portalegre já tinha reportado, em abril, &#8220;preocupações relacionadas com as condições de segurança&#8221; em tribunais sem vigilância permanente.</p>
<p>&#8220;Os factos ocorridos reforçam a necessidade de assegurar condições de segurança adequadas nos tribunais, garantindo a proteção de todos os profissionais e cidadãos que utilizam os edifícios judiciais&#8221;, acrescentou o juiz presidente.</p>
<p>Em perguntas entregues no parlamento e dirigidas à ministra da Justiça, Rita Júdice, deputados do PS e do Chega exigiram esclarecimentos do Governo sobre a fuga do Tribunal de Ponte de Sor por parte deste arguido que estava detido.</p>
<p>O Ministério da Justiça informou, no dia 14, que as necessidades de segurança do Tribunal de Ponte de Sor foram reavaliadas este ano e que decorrem procedimentos para reativação de celas no edifício.</p>
<p>&#8220;As necessidades de segurança do Tribunal de Ponte de Sor foram reavaliadas este ano, face ao crescimento [populacional] do município e ao consequente aumento de ocorrências nas instalações&#8221;, esclareceu o Ministério da Justiça, em comunicado enviado à Lusa.</p>
<p>Na mesma nota, o ministério referiu que, &#8220;em articulação com o Tribunal Judicial da Comarca de Portalegre, integrou o tribunal [de Ponte de Sor] no contrato nacional de vigilância e segurança humana dos tribunais&#8221;.</p>
<p>&#8220;Assim, desde março de 2026, o edifício passou a contar com segurança permanente no local&#8221;, disse, ressalvando que esta medida &#8220;não existia anteriormente&#8221;.</p>
<p>E, &#8220;com essa base assegurada&#8221;, a tutela revelou que estão agora a ser lançados &#8220;os procedimentos para instalação de um pórtico de segurança&#8221;, equipamento que, &#8220;por razões operacionais, só faz sentido onde existe vigilância humana permanente&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767966]]></sapo:autor>
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		<title>Putin usa míssil hipersónico de 20 milhões contra Kiev: ataque mata quatro civis e expõe desespero russo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 15:33:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[míssil Oreshnik]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Moscovo lançou sobre a região da capital ucraniana um ataque com mísseis e drones que deixou pelo menos quatro mortos, cerca de 100 feridos e dezenas de edifícios danificados]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia voltou a atacar Kiev com uma das armas mais caras e simbólicas do seu arsenal. Nas primeiras horas deste domingo, Moscovo lançou sobre a região da capital ucraniana um ataque com mísseis e drones que deixou pelo menos quatro mortos, cerca de 100 feridos e dezenas de edifícios danificados. </p>
<p>Entre as armas utilizadas estava o Oreshnik, míssil balístico hipersónico apresentado por Vladimir Putin como uma das principais provas da superioridade tecnológica russa.</p>
<p>O &#8216;El Español&#8217; descreve o ataque como o mais intenso contra Kiev desde o início da guerra, citando o chefe da Administração Militar da cidade, Tymur Tkachenko. O balanço inclui cerca de 30 edifícios de habitação danificados ou destruídos, escolas atingidas e janelas estilhaçadas pela onda de choque no edifício onde se reúne habitualmente o Conselho de Ministros ucraniano.</p>
<p>O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou que o Oreshnik foi usado na ofensiva. O míssil, baseado no RS-26 Rubezh, é capaz de transportar ogivas nucleares e terá sido utilizado em combate apenas pela terceira vez. A sua presença no ataque transformou uma nova noite de destruição em Kiev numa mensagem dirigida muito para lá da Ucrânia.</p>
<p>Moscovo justificou a operação como uma resposta a alegados ataques ucranianos contra “instalações civis em território russo”. O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, apresentou-a ao homólogo americano, Marco Rubio, como uma “resposta maciça” a esses ataques, incluindo um incidente num dormitório universitário em Starobilsk, na região ocupada de Lugansk.</p>
<p>A Rússia fala em até 21 civis mortos nesse episódio, mas esse número não foi confirmado por serviços de emergência nem por meios independentes. Kiev nega ter atacado estudantes e afirma que o alvo era uma unidade russa de drones Rubicon instalada na zona.</p>
<p>A resposta ucraniana foi imediata. Zelensky chamou Putin de “completo louco” e exigiu que o ataque “não fique impune”. O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, pediu aos aliados que “redobrem os esforços” e não recuem no apoio a Kiev, defendendo mais defesa aérea, investimento na indústria militar europeia e a utilização plena dos ativos russos congelados.</p>
<p>Mas o dado mais revelador está na escolha da arma. As estimativas ocidentais citadas pelo &#8216;El Español&#8217; apontam para que cada Oreshnik custe entre 30 e 100 milhões de dólares, cerca de 28 a 92 milhões de euros, dependendo da fonte. O simples disparo de uma unidade poderá custar pelo menos entre 20 e 30 milhões de dólares, aproximadamente 18 a 28 milhões de euros.</p>
<p>O resultado militar imediato foi limitado: quatro civis mortos, entre eles um médico, segundo o autarca de Kiev, Vitali Klitschko, e destruição numa área sem impacto direto decisivo na linha da frente. É essa desproporção que torna o ataque particularmente cruel. Uma arma de dezenas de milhões de euros foi usada não para alterar o curso da guerra, mas para produzir medo, imagem e pressão psicológica.</p>
<p>O Oreshnik atingiu Bila Tserkva, cidade com cerca de 200 mil habitantes situada a 80 quilómetros a sul de Kiev. Não se tratava de Avdiivka, Pokrovsk ou de outro ponto crítico da frente de combate. Tratava-se de uma zona afastada do centro operacional da guerra terrestre. Por isso, mais do que uma decisão militar, o disparo parece ter sido uma mensagem.</p>
<p>Essa mensagem tem vários destinatários. Para a opinião pública russa, Putin mostra que continua a dispor de armas avançadas e caras, capazes de atingir alvos a grande distância. Para a NATO, recorda que o alcance do Oreshnik coloca capitais europeias como Madrid, Berlim ou Londres dentro da zona de ameaça. Para Washington, é um sinal de que Moscovo não se sente travada pela administração Trump. Para a Ucrânia, é uma tentativa de convencer a população de que resistir terá um preço cada vez mais alto.</p>
<p>A demonstração de força surge, porém, num momento em que o avanço russo no terreno perdeu velocidade. Segundo dados citados pelo jornal espanhol e atribuídos ao Instituto para o Estudo da Guerra e ao observatório ucraniano DeepState, as tropas russas conquistaram 730 quilómetros quadrados em novembro de 2024, mas registaram apenas 30 quilómetros quadrados líquidos em março de 2026. Em abril, terão perdido 116 quilómetros quadrados, e entre 21 de abril e 19 de maio voltaram a perder cerca de 100 quilómetros quadrados.</p>
<p>A média diária de avanço russo nos primeiros quatro meses de 2026 foi de 2,9 quilómetros quadrados, contra 9,76 no mesmo período de 2025. Pokrovsk continua a resistir e o chamado ‘cinturão de fortalezas’ do Donbass — Sloviansk, Kramatorsk, Kostiantynivka e Druzhkivka — permanece fora do alcance russo.</p>
<p>É neste contexto que o Oreshnik ganha outro significado. Quando a frente não oferece vitórias claras, Moscovo transforma uma arma rara e cara num instrumento de propaganda. O clarão do míssil serve para esconder a lentidão da guerra terrestre, pressionar Kiev e alimentar a narrativa interna de que a Rússia ainda controla a escalada.</p>
<p>A crueldade do ataque está precisamente aí: não apenas nas mortes e nos feridos, mas na utilização de uma arma de enorme custo para atingir civis e enviar sinais políticos. Um míssil de pelo menos 20 milhões de dólares, disparado contra uma capital distante da linha da frente, não muda a guerra. Mas procura mudar o medo.</p>
<p>Para a Ucrânia, a prioridade passa por reforçar a defesa aérea e impedir que ataques semelhantes se repitam. Para a Europa, a mensagem é mais ampla: a guerra já não se mede apenas nos avanços ou recuos no mapa, mas também na capacidade de Moscovo usar armas de longo alcance como intimidação estratégica. O Oreshnik lançado contra Kiev foi menos uma vitória militar do que uma demonstração de desespero armado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767957]]></sapo:autor>
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		<title>O problema da IA é acertar bem demais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 15:10:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Mário Porfírio]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Mário Porfírio, professor de Política Comercial e Marketing da AESE Business School]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Mário Porfírio, professor de Política Comercial e Marketing da AESE Business School</p>
<p>Um dos temas de discussão frequente pelos utilizadores de Large Language Models são as alucinações, as falhas nos resultados que obtemos quando colocamos um desafio a qualquer sistema de Inteligência Artificial. Toda a gente tem ou conhece uma situação anedótica em que uma resposta foi totalmente fora do contexto e da imagem ou vídeo que apresenta pessoas com seis dedos ou mais do que um par de mãos. Mas e quando a IA acerta cada vez melhor? Como reagimos? Confiamos e…</p>
<p>Quanto mais limpo e completo parece o output da Inteligência Artificial (IA), menor a probabilidade de ser verificado. Esta é uma das tendências claras do AI Fluency Index da Anthropic (2026) e a mesma já tinha sido identificada em situações onde as respostas são apresentadas de forma detalhada e estruturada passo a passo, aumentando a confiança e reduzindo ainda mais a propensão para questionar os resultados. O erro evidente levanta suspeitas, o erro potencial passa, levando a que o texto bom, paradoxalmente, seja o mais perigoso, não porque esteja certo ou errado, mas porque parece suficientemente certo para não ser escrutinado.</p>
<p>Para além da confiança existem outros fatores. Um deles é o automation bias, a tendência para aceitar automaticamente a resposta de um sistema automatizado, mesmo quando está errada ou deva ser reavaliada. Este comportamento, bastante estudado pela psicologia cognitiva em contextos como a aviação e a medicina, sugere que profissionais experientes que o adotam ignoram informação crítica e seguem de forma automatizada recomendações erradas sugeridas pelos equipamentos. Também a economia cognitiva é associada à utilização de sistemas de apoio à decisão. A poupança de energia pode ser relacionada com o benefício esperado: por exemplo, numa tarefa de baixo risco, o resultado da IA pode ser mais facilmente aceite sem verificação; se, pelo contrário, for uma tarefa muito complexa, é também mais económico aceitar o resultado do que verificar a sua autenticidade.</p>
<p>E o expoente máximo é a “rendição cognitiva” (cognitive surrender), um conceito recentemente formalizado, que descreve a adoção das respostas da IA sem qualquer escrutínio, abdicando do próprio julgamento crítico. Num conjunto de três experiências com mais de 1300 participantes, os autores demonstraram que este comportamento aumenta a confiança dos utilizadores, mesmo perante erros óbvios da máquina. Participantes que consultavam um modelo de linguagem de IA seguiam as suas recomendações em cerca de 80% dos casos, mesmo quando estas estavam deliberadamente erradas e faziam-no com mais confiança do que quando respondiam sozinhos.</p>
<p>O fenómeno é mais pronunciado em pessoas com elevada confiança na tecnologia ou menor motivação para o esforço analítico e pode ser mais frequente do que se pensa. Já no passado tinha sido demonstrado que o acesso constante a motores de busca na Internet altera os nossos processos cognitivos e a retenção de dados. Numa série de quatro experiências publicadas na revista Science, quando colocado perante questões difíceis, o cérebro humano é condicionado a pensar imediatamente em computadores como ferramenta de auxílio.</p>
<p>Investigadores do MIT que acompanharam utilizadores do ChatGPT, ao longo de vários meses, apresentam indicadores ainda mais perturbadores: uma redução do envolvimento cognitivo com diminuições mensuráveis ao nível neural, linguístico e comportamental fruto da utilização de IA. E pior: o efeito agravou-se com o tempo. Os participantes não eram menos exigentes no início, mas à medida que o tempo foi passando tornaram-se. O que confirma resultados anteriores que apontavam para uma erosão progressiva do pensamento crítico de alguns utilizadores.</p>
<p>Em paralelo com a perspetiva comportamental, é também relevante considerar a natureza do desempenho da IA ao nível das tarefas. Num estudo com 758 consultores da empresa BCG, nos EUA, sugere-se que a IA não melhora o desempenho de forma uniforme, operando antes numa jagged technological frontier. Este conceito sugere que os modelos de linguagem não são bons para todas as tarefas e que existe uma fronteira irregular que afeta a produtividade dos trabalhadores do conhecimento, pois algumas tarefas podem ser totalmente automatizadas, enquanto outras exigem supervisão humana total para corrigir erros. Esta fronteira não tem contornos definidos de forma clara, move-se à medida que os modelos de IA evoluem, é desigual, porque podemos resolver problemas extremamente complexos (dentro da fronteira) e, ao mesmo tempo, falhar em tarefas simples ou triviais (fora da fronteira) e é de difícil previsão.</p>
<p>Assim, da próxima vez que usar um modelo de linguagem ou avaliar a utilização na sua equipa ou organização, reserve um momento para observar os seus comportamentos com a ferramenta. Que tarefas estão a ser delegadas sem verificação? Onde é que os resultados são aceites por serem “bons o suficiente”? A resposta a estas perguntas pode revelar pontos de melhoria concretos e ajudar a distinguir as tarefas em que a utilização de IA é mais adequada. As melhores práticas estão ainda a ser definidas, mas a recolha e análise consistente destes indicadores pode levar a melhorias do desempenho pessoal, das equipas e das organizações.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Mário Porfírio, professor de Política Comercial e Marketing da AESE Business School]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Incêndios: Municípios da Região de Leiria sem queimas e queimadas a partir de segunda-feira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 15:05:38 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo o sítio na Internet do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), "é proibido fazer queimas entre 01 de junho e 31 de outubro sem autorização prévia da respetiva câmara municipal"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os 10 municípios da Região de Leiria vão recusar autorização para queimas e queimadas a partir de segunda-feira e até 30 de setembro, foi hoje anunciado.</p>
<p>&#8220;Deliberámos que, nos 10 municípios da Região de Leiria, ficam suspensas a partir da próxima segunda-feira, dia 01 de junho, as queimas e queimadas, até ao dia 30 de setembro&#8221;, disse à agência Lusa o presidente da CIM, Jorge Vala, depois de uma reunião do Conselho Intermunicipal, em Porto de Mos.</p>
<p>Fazem parte da Região de Leiria os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.</p>
<p>Segundo o sítio na Internet do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), &#8220;é proibido fazer queimas entre 01 de junho e 31 de outubro sem autorização prévia da respetiva câmara municipal&#8221;.</p>
<p>&#8220;Independentemente das condições climatéricas, a plataforma fica encerrada nos 10 municípios&#8221;, declarou Jorge Vala.</p>
<p>Lembrando que esta medida já foi tomada no passado pela CIM, o também presidente da Câmara de Porto de Mós destacou que &#8220;é muito importante que seja feita, até porque serve também de alerta&#8221;.</p>
<p>&#8220;Sabemos que mais de 90% dos incêndios florestais têm origem em mão humana&#8221;, afirmou, apelando para que &#8220;as pessoas tenham cuidado, em primeiro lugar, mas que sejam também vigilantes em relação àqueles que são eventuais prevaricadores&#8221;.</p>
<p>Adiantando que &#8220;mais uma semana&#8221; e a grande maioria ou mesmo a totalidade dos caminhos florestais estará desimpedida, Jorge Vala reconheceu, neste aspeto, o &#8220;trabalho organizado a partir do CIPO [Comando Integrado de Prevenção e Operações]&#8221;.</p>
<p>O CIPO, sediado nos Bombeiros Sapadores de Leiria, tem como finalidade a remoção do material combustível acumulado pelas tempestades, a limpeza de áreas críticas, a reabertura de caminhos e a melhoria de acessos.</p>
<p>A redução do risco de incêndio rural antes do verão, num ano em que há milhares de árvores caídas devido às tempestades, é o que Governo pretende com esta estrutura, que envolve os ministérios da Administração Interna, Defesa Nacional e Agricultura e Mar.</p>
<p>Jorge Vala admitiu, contudo, que &#8220;vai ficar muito material lenhoso nos terrenos&#8221;.</p>
<p>&#8220;Este material lenhoso é um combustível seco, portanto, fácil de arder&#8221;, referiu, insistindo no apelo à população, para que se evitem grandes incêndios na região e, sobretudo, que não &#8220;aconteça uma outra tragédia em cima da tragédia&#8221; que ocorreu em 28 de janeiro, quando a depressão Kristin atingiu gravemente este território.</p>
<p>Sobre a proibição de queimas e queimadas, o autarca salientou ainda que é &#8220;um sinal que a Comunidade Intermunicipal dá, estando completamente disponível, com os seus serviços municipais de Proteção Civil, articulando com os bombeiros e com as outras forças de Proteção Civil, [para] ações que possam evitar&#8221; grandes incêndios.</p>
<p>Em 08 de maio, o responsável do CIPO, Elísio Oliveira, revelou que cerca de 10 mil quilómetros da rede viária florestal foram desobstruídos nas regiões Centro e de Lisboa e Vale do Tejo,</p>
<p>&#8220;A rede viária florestal existente ascende a mais de 56 mil quilómetros. Foram identificados mais de 12 mil quilómetros a carecer de intervenção, mas, neste momento, temos já aqui um trabalho de cerca de 10 mil quilómetros, efetivamente, desobstruído&#8221;.</p>
<p>No mesmo dia, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, garantiu que o CIPO, inicialmente previsto funcionar até domingo para as regiões Centro e de Lisboa e Vale do Tejo, &#8220;não tem fim para terminar&#8221;, acrescentando-lhe outra valência se houver &#8220;uma situação de agravamento relativamente a incêndios&#8221;, de também &#8220;trabalhar nessa esfera&#8221;.</p>
<p>Integram o CIPO, além da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o ICNF, Agência de Gestão Integrada de Fogos Rurais, Guarda Nacional Republicana, Liga dos Bombeiros Portugueses e Estado-Maior-General das Forças Armadas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767940]]></sapo:autor>
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		<title>Grávida em trabalho de parto recusada em Faro por não ter ligado antes para o SNS 24</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 15:01:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Hospital de Faro]]></category>
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		<category><![CDATA[SNS 24]]></category>
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					<description><![CDATA[Grávida foi avaliada por uma equipa médica do INEM e transportada de ambulância para o Hospital de Portimão, numa viagem de cerca de 70 quilómetros]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma mulher de 37 anos, grávida de 40 semanas, foi recusada no Hospital de Faro na passada sexta-feira por não ter ligado previamente para a linha SNS 24, avança o &#8216;Correio da Manhã&#8217;. A utente já estaria em trabalho de parto e acabou por ter de contactar o 112 à porta da unidade hospitalar.</p>
<p>Segundo o &#8216;CM&#8217;, a grávida foi avaliada por uma equipa médica do INEM e transportada de ambulância para o Hospital de Portimão, numa viagem de cerca de 70 quilómetros. O bloco de partos do Hospital de Faro encontrava-se encerrado naquele momento.</p>
<p>A Unidade Local de Saúde do Algarve explicou ao jornal que, “no dia e hora dos factos em causa”, a Urgência de Ginecologia/Obstetrícia e o Bloco de Partos do Hospital de Faro estavam em “nível de contingência 2”, uma situação que, segundo a administração, tinha sido previamente comunicada às entidades competentes e podia ser consultada online no site do SNS.</p>
<p>A ULS do Algarve acrescenta que, naquela altura, o Hospital de Faro estava reservado a urgências internas e a casos de risco. A administração defende que, se a grávida tivesse contactado previamente o SNS 24 ou o INEM, teria sido encaminhada para o local adequado para observação e acompanhamento.</p>
<p>“Caso a grávida tivesse recorrido previamente ao SNS 24 ou INEM, todos os intervenientes estariam devidamente informados da situação de contingência em vigor e ter-lhe-ia sido indicado o local adequado para observação e acompanhamento”, referiu a ULS.</p>
<p>A administração sublinha ainda que a utente se deslocou ao Hospital de Faro pelos seus próprios meios e “sem referenciação prévia”. Para a ULS, “o sistema funcionou adequadamente”, uma vez que os meios disponíveis estavam reservados a situações graves, com eventual risco de vida para a mãe ou para o feto.</p>
<p>“Os meios disponíveis na altura estavam exclusivamente reservados a situações graves, com eventual risco de vida para a mãe e/ou para o feto, o que não foi, como se comprovou, o caso”, esclareceu a unidade de saúde.</p>
<p>Ainda assim, o episódio está a ser analisado internamente “de forma rigorosa”. A ULS do Algarve garante que a atuação das equipas envolvidas permitiu assegurar a segurança da mãe e do bebé.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767938]]></sapo:autor>
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		<title>Guterres insiste que Carta da ONU continua a ser a melhor esperança para a paz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 14:55:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[António Guterres]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[O secretário-geral da ONU insistiu hoje que a Carta fundadora das Nações Unidas continua a ser a melhor esperança da humanidade para a paz, exortando o Conselho de Segurança a agir como guardião do direito internacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O secretário-geral da ONU insistiu hoje que a Carta fundadora das Nações Unidas continua a ser a melhor esperança da humanidade para a paz, exortando o Conselho de Segurança a agir como guardião do direito internacional.</P><br />
<P>Num debate de alto nível do Conselho de Segurança das Nações Unidas, sob o tema: &#8220;Defender os propósitos e princípios da Carta da ONU e fortalecer o sistema internacional centrado na ONU&#8221;, António Guterres observou que os propósitos e os princípios da Carta estão sob profunda pressão e que o mundo assiste a uma perigosa erosão do respeito pelo direito internacional.</P><br />
<P>&#8220;Princípios fundamentais &#8212; igualdade soberana, integridade territorial, independência política, proibição da ameaça ou do uso da força &#8212; estão a ser contestados ou ignorados. As violações ficam impunes. A impunidade está a alastrar&#8221;, lamentou.</P><br />
<P>O antigo primeiro-ministro português assinalou que, atualmente, o mundo enfrenta o maior número de conflitos desde a fundação da ONU e que a violência está a expandir-se em escala e complexidade.</P><br />
<P>Guterres apontou responsabilidades ao Conselho de Segurança da ONU, sublinhando que &#8220;o mundo está a observar e a exigir ação, não apenas palavras&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767928]]></sapo:autor>
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		<title>Incêndios: GNR deteve este ano 103 pessoas, mais 35 do que em todo o ano de 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 14:54:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A GNR deteve este ano 103 pessoas por incêndio florestal, mais 35 do que todo o ano de 2025, revelou hoje o comandante-geral da Guarda, avançando que cerca de um quarto tem como causa o fogo posto.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A GNR deteve este ano 103 pessoas por incêndio florestal, mais 35 do que todo o ano de 2025, revelou hoje o comandante-geral da Guarda, avançando que cerca de um quarto tem como causa o fogo posto.</P><br />
<P>Na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aos negócios dos incêndios rurais, o tenente-general Rui Veloso disse a Guarda Nacional Republicana deteve 68 pessoas em 2025 pelo crime de incêndio florestal, 15 dos quais relacionados com fogo posto doloso e os restantes com a questão do uso do fogo, como queimas e queimadas.</P><br />
<P>&#8220;Este ano já vamos com cerca de 103 detidos e apenas em quatro há crimes dolosos em relação aos incêndios&#8221;, disse, precisando que &#8220;a grande maioria da questão dos incêndios tem a ver com questões negligentes em relação ao uso do fogo&#8221;.</P><br />
<P>Segundo o comandante-geral da GNR, cerca de um quarto (24%) dos incêndios validados pela corporação tem como causa o incendiarismo.</P><br />
<P>&#8220;Em termos de causa dos incêndios, não há aqui uma grande variação nas diferentes causas, mas têm sido sempre estas duas que estão na base dos incêndios, uso do fogo e incendiarismo, ambos na casa dos 20 e pouco por cento&#8221;, frisou.</P><br />
<P>Rui Veloso sublinhou o facto das ocorrências de fogo se terem reduzido nos últimos anos, enquanto a área ardida tem aumentado, nomeadamente no ano passado devido a 11 grandes incêndios.</P><br />
<P>O responsável indicou também que a GNR ainda não está na fase das contraordenações aos proprietários que não limparam os terrenos. </P><br />
<P>&#8220;Estamos apenas na fase da monitorização, no aviso aos proprietários, no contacto com as câmaras municipais para que possam limpar os terrenos caso o proprietário não o faça. Aqui a intenção desta fase de monitorização é levar à limpeza voluntária dos terrenos. Ou seja, neste momento ainda não começámos a levantar os autos de contraordenação, porque ainda não estamos no período para isso&#8221;, disse.</P><br />
<P>Segundo o comandante-geral, a GNR identificou até à data no país mais de 10 mil situações que deverão ser limpas.</P><br />
<P>O prazo limite geral para a limpeza de terrenos rústicos termina a 31 de maio, iniciando depois a GNR a fiscalização e quem não tiver os terrenos limpos arrisca é multado.</P><br />
<P>Aos deputados, o comandante-geral da GNR avançou igualmente com algumas medidas para reduzir com as ignições de incêndios como o aumento do patrulhamento de vigilância e deteção, existência de uma vigilância aérea através dos helicópteros e incremento dos sistemas de videovigilância florestal.</P><br />
<P>   A Comissão Parlamentar de Inquérito aos negócios dos incêndios florestais, imposta pelo Chega, pretende investigar as causas, a gestão e os eventuais negócios associados aos grandes fogos florestais.</P><br />
<P>   A esse respeito, o comandante-geral da GNR afirmou não ter qualquer conhecimento: &#8220;Neste momento não temos esse conhecimento porque também se o tivéssemos, teríamos que participar ao Ministério Público&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767884]]></sapo:autor>
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		<title>Usados em Portugal custam em média 24.200 euros: Peugeot domina no norte e sul, Renault lidera no centro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 14:53:21 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[standvirtual]]></category>
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					<description><![CDATA[Preço médio dos automóveis usados em Portugal aumentou 1,68% em 2025, num ano marcado por uma subida moderada face a 2024, mas também por sinais de maior estabilização no segundo semestre]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O preço médio dos automóveis usados em Portugal aumentou 1,68% em 2025, num ano marcado por uma subida moderada face a 2024, mas também por sinais de maior estabilização no segundo semestre. A conclusão é do Standvirtual, que divulgou uma análise anual sobre a evolução dos preços dos veículos nos últimos anos.</p>
<p>De acordo com os dados do portal automóvel, o preço médio dos usados tem vindo a aumentar progressivamente desde setembro de 2022, altura em que rondava os 23.500 euros. Em dezembro de 2025, esse valor fixava-se em cerca de 24.200 euros, acima dos 23.800 euros registados em dezembro de 2024.</p>
<p>Apesar da subida anual, o comportamento do mercado não foi uniforme ao longo do ano. O início de 2025 ficou marcado por um ligeiro crescimento dos preços, mas a segunda metade do ano trouxe uma tendência de estabilização e descida gradual, refletindo um ajustamento do mercado e uma maior disponibilidade de stock.</p>
<p>Segundo o Standvirtual, esta evolução está também relacionada com mudanças na composição da oferta. A presença crescente de automóveis utilitários, tradicionalmente mais acessíveis, ajudou a equilibrar os preços médios, mesmo num contexto de forte procura, sobretudo por veículos abaixo dos 15.000 euros.</p>
<p>“Os dados de 2025 demonstram sinais importantes de maturidade e estabilização no mercado automóvel nacional. Apesar de os preços continuarem um pouco acima dos níveis registados em 2024, começamos a assistir a uma maior normalização do mercado, especialmente no segmento dos usados”, afirma Pedro Soares, Senior Head of Sales do Standvirtual.</p>
<p>O responsável acrescenta que o mercado revela também “uma procura crescente por soluções mais eficientes”, sinal de uma transformação gradual nas prioridades dos consumidores portugueses.</p>
<p>A análise mostra ainda diferenças regionais nas preferências de compra. No norte e no sul do país, os usados mais vendidos são da Peugeot, marca associada a modelos valorizados pela relação entre preço, consumo e versatilidade. Já na região centro, a Renault surge como a marca preferida, com modelos como o Clio entre os mais procurados.</p>
<p>Os dados regionais confirmam também a procura significativa por modelos compactos e utilitários, ajustados à mobilidade urbana e ao atual contexto económico. Nas motorizações, os veículos a gasóleo e gasolina continuam a dominar as vendas de usados.</p>
<p>No mercado de automóveis novos, 2025 foi igualmente positivo. As matrículas de ligeiros de passageiros cresceram cerca de 7% face ao ano anterior, aproximando-se dos níveis registados antes da pandemia. Segundo o Standvirtual, tratou-se de um ano recorde no período pós-pandémico, com valores próximos dos de 2019.</p>
<p>Os modelos eletrificados também ganharam peso. No final de 2025, os veículos elétricos representavam cerca de 25% do mercado de novos, num total de 51.930 unidades matriculadas, aproximando-se da quota dos automóveis a gasolina.</p>
<p>O estudo conclui ainda que fatores como quilometragem, idade das viaturas, marca e posicionamento dos anúncios continuam a ser determinantes na evolução dos preços dos usados em Portugal. Num mercado mais maduro, a procura mantém-se forte, mas os sinais de estabilização indicam que a fase de maior pressão sobre os preços poderá estar a aliviar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767885]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Luís Neves defende Viegas Nunes no SIRESP: &#8220;Nenhum dos factos belisca a seriedade do senhor general”</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/luis-neves-defende-viegas-nunes-no-siresp-nenhum-dos-factos-belisca-a-seriedade-do-senhor-general/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 14:40:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Luís Neves]]></category>
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		<category><![CDATA[SIRESP]]></category>
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					<description><![CDATA[Luís Neves explicou que a escolha resultou de contactos feitos com responsáveis de vários quadrantes, incluindo das áreas política, privada, militar e das informações]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Administração Interna, Luís Neves, defendeu a escolha do general Paulo Viegas Nunes para a presidência do SIRESP, garantindo que a decisão foi tomada com base no interesse nacional e depois de ouvir responsáveis de diferentes áreas. A nomeação está no centro de uma nova polémica política, depois da demissão de António Pombeiro do cargo de secretário-geral adjunto do MAI e das acusações dirigidas à gestão da empresa pública responsável pela rede nacional de comunicações de emergência e segurança.</p>
<p>“Nada me afastará, em qualquer momento, de escolher o melhor para o país. São estas as razões que me levaram a escolher o senhor general Viegas Nunes para presidente do SIRESP”, afirmou o governante.</p>
<p>Luís Neves explicou que a escolha resultou de contactos feitos com responsáveis “de diversos quadrantes”, incluindo das áreas política, privada, militar e das informações.</p>
<p>“Falei com muita gente, de diversos quadrantes, da área política, privada, militar e das informações, e todos, mas todos, foram unânimes que este homem era a pessoa certa para conduzir os destinos” do SIRESP, acrescentou.</p>
<p>O ministro apontou como primeira razão o perfil técnico de Viegas Nunes, destacando a sua formação e experiência em áreas consideradas essenciais para a rede de emergência.</p>
<p>“Tecnicamente, é um homem profundamente sólido, por formação de telecomunicações, de conhecimento do SIRESP, do conhecimento dos operadores privados, do conhecimento de emergência, do conhecimento de cenários de crise. Do ponto de vista técnico, esta era a pessoa que devia ter sido escolhida como foi”, afirmou Luís Neves.</p>
<p>Como segunda razão, o governante destacou o trabalho desenvolvido por Viegas Nunes nos dois anos em que já liderou o SIRESP, considerando que deu “provas muito qualificadas” e de “enorme valor” ao país.</p>
<p>Luís Neves sublinhou, em particular, que o general “foi o primeiro a quebrar com barreiras, tabus e escondidinhos”, referindo-se à realização do primeiro concurso internacional público no âmbito do SIRESP.</p>
<p>“O Estado deixou de ter amarras e isso tem valor. Conseguiu ter capacidade de liderança, coragem, força para quebrar o que nos acompanhava há décadas”, disse.</p>
<p>O ministro destacou ainda as ligações estabelecidas com as regiões autónomas e apontou uma terceira razão para justificar a escolha: a criação de uma solução de redundância para o sistema, através da estrutura militar, caso o SIRESP falhasse.</p>
<p>“Conseguiu ter uma redundância para quando o SIRESP falhasse, na estrutura militar que pudesse ser acionada”, afirmou Luís Neves.</p>
<p>O governante aproveitou ainda para defender a cooperação com as Forças Armadas, criticando setores que, na sua leitura, ainda olham com desconfiança para esse trabalho conjunto.</p>
<p>“Para alguns setores da sociedade, o trabalho de equipa com as Forças Armadas e militares parece causar ainda alguma repulsa. Quero dizer aos portugueses que tenho muito orgulho nas nossas Forças Armadas. Foram sempre de uma coragem, de abnegação, seriedade e lealdade, e agradeço ao senhor general esse contributo”, declarou.</p>
<p>As declarações surgem depois de António Pombeiro ter pedido a exoneração, alegando impossibilidade de continuar em funções perante o regresso de Paulo Viegas Nunes à liderança da SIRESP. No email enviado ao ministro, o antigo secretário-geral adjunto do MAI afirmou ter comunicado anteriormente ao Governo várias denúncias relacionadas com a gestão da empresa pública, garantindo possuir documentos que apontariam para alegadas irregularidades, conflitos de interesses e práticas “eticamente reprováveis e juridicamente questionáveis”.</p>
<p>Entre as situações denunciadas estão a contratação da empresa Euritex, dúvidas levantadas pela Inspeção-Geral de Finanças sobre procedimentos contratuais, suspeitas envolvendo o antigo diretor técnico da SIRESP e alegadas tentativas de transferir a gestão operacional da rede para a Arma de Transmissões do Exército.</p>
<p>O Ministério da Administração Interna já tinha confirmado ter recebido dois pedidos de exoneração de António Pombeiro, um em abril e outro em maio, tendo aceitado o mais recente. O Governo recusou comentar diretamente as acusações, mas garantiu que a nomeação de Paulo Viegas Nunes seguiu “todos os procedimentos legais e institucionais aplicáveis”. O MAI sublinhou ainda que a auditoria da IGF à SIRESP “não apontou ilegalidades” e que as desconformidades identificadas foram corrigidas.</p>
<p>A polémica já chegou ao Parlamento, com Iniciativa Liberal e Chega a exigirem audições urgentes do ministro Luís Neves, de Paulo Viegas Nunes e de António Pombeiro. Os partidos querem esclarecimentos sobre as denúncias, a recondução do presidente da SIRESP e o grau de conhecimento do Governo sobre as acusações feitas pelo ex-dirigente do MAI.</p>
<p>Luís Neves rejeitou ainda que o relatório da IGF coloque em causa a idoneidade de Paulo Viegas Nunes.</p>
<p>“A idoneidade do senhor general: conheço o relatório da IGF, não há um único facto que belisque a seriedade, a forma transparente deste homem com pergaminhos na administração pública e no SIRESP”, afirmou.</p>
<p>O ministro deixou depois uma pergunta sobre os reparos feitos por entidades de fiscalização a organismos públicos. “Qual é a instituição do Estado em que tenham sido inspecionados pela IGF ou Tribunal de Contas e que não tenham tido reparos para melhorar ou corrigir?”, questionou.</p>
<p>Luís Neves concluiu a defesa do presidente do SIRESP garantindo que as situações conhecidas não colocam em causa a sua seriedade.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767922]]></sapo:autor>
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		<title>Justiça suíça ordena apreensão de ativos de Patrick Drahi em disputa milionária com cofundador da Altice</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 14:33:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A disputa entre Patrick Drahi e Armando Pereira, dois dos principais rostos da construção do império das telecomunicações Altice, entrou numa nova fase de forte tensão judicial, depois de tribunais suíços terem ordenado a apreensão de ativos ligados ao empresário franco-israelita.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A disputa entre Patrick Drahi e Armando Pereira, dois dos principais rostos da construção do império das telecomunicações Altice, entrou numa nova fase de forte tensão judicial, depois de tribunais suíços terem ordenado a apreensão de ativos ligados ao empresário franco-israelita. A decisão surge no âmbito de uma ação movida por Armando Pereira, antigo braço-direito e cofundador do grupo, que reclama pelo menos 1,2 mil milhões de francos suíços — cerca de 1,5 mil milhões de dólares — alegadamente em dívida.</p>
<p>Segundo avançou a Bloomberg, os tribunais de Genebra e Viège decretaram no início deste mês medidas de apreensão sobre património de Drahi, numa altura particularmente sensível para o grupo Altice, que enfrenta um processo de reestruturação e alienação de ativos. Entre os negócios em curso está a proposta apresentada por um consórcio de operadores franceses para adquirir a SFR, subsidiária da Altice France, numa operação avaliada em cerca de 20,4 mil milhões de euros.</p>
<p>De acordo com o diário francês Libération, as medidas judiciais terão incidido sobre duas residências pertencentes a Patrick Drahi. O litígio entre os dois empresários agravou-se significativamente após a chamada Operação Picoas, desencadeada em Portugal em 2023, investigação que colocou Armando Pereira no centro de suspeitas relacionadas com alegadas irregularidades em processos de compras e contratação associados à Altice. Na altura, Drahi procurou demarcar-se publicamente do caso, mas a relação entre ambos deteriorou-se rapidamente, evoluindo para uma disputa empresarial e patrimonial de larga escala.</p>
<p>Armando Pereira sustenta possuir direitos económicos relevantes sobre ativos e estruturas do universo Altice, contestando a liberdade de Drahi para alienar determinados negócios estratégicos do grupo sem reconhecimento das participações que considera serem suas. O empresário português exige em tribunal cerca de 1,4 mil milhões de euros e argumenta que mantém interesses substanciais associados ao conglomerado de telecomunicações que ajudou a expandir internacionalmente.</p>
<p>Durante anos, Pereira foi visto como uma das figuras centrais da operação da Altice, sobretudo na área da gestão de custos e expansão internacional, incluindo em mercados como França e Portugal. O próprio Patrick Drahi reconheceu publicamente, no passado, que o empresário português conservava um direito económico equivalente a cerca de 20% da sua participação pessoal no grupo.</p>
<p>A nova ofensiva judicial na Suíça acontece num momento delicado para Drahi, pressionado pela necessidade de reduzir dívida através da venda de ativos estratégicos. A apreensão agora determinada pelos tribunais suíços poderá complicar futuras operações financeiras e aumentar a incerteza em torno da reorganização do império Altice.</p>
<p>Nem Patrick Drahi nem representantes da Altice comentaram oficialmente as decisões judiciais conhecidas esta terça-feira. Ainda assim, o caso confirma o aprofundamento da guerra entre os antigos aliados, uma disputa que ameaça prolongar-se nos tribunais internacionais e que poderá ter impacto direto sobre ativos avaliados em milhares de milhões de euros.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767900]]></sapo:autor>
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		<title>Galp garante reservas de combustível suficientes em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 14:22:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O co-presidente executivo da Galp disse hoje haver reservas suficientes de combustível no país e que os portugueses podem estar tranquilos, indicando que 80% de 'jet fuel' estão assegurados pela produção nacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O co-presidente executivo da Galp disse hoje haver reservas suficientes de combustível no país e que os portugueses podem estar tranquilos, indicando que 80% de &#8216;jet fuel&#8217; estão assegurados pela produção nacional.</p>
<p>&#8220;Temos reservas suficientes e temos uma refinaria a trabalhar que permite tranquilizar os portugueses, mesmo naqueles produtos mais badalados, o &#8216;jet fuel&#8217;, em que temos 80% garantidos pela produção nacional&#8221;, afirmou João Diogo Marques da Silva.</p>
<p>O responsável falava aos jornalistas à margem da cerimónia de inauguração do hub de carregamento elétrico da Galp na área de serviço da Autoestrada 1 (A1) em Pombal, no distrito de Leiria.</p>
<p>Segundo o co-presidente executivo da Galp, &#8220;as coisas estão bastante asseguradas e em segurança&#8221;, garantindo que as reservas &#8220;não se vão esgotar em semanas&#8221;.</p>
<p>&#8220;Temos uma refinaria que trabalha ininterruptamente, portanto aquilo que tem que assegurar é a produção e nós até exportamos produtos que não são necessários no mercado português. Estamos muito bem assegurados, tanto do ponto de vista da gasolina, do gasóleo, como do &#8216;jet fuel&#8217;, que são os produtos principais. Os portugueses podem estar tranquilos&#8221;, concluiu.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767893]]></sapo:autor>
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		<title>Tribunal fixa cumulo jurídico de 14 anos e 9 meses de prisão para Manuel Godinho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 14:11:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Tribunal de Aveiro fixou hoje em 14 anos e nove meses de prisão o cúmulo jurídico das penas recebidas pelo antigo empresário das sucatas Manuel Godinho no processo Face Oculta e num outro processo de fraude fiscal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Tribunal de Aveiro fixou hoje em 14 anos e nove meses de prisão o cúmulo jurídico das penas recebidas pelo antigo empresário das sucatas Manuel Godinho no processo Face Oculta e num outro processo de fraude fiscal.</p>
<p>Em causa estava uma pena de 12 anos de prisão a que Manuel Godinho foi condenado no processo Face Oculta e uma pena de oito anos de prisão a que foi condenado, em setembro de 2022, por quatro crimes de fraude fiscal e um crime de branqueamento.</p>
<p>À saída da sala de audiências, a advogada Paula Godinho disse que o Tribunal de Execução de Penas irá agora determinar o meio da pena e os dois terços da pena, um dos marcos temporais fundamentais para a concessão de liberdade condicional.</p>
<p>&#8220;Ainda não fiz as contas, mas penso que estará a atingir os dois terços da pena e aí, sim, já terá a possibilidade de requerer saídas precárias mais prolongadas e a liberdade condicional. Poderemos começar já a trabalhar nesse aspeto&#8221;, disse a causídica.</p>
<p>Além desta pena, Manuel Godinho tem mais condenações em penas de prisão suspensas na sua execução, já declaradas extintas pelo seu cumprimento, e uma condenação em pena de multa, também já declarada extinta pelo pagamento.</p>
<p>O processo Face Oculta, que começou a ser julgado em 2011, está relacionado com uma rede de corrupção que teria como objetivo o favorecimento do grupo empresarial do sucateiro Manuel Godinho nos negócios com empresas do setor do Estado e privadas.</p>
<p>O caso levou ao banco dos réus 36 arguidos, incluindo o ex-ministro socialista Armando Vara, o ex-presidente da REN (Redes Energéticas Nacionais) José Penedos e o seu filho Paulo Penedos.</p>
<p>Na primeira instância, o julgamento terminou com a condenação de 11 arguidos a penas efetivas entre os quatro anos e os 17 anos e meio, mas três deles acabaram por ver a execução da pena suspensa, após recurso para o Tribunal da Relação do Porto.</p>
<p>A pena mais gravosa foi aplicada a Manuel Godinho, que, após vários recursos e depois da prescrição de alguns crimes, viu a pena reduzida para 12 anos de prisão.</p>
<p>Armando Vara e José Penedos também foram condenados a penas efetivas de cinco anos e três anos e três meses de prisão, respetivamente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767882]]></sapo:autor>
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		<title>MP defende suspensão da pena de Ricardo Salgado devido ao estado de saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 14:03:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério Público defendeu esta terça-feira que o antigo presidente do Banco Espírito Santo, Ricardo Salgado, não cumpra pena efetiva de prisão pelos crimes económicos pelos quais já foi condenado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério Público defendeu esta terça-feira que o antigo presidente do Banco Espírito Santo, Ricardo Salgado, não cumpra pena efetiva de prisão pelos crimes económicos pelos quais já foi condenado, alegando que o actual estado de saúde do ex-banqueiro torna incompatível a execução da pena em meio prisional. A posição foi apresentada durante a audiência de cúmulo jurídico das condenações aplicadas ao arguido, que somam atualmente penas de seis anos e três meses num processo e oito anos noutro. Segundo o procurador Rui Batista, obrigar Salgado a cumprir cadeia seria contrário ao princípio da dignidade da pessoa humana.</p>
<p>Durante a sessão realizada no Campus da Justiça, em Lisboa, o magistrado defendeu que o cúmulo jurídico deverá fixar uma pena única de 11 anos de prisão, mas sustentou simultaneamente que essa punição deve ser suspensa. Rui Batista argumentou que “seria um ato inútil condenar alguém a uma pena que não entende”, considerando suficiente que o antigo banqueiro apresente relatórios médicos semestrais ao tribunal durante o período de suspensão da pena. O veredicto do tribunal ficou agendado para a próxima semana.</p>
<p>A posição do Ministério Público surge na sequência de uma recente perícia médico-legal elaborada pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, que concluiu que Ricardo Salgado sofre de doença de Alzheimer numa fase que o impede de compreender o significado e a finalidade da execução de uma pena de prisão. No relatório, datado de 11 de Maio, o perito refere que, embora o ex-banqueiro possa manter “uma compreensão muito genérica da existência de um processo judicial”, essa perceção resulta apenas de uma “replicação mecânica” das circunstâncias em que se encontra, sem verdadeira consciência da relação entre os factos praticados, a condenação aplicada e a finalidade da punição.</p>
<p>O documento médico descreve ainda um quadro de forte degradação cognitiva e motora. Aos 81 anos, Ricardo Salgado estará incapaz de gerir autonomamente o quotidiano num estabelecimento prisional, necessitando de acompanhamento para grande parte das atividades diárias. Segundo o relatório, o antigo líder do BES consegue alimentar-se sozinho apenas quando a comida lhe é previamente preparada e cortada, não consegue subir ou descer escadas sem auxílio e apresenta limitações significativas ao nível da higiene pessoal, da escolha de roupa e da administração da própria medicação.</p>
<p>O perito do Instituto de Medicina Legal concluiu igualmente que não existem indícios atuais de perigosidade criminal relativamente a ilícitos económico-financeiros, sustentando que o estado cognitivo do arguido torna “muito improvável” a prática de novos crimes dessa natureza. Apesar desta posição agora assumida pelo Ministério Público, Ricardo Salgado continua também a responder judicialmente no megaprocesso BES/GES e na Operação Marquês, embora tenha sido dispensado de comparecer presencialmente nas audiências devido à sua condição clínica.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767873]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Rússia consegue manipular sinais GPS até 450 quilómetros dentro da Europa, alerta Lituânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 13:59:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[A Rússia aumentou significativamente a sua capacidade de manipulação e falsificação de sinais GPS, conseguindo agora interferir em sistemas de navegação numa área que pode atingir até 450 quilómetros dentro do território europeu.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia aumentou significativamente a sua capacidade de manipulação e falsificação de sinais GPS, conseguindo agora interferir em sistemas de navegação numa área que pode atingir até 450 quilómetros dentro do território europeu. O alerta foi lançado esta terça-feira pelas autoridades da Lituânia, que acusam Moscovo de estar a desenvolver uma campanha contínua de provocação eletrónica contra a segurança europeia, com origem no enclave russo de Kaliningrado, situado entre a Polónia e a Lituânia, no mar Báltico.</p>
<p>Segundo revelou à Reuters Darius Kuliesius, vice-diretor da entidade reguladora das comunicações da Lituânia, a Rússia multiplicou nos últimos meses o número de antenas dedicadas à técnica conhecida como “spoofing” de GPS — um sistema que emite sinais falsos para enganar dispositivos de localização e navegação. De acordo com o responsável, Moscovo passou de apenas três antenas no início de 2025 para 36 atualmente. “As interferências ocasionais começaram durante a cimeira da NATO em Vilnius, em 2023. Agora construíram uma infraestrutura completa e a interferência tornou-se sistémica, permanente, uma provocação russa incessante contra a segurança europeia”, afirmou Kuliesius à agência Reuters.</p>
<p>As autoridades lituanas indicam que as antenas estão instaladas em Kaliningrado, uma das regiões mais militarizadas da Rússia, e que a área potencialmente afetada se estende muito além dos Estados bálticos. Um mapa divulgado pelo regulador mostra que os sinais manipulados podem alcançar toda a Lituânia, Letónia e Estónia, grande parte da Polónia, zonas da Finlândia e da Suécia, partes da Bielorrússia e também áreas do mar Báltico. A estimativa da extensão da interferência foi calculada através da análise de perturbações detetadas nos sistemas ADS-B, utilizados na vigilância e monitorização do tráfego aéreo.</p>
<p>A preocupação em torno destas interferências não é nova. Desde a invasão russa da Ucrânia, em 2022, vários países europeus têm denunciado ações de guerra eletrónica atribuídas a Moscovo, embora o Kremlin rejeite sistematicamente as acusações, classificando-as como campanhas de difamação promovidas pelo Ocidente. A embaixada russa em Vilnius não respondeu de imediato aos pedidos de comentário feitos pela Reuters, mas Moscovo tem insistido que estas denúncias fazem parte de uma estratégia ocidental para desacreditar a Rússia.</p>
<p>Nos últimos meses foram registados vários incidentes relacionados com perturbações no GPS na região do Báltico. No ano passado, um avião militar espanhol que transportava a ministra da Defesa de Espanha, Margarita Robles, sofreu interferências perto de Kaliningrado. Também uma aeronave que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, teve problemas semelhantes durante um voo para a Bulgária. A Estónia e a Finlândia também acusaram anteriormente a Rússia de bloquear sistemas de navegação aérea na região.</p>
<p>Apesar das perturbações, especialistas sublinham que os aviões comerciais modernos e os grandes aeroportos dispõem de múltiplos sistemas de navegação alternativos para garantir a segurança dos voos quando o GPS falha. Ainda assim, os impactos começam a fazer-se sentir noutras áreas. Kuliesius afirmou que algumas redes móveis lituanas próximas de Kaliningrado registam degradação de qualidade devido às interferências em determinadas frequências. O responsável acrescentou ainda que os problemas se intensificam durante ataques de drones ucranianos contra território russo. “Os horários online dos autocarros em Klaipeda deixam de funcionar durante os picos de interferência porque dependem da localização GPS dos veículos”, explicou, referindo-se à cidade portuária situada a cerca de 50 quilómetros da fronteira com Kaliningrado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767860]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Metro Mondego mandatada para expansões a Condeixa-a-Nova, Cantanhede e Mealhada</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/metro-mondego-mandatada-para-expansoes-a-condeixa-a-nova-cantanhede-e-mealhada/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 13:49:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Metro Mondego foi mandatada para avançar com estudos e projetos necessários para a expansão do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) aos concelhos de Condeixa-a-Nova, Cantanhede e Mealhada, revelaram os municípios.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Metro Mondego foi mandatada para avançar com estudos e projetos necessários para a expansão do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) aos concelhos de Condeixa-a-Nova, Cantanhede e Mealhada, revelaram os municípios.</P><br />
<P>A expansão do &#8216;metrobus&#8217; (autocarro articulado em via dedicada) àqueles concelhos é defendida pelos municípios abrangidos e pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIMRC), com o despacho do Governo à Metro Mondego a surgir depois de o ministro das Infraestruturas ter admitido que estava a ser estudada essa possibilidade.</P><br />
<P>A presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, Liliana Pimentel, disse à agência Lusa ter sido informada de um despacho do Governo para mandatar a Metro Mondego (MM) a avançar com os projetos necessários à expansão do SMM no seu concelho.</P><br />
<P>Liliana Pimentel deu conta da informação recebida no final da reunião do executivo camarário, na segunda-feira.</P><br />
<P>&#8220;Já recebemos a indicação de que há um despacho para o avanço da linha até Condeixa[-a-Nova]&#8221;, indicou.</P><br />
<P>À Lusa, a autarca considerou que &#8220;é um passo muito significativo&#8221; e assumiu que &#8220;foi com muita alegria&#8221; que recebeu a informação.</P><br />
<P>&#8220;Vem de certa forma confirmar algo que o senhor ministro [das Infraestruturas] na última visita que teve em Coimbra disse, que é para avançar e será para avançar ainda neste mandato&#8221;, justificou.</P><br />
<P>A autarca assumiu que o que queriam &#8220;muito era que a dotação financeira viesse também para esta expansão&#8221;, apontando que no estudo de viabilidade económico-financeira encomendado pela Comunidade Intermunicipal Região de Coimbra &#8220;está clarificado&#8221; que a expansão para Condeixa-a-Nova &#8220;é altamente beneficiária da operação&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O nível de utilização que os condeixenses vão ter face até às outras localidades, como a Lousã, Miranda [do Corvo], e até Cantanhede, é três vezes superior. A entrada de Condeixa é absolutamente necessária até para alavancar financeiramente [o projeto] e para o equilíbrio financeiro da operação no seu todo&#8221;, sustentou.</P><br />
<P>Também a presidente da Câmara de Cantanhede, Helena Teodósio, confirmou hoje à Lusa que o seu município foi notificado do despacho do Governo, referindo que, na sexta-feira, numa reunião enquanto presidente da CIMRC com a Metro Mondego, foi-lhe dito que aquela entidade tinha sido mandatada para &#8220;realizar estudos, projetos e demais tarefas&#8221; associados às expansões.</P><br />
<P>Helena Teodósio recordou que a CIMRC já realizou no passado um estudo aprofundado das possíveis expansões, tendo como expectativa que a Metro Mondego avance já com projetos de execução.</P><br />
<P>&#8220;É uma medida muito importante para cada um dos territórios. Poderá haver a necessidade de se pegar nesse estudo [prévio] e fazer alguma análise necessária, mas o principal trabalho está feito e, se não houver nada que colida, temos de avançar com os projetos de execução&#8221;, vincou, defendendo celeridade neste processo.</P><br />
<P>Congratulando-se com a vontade do Governo em avançar com as expansões, Helena Teodósio realçou também a importância de este processo avançar em paralelo com a linha de alta velocidade, que irá servir Coimbra, permitindo uma complementaridade com a ferrovia.</P><br />
<P>Enquanto presidente da CIMRC, Helena Teodósio considerou que estas expansões são também elas fundamentais para afirmação de Coimbra como região metropolitana.</P><br />
<P>Também o presidente da Câmara da Mealhada, António Jorge Franco, confirmou ter conhecimento de que a Metro Mondego foi mandatada para avançar com estudos e projetos necessários para a expansão do SMM ao seu concelho.</P><br />
<P>&#8220;Há aqui algumas análises ainda a fazer relativamente à Mealhada, mas parece-me bem. Acima de tudo, a minha preocupação e a preocupação de todos nós da Mealhada é a de ter acesso a Coimbra e vice-versa o mais rápido possível&#8221;, sustentou.</P><br />
<P>Para o autarca, a prioridade é fazer com que a distância a percorrer entre os concelhos da Mealhada e de Coimbra seja feita da forma mais célere, &#8220;seja de metro, de comboio, metro em linha ou metro em BRT [Bus Rapid Transit (Transporte Rápido por Autocarro)]&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;É fundamental esta ligação rápida para bem de toda a população que trabalha e vive, quer em Coimbra, quer na Mealhada, quer nesta zona&#8221;, indicou.</P><br />
<P>Recentemente, a secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, numa publicação nas redes sociais, afirmou que a Metro Mondego foi mandatada a realizar &#8220;estudos com vista à expansão&#8221; do &#8216;metrobus&#8217;.</P><br />
<P>A agência Lusa procurou esclarecimentos junto da Metro Mondego, mas sem sucesso.</P><br />
<P>O SMM serve atualmente Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo, mas ainda não está concluído.</P><br />
<P>Em 2022, um estudo encomendado pela CIMRC para a expansão do metrobus concluiu que as ligações a Cantanhede e Mealhada e Condeixa-a-Nova eram aquelas que reuniam mais condições para serem implementadas.</P><br />
<P></P><br />
<P>MYME/JGA/CMM // SSS</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767866]]></sapo:autor>
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		<title>Taxa de desaprovação de Trump atinge máximo e supera níveis registados após ataque ao Capitólio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 13:40:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A taxa média de desaprovação do presidente norte-americano subiu para 58,3%, o valor mais elevado de sempre registado durante os seus mandatos, ultrapassando até os níveis atingidos após o ataque ao Capitólio de 6 de janeiro de 2021.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A popularidade de Donald Trump atravessa o momento mais delicado desde o regresso à Casa Branca. A taxa média de desaprovação do presidente norte-americano subiu para 58,3%, o valor mais elevado de sempre registado durante os seus mandatos, ultrapassando até os níveis atingidos após o ataque ao Capitólio de 6 de janeiro de 2021. Os números surgem numa altura em que os Estados Unidos enfrentam uma escalada militar relacionada com o Irão, acompanhada por aumentos acentuados nos preços dos combustíveis e dos produtos alimentares, fatores que estão a pressionar o eleitorado a poucos meses das eleições intercalares de novembro.</p>
<p>Segundo dados compilados pelo grupo de sondagens RealClearPolitics, que agregou inquéritos de órgãos como o The Wall Street Journal, Fox News, Reuters/Ipsos, CBS News, The New York Times e Daily Mail, a rejeição de Trump atingiu um novo pico histórico. Tom Bevan, cofundador e presidente da plataforma, sublinhou que “a taxa de desaprovação de Trump hoje, de 58,3%, é superior ao ponto mais alto do primeiro mandato, que ocorreu após 6 de janeiro de 2021”. A mesma análise indica ainda que 55,9% dos norte-americanos têm atualmente uma opinião desfavorável sobre o presidente.</p>
<p>O agravamento da perceção pública coincide com um ambiente económico particularmente adverso. Um estudo recente da Gallup revelou que 76% dos norte-americanos acreditam que a economia está a piorar, refletindo a crescente preocupação com o custo de vida. Apesar de Trump ter centrado grande parte da campanha presidencial de 2024 na promessa de aliviar a pressão financeira sobre as famílias, o próprio presidente desvalorizou recentemente essas preocupações. Durante uma intervenção na Casa Branca, afirmou aos jornalistas que não pensa “na situação financeira dos americanos” nem “na situação financeira de ninguém”, acrescentando que a sua prioridade é impedir que “o Irão tenha uma arma nuclear”.</p>
<p>A guerra envolvendo Washington, Israel e Teerão agravou significativamente a pressão sobre os mercados energéticos. Desde os ataques norte-americanos e israelitas ao Irão, em fevereiro, os preços dos combustíveis aumentaram mais de 50%, impulsionados pelas tensões geopolíticas e pelas perturbações no transporte marítimo de petróleo. Dados divulgados pela AAA indicam que, pela primeira vez em quatro anos, o preço médio da gasolina ultrapassou os quatro dólares por galão em todos os estados norte-americanos. Em paralelo, a inflação atingiu em abril o valor mais elevado dos últimos três anos, enquanto produtos alimentares essenciais continuaram a encarecer, com a carne de vaca e os tomates a registarem subidas de 14,8% e 15%, respetivamente.</p>
<p>Apesar da deterioração dos indicadores económicos e do desgaste político, a Casa Branca rejeita a leitura negativa das sondagens. A administração classificou como “fake news” as informações que apontavam para preocupação interna com a possibilidade de os preços dos combustíveis ultrapassarem o recorde de 5,02 dólares por galão atingido durante a presidência de Joe Biden. Em comunicado, a porta-voz Olivia Wales defendeu que a guerra contra o Irão foi lançada “no interesse do povo americano” e garantiu que a administração continua focada em aplicar “a agenda comprovada de Trump”, baseada em cortes fiscais, desregulação e expansão energética. A responsável acrescentou ainda que o presidente “não toma decisões críticas de segurança nacional com base em sondagens voláteis, mas sim no melhor interesse dos americanos”.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767861]]></sapo:autor>
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		<title>Porto aprova contratos de 21,7 ME com empresas de vigilância e segurança privada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 13:27:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Câmara do Porto aprovou hoje, por unanimidade, a adjudicação de serviços de vigilância e segurança por três anos, estando em causa contratos de 21,7 milhões de euros com as empresas PSG e Ronsegur.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Câmara do Porto aprovou hoje, por unanimidade, a adjudicação de serviços de vigilância e segurança por três anos, estando em causa contratos de 21,7 milhões de euros com as empresas PSG e Ronsegur.</P><br />
<P>Na proposta de adjudicação que foi votada, em causa estão contratos divididos em quatro lotes: um para Espaços Culturais, outro para Espaços Municipais, outro para cuidados de saúde primários e outro para serviços de ronda móvel, que podem ir até 2029 e 2030.</P><br />
<P>Os primeiros três serão adjudicados à empresa PSG &#8211; Segurança Privada, por um valor total de 17,2 milhões de euros (7,3 milhões no lote 1, 9,4 milhões no lote 2, 4,3 milhões no lote 3), e o lote das rondas móveis à Ronsegur, por 614 mil euros, valores que incluem IVA.</P><br />
<P>&#8220;Os contratos irão vigorar por 36 meses ou até ser atingido, durante esse prazo, o preço contratual, sem prejuízo das obrigações acessórias que devam perdurar para além da cessação dos contratos&#8221;, pode ler-se na proposta a que a Lusa teve acesso.</P><br />
<P>Em concreto, os espaços culturais abrangidos são museus, reservas municipais, bibliotecas e edifícios afetos à Direção Municipal de Cultura e Património e os espaços municipais são edifícios administrativos, parques urbanos, parques de estacionamento, armazéns, cemitérios, CROA (Centro de Recolha Oficial de Animais) e viveiros.</P><br />
<P>Já serviços de Cuidados de Saúde Primários dividem-se na Zona Ocidental &#8211; ULS [Unidade Local de Saúde] Santo António e Zona Oriental &#8211; ULS São João, e os serviços de ronda móvel englobam também serviços de ligação à central de receção e monitorização de alarmes.</P><br />
<P>Em março, o jornal Público noticiou que a autarquia tinha convidado uma outra empresa, a Prestibel, a apresentar proposta, mas acabou por não ser selecionada.</P><br />
<P>Em 2024, após ter ganhado o concurso para um dos lotes, a empresa anunciou a intenção de dispensar 106 trabalhadores, recordava em março o jornal, lembrando que também se chegaram a realizar protestos em frente à sede do concelho.</P><br />
<P>Hoje, o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte (eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL), questionado pelos jornalistas sobre o procedimento, disse que a empresa agora vencedora dá &#8220;garantias&#8221;, dado o &#8220;seu histórico&#8221;.</P><br />
<P>Quanto à questão da manutenção dos trabalhadores em funções, disse também ser &#8220;uma preocupação&#8221; do executivo &#8220;não só a nível do contrato, mas até no caderno de encargos&#8221;, sendo algo que estava &#8220;previsto desde a primeira hora&#8221;.</P><br />
<P>Por outro lado, o vereador do PS Manuel Pizarro manifestou-se preocupado com a situação dos trabalhadores, apesar de ter votado a favor da proposta de adjudicação.</P><br />
<P>&#8220;Nós votamos favoravelmente, mas exprimimos a nossa preocupação e o nosso desapontamento pelo facto de as minutas dos contratos não terem uma expressão direta da proteção dos trabalhadores&#8221;, recordando os &#8220;antecedentes de empresas que, tomando conta dos contratos, manifestamente tiveram uma enorme indiferença pelas condições sociais e laborais das pessoas para as quais elas trabalhavam&#8221;.</P><br />
<P>Assinalando que o caderno de encargos do atual concurso &#8220;é mais rigoroso do ponto de vista do cumprimento da lei&#8221;, o PS preferia que &#8220;tivesse sido incluído na minuta do caderno do contrato uma linha específica para isso&#8221;.</P><br />
<P>Já o vereador do Chega, Miguel Corte-Real, subscreveu &#8220;o cuidado de que sejam salvaguardados os direitos dos trabalhadores e que nestes contratos e nestas formas de &#8216;outsourcing&#8217; [contratação externa] eles não sejam prejudicados&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Ficando salvaguardado isso, votámos aqui a favor&#8221;, disse.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767857]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Incêndios: Comandante na região Centro da Proteção Civil não tem conhecimento de negócios ilícitos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 13:27:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O comandante regional do Centro da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) garantiu hoje não ter conhecimento de negócios ilícitos associados à prevenção ou combate de incêndios rurais e sublinhou não lhe terem sido transmitidas preocupações nesta matéria.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O comandante regional do Centro da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) garantiu hoje não ter conhecimento de negócios ilícitos associados à prevenção ou combate de incêndios rurais e sublinhou não lhe terem sido transmitidas preocupações nesta matéria.</p>
<p>&#8220;Não é do meu conhecimento a existência de negócios porventura ilícitos relacionados com a prevenção e combate a incêndios rurais, nunca tendo estado na minha esfera de ação quaisquer procedimentos administrativos de adjudicação de meios e materiais de combate ao fogo&#8221;, destacou Francisco Peraboa.</p>
<p>O comandante regional do Centro da ANEPC foi ouvido, ao final da manhã, durante aproximadamente uma hora e meia, na Comissão Parlamentar de Inquérito aos negócios dos incêndios rurais.</p>
<p>Perante várias questões dos deputados sobre eventuais interesses económicos associados aos incêndios, relacionados com meios aéreos, exploração de madeira ardida ou contratos de equipamentos, Francisco Peraboa negou ter qualquer conhecimento nesse sentido.</p>
<p>&#8220;Não tenho provas que me digam se há negócios por detrás dos incêndios, pelo menos nesta vertente negativa da existência de negócios por detrás dos incêndios. Obviamente que os incêndios rurais geram mercado, há um negócio relacionado com os incêndios rurais, mas, do ponto de vista negativo, eu não tenho conhecimento da sua existência&#8221;, referiu.</p>
<p>Ao longo da audição, o comandante regional do Centro da ANEPC prestou esclarecimentos sobre a organização do dispositivo operacional, bem como sobre a coordenação de meios e os desafios do sistema de proteção civil.</p>
<p>Aos deputados identificou os principais fatores da complexidade dos incêndios rurais da Região Centro, essencialmente relacionados com as características do território, condições meteorológicas e número de ignições, apontando também que a orografia do território e o despovoamento do interior dificultam a resposta operacional.</p>
<p>Sobre as maiores dificuldades encontradas no combate aos incêndios que assolaram a região Centro em 2025, esclareceu que &#8220;são sempre da gestão dos meios e dos recursos&#8221;.</p>
<p>&#8220;Os meios e os recursos são sempre finitos, por mais que coloquemos meios e recursos no sistema, eles acabam sempre por ser finitos quando o número de ocorrências não para de acontecer, principalmente nos dias de maior perigosidade&#8221;, sustentou.</p>
<p>Para este responsável, o sistema de proteção civil tem capacidade de resposta, embora sujeito a forte pressão quando há simultaneidade de ocorrências.</p>
<p>&#8220;O sistema funciona, mas funciona sob pressão e com necessidade constante de reajustamento&#8221;, alegou, explicando que a gestão de meios exige constante reavaliação no terreno.</p>
<p>Ao longo da sua intervenção, Francisco Peraboa mencionou também que a maioria das ignições tem origem humana, defendendo a necessidade de reforço da prevenção e da educação das populações.</p>
<p>&#8220;É fundamental investirmos na educação das pessoas, preparando-as para as novas realidades, mais gravosas, com maiores dificuldades, com maior rudeza no tempo. Já não temos as ondas de calor de dois, três, quatro dias: o ano passado tivemos mais de três semanas seguidas e as pessoas têm de estar atentas, não apenas aos incêndios rurais, mas à questão da própria saúde&#8221;, frisou.</p>
<p>Questionado sobre eventuais falhas no Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), o comandante regional do Centro da ANEPC clarificou que não reportou &#8220;falhas estruturais&#8221;, embora se tenham verificado &#8220;falhas pontuais&#8221;.</p>
<p>&#8220;Não reportei falhas estruturais do SIRESP. Obviamente há falhas pontuais relacionadas com a sobrecarga que, muitas vezes, existe pela sua má utilização em teatros de operações, mas essas questões são tratadas diretamente com os seus utilizadores&#8221;, concluiu.</p>
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