O preço do cabaz alimentar monitorizado semanalmente pela DECO PROteste voltou a agravar-se e atingiu esta semana o valor mais elevado desde o início da análise, em fevereiro de 2022. O conjunto de 63 produtos alimentares essenciais custa agora 246,89 euros, refletindo o impacto continuado da inflação nos bens de primeira necessidade e representando um aumento acumulado de 59,19 euros desde o início da monitorização.
De acordo com a associação de defesa do consumidor, esta subida corresponde a um agravamento de 31,53% face a janeiro de 2022, altura em que o cabaz começou a ser acompanhado de forma regular. Só no último ano, entre 18 de dezembro de 2024 e 17 de dezembro de 2025, o preço aumentou 12,25 euros, o que equivale a uma subida de 5,22%.
A análise mais recente revela que, apenas entre 10 e 17 de dezembro, o cabaz alimentar encareceu 2,20 euros, o que representa um aumento semanal de 0,9%. Desde o início de 2025, a subida acumulada já vai em 10,72 euros, mais 4,54% do que no primeiro dia do ano.
Entre os produtos que mais contribuíram para este agravamento estão os douradinhos de peixe, cujo preço disparou 30% numa única semana, bem como o queijo curado fatiado, o óleo alimentar e as salsichas Frankfurt, que registaram aumentos de 12%.
O cabaz analisado pela DECO PROteste inclui produtos essenciais de várias categorias, como carne, peixe, congelados, frutas e legumes, laticínios e mercearia, abrangendo bens como peru, frango, carapau, pescada, batata, cebola, cenoura, banana, maçã, arroz, esparguete, açúcar, fiambre, leite, queijo e manteiga.




Cabaz de Natal desce ligeiramente, mas continua mais caro do que em 2022
Em contraste com a evolução do cabaz alimentar essencial, o cabaz de Natal registou uma ligeira descida de preço na última semana. O conjunto de 16 produtos tradicionais da época festiva custa agora 53,45 euros, menos 1,08 euros do que há uma semana, o que corresponde a uma redução de 1,98%.
Ainda assim, o valor atual continua 9 cêntimos acima do registado há um ano, quando o mesmo cabaz custava 53,36 euros. A comparação com dezembro de 2022 mostra um agravamento mais significativo: nessa altura, os consumidores pagavam menos 7,08 euros pelos mesmos produtos, o que representa uma diferença de 15,27%.
Apesar da descida global do cabaz de Natal, vários produtos essenciais da ceia registaram aumentos de preço a poucos dias da Consoada. Entre 10 e 17 de dezembro, cinco dos 16 artigos ficaram mais caros, com destaque para o óleo alimentar, o leite meio-gordo e a perna de peru.
O óleo alimentar registou a subida mais expressiva, com um aumento de 12%, passando de 1,95 euros para 2,20 euros. O leite meio-gordo subiu 6%, de 93 para 99 cêntimos, enquanto a perna de peru passou a custar 5,81 euros por quilo, mais 12 cêntimos do que na semana anterior, o que corresponde a um aumento de 2%.
Entre os produtos que ficaram mais baratos, o destaque vai para o chocolate para culinária, que registou uma quebra significativa após um ano marcado por fortes subidas. O preço de uma tablete desceu 43 cêntimos numa semana, menos 11%, fixando-se agora nos 3,43 euros.
Esta descida contribuiu para a redução global do preço do cabaz de Natal, num contexto em que a maioria dos restantes produtos manteve valores relativamente estáveis.
A comparação com os preços praticados em 2024 mostra que a maioria dos produtos do cabaz de Natal está atualmente mais cara. Dos 16 artigos analisados, 11 registam aumentos face ao mesmo período do ano passado.
Os ovos lideram as subidas anuais, com a meia dúzia a custar agora 2,10 euros, mais 49 cêntimos do que há um ano, o que corresponde a um aumento de 30%. O chocolate para culinária encareceu 75 cêntimos em termos homólogos, uma subida de 28%, enquanto a perna de peru aumentou 70 cêntimos por quilo, mais 14% do que em dezembro de 2024.













