Preço da carne vai continuar a subir, denuncia associação de produtores: aumento pode ser superior a 60%

Associação Portuguesa dos Industriais de Carnes prevê um decréscimo no consumo

Revista de Imprensa

O preço da carne deverá aumentar entre 15% e 20% até fevereiro, segundo revelou a ‘SIC Notícias’, uma subida que vem reforçar os quase 18% que já subiu desde o início do ano, de acordo com dados da Associação Portuguesa dos Industriais de Carnes, que prevê um decréscimo no consumo.

Desde o início do ano, a carne foi o grupo alimentar que registou maior subida de preços – entre 23 de fevereiro e 21 de setembro, a carne registou um aumento de 17,82% (mais 5,75 euros), sendo que uma costeleta de porco custa hoje mais 25%, ou seja, sofreu aumento de 1,11 euros, revelam os dados da DECO Proteste. O frango inteiro (mais 33%) e o bife de peru (mais 28%) também revelaram aumentos expressivos. Se nada for feito, a Associação de Industriais de Carne aponta para nova subida dos preços no limite até fevereiro do próximo ano.

Conforme sobe o preço dos cereais, também sobe o preço das rações, num efeito bola de neve até chegar ao consumidor. Vejamos: um frango inteiro, o que mais aumentou desde o início da guerra, custava em janeiro 2,16€. Depois de sucessivos aumentos, custa agora 2,94€, mais 33%. Caso o pior cenário se concretize, o mesmo frango passará a custar 3,53€, um aumento superior a 60% no espaço de um ano.

Ao custo da energia e à instabilidade do mercado soma-se a previsível diminuição do número de animais para consumo.

O fenómeno da subida dos preços não se esgota na carne: também o peixe (mais 14,97%) e frutas e legumes (mais 14,65%) são os que mais se destacam.

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