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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Tue, 21 Jul 2026 12:46:27 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Alemanha quer acabar com uma tradição de décadas para salvar a economia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 12:46:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Governo liderado por Friedrich Merz quer flexibilizar as regras do chamado Sonntagsruhe ("descanso de domingo"), numa tentativa de impulsionar uma economia que permanece praticamente estagnada desde 2019]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há muito que o domingo é considerado um dia quase sagrado na Alemanha. Em grande parte do país, as lojas permanecem fechadas, as ruas comerciais ficam praticamente desertas e apenas algumas padarias ou supermercados podem abrir durante poucas horas. Mas essa tradição, protegida pela Constituição alemã, poderá estar prestes a mudar.</p>
<p>O Governo liderado por Friedrich Merz quer flexibilizar as regras do chamado Sonntagsruhe (&#8220;descanso de domingo&#8221;), numa tentativa de impulsionar uma economia que permanece praticamente estagnada desde 2019, escreve o &#8216;El Confidencial&#8217;.</p>
<p>Atualmente, padarias e bibliotecas só podem funcionar durante três horas aos domingos. A proposta do executivo passa por alargar esse limite para oito horas no caso das padarias e para seis horas nas bibliotecas, com entrada em vigor prevista para 1 de janeiro de 2027.</p>
<p><strong>Uma tradição inscrita na Constituição</strong></p>
<p>O descanso ao domingo não é apenas um hábito cultural. Está protegido pelo artigo 140.º da Constituição alemã, que define os domingos e feriados como dias de &#8220;descanso do trabalho e de reflexão espiritual&#8221;.</p>
<p>Na prática, a legislação limita fortemente a atividade comercial. Cafés, restaurantes e postos de combustível podem funcionar, mas os supermercados apenas podem vender produtos considerados essenciais.</p>
<p>A lei dá origem a situações pouco comuns noutros países. Em Berlim, por exemplo, um supermercado biológico instala barreiras todos os domingos para impedir os clientes de acederem às secções onde estão produtos cuja venda é proibida nesse dia, encaminhando-os apenas para a padaria e para os frigoríficos de bebidas.</p>
<p><strong>Economia em dificuldades leva Governo a desafiar um tabu</strong></p>
<p>A flexibilização das regras surge numa altura em que a maior economia europeia enfrenta dificuldades persistentes.</p>
<p>Além da quebra de competitividade da indústria automóvel perante a concorrência chinesa e das consequências das tarifas impostas pelos Estados Unidos, o Governo considera que a produtividade continua demasiado baixa para permitir uma recuperação sustentada.</p>
<p>Para o executivo, aumentar a atividade económica ao domingo poderá ajudar a dinamizar o consumo e criar novas oportunidades de negócio.</p>
<p><strong>Retalho quer ir mais longe</strong></p>
<p>As associações do setor defendem que a proposta é apenas um primeiro passo.</p>
<p>A Federação Alemã do Retalho estima que a abertura ao domingo possa representar até mil milhões de euros em vendas adicionais, embora alguns economistas questionem esse cálculo, lembrando que parte dessas compras poderá apenas ser transferida dos restantes dias da semana ou do comércio online.</p>
<p>Nils Busch-Petersen, diretor da Associação de Retalhistas de Berlim-Brandemburgo, considera que a legislação atual já não faz sentido.</p>
<p>&#8220;Na Alemanha, vender uma camisa ao domingo ainda é crime. Isso está completamente ultrapassado na era digital&#8221;, afirmou.</p>
<p>Também René Glaser, presidente da associação empresarial da Saxónia, defende uma revisão profunda da lei, argumentando que os atuais critérios para autorizar aberturas ao domingo são demasiado complexos e difíceis de aplicar.</p>
<p><strong>Nem todos querem mudar</strong></p>
<p>A proposta tem encontrado forte oposição de sindicatos, organizações religiosas e de vários responsáveis políticos.</p>
<p>Na Baviera, um dos estados mais conservadores do país, o ministro-presidente Markus Söder já garantiu que o descanso ao domingo continuará intocável.</p>
<p>&#8220;Nada mudará em relação ao descanso ao domingo no meu estado&#8221;, assegurou.</p>
<p><strong>Mais uma tentativa para tirar a Alemanha da estagnação</strong></p>
<p>A flexibilização do comércio ao domingo faz parte de um pacote mais amplo de reformas apresentado pelo Governo de Friedrich Merz para tentar relançar a economia.</p>
<p>Entre as medidas estão também o fim das baixas médicas emitidas por telefone e a obrigatoriedade de apresentar um atestado médico logo no primeiro dia de doença.</p>
<p>Segundo Enzo Weber, responsável pela investigação do Instituto de Investigação do Emprego de Nuremberga, a Alemanha atravessa uma crise estrutural.</p>
<p>&#8220;Estamos no quinto ano de estagnação. A reestruturação económica avança lentamente, o mercado de trabalho praticamente não evolui, o investimento continua fraco e, apesar do aumento do desemprego, faltam trabalhadores qualificados&#8221;, resumiu ao &#8216;El Confidencial&#8217;.</p>
<p>A discussão sobre o futuro do Sonntagsruhe tornou-se, assim, muito mais do que um debate sobre horários comerciais. Para muitos alemães, representa um choque entre uma tradição com quase um século e a necessidade de encontrar novas soluções para recuperar o estatuto de maior motor económico da Europa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791916]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Kuwait acusa Teerão de atacar centrais elétricas e de dessalinização</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 12:37:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Kuwait]]></category>
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					<description><![CDATA[O Kuwait acusou hoje o Irão de atacar centrais elétricas e instalações de dessalinização de água, provocando incêndios, e referiu que este tipo de ofensiva a infraestruturas no país já se repete há vários dias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Kuwait acusou hoje o Irão de atacar centrais elétricas e instalações de dessalinização de água, provocando incêndios, e referiu que este tipo de ofensiva a infraestruturas no país já se repete há vários dias.</P><br />
<P>&#8220;Devido à contínua e hedionda agressão perpetrada pelo Irão contra o Estado do Kuwait, várias centrais elétricas e estações de dessalinização de água foram visadas pelo quarto dia consecutivo, provocando incêndios em várias instalações&#8221;, afirmou o Ministério da Eletricidade, Água e Energias Renováveis em comunicado divulgado nas redes sociais.</P><br />
<P>Com o reatamento das hostilidades entre Washington e Teerão, em 07 de julho, os bombardeamentos atingiram uma intensidade sem precedentes, quebrando o cessar-fogo acordado em abril entre as duas partes, bem como o memorando de entendimento assinado a 17 de junho.</P><br />
<P>O Kuwait e o Bahrein, que acolhem instalações militares norte-americanas, têm sido os principais alvos destes ataques.</P><br />
<P>O Bahrein acusou o Irão de visar civis, enquanto o Kuwait denunciou ataques iranianos contra infraestruturas de abastecimento de água e eletricidade, bem como contra instalações petrolíferas. </P><br />
<P>A Guarda Revolucionária do Irão confirmou, através da agência de notícias oficial IRNA, ter atacado instalações militares norte-americanas no Bahrein e no Kuwait.</P><br />
<P>O exército ideológico iraniano disse que foram visados sistemas de defesa antimíssil, radares e sistemas de receção de satélite no Kuwait e &#8220;três importantes bases norte-americanas&#8221; neste país.</P><br />
<P>&#8220;O inimigo deve preparar-se para ondas ainda mais decisivas e poderosas de ataques com drones e mísseis&#8221;, avisou.</P><br />
<P>A operação foi justificada com a necessidade de &#8220;castigar os militares norte-americanos que matam crianças por perturbarem a segurança do estreito de Ormuz e violam partes&#8221; do Irão, tendo a Guarda Revolucionária referido que o objetivo foi criar uma &#8220;noite negra&#8221; nos sistemas de radar e de defesa dos EUA na região.</P><br />
<P>A segurança regional &#8220;foi perturbada devido às atrocidades cometidas pelas forças terroristas dos EUA, e as forças armadas da República Islâmica estão a tentar restaurar a segurança e a tranquilidade na região na luta contra os Estados Unidos&#8221;, declarou.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791906]]></sapo:autor>
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		<title>Lucro do grupo automóvel General Motors cai 16% no 1.º semestre para 3.441 M€</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/lucro-do-grupo-automovel-general-motors-cai-16-no-1-o-semestre-para-3-441-me/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 12:37:35 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[General Motors]]></category>
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					<description><![CDATA[A (GM) registou um lucro de 3.932 milhões de dólares (cerca de 3.441 milhões de euros) no primeiro semestre, uma redução de 16% face ao mesmo período de 2025, divulgou hoje o grupo automóvel.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A (GM) registou um lucro de 3.932 milhões de dólares (cerca de 3.441 milhões de euros) no primeiro semestre, uma redução de 16% face ao mesmo período de 2025, divulgou hoje o grupo automóvel.</P><br />
<P>Em comunicado, o fabricante automóvel norte-americano revelou que até junho registou receitas de 91.650 milhões de dólares (cerca de 80.211 milhões de euros), o que representa um aumento homólogo de 0,6%.</P><br />
<P>Os resultados foram afetados pelo investimento de 2.300 milhões de dólares (cerca de 2.012 milhões de euros) na estratégia de reestruturação do negócio de veículos elétricos.</P><br />
<P>A empresa espera que o lucro líquido atribuído aos acionistas se situe entre 8.400 milhões e 9.800 milhões, face às previsões anteriores que apontavam para 9.900-11.400 milhões.</P><br />
<P>No total, as vendas atingiram, nos primeiros seis meses do ano, 1,8 milhões de veículos, em linha com os dados do ano passado.</P><br />
<P>No segundo trimestre, as vendas totalizaram 990.000, contra os 974.000 do ano anterior.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791911]]></sapo:autor>
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		<title>Anacom aplica coima de 160 mil euros à Vodafone por alterar condições de contratos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 12:36:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) aplicou uma coima de 160 mil euros à Vodafone por alterar unilateralmente as condições contratuais de 448.236 clientes, sem ter comunicado as alterações.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) aplicou uma coima de 160 mil euros à Vodafone por alterar unilateralmente as condições contratuais de 448.236 clientes, sem ter comunicado as alterações. </P><br />
<P>&#8220;A Anacom decidiu aplicar à Vodafone uma coima no valor de 160 mil euros por esta ter procedido à alteração unilateral, de forma idêntica e padronizada em relação a todos eles, das condições contratuais que cerca de 449.236 assinantes dispunham&#8221;, lê-se no comunicado do regulador.</P><br />
<P>A entidade afirma ainda que a operadora de telecomunicações não comunicou &#8220;por escrito, por forma adequada e com uma antecedência mínima de 30 dias, a proposta de alteração e o seu direito de rescindir o contrato sem qualquer encargo caso não concordassem com a mencionada alteração&#8221;.</P><br />
<P> &#8220;Direito que lhes assistia, conforme prescreve o n.º 16 do artigo 48.º da LCE então em vigor&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>De acordo com as normas em vigor, as empresas devem notificar qualquer alteração das condições contratuais aos utilizadores finais, de forma clara, compreensível e em suporte duradouro, com pelo menos um mês de antecedência, devendo informá-los, na mesma comunicação e sempre que aplicável, do seu direito de resolver o contrato sem encargos, caso não aceitem as novas condições.</P><br />
<P>De acordo com o comunicado, &#8220;constitui contraordenação a adoção pelas empresas que oferecem redes e serviços de comunicações eletrónicas acessíveis ao público de comportamentos habituais ou padronizados, bem como a emissão de orientações, recomendações ou instruções aos trabalhadores, agentes ou parceiros de negócios, cuja aplicação seja suscetível de conduzir à violação de regras legais ou de determinações da Anacom&#8221;.</P><br />
<P>A Vodafone já apresentou recurso de impugnação judicial contra a decisão da ANACOM para o Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791907]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>MP arquiva processo sobre montaria na Azambuja em que morreram centenas de animais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 12:35:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério Público (MP) arquivou o inquérito-crime a uma montaria na Herdade da Torre Bela, no concelho de Azambuja, distrito de Lisboa, onde foram abatidos cerca de 500 animais, em 2020.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério Público (MP) arquivou o inquérito-crime a uma montaria na Herdade da Torre Bela, no concelho de Azambuja, distrito de Lisboa, onde foram abatidos cerca de 500 animais, em 2020.</p>
<p>Questionado pela agência Lusa, o MP confirmou hoje que o inquérito, cujo processo correu no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Loures, conheceu despacho de arquivamento, embora não tenha adiantado a data da decisão.</p>
<p>Em dezembro de 2020 ocorreu na Herdade da Torre Bela uma montaria em que participaram caçadores espanhóis, na qual foram abatidos, segundo notícias da altura, cerca de 540 animais, entre os quais veados e javalis, e que provocou muita polémica.</p>
<p>A edição de hoje do jornal Público dá conta de que, ao fim de cinco anos de investigação, o MP ilibou os suspeitos do massacre na herdade, lembrando que houve animais que &#8220;escaparam aos caçadores&#8221;.</p>
<p>&#8220;O caso que indignou o país só não acaba em total impunidade porque o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) aplicou no ano passado à proprietária da herdade uma multa de três mil euros, sendo certo que, pelas contas deste organismo, a caçada lhe rendeu 13 mil&#8221;, escreve o Público.</p>
<p>Segundo o diário, um dos principais argumentos do procurador que investigou o caso entre 2020 e 2025 para concluir que não foi cometido qualquer crime contra a natureza durante a caçada &#8211; feita por espanhóis vindos de propósito a Portugal para o efeito e na qual participaram também alguns portugueses &#8211; &#8220;relaciona-se com o número e tipo de animais abatidos&#8221;.</p>
<p>&#8220;Por um lado não eram espécies protegidas; por outro &#8216;não foram eliminados exemplares em número significativo&#8217;, à luz deste conceito legal indeterminado, que não aponta para qualquer percentagem: pelas contas do magistrado, terão sido abatidos 416 bichos (muito embora as notícias da altura refiram 540), tendo sobrevivido 100 a 120 animais, ou seja, 25% do contingente inicial&#8221;, lê-se na notícia.</p>
<p>De acordo com o Público, o MP não conseguiu que as autoridades espanholas interrogassem &#8220;um dos principais responsáveis pelo sucedido, o advogado espanhol Mariano Morales, dono da empresa Monteros de la Cabra, que já tinha sido anteriormente multado pela GNR por não cumprir as regras noutras caçadas que realizou no Alentejo&#8221;.</p>
<p>O caso foi denunciado pelo jornal &#8216;online&#8217; O Fundamental, que divulgou o abate no dia 20 de dezembro de 2020, adiantando que o mesmo foi &#8220;publicitado&#8221; nas redes sociais &#8220;por alguns dos 16 caçadores que terão participado&#8221; na iniciativa.</p>
<p>Em 24 de dezembro de 2020, a Herdade da Torre Bela descartou à agência Lusa qualquer responsabilidade no sucedido, repudiando a forma &#8220;ilegítima&#8221; como decorreu uma montaria na sua propriedade. Quatro dias depois, apresentou uma queixa contra a empresa Monteros de La Cabra e Mariano Morales, e contra desconhecidos, junto do Ministério Público.</p>
<p>Também o então ministro do Ambiente, Matos Fernandes, repudiou o abate dos animais, admitindo uma revisão da Lei da Caça, designadamente no que diz respeito às montarias.</p>
<p>O Instituto da Conservação da Natureza já tinha aberto um processo para averiguar &#8220;os factos ocorridos e eventuais ilícitos&#8221; relacionados com o abate dos animais e suspendeu a licença da Zona de Caça da Torre Bela.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791908]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Trump prepara novas tarifas: Portugal pode estar entre os afetados pela ofensiva comercial dos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 12:33:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
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		<category><![CDATA[tarifas]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[Tarifa global temporária de 10% aplicada às importações para os Estados Unidos expira na próxima sexta-feira. Para a substituir, Washington está a estudar um novo pacote de taxas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal poderá voltar a sentir os efeitos da guerra comercial de Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos prepara uma nova vaga de tarifas sobre cerca de 60 países que poderá voltar a atingir a União Europeia, com possíveis reflexos indiretos nas exportações portuguesas, avança o &#8216;Financial Times&#8217;.</p>
<p>A tarifa global temporária de 10% aplicada às importações para os Estados Unidos expira na próxima sexta-feira. Para a substituir, Washington está a estudar um novo pacote de taxas que, numa primeira fase, deverá variar entre 10% e 12,5%, embora estejam também em curso investigações que poderão justificar a aplicação de tarifas ainda mais elevadas.</p>
<p>A União Europeia integra a lista de economias que poderão ser abrangidas, juntamente com países como China, Japão, Índia, Coreia do Sul, México, Taiwan, Vietname, Malásia, Indonésia, Suíça e Noruega.</p>
<p>Caso Bruxelas venha a ser incluída nas novas medidas, Portugal poderá sentir efeitos indiretos, tanto nas exportações para o mercado americano como no desempenho da economia europeia, da qual depende uma parte significativa do comércio externo português.</p>
<p><strong>Brasil e Canadá já foram alvo da ofensiva comercial</strong></p>
<p>A escalada tarifária ganhou força nos últimos dias. Na semana passada, Donald Trump anunciou uma tarifa de 25% sobre vários produtos brasileiros, embora tenha excluído bens como carne, café, petróleo, aeronaves e sumo de laranja. Cinco dias depois, impôs uma taxa de 50% sobre determinados produtos canadianos.</p>
<p>As novas medidas surgem depois de o Supremo Tribunal dos Estados Unidos ter anulado, em fevereiro, as chamadas tarifas recíprocas anunciadas em abril de 2025. Em resposta, a Casa Branca aplicou uma tarifa global temporária de 10%, que termina esta sexta-feira.</p>
<p><strong>Há quem defenda uma abordagem mais prudente</strong></p>
<p>O &#8216;Financial Times&#8217; refere que vários responsáveis da equipa de Donald Trump têm defendido uma estratégia mais cautelosa, procurando preservar os acordos comerciais alcançados ao longo do último ano e evitar um agravamento das tensões com os principais parceiros económicos dos Estados Unidos.</p>
<p>A incerteza surge numa altura em que o conflito no Médio Oriente continua a pressionar os mercados energéticos e a aumentar as preocupações com o custo de vida nos EUA.</p>
<p>Uma sondagem realizada pela Focaldata para o &#8216;Financial Times&#8217; concluiu que mais de dois terços dos eleitores desaprovam a forma como Donald Trump tem gerido o aumento do custo de vida.</p>
<p>&#8220;A principal influência sobre as tarifas será o ambiente político e as preocupações com o poder de compra, que limitam a capacidade de Trump para ir mais longe&#8221;, afirmou ao &#8216;Financial Times&#8217; Michael Smart, diretor-geral da consultora Rock Creek Global Advisors.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791903]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Deterioração da situação em Ormuz aumenta incerteza no mercado do petróleo, alerta AIE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 12:18:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[aie]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
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					<description><![CDATA[O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE) alertou hoje que a deterioração da situação em torno do estreito de Ormuz agrava as preocupações com a segurança do abastecimento de petróleo e aumenta a incerteza sobre o mercado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE) alertou hoje que a deterioração da situação em torno do estreito de Ormuz agrava as preocupações com a segurança do abastecimento de petróleo e aumenta a incerteza sobre o mercado.</P><br />
<P>Fatih Birol mencionou todavia a existência de &#8220;fatores atenuantes&#8221;, como os &#8220;grandes esforços da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos&#8221; para fornecer petróleo por rotas alternativas ao estreito de Ormuz, o aumento das exportações de outros produtores, &#8220;em particular dos Estados Unidos, do Brasil, da Venezuela e do Cazaquistão&#8221;, bem como os esforços da China para reduzir as importações.</P><br />
<P>No último relatório mensal sobre o mercado petrolífero, divulgado a 10 de julho, a AIE apontou para uma redução da procura de um milhão de barris por dia em 2026, abaixo da estimativa de 1,1 milhões apresentada em meados de junho.</P><br />
<P>A organização observou que a oferta mundial &#8220;recuperou&#8221; graças à retoma parcial do tráfego no estreito de Ormuz, mas a produção continuava muito abaixo dos níveis anteriores à guerra no Médio Oriente.</P><br />
<P>A AIE observou, em junho, uma oferta mundial de petróleo que atingiu os 98,8 milhões de barris por dia e prevê uma média de 102,6 milhões de barris por dia em 2026, sob reserva de um abrandamento das novas hostilidades.</P><br />
<P>Na abertura das bolsas europeias de hoje, o preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em setembro, caia 0,77% para 88,53 dólares, e o do West Texas Intermediate (WTI), para entrega também em setembro, de referência nos Estados Unidos da América (EUA), baixa 0,28% para 82,25 dólares.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791897]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Político australiano perde a cabeça e grita com o cão &#8220;invisível&#8221; em direto durante entrevista. Veja o vídeo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 12:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Austrália]]></category>
		<category><![CDATA[Barnaby Joyce]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Episódio aconteceu durante uma entrevista à estação pública 'ABC News', conduzida pela jornalista Sarah Ferguson]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma entrevista televisiva em direto transformou-se num dos momentos políticos mais insólitos da semana na Austrália. O antigo vice-primeiro-ministro Barnaby Joyce interrompeu a conversa para gritar de forma repentina com o próprio cão, numa cena que rapidamente se tornou viral e desencadeou uma onda de críticas nas redes sociais, noticia o &#8216;The Independent&#8217;.</p>
<p>O episódio aconteceu durante uma entrevista à estação pública &#8216;ABC News&#8217;, conduzida pela jornalista Sarah Ferguson, enquanto Joyce respondia a perguntas sobre a decisão da líder do partido One Nation, Pauline Hanson, de se reunir no Reino Unido com o ativista de extrema-direita Tommy Robinson.</p>
<p>Visivelmente desconfortável com o rumo da entrevista, o político virou-se subitamente para o lado e gritou um sonoro &#8220;Senta-te!&#8221;, deixando a jornalista surpreendida. Curiosamente, o cão nunca chegou a aparecer em imagem nem sequer foi ouvido durante a transmissão.</p>
<p>&#8220;Desculpe, é o cão&#8221;, justificou Joyce antes de retomar a resposta, escreve o &#8216;The Independent&#8217;.</p>
<p><strong>&#8220;Não se preocupe com o cão&#8221;</strong></p>
<p>Poucos minutos depois, Barnaby Joyce voltou a pedir desculpa pelas interrupções provocadas pelo animal.</p>
<p>&#8220;Não se preocupe com o cão. Responda apenas à pergunta&#8221;, comentou Sarah Ferguson.</p>
<p>A resposta do político acabou por aumentar o desconforto.</p>
<p>&#8220;Não seja rude. Caso contrário, esta entrevista termina já&#8221;, respondeu Joyce.</p>
<p>No final da conversa, a jornalista voltou ao tema e comentou que o cão &#8220;não tinha causado qualquer problema&#8221;.</p>
<p>&#8220;Para mim causou&#8221;, retorquiu o político.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">Barnaby Joyce pausing mid-interview on ABC 7.30 to bellow SIT DOWN at his dog (off camera) is going to be hard to beat for TV blooper of the year <a href="https://t.co/gJYEF6P3g2">pic.twitter.com/gJYEF6P3g2</a></p>
<p>&mdash; Josh Butler (@JoshButler) <a href="https://x.com/JoshButler/status/2079144924260503929?ref_src=twsrc%5Etfw">July 20, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p><strong>Vídeo tornou-se viral e dividiu as redes sociais</strong></p>
<p>As imagens espalharam-se rapidamente pelas redes sociais, onde muitos utilizadores criticaram a forma como Joyce tratou o animal.</p>
<p>&#8220;Barnaby Joyce irrita-se com as perguntas da jornalista e descarrega a frustração no pobre cão&#8221;, escreveu uma utilizadora na rede social X.</p>
<p>Outro comentário classificou como &#8220;profundamente perturbadora&#8221; a rapidez com que o político dirigiu aquele nível de agressividade ao animal, considerando que &#8220;esse grau de raiva contra um cão não é normal, ainda por cima em televisão nacional&#8221;.</p>
<p><strong>Houve quem dissesse que&#8230; o cão nem existia</strong></p>
<p>Nem todos acreditaram, porém, que o animal fosse realmente o responsável pelas interrupções.</p>
<p>A comentadora política e escritora Ronni Salt defendeu que Joyce poderá ter recorrido ao alegado comportamento do cão para ganhar tempo e escapar às perguntas mais delicadas.</p>
<p>&#8220;Barnaby é um veterano da comunicação social e sabe exatamente como funciona o jogo&#8221;, escreveu nas redes sociais.</p>
<p>Segundo a comentadora, o político parecia estar a procurar uma forma de quebrar o ritmo da entrevista quando surgiu, de repente, a história do cão.</p>
<p>Mais tarde, Barnaby Joyce garantiu que o animal existe e explicou tratar-se de um cruzamento entre Staffordshire Bull Terrier e Border Collie, que estava debaixo da varanda da casa a ladrar &#8220;incessantemente&#8221; durante toda a entrevista.</p>
<p><strong>Entrevista abordava encontro com Tommy Robinson</strong></p>
<p>O incidente aconteceu quando Joyce defendia a decisão de Pauline Hanson, líder do partido One Nation, de se reunir com Tommy Robinson, uma das figuras mais polémicas da extrema-direita britânica.</p>
<p>O político rejeitou as críticas de que esse encontro significaria apoio às posições do ativista anti-imigração, argumentando que reunir-se com alguém não implica concordar com as suas ideias.</p>
<p>Fundado por Pauline Hanson na década de 1990, o One Nation defende uma redução da imigração e opõe-se ao multiculturalismo, refere o &#8216;The Independent&#8217;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791899]]></sapo:autor>
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		<title>Custos da guerra no Irão já ultrapassam 100 mil milhões de dólares e aumentam pressão sobre Trump (que os tenta esconder)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 11:57:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[Trump]]></category>
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					<description><![CDATA[Os custos da guerra entre os Estados Unidos e o Irão poderão ser muito superiores aos valores oficialmente reconhecidos por Washington, enquanto cresce a contestação interna à estratégia da administração de Donald Trump.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os custos da guerra entre os Estados Unidos e o Irão poderão ser muito superiores aos valores oficialmente reconhecidos por Washington, enquanto cresce a contestação interna à estratégia da administração de Donald Trump. Informações divulgadas por vários meios de comunicação norte-americanos indicam que o Pentágono terá subestimado tanto o impacto financeiro do conflito como o número de militares norte-americanos afetados, numa altura em que a oposição popular à guerra já ultrapassa, em velocidade e intensidade, a registada durante a Guerra do Vietname.</p>
<p>A operação militar, apresentada inicialmente pela Casa Branca como uma intervenção limitada e cirúrgica, transformou-se, segundo várias estimativas internas, num conflito prolongado e extremamente dispendioso. Quando a operação &#8220;Fúria Épica&#8221; arrancou, no final de fevereiro, responsáveis do Pentágono informaram membros do Congresso, numa sessão à porta fechada, de que apenas os primeiros seis dias de combate já tinham custado mais de 11,3 mil milhões de dólares.</p>
<p>Nas semanas seguintes, as estimativas oficiais foram aumentando gradualmente. Em abril, Jules Hurst III, responsável interino pelas finanças do Departamento da Defesa, afirmou perante o Comité dos Serviços Armados que os custos rondavam os 25 mil milhões de dólares, sobretudo relacionados com munições, manutenção e substituição de equipamento militar. No início de maio, o valor aproximava-se já dos 29 mil milhões e, a 30 de junho, o diretor do Gabinete de Gestão e Orçamento, Russell Vought, declarou ao Congresso que os gastos ascendiam a cerca de 30 mil milhões de dólares.</p>
<p><strong>Estimativas internas apontam para custos superiores a 100 mil milhões</strong><br />
Contudo, segundo uma investigação divulgada pela NBC e baseada em fontes da administração norte-americana com conhecimento das estimativas internas, a realidade financeira será bastante diferente.</p>
<p>Os cálculos internos do Pentágono situam o custo real da guerra entre 80 mil milhões e 100 mil milhões de dólares, quando são contabilizadas despesas como a reconstrução das bases atingidas pelos ataques iranianos, a substituição de aeronaves destruídas e a reposição integral do arsenal consumido durante meses de operações militares.</p>
<p>Esta diferença representa, segundo a análise, a distância entre aquilo que foi apresentado ao público como uma intervenção limitada e aquilo em que o conflito efetivamente se transformou: uma guerra de desgaste, prolongada e extremamente onerosa.</p>
<p>O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) estimava já, num relatório divulgado em junho, que apenas a utilização de mísseis e restante armamento ofensivo representava cerca de 26 mil milhões de dólares.</p>
<p>Mas é na componente defensiva que as despesas mais aumentam. Um relatório do Serviço de Investigação do Congresso identificou 42 aeronaves danificadas, incluindo quatro caças F-15E Strike Eagle, um F-35A, um A-10 e sete aviões de reabastecimento KC-135.</p>
<p>Só a reconstrução das instalações militares atingidas por mísseis iranianos poderá ultrapassar os 30 mil milhões de dólares.</p>
<p>Paralelamente, a Casa Branca solicitou ao Congresso um financiamento suplementar de 87 mil milhões de dólares, dos quais 21 mil milhões destinam-se à reposição de munições, 17,3 mil milhões a custos operacionais e 12,1 mil milhões a programas classificados.</p>
<p><strong>Acusações de ocultação de baixas militares</strong><br />
À polémica em torno dos custos junta-se agora outra relacionada com a transparência das operações militares.</p>
<p>O The New York Times revelou que o Pentágono terá ocultado dezenas de militares norte-americanos feridos durante ataques iranianos contra bases militares na Jordânia.</p>
<p>Segundo a investigação, antes do ataque que provocou a morte de dois soldados e o desaparecimento de um terceiro, o Irão já tinha lançado outras três ofensivas contra posições norte-americanas naquele país, ferindo dezenas de militares e danificando vários helicópteros, episódios que nunca foram comunicados oficialmente.</p>
<p>Não é a primeira vez que o Departamento da Defesa é acusado de minimizar o número de baixas.</p>
<p>Nos primeiros dias da guerra, o Pentágono afirmou que menos de uma dúzia de militares tinha ficado ferida. Posteriormente, depois de a Reuters obter dados completos, reconheceu que os feridos ultrapassavam os 140 militares.</p>
<p>Já no final de março, o próprio Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) indicava que o primeiro mês de guerra tinha provocado mais de 300 militares feridos e 13 mortos. Desde então, deixou praticamente de divulgar atualizações regulares.</p>
<p>Segundo o The New York Times, o CENTCOM não realiza uma conferência de imprensa relevante sobre o conflito desde o início de maio e deixou igualmente de atualizar o número de alvos iranianos atingidos ou o total acumulado de militares norte-americanos feridos.</p>
<p>Responsáveis militares justificam a falta de informação com razões de segurança operacional, argumentando que a divulgação de detalhes poderia ajudar o Irão a melhorar a eficácia dos seus ataques com mísseis e drones.</p>
<p>No entanto, diversos analistas consideram igualmente plausível que exista uma preocupação política, numa altura em que a guerra decorre em pleno ciclo eleitoral norte-americano.</p>
<p><strong>Países do Golfo também suportam custos elevados</strong><br />
As consequências do conflito não se limitam aos Estados Unidos.</p>
<p>Vários aliados norte-americanos no Golfo sofreram danos materiais e humanos provocados pelos ataques iranianos.</p>
<p>No Kuwait, uma central de eletricidade e abastecimento de água foi atingida por duas vezes em apenas dois dias. Um ataque ao aeroporto internacional provocou uma vítima mortal e mais de 60 feridos.</p>
<p>No Barém registaram-se danos significativos num edifício residencial.</p>
<p>Já em Doha, no Catar, uma criança ficou ferida por estilhaços provenientes da interceção de um projétil.</p>
<p>Segundo uma análise publicada pela revista Foreign Policy, muitos destes países procuraram durante meses evitar precisamente este cenário, tendo desenvolvido esforços diplomáticos para impedir uma escalada militar.</p>
<p>Fontes governamentais de dois países do Golfo revelaram anteriormente à Associated Press o descontentamento crescente com Washington.</p>
<p>Entre as críticas apontadas encontra-se a ausência de aviso prévio relativamente ao ataque norte-americano de 28 de fevereiro, bem como a alegada falta de proteção das infraestruturas estratégicas dos aliados.</p>
<p>Alguns responsáveis consideram que os Estados Unidos concentraram a sua capacidade defensiva na proteção de Israel e das próprias forças militares, deixando os parceiros regionais praticamente entregues aos seus próprios sistemas de defesa.</p>
<p>Embora publicamente mantenham um discurso mais diplomático, vários líderes da região têm apelado ao regresso das negociações.</p>
<p>O primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, condenou energicamente os ataques iranianos e defendeu o regresso à via diplomática entre Washington e Teerão.</p>
<p>Também a Jordânia convocou o embaixador iraniano para protestar contra aquilo que classificou como ataques injustificados.</p>
<p>Especialistas acreditam, contudo, que o conflito poderá alterar profundamente o equilíbrio estratégico da região.</p>
<p>Fawaz Gerges, da London School of Economics, considera que a guerra destruiu o entendimento informal que vigorava há décadas, segundo o qual os países do Golfo garantiam energia e investimento enquanto os Estados Unidos asseguravam a sua proteção militar.</p>
<p>Na mesma linha, Abdulaziz Sager, presidente do Gulf Research Center, classificou como &#8220;horrendo&#8221; o impacto económico provocado pelo conflito.</p>
<p><strong>Rejeição popular cresce mais depressa do que durante a Guerra do Vietname</strong><br />
É, porém, na opinião pública norte-americana que Donald Trump enfrenta atualmente um dos maiores desafios políticos.</p>
<p>Segundo a média ponderada das sondagens compiladas pelo Silver Bulletin, do estatístico Nate Silver, apenas 33% dos norte-americanos apoiam atualmente a guerra, enquanto 59% manifestam oposição, o que representa um saldo negativo de 26 pontos percentuais.</p>
<p>Outros estudos revelam números ainda mais desfavoráveis.</p>
<p>Uma sondagem da Ipsos e do The Washington Post, realizada em meados de julho, concluiu que 69% dos inquiridos rejeitam o conflito, enquanto apenas 29% o aprovam.</p>
<p>O mesmo estudo atribui a Donald Trump apenas 37% de aprovação global e menos de 40% especificamente na gestão da guerra.</p>
<p>Outra sondagem, conduzida pela Ipsos em parceria com a Reuters, mostra que 79% dos norte-americanos acreditam que o envolvimento militar será prolongado, bastante acima dos 65% registados em maio.</p>
<p><strong>Comparações históricas aumentam dificuldades políticas de Trump</strong><br />
As comparações históricas são particularmente desfavoráveis para a atual administração.</p>
<p>Segundo os dados compilados pelo Washington Post, apenas 28% dos norte-americanos consideram que esta guerra vale a pena, um nível de apoio inferior ao registado nas guerras do Afeganistão e do Iraque.</p>
<p>Mas é a comparação com o Vietname que mais chama a atenção dos analistas.</p>
<p>Quando o instituto Gallup perguntou, pela primeira vez, em agosto de 1965, se o envio de tropas para o Vietname tinha sido um erro, apenas 24% dos norte-americanos responderam afirmativamente, enquanto 60% discordavam dessa ideia.</p>
<p>Só em outubro de 1967 é que os críticos ultrapassaram, pela primeira vez, os defensores da guerra, e apenas em agosto de 1968 uma maioria absoluta considerava claramente que o conflito tinha sido um erro.</p>
<p>No caso da guerra com o Irão, esse nível de rejeição foi alcançado em menos de cinco meses.</p>
<p><strong>Pressão aumenta também dentro da base de Trump</strong><br />
A contestação não parte apenas dos eleitores democratas.</p>
<p>Segundo a análise, uma parte significativa da própria base eleitoral de Donald Trump demonstra crescente desilusão.</p>
<p>O movimento MAGA, liderado ideologicamente por Steve Bannon, apoiou Trump e o vice-presidente JD Vance com a expectativa de pôr fim às chamadas &#8220;guerras eternas&#8221;, reduzir o envolvimento militar dos Estados Unidos em conflitos externos e controlar a despesa pública.</p>
<p>Embora a criação do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), inicialmente liderado por Elon Musk, tenha sido apresentada como um passo nesse sentido, o prolongamento dos conflitos envolvendo Israel, Venezuela e agora o Irão tem alimentado críticas dentro do próprio eleitorado republicano.</p>
<p>Segundo esta leitura, Trump prometeu uma nova era de estabilidade e paz internacional, mas encontra-se atualmente envolvido em múltiplas frentes externas, num contexto em que o aumento dos custos militares, as dúvidas sobre a transparência da informação divulgada pelo Pentágono e a crescente rejeição popular poderão representar um dos maiores desafios políticos da sua presidência.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791830]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Burnham estreia-se como primeiro-ministro e Rússia responde com exercício militar com fogo real junto ao Reino Unido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 11:52:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Neustrashimy]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[Navio envolvido foi a fragata 'Neustrashimy', que terá informado previamente o navio patrulha britânico 'HMS Tyne' sobre a realização dos disparos, permitindo às autoridades militares acompanhar a operação desde o início]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma fragata da Marinha russa realizou esta segunda-feira um exercício de fogo real ao largo de Plymouth, no sul de Inglaterra, numa operação que foi acompanhada de perto pela Royal Navy e por uma aeronave militar francesa. O exercício decorreu durante cerca de 30 minutos em águas internacionais, a aproximadamente 40 milhas náuticas da costa britânica, noticia o &#8216;The Independent&#8217;.</p>
<p>Segundo a publicação britânica, o navio envolvido foi a fragata &#8216;Neustrashimy&#8217;, que terá informado previamente o navio patrulha britânico &#8216;HMS Tyne&#8217; sobre a realização dos disparos, permitindo às autoridades militares acompanhar a operação desde o início.</p>
<p>&#8220;O navio da Marinha russa, que estava a ser seguido pela Royal Navy, realizou um exercício de fogo real em águas internacionais aproximadamente 40 milhas náuticas a sul de Plymouth&#8221;, confirmou um porta-voz do Ministério da Defesa britânico, citado pelo &#8216;The Independent&#8217;.</p>
<p>A mesma fonte garantiu que a Marinha britânica monitorizou toda a operação, continua a seguir os movimentos da embarcação russa e mantém-se preparada para defender a segurança nacional do Reino Unido.</p>
<p><strong>Fragata russa é presença habitual no Canal da Mancha</strong></p>
<p>A &#8216;Neustrashimy&#8217; não é uma desconhecida das autoridades britânicas. O &#8216;The Independent&#8217; recorda que, em setembro do ano passado, a mesma fragata foi seguida por unidades da Royal Navy enquanto escoltava um cargueiro russo através do Mar do Norte e do Canal da Mancha.</p>
<p>Mais recentemente, a Marinha britânica revelou ter mantido uma vigilância ininterrupta durante três meses sobre navios de guerra russos e embarcações de apoio que navegaram nas proximidades das águas do Reino Unido.</p>
<p><strong>Incidente com iate britânico agravou tensão</strong></p>
<p>Entre esses episódios destacou-se um incidente ocorrido a 16 de junho, quando a fragata russa &#8216;Admiral Grigorovich&#8217; efetuou um disparo de advertência na direção de um iate britânico, o &#8216;Bright Future&#8217;, ao largo da Ilha de Wight.</p>
<p>Segundo o &#8216;The Independent&#8217;, cinco navios da Royal Navy participaram na operação de acompanhamento dessa embarcação russa.</p>
<p><strong>Mudança política coincide com demonstração militar</strong></p>
<p>O exercício da &#8216;Neustrashimy&#8217; aconteceu um dia depois de Andy Burnham assumir funções como primeiro-ministro do Reino Unido. O novo chefe do Governo nomeou o antigo ministro da Defesa, John Healey, para o cargo de chanceler, poucas semanas depois de este ter deixado a tutela da Defesa na sequência de divergências sobre o plano de investimento militar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791881]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Cadeia hoteleira espanhola Meliá encerra operação em Cuba na sexta-feira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 11:48:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A cadeia hoteleira espanhola Meliá, com 34 hotéis em Cuba, cessará na sexta-feira toda a sua atividade na ilha, devido às "notáveis dificuldades" operacionais, legais e económico-financeiras no país, na sequência do bloqueio imposto pelos EUA.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A cadeia hoteleira espanhola Meliá, com 34 hotéis em Cuba, cessará na sexta-feira toda a sua atividade na ilha, devido às &#8220;notáveis dificuldades&#8221; operacionais, legais e económico-financeiras no país, na sequência do bloqueio imposto pelos EUA.</P><br />
<P>Segundo comunicado divulgado hoje à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV), a sua filial em Portugal, Ilha Bela &#8211; Gestão e Turismo Unipessoal Lda, tomou a decisão de encerrar a operação em Cuba a partir de 24 de julho. </P><br />
<P>Esta decisão é consequência das &#8220;notáveis dificuldades de natureza operacional, jurídica, económica e financeira que, de forma persistente, têm vindo a afetar&#8221; Cuba, na sequência do reforço do embargo dos EUA a Cuba, que impossibilita a &#8220;mínima estabilidade operacional&#8221;, salienta a empresa.</P><br />
<P>O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou as sanções contra Cuba, proibiu a exportação de petróleo venezuelano para a ilha, deixando-a praticamente sem recursos energéticos, e ameaçou impor sanções a todas as empresas a operar em Cuba por &#8220;colaboração&#8221; com o regime, liderado por Miguel Díaz-Canel.</P><br />
<P>A cessação da atividade da Meliá estende-se à utilização de marcas autorizadas, à atividade de acolhimento de turistas e à cadeia de abastecimento local ligada ao aprovisionamento dos estabelecimentos. </P><br />
<P>Em comunicado, a Meliá explica que está a avaliar os impactos financeiros desta decisão, incluindo a eventual revisão do valor contabilístico associado às operações em Cuba, que concretizará quando publicar as contas do primeiro semestre. </P><br />
<P>A filial portuguesa, sediada no Funchal, está a trabalhar para garantir uma transição ordenada, de modo a que a saída tenha o menor impacto possível nos colaboradores, fornecedores e clientes, salienta a cadeia hoteleira.</P><br />
<P>Em maio, quando apresentou os resultados do primeiro trimestre do ano, a Meliá comunicou que tinha encerrado 50% da sua capacidade operacional em Cuba, em consequência do bloqueio comercial dos Estados Unidos. </P><br />
<P>Segundo explicou na altura, tinha na sua carteira 34 hotéis (alguns deles já encerrados nessa altura, embora não tenha especificado o número exato), com 14.053 quartos, e tinha outros dois em projeto, cuja abertura estava inicialmente prevista para este ano. </P><br />
<P>Fontes da Meliá indicaram que o portfólio total esteve operacional, em média, 60% dos dias do trimestre, período comprometido &#8220;de forma significativa&#8221; após a intervenção dos Estados Unidos na região no início do ano, como a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro. </P><br />
<P>Essa intervenção gerou uma &#8220;dificuldade imprevista&#8221; na obtenção de combustível, o que, juntamente com o bloqueio comercial, afetou fortemente o mercado turístico. </P><br />
<P>A cadeia hoteleira registou uma ocupação nos seus estabelecimentos em Cuba de 34,1%, 6,5 pontos percentuais (p.p.) abaixo do primeiro trimestre do ano passado e muito abaixo da média do seu portfólio (58,8%, com um aumento de 1,7 p.p.). </P><br />
<P>O RevPAR (receita por quarto disponível), situou-se em 34,4 euros, 8,6% menos do que no ano anterior, face a uma média de 84 euros no conjunto dos seus hotéis.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791885]]></sapo:autor>
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		<title>Combustíveis: encher o depósito ficou até 15 euros mais caro em apenas três meses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 11:41:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Relatório da EPCOL – Empresas Portuguesas de Combustíveis e Lubrificantes indica que apesar dos sucessivos alívios no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) aplicados pelo Governo, os aumentos acabaram por chegar às bombas de combustível]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Encher o depósito do automóvel tornou-se significativamente mais caro no segundo trimestre de 2026. Entre abril e junho, um abastecimento de 60 litros de gasóleo passou a custar, em média, mais 14,7 euros, enquanto um depósito idêntico de gasolina ficou 12,42 euros mais caro, de acordo com a mais recente análise da EPCOL – Empresas Portuguesas de Combustíveis e Lubrificantes.</p>
<p>A associação explica que a subida dos preços foi impulsionada pela valorização do petróleo e dos combustíveis refinados nos mercados internacionais, numa altura marcada pela instabilidade provocada pelo conflito no Irão. Apesar dos sucessivos alívios no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) aplicados pelo Governo, os aumentos acabaram por chegar às bombas de combustível.</p>
<p><strong>Gasolina e gasóleo aproximaram-se dos dois euros por litro</strong></p>
<p>Segundo a EPCOL, o preço médio da gasolina simples 95 atingiu os 1,939 euros por litro, enquanto o gasóleo rodoviário chegou aos 1,940 euros, ambos muito próximos da barreira psicológica dos dois euros. Face ao trimestre anterior, a gasolina encareceu 20,7 cêntimos por litro e o gasóleo 24,5 cêntimos, justificando o forte agravamento sentido pelos automobilistas em cada abastecimento.</p>
<p><strong>Petróleo mais caro anulou parte do efeito do alívio fiscal</strong></p>
<p>A EPCOL refere que a escalada dos preços internacionais teria tido um impacto ainda maior sem as reduções temporárias do ISP decididas pelo Governo. Durante o segundo trimestre, o imposto baixou 3,7 cêntimos por litro na gasolina e 3,9 cêntimos no gasóleo, numa tentativa de compensar parte do aumento da receita de IVA resultante da subida dos combustíveis.</p>
<p><strong>Portugal continua acima de Espanha</strong></p>
<p>A comparação com Espanha continua a favorecer os automobilistas do país vizinho. Segundo a EPCOL, os portugueses pagaram, em média, mais 41,8 cêntimos por litro na gasolina e mais 25,1 cêntimos no gasóleo, uma diferença explicada sobretudo pela política fiscal espanhola, que reduziu temporariamente o ISP para os mínimos permitidos pela legislação europeia e baixou o IVA dos combustíveis para 10%.</p>
<p><strong>Metade do preço da gasolina continua a ser imposto</strong></p>
<p>Apesar dos ajustamentos fiscais, a carga tributária continua a representar uma fatia muito significativa do preço pago pelos consumidores. Segundo a EPCOL, os impostos corresponderam, em média, a 50,2% do preço final da gasolina, 43,3% do gasóleo e 36,3% do autogás durante o segundo trimestre de 2026.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791858]]></sapo:autor>
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		<title>MEO investe em cabo submarino transatlântico Nuvem</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/meo-investe-em-cabo-submarino-transatlantico-nuvem-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 11:39:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Meo voltou a investir numa infraestrutura submarina transatlântica estratégica, que liga Portugal aos EUA, tornando-se no parceiro nacional do cabo submarino Nuvem, da Google, seis anos depois do fim de vida do Columbus III.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="txt">
<p>A Meo voltou a investir numa infraestrutura submarina transatlântica estratégica, que liga Portugal aos EUA, tornando-se no parceiro nacional do cabo submarino Nuvem, da Google, seis anos depois do fim de vida do Columbus III.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;A Meo vai integrar o sistema de cabo submarino Nuvem, desenvolvido pela Google, tornando-se investidor e parceiro nacional de uma das mais relevantes infraestruturas digitais do Atlântico&#8221;, refere hoje a empresa liderada por Ana Figueiredo, em comunicado.</p>
<p class="text-paragraph">A cerimónia oficial de lançamento do cabo submarino transatlântico Nuvem decorreu hoje no Oceanário de Lisboa.</p>
<p class="text-paragraph">O cabo Nuvem é uma infraestrutura de última geração que liga Myrtle Beach, na Carolina do Sul (EUA), a Sines, com pontos de ancoragem intermédios nas Bermudas e nos Açores, criando uma rota estratégica e mais resiliente para as ligações do Atlântico Norte.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Este investimento reforça a conectividade transatlântica de Portugal e consolida o país como plataforma estratégica de interligação digital, refere a Meo, sem revelar o investimento em causa.</p>
<p class="text-paragraph">Assim, &#8220;seis anos após o fim de vida do sistema Columbus III – o único cabo que ligava Portugal aos Estados Unidos –, a Meo volta a investir numa infraestrutura submarina transatlântica estratégica. Como investidor e parceiro nacional do sistema Nuvem, desenvolvido pela Google, a empresa reafirma o seu compromisso com as infraestruturas digitais e com o reforço da posição de Portugal no ecossistema digital global&#8221;, lê-se no comunicado.</p>
<p class="text-paragraph">A nova infraestrutura reforça &#8220;a robustez das comunicações internacionais num contexto de crescente procura global impulsionada pela cloud, inteligência artificial, centros de dados e serviços digitais&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">A Meo refere que, &#8220;ao estabelecer uma ligação direta entre Portugal e os EUA, o sistema reforça igualmente a atratividade do país para investimentos em centros de dados, plataformas cloud e serviços tecnológicos globais&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;O Nuvem representa muito mais do que uma nova ligação entre Portugal e os EUA, é uma infraestrutura estratégica para responder ao crescimento da cloud, da Inteligência Artificial [IA] e dos centros de dados, reforçando a resiliência das comunicações internacionais&#8221;, afirma o administrador responsável pelas operações [Chief Operations Officer] da Meo, Nuno Cadima, citado em comunicado.</p>
<p class="text-paragraph">Por sua vez, o diretor sérnios de redes submarinas globais da Google, Nigel Bayliff, refere que &#8220;o futuro da conectividade global assenta em parcerias sólidas e em infraestruturas partilhadas&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">Nesse sentido, &#8220;o anúncio que fazemos hoje, em conjunto com a Meo, dá continuidade ao nosso percurso rumo a um maior alcance, fiabilidade e resiliência da Internet. Com base no nosso trabalho com a Meo no projeto Equiano e na colaboração, mais recente, com muitos outros operadores de telecomunicações, a Google está empenhada no investimento colaborativo e partilhado em infraestruturas submarinas&#8221;, acrescenta o responsável da tecnológica norte-americana.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Ao trabalharmos em conjunto, garantimos que esta ligação vital apoie os ecossistemas digitais locais e funcione como uma plataforma robusta e aberta para a inovação, que beneficie as comunidades de ambos os lados do Atlântico. Aguardamos com expectativa futuros anúncios com os nossos parceiros europeus para melhorar as ligações digitais da Europa com base em investimentos partilhados&#8221;, remata Nigel Bayliff.</p>
<p class="text-paragraph">Este é o segundo lançamento direto de um cabo de grande escala da Google em Portugal, depois do cabo Equiano em 2022, estando já prevista a chegada do cabo Sol à Região Autónoma dos Açores para o próximo ano.</p>
</div>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791874]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Transformação digital não é um projeto tecnológico</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/transformacao-digital-nao-e-um-projeto-tecnologico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 11:35:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[digital]]></category>
		<category><![CDATA[tecnológico]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Bruno Sousa, Consulting Director na Inetum ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Bruno Sousa, Consulting Director na Inetum</strong> </em></p>
<p>Nos últimos anos, assistimos a um investimento sem precedentes em tecnologia nas organizações. <em>Cloud computing</em>, <em>advanced analytics</em>, automação e, mais recentemente, Inteligência Artificial (IA) passaram a ocupar um lugar central nas agendas dos conselhos de administração. No entanto, os resultados estão longe de corresponder às expectativas, porque a maioria das organizações continua a abordar a transformação digital como se fosse um projeto de TI.</p>
<p>A realidade é que muitas organizações investiram milhões em tecnologia de última geração e continuam a enfrentar os mesmos desafios de sempre: processos complexos, silos organizacionais e informação inconsistente. Os <em>dashboards</em> proliferam, mas nem sempre contam a mesma história, e os decisores continuam a recorrer à experiência e à intuição não porque rejeitem os dados, mas porque frequentemente não confiam neles.</p>
<p>Quem trabalha em iniciativas de transformação reconhece facilmente este padrão.</p>
<p>No centro deste problema está um tema que continua a ser subestimado: a qualidade e a governação dos dados. Praticamente todas as organizações reconhecem hoje que os dados são um ativo estratégico. Contudo, poucas conseguem garantir que são completos, consistentes e compreendidos da mesma forma por toda a organização. Em muitos casos, continuam dispersos por múltiplos sistemas, sem critérios comuns e sem <em>ownership </em>definido.</p>
<p>Esta realidade revela uma verdade desconfortável: a tecnologia, por si só, não transforma nada.</p>
<p>Uma plataforma de<em> cloud</em> sem dados organizados é apenas armazenamento caro. Um algoritmo de IA sem dados de qualidade é uma fonte de ruído, não de conhecimento. Um processo ineficiente, quando automatizado, transforma-se numa forma mais rápida de produzir ineficiência. No fundo, a transformação digital exige a conceção de um novo modelo operativo, que articula pessoas, processos, dados e tecnologia de forma coerente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Uma tendência que começa a impor-se</strong></p>
<p>É precisamente por isso que as organizações mais maduras estão a começar a fazer perguntas diferentes. A verdadeira vantagem competitiva não está em ter a tecnologia mais moderna, mas em utilizá-la para melhorar a forma como trabalham e decidem. O foco está a deslocar-se da implementação tecnológica para a simplificação de processos, a clarificação de responsabilidades e a criação de mecanismos eficazes de governação dos dados. A pergunta já não é &#8220;que tecnologia devemos implementar?&#8221;, mas sobretudo &#8220;como devemos operar para gerar mais valor?&#8221;.</p>
<p>Esta mudança tem uma dimensão profundamente humana. Os dados não são criados por sistemas; são criados por pessoas. Os processos não existem para servir aplicações; existem para servir clientes e apoiar decisões. E a tecnologia não cria confiança; apenas a escala. Quando um colaborador não confia nos dados que consulta, regressa à sua folha de cálculo pessoal ou à validação informal com colegas. No fundo, a qualidade dos dados é também uma questão de confiança organizacional. Por isso, a transformação digital exige também mudanças de comportamento e uma cultura de responsabilização: nenhum modelo operativo se transforma verdadeiramente se os incentivos continuarem a premiar silos ou ausência de <em>accountability</em>.</p>
<p>A ascensão da Inteligência Artificial veio tornar este tema ainda mais relevante. Os dados são a matéria-prima dos algoritmos e, se essa matéria-prima for incompleta ou enviesada, os resultados também o serão — muitas vezes apresentados com uma aparência convincente de rigor. O &#8220;ouro&#8221; que a IA promete pode transformar-se rapidamente em &#8220;lixo&#8221; produzido à escala. Por isso, as organizações que estão a criar valor com IA não começam pela tecnologia. Começam por arrumar a casa: simplificam processos, clarificam responsabilidades e garantem a qualidade dos dados antes de escalar soluções tecnológicas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>A lição para quem lidera</strong></p>
<p>A grande lição para gestores e líderes é simples, mas muitas vezes ignorada: a transformação digital é, antes de mais, uma decisão de gestão. Comprar a melhor plataforma analítica do mercado ou o modelo de IA mais avançado não resolve, por si só, nenhum problema de negócio. Sem dados fiáveis, processos claros e responsabilidades bem definidas, qualquer investimento tecnológico funciona como um amplificador dos problemas existentes, e não como um motor de valor.</p>
<p>A responsabilidade não pode, por isso, ser delegada exclusivamente às áreas de tecnologia. Tem de ser assumida pela liderança — que define prioridades, redesenha processos e cria a cultura necessária para sustentar a mudança. No final, o verdadeiro diferencial competitivo não estará na tecnologia que uma organização compra, mas na sua capacidade de transformar informação em conhecimento, e conhecimento em decisão.</p>
<p>A transformação digital não se implementa. Cultiva-se. E começa com uma decisão de gestão: tratar os dados — e as pessoas que os produzem e utilizam — como ativos estratégicos para a criação de valor sustentável.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Bruno Sousa, Consulting Director na Inetum ]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Deputado sugere que Macau promova yuan no comércio entre China e países lusófonos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/deputado-sugere-que-macau-promova-yuan-no-comercio-entre-china-e-paises-lusofonos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 11:33:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um deputado de Macau sugeriu hoje que as autoridades locais devem promover o yuan digital nas trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa, com o objetivo de "reforçar a competitividade do setor financeiro".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um deputado de Macau sugeriu hoje que as autoridades locais devem promover o yuan digital nas trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa, com o objetivo de &#8220;reforçar a competitividade do setor financeiro&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O Governo e o respetivo setor devem promover, em conjunto, a adesão dos bancos centrais dos países de língua portuguesa (PLP) ao sistema &#8216;mBridge&#8217; (mecanismo multilateral de moedas digitais de bancos centrais (CBDCs)&#8221;, afirmou Ip Sio Kai, deputado à Assembleia Legislativa de Macau e também presidente da Associação de Bancos de Macau (ABM), durante uma intervenção no período antes da ordem do dia no Parlamento da Região Administrativa Especial (RAEM).</P><br />
<P>Em junho, a Autoridade Monetária de Macau obteve o estatuto de membro oficial do projeto mBridge e concluiu a articulação de sistemas. Na primeira fase, 11 bancos locais foram autorizados a tornar-se instituições participantes, tendo sido oficialmente iniciadas as transações associadas ao MBridge.</P><br />
<P>Ip acrescentou que as autoridades devem explorar a aplicação alargada do &#8220;yuan digital&#8221; (e-CNY) e da &#8220;pataca digital&#8221; (e-MOP) nos mercados sino-lusófonos através do referido sistema, apoiando a liquidação eficiente de projetos de comércio sino-lusófono denominados em yuan e de operações transfronteiriças de investimento e financiamento. </P><br />
<P>A aposta, segundo o presidente da ABM, permite o &#8220;reforço da função central de Macau na cooperação financeira sino-lusófona, aprimorando a capacidade nuclear de Macau na prestação de serviços de regularização das transações em yuan para os países de língua portuguesa&#8221;.</P><br />
<P>O deputado sustentou ainda que a iniciativa se baseia nas &#8220;vantagens únicas de Macau&#8221; como &#8220;plataforma de serviços financeiros entre a China e os PLP&#8221;.</P><br />
<P>Comentando o sistema mBridge, Ip classificou o seu lançamento como um &#8220;marco que assinala um passo importante de Macau no desenvolvimento de infraestruturas de pagamentos transfronteiriços baseadas em moeda digital&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Estas infraestruturas de pagamento transfronteiriço, centradas na ligação entre bancos centrais, resolvem eficazmente os problemas atuais das tradicionais transferências transfronteiriças, que dependem de redes de bancos correspondentes, demorando habitualmente vários dias úteis, com comissões elevadas e falta de transparência nas vias de movimentação de fundos&#8221;, argumentou.</P><br />
<P>A China é a principal promotora internacional do projeto mBridge enquanto alternativa ao sistema internacional de pagamentos SWIFT (Sociedade para as Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais). </P><br />
<P>Apoiado pelos bancos centrais da China, Hong Kong, Tailândia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, o mBridge é liderado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS) &#8211; o banco central dos bancos centrais, na Basileia &#8211; e opera com CBDC na liquidação de transações em segundos, em resultado de uma &#8216;blockchain&#8217; customizada (mBridge Ledger), contornando a dependência de moedas internacionais no sistema de pagamentos e desafiando a infraestrutura financeira dominante, o sistema SWIFT, que exige a liquidação em dólares.</P><br />
<P>Pequim está a promover a utilização do mBridge na liquidação de contratos de energia, matérias-primas e grandes infraestruturas com parceiros estratégicos do Médio Oriente e da Ásia, através deste corredor financeiro exclusivo, totalmente imune à jurisdição e sistema de sanções ocidental.</P><br />
<P>O mBridge é ainda visto como uma estratégia para quebrar a dependência dos países aderentes em relação à dívida pública norte-americana, ao atacar o motivo estrutural pelo qual os bancos centrais acumulam dólares, que se prende com a necessidade de liquidez na moeda norte-americana para o comércio global.</P><br />
<P></P><br />
<P>JW/APL // VM </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791870]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Um terreno não se avalia. Primeiro lê-se.</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/um-terreno-nao-se-avalia-primeiro-le-se/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 11:29:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[avaliação]]></category>
		<category><![CDATA[terreno]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Maria João Correia, arquiteta e fundadora do Segmento Urbano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Por Maria João Correia, arquiteta e fundadora do Segmento Urbano</em></strong></p>
<p>Esta semana uma mediadora imobiliária perguntou-me onde podia aprender a vender terrenos. A minha primeira reação foi: onde é que, em Portugal, alguém aprende a vender terrenos?</p>
<p>Pensei durante alguns segundos. A resposta inquietou-me. <strong>Não sei.</strong></p>
<p>Existe formação para mediação imobiliária, crédito habitação e avaliação de imóveis. Até para fotografia imobiliária. Mas para interpretar territórios? Para ler um Plano Diretor Municipal (PDM)? Para distinguir a classificação fiscal de um prédio do seu verdadeiro potencial urbanístico? Procurei. Não encontrei.</p>
<p>Um arquiteto estuda cinco anos para aprender a intervir no território e um jurista para interpretar a lei. A leitura de um terreno exige isso, e ainda (no mínimo): cartografia, topografia, infraestruturas, ordenamento, condicionantes, impacto ambiental, servidões, regulamentos urbanísticos. E ainda assim, o mercado decidiu que era suposto os mediadores saberem também tudo isto.</p>
<p>Esta mediadora tinha angariado um terreno numa excelente localização, feito o seu estudo de mercado e colocado-o à venda por 2,35 milhões de euros.</p>
<p>Mais tarde descobriu que o terreno estava integrado numa Unidade Operativa de Planeamento e Gestão — sujeita a cedências, perequações e regras urbanísticas que alteravam a sua viabilidade e valor.</p>
<p>Não foi um erro de avaliação. Foi um erro de leitura: de um sistema que lhe pediu para interpretar algo complexo sem lhe fornecer nenhuma ferramenta. E o proprietário? Deveria saber? Na maior parte dos casos, não sabe.</p>
<p>A cadeia começa aí: um proprietário que não sabe o que vende, um mediador sem ferramentas para o descobrir, um comprador que decide com informação incompleta.</p>
<p>Quando um mediador angaria um apartamento, recebe informação estruturada: desde a área certificada à licença de utilização.</p>
<p>Liga ao proprietário. Pede a caderneta. Consulta o PDM. Contacta entidades competentes. Pergunta a um arquiteto, a um engenheiro, a um colega. Cada um responde uma coisa diferente.</p>
<p>O mediador sintetiza como pode. Estima um valor. Coloca à venda. E torce para não ter cometido um erro que só vai descobrir mais tarde.</p>
<p>Há nos anúncios imobiliários uma expressão que merece ser lida com mais atenção: <em>&#8220;Projeto aprovado&#8221;</em>. Parece uma garantia, mas responde apenas a uma pergunta: pode fazer-se isto? Nunca responde à questão que deveria vir antes: é isto o melhor que se pode fazer aqui?</p>
<p>Um projeto aprovado pode ser a decisão mais inteligente para aquele terreno. Ou pode ser uma resposta a perguntas que nunca foram feitas, e que agora condicionam tudo o que vem a seguir.</p>
<p>O anúncio não diz qual dos dois é. E o comprador raramente pergunta. Isto não é uma falha de profissionais. <strong>É uma falha de sistema.</strong></p>
<p>Durante anos repetimos que o fator mais importante no imobiliário era a localização. Mas é apenas o ponto de partida. Um terreno bem localizado com uma leitura errada pode destruir um investimento, já um aparentemente secundário, corretamente interpretado, pode ser o ativo mais rentável de uma carteira. A diferença não está no lugar. <strong>Está no que foi lido.</strong></p>
<p>O mercado imobiliário português sofisticou-se em quase tudo: dos produtos à própria comunicação, mas a forma como lemos um terreno continua a ser a mesma de há trinta anos. Informal e fragmentada.</p>
<p>Talvez o problema nunca tenha sido a forma como avaliamos terrenos, mas como <strong>nunca criámos uma forma normalizada de os ler.</strong> E enquanto não o fizermos, continuaremos a tomar decisões de milhões de euros com a mesma informalidade com que pedimos indicações a um desconhecido na rua.</p>
<p>Cada um aponta numa direção. E torce para ter acertado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Por Maria João Correia, arquiteta e fundadora do Segmento Urbano]]></sapo:autor>
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		<title>Exames: Ministro promete que todos os alunos terão notas até ao final da semana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 11:28:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Educação disse hoje que "todos os alunos" do ensino secundário deverão ter as suas notas dos exames nacionais até "ao final da semana".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ministro da Educação disse hoje que &#8220;todos os alunos&#8221; do ensino secundário deverão ter as suas notas dos exames nacionais até &#8220;ao final da semana&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Nós temos neste momento um mecanismo para a correção. Espero que no final desta semana todos os alunos tenham a sua classificação&#8221;, afirmou o ministro da Educação, Ciência e Inovação, durante a audição parlamentar pedida pelo Livre e pelo PCP sobre o processo de digitalização dos exames nacionais.</P><br />
<P>Este ano, pela primeira vez, os alunos do 11.º e 12.º anos realizaram os exames nacionais em papel e as cerca de 290 mil provas foram digitalizadas para serem assim corrigidas.</P><br />
<P>O processo de classificação digital teve problemas desde o início, com dificuldades de acesso à plataforma, erros na digitalização das folhas, respostas incompletas ou trocadas, obrigando a alterar o prazo de divulgação dos resultados.</P><br />
<P>Na passada sexta-feira, as pautas foram afixadas, mas houve milhares de notas que ficaram por atribuir. Também no caso da disciplina de Físico-Quimica, por exemplo, houve uma falha na correção que obrigou a alterar as notas. Hoje, ainda há relatos de alunos sem notas.</P><br />
<P>&#8220;A generalidade dos alunos têm hoje a classificação correta&#8221;, sublinhou Fernando Alexandre.</P><br />
<P>O ministério prometeu o acesso gratuito às correções e até ao final da noite de segunda-feira havia ainda mais de 50 mil alunos sem acesso à sua correção em PDF, segundo dados do ministro que disse terem sido entregues as provas a cerca de 100 mil alunos, num universo de 166 mil estudantes.</P><br />
<P>Fernando Alexandre explicou que no momento em que os alunos tenham a sua classificação, podem decidir se querem ou não pedir a reapreciação da prova, garantindo mais uma vez que estarão &#8220;em igualdade de circunstâncias com os outros alunos&#8221;, tendo a possibilidade de ir à época especial.</P><br />
<P>&#8220;Do ponto de vista objetivo da candidatura ao ensino superior, há todos os mecanismos para garantir que o aluno pode concorrer à primeira fase&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Hoje, o ministro garantiu que através da plataforma digital os erros nas classificações conseguem ser corrigidos &#8220;em minutos&#8221;, referindo que o processo de correção das notas está &#8220;completamente operacional&#8221;.</P><br />
<P>Fernando Alexandre voltou hoje a defender a necessidade de uma &#8220;revisão profunda&#8221; do processo que envolve os professores classificadores, que considera &#8220;não estar bem organizado&#8221;.</P><br />
<P>Sobre os mais de 11 mil professores que classificaram os cerca de 300 mil exames nacionais, o ministro lembrou que existem &#8220;imensos riscos&#8221; já que o sistema não acautela casos de docentes que ficam doentes durante o processo: &#8220;Quando as provas são distribuídas por classificadores, depois não há nada. Se um professor ficar doente e tem cinco respostas para corrigir, elas ficam ali paradas&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Vamos já fazer mudanças nesta segunda fase&#8221;, anunciou o ministro, sem especificar quais as mudanças.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791867]]></sapo:autor>
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		<title>Novos documentos revelam detalhes das acusações de violação contra os irmãos Tate</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 11:27:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Novos documentos judiciais divulgados nos Estados Unidos vieram revelar pormenores das mais recentes acusações de crimes sexuais apresentadas contra os irmãos Andrew e Tristan Tate, atualmente detidos na Florida enquanto contestam um pedido de extradição do Reino Unido.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Novos documentos judiciais divulgados nos Estados Unidos vieram revelar pormenores das mais recentes acusações de crimes sexuais apresentadas contra os irmãos Andrew e Tristan Tate, atualmente detidos na Florida enquanto contestam um pedido de extradição do Reino Unido. Os processos incluem novas alegações de violação, tráfico sexual, agressões físicas e outros crimes, agravando significativamente a situação judicial dos dois influenciadores, que continuam a negar qualquer prática criminosa.</p>
<p>Segundo documentos tornados públicos na noite de segunda-feira, várias mulheres denunciaram às autoridades britânicas episódios de violência física e sexual alegadamente cometidos pelos irmãos Tate. Entre os relatos constam acusações de estrangulamento, em alguns casos até à perda de consciência das vítimas, bem como violações e agressões continuadas. Andrew e Tristan Tate compareceram na segunda-feira perante um tribunal federal em Miami, acompanhados pelos seus advogados, onde reiteraram a sua inocência e confirmaram que irão contestar o pedido de extradição apresentado pelo Reino Unido.</p>
<p>A divulgação destes documentos representa um novo desenvolvimento num caso que já se prolonga há vários anos e que envolve investigações em diferentes países. Depois de terem alcançado notoriedade através da televisão britânica, os irmãos Tate construíram uma enorme presença nas redes sociais, onde Andrew Tate se tornou uma das figuras mais conhecidas da chamada &#8220;manosfera&#8221;, promovendo discursos frequentemente classificados como misóginos e defendendo aquilo que o próprio descreve como uma visão de &#8220;masculinidade&#8221; radical. Apoiante declarado do presidente norte-americano Donald Trump, Andrew Tate acumulou milhões de seguidores ao mesmo tempo que se tornava alvo de sucessivos processos judiciais.</p>
<p><strong>Novas alegações agravam acusações contra Andrew Tate</strong><br />
Os documentos relativos a Andrew Tate detalham acusações envolvendo duas alegadas vítimas. Num dos casos, os procuradores britânicos afirmam que uma mulher que trabalhava no denominado &#8220;negócio das webcams&#8221; terá sido violada em 2015, na residência de Andrew Tate, em Bedford, Inglaterra. Segundo a acusação, durante o alegado ataque, o influenciador terá estrangulado a vítima até esta perder os sentidos.</p>
<p>Outra mulher relata ter conhecido Andrew Tate através de uma aplicação de encontros em 2014 e ter mantido inicialmente uma relação sexual consentida. Contudo, num encontro posterior, já na habitação da alegada vítima, em Manchester, esta afirma que foi imobilizada durante o ato sexual, ficou sem conseguir respirar e receou ser morta, segundo descrevem os documentos apresentados pelas autoridades britânicas.</p>
<p>Além destes episódios, Andrew Tate enfrenta mais sete acusações de violação, três acusações de tráfico sexual, três acusações de agressão e outras 19 relacionadas com posse de imagens indecentes de menores e pornografia extrema, segundo um comunicado divulgado pelo Ministério Público britânico (Crown Prosecution Service) e pela polícia de Bedfordshire.</p>
<p>No total, Andrew Tate responde agora por 42 acusações, entre as quais violação, tráfico de seres humanos, agressões e crimes relacionados com material de abuso sexual de menores.</p>
<p><strong>Tristan Tate enfrenta novas acusações</strong><br />
Também Tristan Tate viu aumentar o número de acusações. Segundo os documentos judiciais, uma mulher com quem manteve uma relação amorosa entre 2012 e 2013 acusa-o de a ter violado repetidamente.</p>
<p>De acordo com a acusação, Tristan Tate estrangulava alegadamente a vítima até esta perder os sentidos e agredia-a com um cinto, provocando-lhe hematomas e vergões. Num dos episódios descritos, terá atingido a mulher no rosto, causando-lhe um olho negro.</p>
<p>As novas acusações incluem duas violações, uma agressão sexual e três crimes relacionados com facilitar deslocações para fins de exploração.</p>
<p>Ao todo, Tristan Tate responde agora por 17 acusações, incluindo violação, agressão sexual e tráfico de seres humanos.</p>
<p>Os procuradores afirmam que recolheram depoimentos de testemunhas, mensagens eletrónicas e fotografias que, segundo sustentam, corroboram as alegações apresentadas pelas vítimas.</p>
<p><strong>Total de acusações sobe para 59</strong><br />
Com as novas acusações, os dois irmãos enfrentam agora 59 acusações criminais no Reino Unido, resultantes de investigações desencadeadas após denúncias apresentadas por várias mulheres.</p>
<p>Estas novas acusações surgem na sequência de uma investigação conduzida pela polícia britânica depois de quatro novas alegadas vítimas terem apresentado queixas, juntando-se aos processos que já existiam.</p>
<p><strong>Porque estão detidos nos Estados Unidos?</strong><br />
Andrew e Tristan Tate foram inicialmente detidos na Roménia, em 2022, onde enfrentam acusações de tráfico de seres humanos e de participação num grupo criminoso organizado destinado à exploração sexual de mulheres.</p>
<p>Embora permanecessem sujeitos a medidas de controlo judicial naquele país, as autoridades romenas levantaram, no ano passado, as restrições às deslocações internacionais. Os irmãos viajaram então para a Florida num jato privado, continuando, segundo o advogado Joseph McBride, a regressar mensalmente à Roménia para comparecer perante a justiça.</p>
<p>Foram detidos pelos US Marshals a 18 de julho, quando se dirigiam para um evento de boxe sem luvas (&#8220;bare-knuckle boxing&#8221;) em Miami, em cumprimento de um pedido de extradição apresentado pelas autoridades britânicas.</p>
<p>Esse pedido resulta de uma investigação conduzida pelo Ministério Público britânico relativa a alegados crimes denunciados por sete mulheres no leste de Inglaterra entre 2010 e 2017.</p>
<p>Entretanto, também as autoridades da Florida abriram uma investigação criminal aos dois irmãos.</p>
<p><strong>Defesa fala em motivações políticas</strong><br />
Os advogados continuam a negar todas as acusações e sustentam que o processo tem motivações políticas.</p>
<p>Joseph McBride afirmou aos jornalistas que pretende contestar a extradição e apelou mesmo à administração Trump para intervir. Segundo o advogado, existe um entendimento antigo entre o Reino Unido e a Roménia segundo o qual Londres não pediria a extradição enquanto os processos romenos permanecessem pendentes.</p>
<p>McBride defende ainda que o pedido britânico interfere com processos judiciais em curso tanto na Roménia como na Florida e argumenta que as acusações têm natureza política.</p>
<p>Já Jacques Semmelman, advogado norte-americano especializado em processos de extradição e sem ligação ao caso, considera que, caso a Roménia não apresente formalmente objeções junto do Departamento de Estado dos EUA, dificilmente um tribunal norte-americano terá fundamento para travar o processo com base nesses argumentos.</p>
<p>Semmelman recorda igualmente que os tribunais romenos decidiram, em 2024, que os irmãos Tate deverão ser extraditados para o Reino Unido quando o processo naquele país estiver concluído.</p>
<p><strong>Como funciona o processo de extradição</strong><br />
Os Estados Unidos e o Reino Unido estão vinculados por um tratado de extradição reforçado, em vigor desde 2007, através do qual ambos os países se comprometem a entregar pessoas procuradas para efeitos de julgamento.</p>
<p>O procedimento prevê uma audiência perante um juiz federal norte-americano para verificar se estão reunidos os requisitos legais da extradição. Caso essa fase seja ultrapassada, a decisão final pertence ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que poderá autorizar ou recusar a entrega.</p>
<p>Os irmãos Tate poderão ainda recorrer judicialmente de qualquer decisão desfavorável.</p>
<p>O Departamento de Justiça norte-americano confirmou que as detenções foram efetuadas ao abrigo dos tratados internacionais e dos acordos de cooperação policial aplicáveis às extradições.</p>
<p>Até ao momento, Marco Rubio não manteve qualquer contacto com os irmãos Tate ou com os respetivos advogados e, segundo um alto responsável do Departamento de Estado citado pela CNN, não existem planos para intervir no processo. Também Donald Trump não deverá envolver-se no caso, apesar de aliados dos irmãos terem procurado contactos junto de pessoas próximas do Presidente norte-americano.</p>
<p><strong>O que acontece a seguir</strong><br />
Andrew e Tristan Tate permaneciam detidos até à tarde de segunda-feira. A juíza responsável esclareceu que a audiência realizada em Miami não constituiu um julgamento criminal, servindo apenas para dar início ao procedimento relacionado com a extradição.</p>
<p>Nas próximas semanas, um juiz federal norte-americano decidirá se estão reunidos todos os requisitos legais para autorizar a entrega dos irmãos às autoridades britânicas.</p>
<p>Segundo Jacques Semmelman, o processo decorre, até agora, dentro da normalidade prevista para este tipo de procedimentos, embora admita que casos envolvendo figuras públicas com forte exposição mediática tendam a prolongar-se devido ao elevado número de recursos e estratégias jurídicas disponíveis para a defesa.</p>
<p>Entretanto, Dani Pinter, diretora jurídica do National Center on Sexual Exploitation, organização que representa uma mulher que afirma ter sido coagida pelos irmãos Tate a integrar uma rede de tráfico sexual na Roménia, afirmou estar &#8220;grata às autoridades dos Estados Unidos e do Reino Unido por prosseguirem corajosamente a justiça com a detenção e extradição dos alegados traficantes sexuais Andrew e Tristan Tate&#8221;. Acrescentou ainda que a sua cliente, identificada como &#8220;Jane Doe&#8221;, e a respetiva família se encontram agora &#8220;mais seguras&#8221; depois de, segundo afirma, terem sido alvo de uma campanha de assédio e intimidação atribuída aos irmãos Tate.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791796]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Procura de crédito à habitação recua ligeiramente no segundo trimestre, indica BdP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 11:26:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A procura de crédito à habitação diminuiu ligeiramente no segundo trimestre, enquanto a procura de empréstimos de longo prazo por parte das empresas também recuou, mas sem impacto no agregado, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A procura de crédito à habitação diminuiu ligeiramente no segundo trimestre, enquanto a procura de empréstimos de longo prazo por parte das empresas também recuou, mas sem impacto no agregado, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).</P><br />
<P>De acordo com o Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito, a redução da procura de crédito pelas Pequenas e Médias Empresas (PME) refletiu uma menor necessidade de financiamento do investimento, embora este fator não tenha tido impacto na evolução agregada dos pedidos de empréstimos pelas empresas.</P><br />
<P>No segmento dos particulares, os bancos registaram uma ligeira diminuição da procura de crédito à habitação, enquanto a procura de crédito ao consumo permaneceu praticamente inalterada.</P><br />
<P>A redução da procura de empréstimos para compra de casa foi justificada, sobretudo, pelas perspetivas para o mercado da habitação e pelo nível geral das taxas de juro.</P><br />
<P>No consumo e outros fins, a despesa de consumo financiada através de empréstimos garantidos por ativos imobiliários deu um contributo ligeiro para o aumento da procura, no entanto sem impacto no agregado.</P><br />
<P>Para o terceiro trimestre, as instituições bancárias antecipam um ligeiro aumento da procura de crédito por parte das PME, transversal à maturidade dos empréstimos.</P><br />
<P>Em contrapartida, esperam uma nova diminuição da procura de crédito à habitação, enquanto os pedidos de crédito ao consumo deverão manter-se.</P><br />
<P>Relativamente à oferta, verificaram-se critérios de concessão de crédito ligeiramente mais restritivos para PME e nos empréstimos de longo prazo.</P><br />
<P>Nos particulares, ligeiramente mais restritivos nos empréstimos à habitação e sem alterações no crédito ao consumo e outros fins.</P><br />
<P>No caso das PME, &#8220;a perceção de riscos associados à situação e perspetivas de empresas ou setores de atividade específicos e, em menor grau, de riscos associados à situação e perspetivas económicas gerais, contribuíram ligeiramente para critérios de concessão mais restritivos&#8221;, referiu o BdP.</P><br />
<P>Em sentido contrário, a concorrência de outras instituições bancárias contribuiu ligeiramente para critérios menos restritivos nas empresas.</P><br />
<P>Sobre a proporção de pedidos de empréstimo rejeitados, não se verificaram alterações no segmento das empresas, enquanto os particulares demonstraram um ligeiro aumento no segmento da habitação e sem alterações no consumo.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791866]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Ensaio. Suzuki Swift 1.2 Mild Hybrid: o utilitário que continua a desafiar a lógica do mercado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Farromba]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 11:22:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Ensaio]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Farromba]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Jorge Farromba explica como a Suzuki manteve-se cativante num mundo automóvel cada vez mais acelerado]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo automóvel alterou-se desde a pandemia de modo acelerado, tornou-se disruptivo, mais inovador &#8211; focado cada vez mais em SUV, sistemas complexos e muita tecnologia.</p>
<p>A <strong>Suzuki </strong>com o<strong> Swift</strong> segue um caminho diferente. Vem-me sempre à memória um amigo cujo pai pertencia ao corpo diplomático e tinha na sua garagem um raro Mercedes, um Porsche 911, uma pequena (mesmo) moto Suzuki e um Suzuki verde garrafa! Numa época em que dominavam as marcas europeias generalistas o Suzuki era, além de bonito, cativante no seu modo de trabalhar e na estética.</p>
<p>Hoje, a marca mudou mas mantém-se diferente, cativante mas inexplicavelmente ainda muito desconhecida, injustamente, pois o produto é mesmo bom.</p>
<p>Após vários dias ao volante do novo Swift em estradas portuguesas, por Lisboa, montanha (junto ao Piódão para ver a dimensão dos incêndios), alguns percursos secundários e  incursões por autoestrada, verifico que a Suzuki não quis reinventar o modelo mas sim aperfeiçoá-lo.</p>
<p><strong>DESIGN EVOLUTIVO &#8211; RESPEITO PELA IDENTIDADE </strong></p>
<p>O novo Suzuki Swift compete no <strong> segmento B</strong>, com uma  carroçaria hatchback de cinco portas. Embora não parecendo, as alterações são subtis, com a zona dianteira completamente redesenhada, uma nova grelha, a assinatura luminosa em LED surge mais sofisticada e as proporções foram trabalhadas para manter a  sensação de dinamismo da geração anterior.</p>
<p><strong>APOSTA NA EUROPA</strong></p>
<p>A Suzuki desenvolveu este modelo para o mercado europeu, refletindo a tradição da marca em privilegiar robustez e fiabilidade, resultado de uma experiência acumulada pela Suzuki em veículos compactos, de uma marca japonesa com uma das histórias mais respeitadas da indústria.</p>
<p>O motor atmosférico de 1.2 litros de três cilindros, surgem associado a tecnologia Mild Hybrid de 12V com…  82 cv! No “papel” não impressiona, mas a realidade da estrada conta uma história diferente, pois todo o conjunto trabalha de forma harmoniosa com a assistência elétrica  a reduzir os esforços do motor térmico durante as acelerações  &#8211; o que se traduz em consumos reais muito contidos.</p>
<p>Ao invés de colocar a sobrealimentação, a Suzuki opta pela simplicidade mecânica e durabilidade a longo prazo. Mas a maior surpresa reside no prazer de condução com uma posição ao volante natural, boa visibilidade e dado o baixo peso (um dos elementos diferenciadores, onde ao apostar no baixo peso, a relação peso-potência aumenta) e torna-o ágil, com um comportamento correto, onde, não sendo desportivo, consegue ser divertido.</p>
<p>A direção é leve em cidade e suficientemente comunicativa, a suspensão privilegia o conforto mas não compromete a estabilidade, quase que a convidar-nos a escolher o caminho mais longo para o destino.</p>
<p><strong>INTERIOR &#8211; Quando a simplicidade revela inteligência </strong></p>
<p>O habitáculo evoluiu com um painel de instrumentos modernizado, um ecrã central de 9” compatível com Apple CarPlay e Android Auto sem fios. A ergonomia mantém-se e o habitáculo não é acanhado. A marca resistiu à tentação e manteve  comandos físicos para funções essenciais, uma decisão que melhora, em minha opinião a usabilidade durante a condução.</p>
<p>Os bancos são confortáveis e com bom apoio; são vários os espaços de arrumação e a perceção de qualidade existe, mesmo com vários plásticos rijos superiormente montados.</p>
<p>Não detetei ruídos parasitas no empedrado, revelador do rigor de construção e da robustez; o foco foi colocado na durabilidade. A excelente visibilidade e o reduzido raio de viragem são elementos a destacar.</p>
<p><strong>TECNOLOGIA</strong></p>
<p>Nesta geração destaco a integração do ecossistema <strong>Suzuki Connect</strong>, que permite monitorizar várias funções do Swift através do telemóvel.</p>
<p>Até neste domínio a marca não segue tendências! Não faz uso de avançados sistemas de Inteligência Artificial generativa, de algoritmos de assistência à condução e sistemas de segurança preditiva que recorrem ao processamento permanente de dados para aumentar a segurança, mas coloca a tecnologia sem a complexidade desnecessária.</p>
<p><strong>O QUE O DIFERENCIA</strong></p>
<p>A proposta de valor do Swift é talvez a mais difícil de replicar pelos concorrentes, dado que a concorrência aumenta o peso, complexidade e preço; a Suzuki continua a apostar na eficiência real aliada ao baixo peso, fiabilidade mecânica, custos de utilização reduzidos e  experiência de condução genuína; um filosofia quase contracorrente na indústria automóvel atual!</p>
<p><strong>PÚBLICO ALVO </strong></p>
<ul>
<li>Condutores jovens mas também seniores</li>
<li>Famílias urbanas</li>
<li>Utilizadores que privilegiam baixos custos de utilização.</li>
</ul>
<p><strong>VEREDICTO</strong></p>
<p>O Suzuki Swift não tenta ser o automóvel mais rápido, mais tecnológico, mais luxuoso, mas um automóvel equilibrado; Consegue-o pois manteve a filosofia dos utilitários europeus, sendo compacto por fora, espaçoso no interior, económico e genuinamente agradável de conduzir.</p>
<p>Voltando ao início do meu artigo o Swift <strong>continua a dar a sensação de ter sido desenvolvido por engenheiros apaixonados por automóveis. </strong></p>
<p><strong>PREÇO</strong></p>
<p>A gama está disponível com preços a partir dos <strong>20.000 euros</strong> para a versão Mild Hybrid até aos <strong>24.500 euros</strong> da versão mais equipada com transmissão CVT e ensaiada (em acelerações fortes a mesma revela-se mais silenciosa em aceleração mas com uma gestão do “terreno” equilibrada).</p>

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<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nota Editorial de Transparência</strong></p>
<p>Esta análise independente do Suzuki Swift foi produzida com base na experiência real de condução do autor, informação técnica disponibilizada pela marca, documentação oficial, apresentações de produto e dados verificáveis. O artigo privilegia rigor, factualidade, autenticidade e contexto de utilização real, escrito por humano.</p>
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