Em conferência de imprensa, esta sexta-feira, Liz Truss, primeira-ministra britânica recusou a demissão do cargo, confirmando Jeremy Hunt como novo ministro das Finanças do Reino Unido, na sequência da demissão de Kwasi Kwarteng.
“Quero implementar uma economia de baixos impostos, de altos ordenados, foi para isso que fui eleita. Essa missão continua a ser a minha”, defendeu, antecipando que “haverá agravamento das condições globais” de vida no país.
“Precisamos de agir agora para tranquilizar os mercados. Decidi manter aumento do IRC, aumentando em 18 mil milhões de libras por ano, como estava previsto pelo anterior governo”, anunciou a primeira-ministra britânica.
“Faremos o que for necessário para garantir que a dívida vai diminuído a médio-prazo”, defendeu, garantindo que vai proteger os ingleses de “terem contas de energia mais altas” este inverno.
Sobre a demissão de Kwarteng, Truss comentou: “É uma pena perdê-lo é um amigo chegado e ia ajudar-nos a pôr o país no caminho certo. Agi de forma decisiva porque a minha prioridade é garantir a estabilidade do país. Quero ser honesta, precisamos de estabilidade. É difícil, mas vamos ultrapassar esta tempestade e garantir o crescimento sustentável”.
Questionada pelos jornalistas porque recusa demitir-se do cargo e se tem credibilidade para permanecer como primeira-ministra, Truss foi perentória: “Tendo em conta o que aconteceu agi de forma decisiva. Tomei as decisões que tomei hoje em nome do interesse nacional”.
Truss adiantou ainda que o novo ministro das Finanças partilha do seu interesse de “dar estabilidade” ao Reino Unido. “Estamos empenhados, sobretudo num período tão adverso”, garantiu.



