Praias da Fuseta-Ria e Armação de Pera estão interditas a banhos

De acordo com a agência, a interdição vai manter-se até que os resultados à qualidade da água indiquem valores microbiológicos dentro dos parâmetros de segurança

Francisco Laranjeira

As praias da Fuseta-Ria e Armação de Pera estão interditas a banhos, segundo alertou esta terça-feira a Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Nas duas praias nos concelhos algarvios de Olhão e Silves, respetivamente, foram detetados indícios de contaminação microbiológica, tendo sido hasteada esta manhã a bandeira vermelha, depois de ter sido confirmada a presença da bactéria E-Coli nas análises à água.

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De acordo com a agência, a interdição vai manter-se até que os resultados à qualidade da água indiquem valores microbiológicos dentro dos parâmetros de segurança.

A associação Zero alertou recentemente para o agravamento da qualidade da água nas praias portuguesas, referindo que durante a presente época balnear 41 já estiveram interditas e 46 com banhos desaconselhados, a maioria no concelho de Cascais.

Em comunicado, a associação ambientalista explica que estas preocupações resultam de uma comparação entre os resultados da qualidade da água das praias portuguesas durante esta época balnear e o ano transato.

“Existem atualmente 664 águas balneares cuja monitorização é reportada, com um número limitado de praias a revelarem problemas, mas de forma mais expressiva do que na época balnear passada”, indica a Zero. A associação ambientalista refere que desde o início da época balnear (01 de maio) já foi desaconselhado ou proibido banhos em 46 praias, mais 17 do que em período semelhante do ano passado.

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“Nestas zonas balneares as análises ultrapassaram os limites fixados tecnicamente a nível nacional relativamente a, pelo menos, um dos dois parâmetros microbiológicos que são avaliados (Escherichia coli e Enterococus intestinais)”, aponta. Também desde o início da época balnear já foram interditadas 41 praias, mais 13 do que em 2023, a maioria por “má qualidade”, sendo que 15 eram costeiras e 26 interiores.

As águas balneares que apresentaram maior número de situações de água imprópria para banhos foram Matosinhos, com três situações de desaconselhamento ou proibição de banhos e Parede (Cascais), Camilo (Lagos), Bitetos (Marco de Canavezes), Vieira (Marinha Grande), Molhe Leste (Peniche) e Azenhas do Mar (Sintra), cada uma delas com duas situações de desaconselhamento ou proibição de banhos.

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