Pós-Brexit: UE pode proibir exportação de marisco capturado no Reino Unido

A União Europeia (UE) está prestes a proibir totalmente as exportações de marisco capturado em águas britânicas, apesar das garantias governamentais de que as restrições só durariam até à primavera, segundo o jornal britânico Express.

A indústria pesqueira do Reino Unido está a atravessar uma fase difícil, devido ao Brexit, e este mais recente anúncio pode prejudicar ainda mais o setor. Como regra, o marisco, como é o caso das ostras, mexilhões, amêijoas, berbigões e vieiras não são adequados para consumo humano no seu estado puro e requerem purificação antes de poderem ser distribuídos nos mercados da UE.

O governo do Reino Unido tinha dito anteriormente aos exportadores locais que a proibição terminaria no dia 21 de abril, mas um responsável da Comissão Europeia confirmou agora que tal não era o caso.

Um email enviado a 19 de janeiro, e visto pelo site PoliticsHome, avisou que eram “estritamente proibidos os moluscos bivalves originários de países terceiros, como o Reino Unido” que não eram próprios para consumo humano e que não podiam entrar na União Europeia em nenhum momento, acrescentando que “os moluscos acompanhados de um certificado de aquacultura, selvagens ou da aquacultura, não podem em caso algum chegar a um centro de depuração na UE”.

Não foi feita qualquer menção à eliminação progressiva das restrições em abril, apesar das garantias anteriores do Departamento do Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido.

A Kingfisher Seafoods, uma empresa de marisco do Reino Unido, disse que as regras atuais significavam que, para continuar a exportar, teria de investir cerca de 1 milhão de libras em equipamento de processamento, embalagem e rotulagem. “O nosso negócio depende quase inteiramente do envio de berbigões e mexilhões vivos para processamento posterior na UE”, disse o co-diretor da empresa, Rob Benson, citado pelo Express.

“As nossas vendas têm caído a pique desde 31 de dezembro. Estávamos a preparar-nos para continuar até abril, mas esta notícia quase destruiu qualquer esperança que tínhamos no futuro. Isto é o governo a retirar-nos todos os dentes e a deixar-nos incapazes de comer”, disse ainda.

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