Os portugueses pretendem que o Parlamento Europeu dedique atenção máxima no combate à pobreza e a exclusão social, assim como a inflação, o aumento de preços e custo de vida e o apoio à saúde pública, Estas são as conclusões do Eurobarómetro do Parlamento Europeu, divulgado esta quarta-feira. A pobreza saltou para o topo das preocupações dos portugueses (54%, mais 7 pontos percentuais face ao último estudo), superando a inflação e custo de vida (53%, menos 4 pontos percentuais), que é atualmente a maior preocupação dos inquiridos europeus (41%).
Face às crises internacionais e riscos de segurança, os europeus exigem maior unidade entre os 27: 78% dos inquiridos (80% em Portugal) quer que a UE desempenhe um papel mais importante na proteção dos cidadãos, sendo que nove em cada 10 cidadãos europeus querem que os Estados-membros enfrentem em conjuntos os atuais desafios globais.
Para fim de reforçar a sua posição no mundo, a UE deve centrar-se na defesa e segurança (37%), bem como na competitividade, economia e indústria (32%), indicou o Eurobarómetro.
“Os cidadãos da UE querem que a Europa se concentre na segurança e na economia. Procuram na UE estabilidade e esperam uma voz europeia forte e unida no mundo incerto atual. As nossas prioridades e o próximo orçamento de longo prazo da UE devem, portanto, permitir à União enfrentar as novas realidades geopolíticas. O Parlamento ouviu e agora temos de passar das palavras aos atos, investir no que interessa e proporcionar resultados aos nossos cidadãos”, apontou Roberta Metsola, presidente do Parlamento Europeu.
Para investir melhor e com mais impacto na vida dos cidadãos, cerca de oito em cada 10 europeus consideram que um número crescente de projetos terá de ser financiado pela UE no seu conjunto e não pelos países da UE individualmente. Este número é significativamente mais elevado no inquérito feito em Portugal (86% dos portugueses, 78% dos europeus).













