Os portugueses dão cada vez menos prioridade e importância ao pagamento de despesas na área da saúde, com este indicador a reduzir de 85% em 2018 para cerca de 57% no ano seguinte e depois para 54% em 2020. A conclusão é de uma análise da Intrum, que assinala o Dia Mundial da Saúde, comemorado amanhã.
O estudo da Intrum, European Consumer Payment Report’, demonstrou que em Portugal, são os homens que dão prioridade ao pagamento das despesas relativamente à saúde, ao contrário do que acontece a nível europeu.
Quanto aos grupos etários, 7% dos portugueses com mais de 65 anos tem como prioridade o pagamento de despesas nesta área, um valor acima da média europeia. Contudo, entre os 38 e os 44, apenas 2% dão importância a este assunto.
Na análise do panorama europeu, é possível observar que a Suíça e Itália são os países com a maior percentagem de inquiridos que afirma que o pagamento das despesas da saúde são a prioridade. Portugal encontra-se a meio da tabela, em conjunto com países como França, Alemanha, Áustria, Finlândia, Grécia e Roménia.
«A COVID-19 tem vindo a ter um impacto muito forte a nível financeiro e na própria vida das famílias portuguesas. As despesas da saúde mantêm-se como uma prioridade para os portugueses, mas a verdade é que esse valor tem vindo a registar uma diminuição face a anos anteriores. Um indicador importante e que precisa de ser analisado e compreendido», afirma Luís Salvaterra, Diretor-Geral da Intrum Portugal.














