Portugueses não nascidos no país já representam 16% da população total

De acordo com dados do Instituto dos Registos e Notariado (IRN), os pedidos de nacionalidade portuguesa estão a avolumar-se: até janeiro, estavam para apreciação cerca de 230 mil requerimentos de nacionalidade

Revista de Imprensa

Os cidadãos portugueses não nascidos em Portugal já representam cerca de 16% da população total, sobretudo de países fora da União Europeia, revelou esta terça-feira o ‘Diário de Notícias’. “A percentagem não estará muito distante de outros países europeus, mas a particularidade de Portugal é o crescimento muito grande e rápido num curto espaço de tempo”, apontou Pedro Góis, diretor do Observatório das Migrações.

De acordo com dados do Instituto dos Registos e Notariado (IRN), os pedidos de nacionalidade portuguesa estão a avolumar-se: até janeiro, estavam para apreciação cerca de 230 mil requerimentos de nacionalidade. “A maioria são oriundos de cidadãos brasileiros”, seja por via dos direitos previstos por ancestralidade, casamento ou ao fim de cinco anos de permanência em território nacional, indicou o IRN.

Entre 2015 e 2023, o Estado português concedeu 250.744 atestados de nacionalidade. No entanto, de acordo com IRN, “este número não reflete a totalidade de pessoas que possuem o passaporte português”. São cerca de 30 mil concessões por ano, em média, sem que se possa antecipar uma abrandamento futuro desta tendência. “A elevada demora no tratamento dos pedidos que, dependendo dos casos, pode levar mais de dois anos, estará até a retardar a entrada dos processos por parte de alguns estrangeiros residentes”, referiu.

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