Portugueses ‘fogem’ da eletricidade e gás: procura por energias renováveis dispara 137% em julho

Análise da Fixando aponta no entanto que os preços praticados pelos profissionais e empresas têm crescido exponencialmente, sobretudo devido à escassez de mão de obra e de materiais

Francisco Laranjeira
Agosto 29, 2022
15:22

A subida dos preços do gás e da eletricidade está a provocar uma corrida dos portugueses às energias renováveis e sustentáveis – a procura disparou 137% em julho quando comparado com o mesmo período em 2021, revelou esta 2ª feira a ‘Fixando’, aplicação que liga clientes a especialistas em todos os serviços, com base numa análise junto de 2.600 utilizadores e 1.200 especialistas, realizada entre 1 de julho e 25 de agosto último.

Com base no atual registo, a aplicação estimou que a procura em 2022 cresça 180% face a 2021.

No entanto, os preços praticados pelos profissionais e empresas têm crescido exponencialmente, sobretudo devido à escassez de mão de obra e de materiais. A título de exemplo, a Fixando revelou que a instalação de painéis solares em 2021 custava €420 por serviço e atualmente ronda os €590, ou seja, uma progressão de 40,5%.

“Este aumento da procura surge num momento em que as famílias portuguesas estão cada vez mais preocupadas com as variações nos custos das energias e procuram investir em alternativas, não só mais sustentáveis, mas também que lhes garantam algum alívio nas despesas mensais”, frisou Alice Nunes, diretora de Novos Negócios da Fixando.

Os distritos com mais solicitações de clientes são Lisboa (17%), Porto (15%), Setúbal (10%), Aveiro (9%), Braga (8%) e Leiria (8%). A maioria dos utilizadores procura estes serviços para casas com áreas superiores a 100 metros quadrados (89%) e, apesar do aumento dos preços, 42% refere que pretende ter os painéis solares ligados à rede, com apenas 25% a preferir uma ligação própria.

Apesar do crescente interesse dos consumidores, a oferta no mercado não é suficiente para responder aos pedidos – segundo a Fixando, 55% das solicitações durante o mês de julho ficaram sem resposta. Ainda que, desde o início do ano, o número de empresas e especialistas no mercado tenha crescido 19% face a 2021, menos de 10% estão disponíveis de momento para aceitar novas marcações.

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