Portugueses entregaram voluntariamente 265 armas e quase seis mil munições à PSP em dois meses: número dispara face aos anos anteriores

Números fazem parte do balanço da operação nacional “Armas em Segurança – Tour de Verão 2026”, que percorreu o país entre 29 de junho e 31 de agosto, levando os serviços especializados da PSP em armas e explosivos a dezenas de concelhos e freguesias

Executive Digest

Foram 265 armas de fogo e 5.968 munições e cartuchos entregues voluntariamente à Polícia de Segurança Pública (PSP) em apenas dois meses.

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Os números fazem parte do balanço da operação nacional “Armas em Segurança – Tour de Verão 2026”, que percorreu o país entre 29 de junho e 31 de agosto, levando os serviços especializados da PSP em armas e explosivos a dezenas de concelhos e freguesias.

A terceira edição da iniciativa terminou com mais armas entregues e mais ações realizadas do que em 2025. No ano passado, tinham sido recolhidas 187 armas e 2.730 munições e cartuchos. Este verão, o número de armas aumentou para 265 e o de munições mais do que duplicou.

Ao longo da operação, a PSP realizou 140 ações de policiamento de proximidade, atendimento e licenciamento, envolvendo 124 polícias da estrutura de armas e explosivos.

Foram ainda promovidas 22 ações de sensibilização destinadas a esclarecer dúvidas relacionadas com aquisição, posse, guarda, transporte e utilização de armas de fogo, com especial atenção às utilizadas na caça.

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De Viana do Castelo a Faro

Para chegar a zonas onde os cidadãos nem sempre têm acesso próximo aos serviços especializados, a PSP utilizou Unidades Móveis de Atendimento.

A operação passou por 15 distritos e por localidades como Vila Nova de Milfontes, Odemira, Vila Verde, Mogadouro, Penela, Faro, Sabugal, Alcobaça, Mafra, Avis, Matosinhos, Coruche, Sines, Viana do Castelo, Montalegre, Tabuaço e Viseu, entre muitas outras.

Autarquias, juntas de freguesia, associações culturais e desportivas e outras forças e serviços de segurança participaram na articulação local da iniciativa.

O objetivo, segundo a PSP, passou não apenas por facilitar procedimentos administrativos, mas também por incentivar proprietários a regularizarem a situação das armas ou a entregá-las voluntariamente quando já não pretendem mantê-las.

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Os números mostram uma evolução significativa.

Em 2024, a primeira das três edições agora comparadas envolveu 103 polícias e 94 ações, tendo sido entregues cerca de 174 armas e 1.523 munições. Em 2025, foram realizadas 128 ações, com 343 polícias envolvidos, e recolhidas 187 armas e 2.730 munições ou cartuchos.

Este ano, apesar de o número de agentes envolvidos ter descido para 124, as ações subiram para 140 e foram entregues 265 armas e 5.968 munições e cartuchos.

Face a 2025, isso representa um aumento de cerca de 42% no número de armas entregues e de aproximadamente 119% nas munições e cartuchos.

O que fazer quando uma licença de arma caduca?

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A PSP aproveita o balanço da operação para recordar algumas das obrigações legais aplicáveis aos proprietários.

Quando uma Licença de Uso e Porte de Arma caduca e a arma não está legalmente abrangida por outra licença, esta deve ser depositada na PSP ou num armeiro de tipo 2.

A partir daí, o proprietário dispõe de 180 dias para regularizar a situação. Entre as possibilidades estão transferir a arma para outra licença que permita a sua posse, transmiti-la a alguém legalmente habilitado para a deter, exportá-la ou transferi-la, entregá-la a favor do Estado ou, quando permitido, solicitar a respetiva desativação.

O incumprimento destas obrigações pode constituir uma contraordenação.

Há igualmente regras específicas para armas recebidas através de uma herança. Neste caso, o cabeça de casal dispõe de 90 dias para comunicar à PSP a existência da arma, prazo contado a partir da morte do proprietário ou da data em que a arma foi descoberta.

São depois necessários documentos como a certidão de óbito, habilitação de herdeiros ou relação de bens onde conste a arma, identificação dos herdeiros e o livrete de manifesto original.

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A PSP indica que continuará a realizar ações de proximidade e sensibilização destinadas à regularização da posse de armas de fogo e ao esclarecimento dos respetivos proprietários.

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