A maioria dos portugueses mostrou-se indecisa quanto à localização do novo aeroporto, no entanto, concordam que a construção de uma nova ponte sobre o Tejo é uma boa opção.
Estas são as conclusões do barómetro da Intercampus para o CM/CMTV e ‘Negócios’, que mostra que 45% dos inquiridos concordam com a escolha de Alcochete, 30,3% não concordam e 24,7% não sabem ou não respondem.
No que respeita à nova ponte, 52,3% concordam com a construção, e 31,3% não.
O Governo estima que o Aeroporto Luís de Camões, no Campo de Tiro de Alcochete, entre em funcionamento em 2034, e o custo deverá rondar os 6.105 milhões de euros.
A decisão de construir um novo aeroporto leva em consideração fatores de tráfego, ambiente, economia e operação. Embora haja ceticismo quanto às projeções otimistas de tráfego, o Governo acredita que a procura crescerá significativamente, atingindo cerca de 100 milhões de passageiros por ano até 2050, exigindo um aeroporto com duas pistas, algo inviável na Portela.
A opção pelo Campo de Tiro de Alcochete, em vez de Vendas Novas, deve-se também à disponibilidade de terrenos públicos, proximidade a Lisboa e infraestruturas existentes, além de já ter tido uma declaração de impacto ambiental aprovada, embora expirado em 2020.
A opção que envolve o Campo de Tiro de Alcochete foi identificada pela CTI como a que apresenta mais vantagens, entre as duas soluções viáveis para um ‘hub’ (aeroporto que funciona como plataforma de distribuição de voos) intercontinental.
De acordo com CTI responsável pela avaliação ambiental estratégica para o aumento da capacidade aeroportuária da região de Lisboa, que estudou nove opções, são viáveis as soluções Humberto Delgado + Campo de Tiro de Alcochete, até ficar unicamente Alcochete com mínimo de duas pistas.
Já para a construção da terceira travessia do Tejo entre Chelas e o Barreiro, o Governo pediu às Infraestruturas de Portugal (IP) para desenvolver estudos sobre a configuração da nova ponte até ao final do ano. Esses estudos vão determinar se a travessia será apenas ferroviária ou também rodoviária e se incluirá duas ou quatro linhas de ferrovia.
A principal questão é a inclusão de uma componente rodoviária, que pode aumentar o congestionamento e a poluição em Lisboa. A necessidade de linhas ferroviárias também é uma questão crucial. Estudos indicam que quatro linhas seriam necessárias para acomodar comboios suburbanos, regionais, de mercadorias e internacionais, como os que seguem para Espanha. A IP deve avaliar o impacto financeiro e a utilidade dessa configuração.
Outra novidade é o modelo de gestão da nova ponte. Com o término da concessão da Ponte Vasco da Gama e da Ponte 25 de Abril em 2030, o Governo poderá lançar um concurso para que a entidade vencedora assuma também a construção e gestão da nova ponte.













