Portugueses dão cartão verde ao Governo: Ministro da Educação tem a melhor nota, Saúde com a pior avaliação

Dentro do Governo, o ministro Fernando Alexandre, responsável pela Educação, Ciência e Inovação, é o que obtém melhor avaliação. Apesar de uma ligeira perda de pontos, Alexandre superou Paulo Rangel.

Revista de Imprensa

O Primeiro-Ministro de Portugal obteve este mês a melhor avaliação entre as várias instituições políticas analisadas, de acordo com o mais recente Barómetro da Intercampus, realizado para o Correio da Manhã e o jornal ‘Negócios’. A análise mostra um crescimento significativo na avaliação do chefe do Governo em julho, em comparação com o mês anterior.

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O barómetro, que avalia o desempenho das principais instituições e figuras políticas do país, revelou que o Governo e a Assembleia da República também receberam notas positivas, com uma classificação média de 3,1 numa escala até 5. Esta sondagem foi conduzida no período em que o Governo e os partidos estavam a iniciar as negociações do Orçamento do Estado. Apesar da tensão entre o Executivo e a oposição, o ambiente tornou-se menos conturbado com o início das conversações, especialmente com os partidos que podem resolver o impasse. Os portugueses parecem valorizar este entendimento.

A avaliação do Governo foi a que mais subiu nos últimos três meses, destacando-se no pódio das instituições analisadas. O Primeiro-Ministro, por conseguinte, registou a maior melhoria na avaliação, sinalizando uma recuperação considerável na opinião pública.

O Presidente da República também viu um aumento na sua nota, embora esta ainda seja considerada negativa. O Ministério Público e o Supremo Tribunal de Justiça melhoraram na avaliação dos inquiridos, com o Supremo Tribunal sendo a única instituição que não registou uma melhoria nas suas avaliações. A Procuradoria-Geral da República continua a ter a avaliação mais baixa entre as instituições analisadas.

Desempenho dos Ministros
Dentro do Governo, o ministro Fernando Alexandre, responsável pela Educação, Ciência e Inovação, é o que obtém melhor avaliação. Apesar de uma ligeira perda de pontos, Alexandre superou Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, na avaliação geral dos ministros. A devolução do tempo de serviço dos professores pode ter contribuído para esta melhoria. Por outro lado, os aumentos anunciados para os militares ainda não foram considerados nesta sondagem, já que o Barómetro foi realizado antes da decisão. Como resultado, Nuno Melo, ministro da Defesa, não beneficia da nova avaliação e surge como o segundo pior ministro.

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Ana Paula Martins, ministra da Saúde, obteve a nota mais negativa. Esta pasta enfrenta desafios crónicos, particularmente no que diz respeito aos problemas do Serviço Nacional de Saúde (SNS). As Infraestruturas também foram mal avaliadas, com Miguel Pinto Luz destacando-se entre os ministros com menor classificação.

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