Os portugueses tiveram um comportamento «exemplar» no fim de semana de recolher obrigatório imposto pelo Governo, que vigorou entre as 13h e as 8h da manhã de sábado e de domingo (dias 14 e 15 de Novembro), em virtude do novo Estado de Emergência.
A empresa de estatística PSE já tinha revelado os resultados relativos ao confinamento de sábado, onde se destacava um claro cumprimento por parte da população, contudo, agora a informação de domingo mostra uma adesão ainda superior.
No domingo, segundo o relatório da PSE consultado pela ‘Executive Digest’, «64,6% dos portugueses que nem saíram de casa durante todo o dia. Note-se que no domingo passado este valor foi de apenas 48,6%», pode ler-se na nota.
Adicionalmente, «pelas 13h00 deste domingo já 77% da população estava no seu lar. Este valor foi crescendo ao longo do dia e pelas 14h00, já 81% dos portugueses estava confinado.», acrescenta o comunicado.
Estes números representam uma subida face ao dia anterior, altura em que «55% dos portugueses nem sequer saíram de casa durante todo o dia». Para além disso, no mesmo dia a partir das 13h, «73% dos portugueses já estavam confinados no seu lar» no mesmo dia, revela ainda o relatório, sublinhando que «após as 13h o confinamento ainda aumentou mais e pelas 14h já 80% dos portugueses estavam em casa», o que mostra que a medida foi cumprida na generalidade.
«A compreensão por parte dos portugueses da obrigatoriedade de recolhimento às 13 horas foi evidente ao verificarmos que entre as 12h e as 14h, 22% dos portugueses apressaram-se a
recolher a casa, no sábado», revela o relatório. No domingo a percentagem foi menor, só 15%, mas importa ressalvar que «o nível de confinamento já era superior ao de sábado».
O período de maior confinamento, no domingo, foi das 12h às 14h, «sendo as 13:00 horas o período de maior regresso a casa. Tal como tinha acontecido também no sábado», segundo o estudo. «Os dados são claros. Apesar do exemplar comportamento dos portugueses, os portugueses saíram à rua durante a manhã. Em especial no sábado e menos no domingo».













