«Gastamos demasiado dinheiro em raspadinhas e isso significa que o número de pessoas com problemas de jogo patológico, adição ou vício do jogo associado a raspadinhas, também, é potencialmente maior», explicou Pedro Morgado, investigador da Escola de Medicina da Universidade do Minho e psiquiatra no Hospital de Braga, ao “Jornal de Notícias” (JN).
Os dados recolhidos, em 2018, revelam que o gasto médio por pessoas nestes jogos foi de 160 euros por ano, em Portugal, um valor muito superior aos 14 euros de média anual registada em Espanha. Há dois anos, escreve o “JN”, as receitas da Santa Casa com as raspadinhas foram de 1594 milhões de euros. Por comparação, Espanha chegou «apenas» aos 627 milhões de euros.
Segundo Pedro Morgado, «Portugal lidera o consumo per capita de raspadinhas e a magnitude dos números fazem-nos suspeitar que há muitos mais problemas do que aqueles que chegam aos serviços de saúde». «Fomos olhar para os números, porque temos a percepção de que há mais pessoas com o problema recorrer a apoio nos serviços de saúde», adiantou, sublinhando que «há pessoas a consumirem 500 euros por dia».



